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L’INTERDICITION DE LA TUTELLE ET L’INSTAURATION DE LA NOTION DE CHEF DE FILE

A. Une existence ancienne

Em nossa avaliação com os profissionais de saúde envolvidos nas atividades educativas do pré-natal do atendimento SUS de Penápolis/SP não havia nenhuma abordagem específico relativa à DP.

Também ficou clara a ausência de um espaço propício para a reflexão sobre outros assuntos que não fossem aspectos técnicos da atenção obstétrica e odontológica à gestante.

Contudo, após as entrevistas, e capacitação e a reavaliação do quanto consideravam relevante o tema DP, pudemos perceber importantes mudanças que se refletiram nos discursos sobre novas posturas frente às pacientes, melhor entrosamento na equipe e, inclusive o apoio dos gestores para adotar a preocupação sobre DP de forma institucional, determinando a implantação de rotina para o diagnóstico e para o encaminhamento de pacientes com DP na cidade de Penápolis.

Podemos citar como ações efetivas positivas de nossa intervenção a inserção da Escala de Edimburgo em uma UBS para começar a analisar a demanda, trabalhar em rede com a saúde mental e o NASF amparando os profissionais dessa unidade piloto, visando ampliação para toda a rede das estratégias e, sobretudo, o projeto “Mais Perto”, que após a nossa intervenção educativa catalisou o início das discussões na rede sobre a significância da DP e a importância do acompanhamento preventivo.

A capacitação atingiu o objetivo de sensibilizar a todos os profissionais de saúde que dela participaram sobre a importância do tema assim como proporcionar um momento para os profissionais discutirem suas dificuldades, angústias, dúvidas, incertezas e frustrações. Portanto, ficou evidente a relevância de se fazer da educação continuada uma prática corrente à equipe de saúde, e também de possibilitar espaços de educação permanente visando

a escuta da realidade dos profissionais, em que os mesmos possam encontrar soluções e resolubilidade diante de seus conflitos, diminuindo assim as angústias e fortalecendo o trabalho em rede e o vínculo entre os próprios profissionais. Acreditamos que a educação continuada e permanente sejam estratégias eficazes para mudanças e melhor capacitação dos profissionais da saúde.

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APÊNDICE A – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

Título do Estudo: Depressão Puerperal: avaliação da relevância dada pelos profissionais de saúde antes e após intervenção educativa.O objetivo visa Capacitar profissionais da área de saúde a pensar na situação clínica de DP, permitindo que possam agir de forma preventiva.

Assinando este termo consinto em participar voluntariamente do projeto de estudo sob a responsabilidade do pesquisador Lucas Bondezan Álvares e orientação do Prof. Dr. Luiz

Ferraz de Sampaio Neto. Declaro que fui satisfatoriamente esclarecido que: A) o estudo

será realizado a partir da aplicação de questionários que deverão ser respondidos por mim (participante da pesquisa); B) não haverá riscos para a minha saúde; C) que posso consultar os pesquisadores responsáveis em qualquer época, pessoalmente ou por telefone, para esclarecimentos de qualquer dúvida; D) que estou livre para, a qualquer momento, deixar de participar da pesquisa e que não preciso apresentar justificativas para isso; E) que todas as informações por mim fornecidas e os resultados obtidos serão mantidos em sigilo e que, estes últimos, só serão utilizados para divulgação em reuniões e revistas científicas sem a minha identificação; F) que serei informado de todos os resultados obtidos, independentemente do fato de mudar meu consentimento em participar da pesquisa; G) que não terei quaisquer benefícios ou direitos financeiros, assim como nenhum ônus sobre os eventuais resultados decorrentes da pesquisa; H) que esta pesquisa é importante para o estudo e melhor entendimento do assunto Depressão Puerperal e Educação em Saúde. Entendi que terei que responder a perguntas sobre minha prática (em caso de profissionais), vivência ou recebimento de informações em relação ao tema Depressão Puerperal.

Ao final do estudo o pesquisador se compromete a lhe comunicar os resultados. O pesquisador responsável pelo estudo é Lucas Bondezan Álvares que pode atendê-lo nos telefones 18-3654 2210 ou 18- 9649-3714. O orientador é o Prof. Dr. Luiz Ferraz de

Sampaio Neto, telefone 15 3212 9900 ou 15 3232 2374- Rua Brigadeiro Tobias 200,

Centro:– Sorocaba-SP.

O Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC/SP aprovou este estudo e caso necessite outros esclarecimentos ou tenha algo a comunicar ao comitê, o telefone é: 15-3212.9896.

Nome:______________________________________ Data: __/___/____ Assinatura: __________________________________

___________________________

Lucas Bondezan Álvares

____________________________________________________________________________ 1º via – Pesquisador, 2º via – Paciente:

APÊNDICE B - Questionário Semi-Estruturado (Médicos e Enfermeiros)

Instrumentos para coleta de dados Questionários anterior a capacitação

Questionário Semi-Estruturado (Médicos e Enfermeiros)

Identificação: Médico ( ) Enfermeira ( ) UBS X Y Z

1. Em sua UBS existem grupos para gestantes? Sim ( ) Não ( )

2. Caso existam esses grupos, você participa dessas reuniões? Sim ( ) Não ( )

3. Caso existam esses grupos, quais são os temas habitualmente discutidos nessas reuniões?

4. Como você definiria um quadro de Depressão Puerperal (DP)? 5. Quais são os critérios que você costuma usar para diagnosticar DP? 6. Você considera relevante esse problema? Sim ( ) Não ( ) 7. Quantas pacientes com DP você atendeu nos últimos 6 meses? 8. Você se lembra de alguma paciente que teve esse quadro

recentemente? Sim ( ) Não ( )

9. Qual foi a conduta tomada pelo serviço?

APÊNDICE C - Questionário Semi-Estruturado (Técnico de Enfermagem e ACS)

Identificação: Técnico de Enfermagem( ) Agente PSF ( ) UBS X Y Z

1. Você sabe se na sua UBS existem grupos de pré natal? 2. Sim ( ) Não ( )

3. Caso existam esses grupos, você participa dessas reuniões? 4. Sim ( ) Não ( )

5. Caso existam esses grupos, quais são os temas habitualmente discutidos nessas reuniões?

6. Você faz visitas domiciliares em puérperas? Sim ( ) Não ( ) 7. Você sabe o que é Depressão Pós parto (DP)? Sim ( ) Não ( ) 8. Então explique com suas palavras.

9. Você considera comum esse problema? Sim ( ) Não ( ) 10. Você considera grave esse problema? Sim ( ) Não ( )

11. No seu conhecimento, quais consequencias podem surgir da DP? 12. Quantas pacientes com DP você visitou nos últimos 6 meses? 13. Você se lembra de alguma paciente que teve esse quadro

recentemente? Sim ( ) Não ( ) 14. Qual foi o seu papel nesse caso?

APÊNDICE D - Questionário Semi-Estruturado (Puérperas)

Questionário Semi-Estruturado (Puérperas)

Identificação: UBS X Y Z

1. Você participou do grupo de pré natal na sua UBS? Sim ( ) Não ( ) 2. Caso tenha participado em quantas reuniões você foi?

3. Quais foram os temas discutidos nesses grupos?

4. Você sabe o que é Depressão Pós parto ? Sim ( ) Não ( ) 5. Então explique com suas palavras.

6. Nas reuniões do grupo de pré natal, foi discutido sobre Depressão Pós Parto? Sim ( ) Não ( )

7. Você considera comum esse problema? Sim ( ) Não ( ) 8. Você considera grave esse problema?Sim ( ) Não ( )

9. No seu conhecimento, quais consequencias podem surgir da Depressão Pós Parto?

10. Você acha que você poderia desenvolver esse problema? 11. Sim ( ) Não ( )

12. Por que?

APÊNDICE E - Levantamento após intervenção de educação continuada Nome: Data:

Identificação: Médico ( ) Enfermeira ( ) UBS: Tókyo ( ) Planalto ( ) Macro 1 Questionário Aberto

1. Esteve presente na capacitação?( ) Sim ( ) Não

2. Mesmo que não tenha comparecido, ouviu falar alguma coisa

recentemente sobre DP? Está de alguma forma acompanhando essas novas propostas que serão implantadas em Penápolis?

3. Você ouviu comentários sobre a reunião de capacitação?

4. Desde que começamos a discutir a Depressão Puerperal, você mudou alguma coisa na sua prática de atendimento a gestante e puérpera? 5. Desde que você participou da capacitação, diagnosticou ou percebeu

algum caso que poderia ser uma DP? Se sim, qual foi a atitude?

6. Gostaria de fazer algum comentário sobre a capacitação e as propostas de mudanças que estão acontecendo no sistema da saúde de

APÊNDICE F – Falas importantes dos profissionais

Entrevistas da categoria: Visão fragmentada e biomédica do cuidado a gestante

Téc. (Unidade 3): “Cada estagiário, fala de um tema...uma vai falar sobre amamentação, outro vai falar sobre os riscos, amamentação, cuidados com o RN, eles falam disso”.

Puérp. (Unidade 2): “ Foi falado no pré natal sobre Amamentação, relação sexual durante a gestação, como, quando. Sobre o leite, exercício físico durante a gestação...”

Enf. (Unidade 1): “Cuidados com o corpo, higiene pessoal e alimentação muito de leve. No segundo trimestre, já as mudanças maiores que acontecem no corpo, edemas alimentação cuidados com a mama,para amamentação os tipos de bico, como faz... e no 3 trimestre cuidados com o bebê, os tipos de parto e incentivo ao parto normal, cuidados do bebê que já está para nascer”

Entrevistas da categoria: desencontro dos relatos

Puérp. (Unidade 2): “Parto, é...a parte odontológica, nutrição, mais isso mesmo”.

Puérp. (Unidade 2): “Saber, saber não sei não. Já ouvi falar,minha vizinha teve quando o bebê nasceu.”

Puérp. (Unidade 3): É quando assim, que nem, eu tinha um prima que tinha muita dor, e o ponto abriu ela pegou raiva da criança, chorava muito queria tomar remédio, não queria dar de mamar mais, acho que para mim é isso, é alguma coisa que abala, daí é onde dá ai afeta na criança.

Puérp. (Unidade 2): “Eu ouço bastante. Até então eu estava com medo de pegar também, muitas pessoas falam que já teve, muito risco, e que a

possibilidade é grande de ter também, daí eu coloque na cabeça isso ai, mas se Deus quiser vai de pessoa né, creio eu. Umas falam que querem matar o filho, jogar na banheira, ou tirar a o própria vida, e eu já tive caso na minha família e tinha constrangimento de acontecer comigo também”.

Entrevistas da categoria: Divergências entre os profissionais sobre o que é a DP.

Méd. (Unidade 1): “Depressão pós parto? É...aquela paciente aquela puérpera né, que não tem vontade de viver, que não tem vontade de cuidar do nenê, e ela renega mesmo o nenê, ela não tem vontade de se arrumar, ela chega a emagrecer porque não tem vontade de comer, e principalmente em relação ao filho, ela não quer cuidar, uma rejeição mesmo, e sobra para ela também, não é só para o nenê, ela também fica no fundo do poço”.

Enf. (Unidade 2): “Via rejeição...outra coisa não...agressividade essas coisas não. Só mais o contato né, que estava meio limitado geralmente deixa para a irmã mais velha dar banho e trocar, e esse contato ela que deveria ter com o bebê”.

Entrevistas da categoria: Angústias, despreparo e impotências do profissional

AGS (Unidade 3): “Minha vida era chorar, e eu chorava e minha filha chorava junto, até que eu passei na Drª Veridiana (Pediatra) ela me passou um calmante, e ai eu quis voltar a minha vida ao normal, mas era só choro, choro, choro e eu acho que foi uma Depressão Pós Parto que eu tive né".

Enf. (Unidade 2): “Você acha que dá para trabalhar sozinha? Como você acha que eu fico, eu profissional, quando ela chega já com aquela barriga grandinha, e ela fala, eu não quero essa bosta, esse traste, esse bicho que está aqui dentro, como eu fico?”

Entrevistas da categoria: A forma de realizar diagnósticos

Téc.(Unidade 3): “Elas já chegam já chorando, já falando que estão com sintomas de depressão, quando elas falam a gente já fica mais assim...”

Téc. (Unidade 1): “A, eu acho que ela pode rejeitar a criança, pode ter uma mal relacionamento com o marido, agredir o marido a criança, e isso é ruim”.

ACS (Unidade 3): “Ainda não vi não. Eu acho que se eu chegar em uma casa e tiver uma mãe com DP alguma coisa diferente vamos perceber né. A mulher vai estar mais tristonha, vai querer se isolar né, as vezes não tem motivo e chora, o pessoal da minha área vê mais isso, se chora por qualquer motivo”.

Méd. (Unidade 2): “Como todas as puérperas vão apresentar alguns sintomas, a gente tem uma atenção mais especial né, normalmente depois do parto a gente já tem um pouco menos de contato, uma ou no máximo duas consultas, então a gente já não tem o acompanhamento muito de perto”.

ACS (Unidade 1): “Eu acho né, que a depressão são resultados, colheitas né de decepções na vida do ser humano e de todas as maneiras porque tem decepções de todos os jeitos, né...não é só do bebê que não era

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