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La loi des grands nombres comme forme de description.

Dans le document Musil, Wittgenstein : l'Homme du possible (Page 82-86)

Em termos de panorama mundial da indústria moveleira se discutir-se-à em relação a valores e nomeação dos principais maiores produtores, consumidores, exportadores e importadores de móveis mundiais e suas características.

Note-se que se utilizou a base de dados de 2006 devido à falta de acesso a uma mais atual, tanto referente a restrições econômicas e também por que outros anos apresentaram dados incompletos, impossibilitando uma análise.

Quadro 3.2: Maiores produtores de móveis 2006 (US$ bilhões)

Posição Países Valor US$ bilhões (%)

1º Estados Unidos 65.006 21,21% 2º China 53.750 17,54% 3º Itália 24.507 8,00% 4º Alemanha 20.436 6,67% 5º Japão 12.289 4,01% 6º Reino Unido 10.411 3,40% 7º Canadá 10.133 3,31% 8º França 9.509 3,10% 9º Polônia 8.114 2,65% 10º Brasil 5.019 1,64% 11º Malásia 2.852 0,93% 12º Outros 84.479 27,56% Total 306.505 100,00%

Fonte: CSIL Milano (2008)

Em 2006, a produção mundial de móveis alcançou por volta de US$ 307 bilhões. Ao analisar o quadro 3.2, pode-se notar que a produção de móveis concentra-se nas sete maiores economias industriais do mundo. Juntos, os Estados Unidos, a Itália, a Alemanha, o Japão, o Reino Unido, o Canadá e a França, produzem cerca de 50% da produção, ou seja, esta agrupa especialmente países desenvolvidos.

Para Coutinho (1997); Coutinho et al. (2001) e Ferreira e Gorayeb (2008), a indústria de móveis americana, apesar de ser a maior produtora de móveis mundial, tem uma produção bastante direcionada para o mercado interno e possui vantagem competitiva em móveis de metal, apesar de que também a fabricação de móveis de madeira de alto luxo e de escritório possui destaque. Já a indústria de móveis canadense apresenta elevadas vantagens competitivas na produção de móveis de madeira, especialmente no segmento de dormitórios. Além disso, o Canadá importa grande quantidade de peças e partes de nações asiáticas para a

fabricação de móveis, direcionando a estrutura da indústria para estágios que agregam maior valor adicionado, como o projeto e a montagem. E a Itália é líder nos segmentos de móveis de madeira e estofados, além de possuir destaque em móveis de metal e de plástico, ou seja, tem intensa competitividade na atuação em praticamente todos os segmentos que pratica, devido à sua estrutura industrial elevadamente desverticalizada e especializada, em que as maiores empresas atuam com estratégias agressivas e bastante voltadas ao mercado externo e dedicam-se à montagem e ao projeto dos móveis próprio e inovador, e as pequenas empresas estão direcionadas para o provimento por meio de subcontratação, de componentes e peças. Além disso, a indústria de móveis italiana está em contínuo processo de atualização tecnológica, já que esse país possui uma indústria de equipamentos e máquinas bastante avançada, permitindo uma alta integração entre as duas indústrias, em termos de ajustes das necessidades locais e preços, fazendo com que até mesmo as pequenas empresas possam ter acesso a máquinas de última geração. Na indústria de móveis italiana predomina o uso de madeira reconstituída, e a madeira maciça é empregada somente em alguns estágios ou produtos exclusivos, como sofás e cadeiras.

Já a Alemanha possui uma indústria de móveis mais verticalizada e concentrada, pois tem muitas pequenas oficinas especializadas, sendo muito competitiva em móveis de cozinha, em que é proveniente devido à avançada indústria de equipamentos e máquinas, que admite em relação à base técnica, um constante processo de atualização. Todavia, na indústria alemã, nos últimos anos, muitas empresas produtoras têm praticado a terceirização de alguns estágios de produção, como maneira de diminuição dos custos, por meio da importação de componentes e partes ou mesmo com a instalação de subsidiárias em outras nações, especialmente do Leste Europeu. Além de que ela também possui vantagem competitiva na produção de móveis de madeira maciça, em que a maior parte advém de madeira certificada e reflorestada de pínus e eucalipto, devido às restrições ambientais especialmente à importação de madeira. (COUTINHO, 1997; COUTINHO et al., 2001; FERREIRA; GORAYEB, 2008)

A indústria francesa, segundo Coutinho (1997); Coutinho et. al. (2001) e Ferreira e Gorayeb (2008), não é tão desverticalizada e pulverizada, e apresentam vantagens competitivas nos segmentos de móveis de estofados, de plástico e cozinha. A Polônia inicialmente praticava exportações de peças e partes de menor valor para serem empregadas pelas indústrias moveleiras de outras nações, todavia nos últimos anos avançou nas exportações de produtos finais, usando em grande parte projetos importados ou subsidiárias de indústrias de outras nações europeias que transferiram suas unidades produtoras para o

país. E a indústria de móveis chinesa, sendo o segundo país produtor, possui competitividade nos segmentos de móveis de vime, pois é um setor que possui menor conteúdo tecnológico e maior uso em mão-de-obra, sendo esses fatores que determinam a competitividade da China. Todavia, nos últimos anos, a China tem avançado em outros segmentos da indústria de móveis como móveis de metal e de madeira.

Pode-se observar que os países emergentes estão começando a tomar destaque na produção de móveis mundial, podendo ser observado por meio da análise do gráfico 3.1. Gráfico 3.1: Produção mundial de móveis.

Fonte: CSIL Milano (2008)

A produção de móveis de todas as nações desenvolvidas em conjunto equivale a 64% da produção total moveleira mundial, incluindo outros países ricos. Já em relação aos países emergentes, a produção de móveis se desenvolve cada vez mais e abraça cerca de 36% do total da produção de móveis do mundo.

Para Ferreira e Gorayeb (2008), existe um relacionamento assimétrico na apropriação da renda ao longo da cadeia produtiva mundial do setor moveleiro pelos países desenvolvidos em detrimento da indústria produtora dos países emergentes. Esta produção nestas nações emergentes ou em desenvolvimento vem crescendo rapidamente, principalmente na China e na Polônia, devido aos investimentos em novas plantas, que são

especialmente projetadas e construídas, para que sua produção seja destinada ao mercado exportador. (CSIL MILANO, 2008)

Desde 1988, os EUA lideram o consumo de móveis mundial, não sendo diferente para o ano de 2006, com aproximadamente 28% do consumo, logo atrás acompanhado por China com 12% e Alemanha 7%. Pode-se observar por meio do quadro 3.3 alguns resultados dos gastos.

Quadro 3.3: Maiores consumidores aparentes de móveis 2006 (US$ bilhões).                

Posição Países Valor US$ bilhões (%)

1º Estados Unidos 87.258 28,47% 2º China 32.287 12,17% 3º Alemanha 21.490 7,01% 4º Reino Unido 16.147 5,27% 5º Itália 15.812 5,16% 6º Japão 15.424 5,03% 7º França 13.130 4,28% 8º Canadá 9.746 3,18% 9º Brasil 4.212 1,37% 10º Polônia 3.052 1,00% 11º Malásia 984 0,32% 12º Outros 81.963 26,74% Total 306.505 100,00%

Fonte: CSIL Milano (2008)

É notório que tanto para a produção quanto para o consumo de móveis mundial, pode-se notar a concentração de compra e fabricação entre uma potência mundial os EUA e um país emergente a China, relevantes na manufatura de móveis.

A concentração de mercado de aquisição de produtos em termos de importação mundial de móveis, mantém-se com os EUA, todavia em relação às exportações moveleiras mundiais, a posição centralizadora em termos de primeira posição não mais está nas mãos de nações desenvolvidas, e sim para o país em desenvolvimento chamado China. Todavia encontram-se ainda, em se tratando de atividades exportadoras nos primeiros patamares, a maior parte dos países ricos.

Coutinho (1997); Coutinho et. al. (2001) e Ferraz; Kupfer e Haguenauer (1997) afirmam que no comércio exterior o precursor das atividades exportadoras de móveis nos anos 50 e 60 foi a Dinamarca. E essas atividades, nos anos 70, foram consolidadas pela Itália, liderando anos o mercado mundial, porém o fenômeno sofreu alterações, mostrando um outro panorama atualmente.

O comércio mundial de móveis, em relação ao grau de ocupação na posição das exportações, em relação à localização central, alguns anos atrás intercambiava entre os países mais relevantes desenvolvidos, todavia esse quadro se modificou, podendo ser visto por meio da avaliação do quadro 3.4. É que nos últimos anos, países emergentes, como a China e a Polônia, vêm tomando posições de destaque.

Quadro 3.4: Maiores exportadores de móveis 2006 (US$ bilhões).

Posição Países Valor US$ bilhões (%)

1º China 17.059 18,98% 2º Itália 10.663 11,86% 3º Alemanha 7.901 8,79% 4º Polônia 5.988 6,66% 5º Canadá 4.457 4,96% 6º Estados Unidos 3.202 3,56% 7º França 2.626 2,92% 8º Malásia 2.198 2,45% 9º Reino Unido 1.443 1,61% 10º Brasil 942 1,05% 11º Japão 575 0,64% 12º Outros 32.838 36,53% Total 89.892 100,00%

Fonte: CSIL Milano (2008)

A Itália é o segundo país que mais exporta móveis e a Alemanha o terceiro. Apesar de nação alemã ocupar tal posição, possui um déficit comercial neste segmento de aproximadamente US$ 1 bilhão. E também a França e o Japão possuem um déficit comercial por volta de US$ 3 bilhões, bem como os EUA e o Reino Unido. Ou seja, países desenvolvidos que estão em nível de destaque nas atividades exportadoras de móveis, porém importam mais produtos de outras nações que vendem móveis para outros países. Isto pode estar relacionado, ao fato de estes países possuírem características de mercados consumidores muito atraentes.

As importações de móveis mundiais em termos de posição, são bastante concentradas por países desenvolvidos há muitos anos. Pode ser vista a colocação das principais nações importadoras de produtos deste segmento no quadro 3.5.

Nota-se que, apesar de tal característica centralizadora de aquisição de produtos importados do setor moveleiro estar em andamento por nações ricas, pode-se examinar que o grau de dependência externa dos Estados Unidos, por ser o maior mercado consumidor do mundo de móveis, em relação às compras de móveis de outras nações não é

tão acentuado em associação a sua produção, apesar de 28% dos móveis importados serem adquiridos pela nação americana.

Quadro 3.5: Maiores importadores de móveis 2006 (US$ bilhões).

Posição Países Valor US$ bilhões (%)

1º Estados Unidos 24.454 28,32% 2º Alemanha 8.955 9,96% 3º Reino Unido 7.179 7,99% 4º França 6.247 6,95% 5º Canadá 4.070 4,53% 6º Japão 3.710 4,13% 7º Itália 1.968 2,19% 8º Polônia 926 1,03% 9º China 596 0,66% 10º Malásia 330 0,37% 11º Brasil 135 0,15% 12º Outros 30.322 33,73% Total 89.892 100,00%

Fonte: CSIL Milano (2008)

A produção mundial em 2006 alcançou US$ 307 bilhões, e 64% da produção estava centralizada nos EUA e em países da União Européia. Além de que, os EUA são estimuladores do comércio mundial de móveis, já que consome US$ 87 bilhões que corresponde a 1/3 do consumo e importa US$ 25 bilhões, ou seja, também 1/3 das importações mundiais. E em termos de atividades exportadoras de móveis, apesar de os valores americanos não serem tão destacados, estes ainda se evidenciam, pois estão localizados entre as dez principais nações que exportam móveis. Sem falar dos países ricos da União Européia, que também se exprimem diante de suas colocações entre os dez essenciais países em relação às atividades importadoras, exportadoras e de consumo de móveis mundiais.

Todavia a conjuntura mundial de móveis está convergindo e vem tendendo a passar por grandes transformações nos últimos anos, tanto em termos de produção quanto de comércio internacional, principalmente pelo fato de que os países emergentes, especialmente a China, vêm ganhando participação no mercado.

As modificações não estão relacionadas somente ao quadro descrito acima, mas também devido ao fato de que está acontecendo atualmente o desenvolvimento do comércio internacional moveleiro de forma crescente, influenciado por diversos fatores. Coutinho (1997) descreve que está ocorrendo a tendência de crescimento do comércio

internacional de móveis, não somente para produtos acabados, mas também para peças, produtos semi-acabados e partes.

Pode-se dizer, de uma forma geral, que o ambiente da indústria moveleira internacional está bastante favorável e positivo, apesar dos transtornos que sempre devem ser superados. E como está a conjuntura da indústria de móveis para o Brasil?

Dans le document Musil, Wittgenstein : l'Homme du possible (Page 82-86)

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