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DÉPLOIEMENT DES SIGNIFICATIONS DU TERME MUSTÈRION DURANT LES PREMIERS SIÈCLES

Le passage dans la tradition théologique juive et chrétienne

B) DÉPLOIEMENT DES SIGNIFICATIONS DU TERME MUSTÈRION DURANT LES PREMIERS SIÈCLES

Wiltgen (1991) afirma que os efeitos do polo sobre as demais regiies são, em geral, vistos por Perroux (1967) como benéficos, todavia, isto não é consenso, posto que Hirschman (1977), destaca o movimento de forças favoráveis e outras adversas. Assim, o crescimento das regiies periféricas pode ser favorecido pelos efeitos de fluência15 ou prejudicado pelos efeitos de polarização. Desse modo, o crescimento em uma região desenvolvida terá repercussies numa região atrasada – algumas delas favoráveis e outras não.

Um dos efeitos de fluência, por exemplo, é o aumento das compras e dos investimentos nas regiies atrasadas quando existe uma relação de complementaridade entre as regiies. Por outro lado, efeitos de polarização acontecem simultaneamente aos de fluência. As atividades industriais e exportadoras das regiies menos desenvolvidas podem ser impactadas negativamente por meio da concorrência, pois são menos eficientes. Hirschman (1958) argumenta que os efeitos favoráveis superam os desfavoráveis na medida em que a expansão da região desenvolvida dependa fortemente dos produtos com origem na região atrasada.

No sentido oposto, para que as regiies minimizem os efeitos da polarização sem perder os benefícios dos efeitos de fluência, Hirschman (1958) propie a criação de equivalentes de soberania. De maneira geral, isto pode ser entendido como um tipo de concessão de autonomia relativa para um região específica. Algumas instituiçies podem atuar no sentido de fornecer tais equivalentes, no caso do Brasil, mais especificamente no Nordeste e na Amazônia, as Superintendências de Desenvolvimento Regional, SUDENE e Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), podem ser dadas como exemplos. Mais uma vez percebe;se a importância da formulação e condução de políticas que visem a consolidação de novos investimentos no Nordeste, no sentido de que tais inversies produzam impactos positivos no desenvolvimento regional.

Segundo Hirschman (1958), a adoção de uma estratégia de desenvolvimento logrará êxito na medida em que for estruturada em decisies induzidas (rotineiras) e não em atitudes dependentes do espírito inovador dos agentes econômicos, uma vez que estas se baseiam nas

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Esses efeitos acontecem quando existe uma relação de complementariedade entre as regiies envolvidas (WILTGEN, 1991).

características schumpeterianas as quais são raras nos países periféricos. Para o autor, o problema essencial do desenvolvimento consiste em criar e “energizar” a ação em uma determinada direção, assim, Hirschman justifica a intervenção nos países (regiies) subdesenvolvidos (as). É preciso, portanto, que medidas corretas sejam adotadas para promover o desenvolvimento, do seu ponto de vista, é importante concentrar os investimentos em projetos chaves, favorecendo assim, áreas que já apresentem relativo dinamismo econômico, objetivando potencializar os efeitos de fluência.

Especificamente nas fases iniciais do desenvolvimento, os investimentos públicos são quase uma condição necessária em áreas que estão se expandindo. No entanto, no decorrer do avanço deste processo, esses recursos tendem a diminuir em dentrimento aos investimentos privados. Hirschman (1958) sugere dois mecanismos para a promoção do desenvolvimento: i) via excesso de capacidade – aqui, o crescimento da infraestrutura física está r frente dos requerimentos produtivos – há, na verdade, uma espécie de convite aos investimentos produtivos; e ii) via escassez de capacidade, a qual depende da realização de investimentos básicos. No caso de países subdesenvolvidos, o autor acredita que a segunda opção é a mais comum.

Do ponto de vista da inserção da dimensão regional em sua análise, um dos objetivos de Hirschman (1958) é entender como o crescimento pode ser transmitido de uma região para outra. Ele propie a hipótese do crescimento desequilibrado e preocupa;se com as análises das inter;relaçies entre os diversos setores e com a promoção dos efeitos de encadeamento para frente e para trás ( ( ! ( ). Segundo este autor, contrariamente r visão ortodoxa, o crescimento deve ser desequilibrado, pois isso gera tensies e cria oportunidade para aplicação de capital em outros setores. Portanto, deve ser objetivo da política de desenvolvimento manter as tensies, desproporçies e desequilíbrio. Ademais, sob sua ótica, o crescimento inicia;se nos setores líderes (chaves) e move;se para os seguintes de forma desequilibrada.

O planejamento do desenvolvimento consiste na definição de estratégias sequenciais e, segundo Lima e Simies (2010), cada etapa da sequência é induzida por um desequilíbrio anterior. O resultado disso é a geração de um novo desequilíbrio que demanda uma nova etapa. Em cada fase a indústria usufrui de economias externas “criadas pela expansão anterior e ao mesmo tempo cria novas economias externas que serão exploradas por outras, dada a complementaridade existente entre as mesmas” (LIMA; SIMÕES, p. 11, 2010).

É importante salientar que as ideias de Hirschman (1958) destacam o papel fundamental da demanda e, concomitantemente, identifica a capacidade de investir como questão essencial para o desenvolvimento. O empreendedorismo e as atividades econômicas mais modernas representam, assim, elementos chave para potencializar esta capacidade de investimento. Todavia, é uma tarefa difícil e custosa para os países (regiies) subdesenvolvidos (as) basearem o seu processo de desenvolvimento apenas em setores modernos.

Hirschman (1958) propie a existência de dois importantes mecanismos de indução do

investimento: i) ! ( e ii) ( ; os quais serão de suma

importância para nos auxiliar na interpretação dos resultados obtidos a partir das simulaçies com o modelo de EGC. O primeiro está relacionado r compra (demanda) de insumos de outras atividades e o segundo ao fornecimento (oferta) de insumos para outras atividades. Por meio desses efeitos, a implantação de uma determinada unidade industrial pode induzir o surgimento de outras, as quais, por sua vez, se beneficiam das economias externas e das relaçies de complementaridade. Note que, para haver a maximização dos efeitos de encadeamento, é preciso avaliar o grau de interdependência entre os setores.

Tanto a industrialização voltada para a produção de bens intermediários, quanto a de bens de consumo, segundo Hirschman (1958), pode estimular os efeitos de encadeamento, sobretudo os efeitos para trás que são fundamentais para o processo de desenvolvimento. Segundo Lima e Simies (2010), Hirschman elabora um modelo de formação de capital baseado

majoritariamente nos ! ( . Seguindo essa lógica, a base empírica

utilizada por esse autor diz respeito rs matrizes de insumo;produto, as quais fornecem as relaçies entre os diversos setores e permitem inferir sobre os efeitos induzidos (SIMÕES, 2003).

Drejer (2002) afirma que a definição de está intrisicamente associada com a discussão de como emerge um sistema de insumo;produto. De acordo com Perobelli (2004), a interdependência setorial é tratada de diversas maneiras na literatura. Hirschman (1958), como já mencionado anteriormente, preocupou;se em analisar a dependência setorial pela ótica da demanda, ou seja, via "efeitos para trás"; Cella (1984), por outro lado, preocupou;se com o lado da oferta (efeitos para frente); Chenery e Watanabe (1958) mediram os encadeamentos para trás por meio da matriz Tecnológica; Rasmussen (1958) e Hirschman (1958) desenvolveram o conceito de setores;chave baseado, simultaneamente, nos dois efeitos; Sonis e Hewings (1991) propuseram a identificação dos principais elos de ligação de

uma estrutura produtiva por meio da criação do campo de influência; Guilhoto, Sonis e Hewings (2005) aprimoraram o conceito de índices de ligação a partir da criação dos índices puros, os quais além de medir o grau de encadeamento do setor, também consideram o peso (tamanho) do setor na economia.

As atividades industriais produzem incentivos e guiam forças para o desenvolvimento do sistema econômico por meio de suas relaçies de comércio. Isso implica que as economias que apresentam elevado grau de inter;relaçies e, consequentemente, fortes efeitos de encadeamento produtivo são mais dinâmicas do que economias que possuem baixos efeitos de encadeamento. Contudo, “interdependência” e “ ” não são conceitos que podem ser utilizados como sinônimos. Hirschman (1958) ressaltou que indústrias com alto grau de interdependência poderiam ter sido criadas por último, nesse sentido, a máxima interdependência é completamente compatível com a total ausência de um efeito de encadeamento causal ativo.

O papel do espaço e sua relação com as atividades econômicas têm sido objeto de estudo desde o século XIX com o trabalho de Von Thunen em 1826, entre outros (ROBERT; NICOUD, 2004). Recentemente, a partir do trabalho de Krugman (1991), este tópico tem despertado o interesse de economistas da vertente ortodoxa. Esse novo avatar16 da economia espacial ficou conhecido como Nova Geografia Econômica (NGE).

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