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Une réprobation intemporelle universellement partagée

Dans le document Les distinctions dans le droit de la filiation (Page 138-141)

L’ETABLISSEMENT INTERDIT DU DOUBLE LIEN DE FILIATION

A) La réprobation des relations incestueuses

1 Une réprobation intemporelle universellement partagée

O século XXI é palco de uma progressiva revolução tecnológica. A rápida evolução das tecnologias de informação e comunicação permite que surjam novas aplicações relacionadas com os Ambientes Inteligentes (AmI), oferecendo novos paradigmas de partilha de informação útil entre entidades físicas (por exemplo, objectos) e as pessoas. Os AmI surgem a partir da convergência de sistemas de microelectrónica com tecnologias de redes de comunicação sem fios.

As tecnologias de comunicação são o grande suporte dos AmI. A computação ubíqua só é possível através das redes de comunicação que possibilitam a partilha de informação a qualquer momento e em qualquer lugar. Os AmI utilizam um vasto potencial de tecnologias, que juntas, formam redes heterogéneas interligadas, desde redes de potência reduzida embutidas nos ambientes e nos objectos, até às redes celulares que partilham e disponibilizam toda a informação, dos ambientes para as pessoas, com elevados ritmos de transmissão e elevada capacidade, a partir de data centers.

A Internet of Things (IoT) é a uma estrutura baseada na Internet tradicional que identifica objectos e entidades físicas de forma única e global, com representação virtual na web. A “nova Internet” não se refere unicamente à Internet das coisas e dos objectos, mas sim, à junção desta com a Internet tradicional das pessoas, alcançando novos paradigmas de partilha de informação nas sociedades humanas. Esta aproximação entre serviços virtuais e físicos possibilita o aparecimento e evolução dos AmI, sendo toda a informação proveniente dos objectos dos ambientes inteligentes envolventes, partilhada de forma transparente, através de aplicações e novos serviços disponíveis para as pessoas.

A potencialidade das redes de comunicação heterogéneas nos AmI, utilizada pela IoT, não se resume apenas à partilha de informação e serviços entre as tecnologias embutidas nos ambientes e as pessoas. Este novo paradigma possibilita a interligação dos próprios objectos e dispositivos inteligentes, para que sem qualquer intervenção humana, estas entidades físicas possam partilhar os seus dados e responder a determinados comportamentos e acontecimentos dentro dos ambientes e dentro do contexto no qual estão inseridos. As comunicações Machine-to-Machine (M2M) completam todo o cenário criado pela IoT e as redes de comunicação das AmI, com aplicações de automação e monitorização em cidades, casas, indústria, saúde e agricultura.

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Nesta dissertação, no Capítulo 2, são descritas as várias tecnologias utilizadas na IoT e M2M. A IoT reutiliza os protocolos da Internet, e a estrutura da web, para disponibilizar os seus serviços. As comunicações M2M reutilizam as estruturas e tecnologias das redes de comunicação. Vários projectos estão centrados neste conceito de IoT-M2M, e algumas entidades como o ETSI e o IEEE, propõe normas, recomendações e métodos para que os vários desafios que se colocam sejam ultrapassados. Ao nível da capacidade das comunicações, prevê-se que os AmI sejam cada vez mais uma fonte exponencial de dados. A geração de informação de milhares (ou milhões) de dispositivos embutidos nos ambientes, representa um acréscimo brutal de quantidade de dados que as redes conseguem suportar. Apesar da maioria destes dados ocuparem muito pouco espaço em memória, com comunicações bastante rápidas, espera-se que sejam em grande número. Por esta razão, é essencial que as tecnologias de comunicação implementadas tenham capacidades adicionais para manterem os serviços actuais e os da IoT.

As redes de comunicação M2M dividem-se em duas sub-redes: celulares e capilares. As redes capilares são as redes de comunicação inseridas nos ambientes que possibilitam a comunicação dos dados produzidos para pontos de acesso próximos. As redes celulares são a espinha dorsal destas várias redes capilares que suportam os ambientes inteligentes. A ubiquidade e omnipresença da informação é possível a partir das redes celulares. Por outro lado, devido aos consumos reduzidos e capacidade de auto-organização, as tecnologias das redes capilares possibilitam a formação de pequenos grupos de dispositivos embutidos nos objectos e nos ambientes.

No Capítulo 3, propõe-se a adopção das redes de sensores sem fios (RSSF) para as redes capilares. As redes de sensores sem fios têm características muito próprias, facilmente adaptadas aos ambientes inteligentes. São redes que nos últimos anos têm vindo a ganhar bastante interesse, devido ao grande leque de aplicações inteligentes que suporta, e oportunidades de negócio aliciantes. Classificam-se como redes de dispositivos de consumo e potência reduzida, constituídos por sensores que recolhem dados dos ambientes e partilham os mesmos, através de comunicações bastante simples. As suas características possibilitam consumos reduzidos, um factor determinante para redes com um número gigantesco de dispositivos permanentemente activos. Consequentemente, os dispositivos em redes de sensores sem fios têm capacidades reduzidas em termos de processamento, mas suficientes para realizarem as suas funções. Além disso, são dispositivos com tamanhos bastante reduzidos (conceito smart dust), facilmente implementáveis nos ambientes. Estes dispositivos têm portanto, custo muito reduzidos, tanto de hardware, como de implementação e desenvolvimento. Todas estas características traduzem-se em vantagens importantes na adopção das redes de sensores sem fios para as redes capilares, integradas nos ambientes e nos objectos inteligentes.

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A norma IEEE 802.15.4 especifica as camadas físicas e MAC das redes de sensores sem fios. É uma norma com especial foco em comunicações com custos reduzidos, ritmos de transmissão reduzidos e são redes com pouca ou nenhuma infraestrutura subjacente, alcançando a máxima eficiência energética possível. Mantendo o mínimo de recursos energéticos e espectrais necessários à realização das comunicações, introduz técnicas para maximizar a eficiência da partilha de dados com métodos beacon-enable e nonbeacon, transição de estados activos para estados “adormecidos” dos componentes electrónicos dos dispositivos para minimizar o consumo de energia, tempos de emissão/recepção extremamente reduzidos e topologias de rede simples.

O vasto número de trabalhos relacionados com a norma IEEE 802.15.4 propõe protocolos que maximizem a eficiência energética e o tempo de vida dos dispositivos de potência reduzida, sem reduzir a fiabilidade e a eficiência das próprias comunicações. A optimização das redes de sensores sem fios através destes protocolos é possível através de paradigmas de cross-

layer, protocolos colaborativos, auto-organização e métodos de acesso ao meio híbridos.

No Capítulo 4 foram selecionadas algumas plataformas hardware de dispositivos utilizados nas redes de sensores sem fios e disponíveis no mercado. O estudo realizado pretendeu identificar quais as plataformas mais eficientes ao nível do consumo de energia, baseado nos tempos de comunicação e transição de estados da norma IEEE 802.15.4. A plataforma WirelessHart mostrou ter o tempo de vida superior devido aos seus consumos de energia extremamente reduzidos, comparada com as outras plataformas. Algumas plataformas com consumos de energia idênticos ao WirelessHart (por exemplo, o Waspmote) conseguem atingir tempos de vida elevados, mesmo sem recorrerem a qualquer tipo de recolha de energia do ambiente. Por outro lado, o SunSpot e o Imote2 provam ter os tempos de vida mais elevados, com consumos muito acima da média. Contudo, a frequência de operação do microcontrolador do SunSpot e Imote2 é bastante mais elevada em comparação à maioria plataformas, incluindo o WirelessHart. Esta capacidade de processamento acima da média possibilita o desenvolvimento de aplicações de voz e vídeo. A eficiência energética nestas aplicações continua a ser um desafio a ultrapassar.

A interligação das redes de sensores sem fios com redes externas, nomeadamente a Internet, é possível através do protocolo IP. A atribuição dos endereços IP a estes dispositivos de potência reduzida é um passo fulcral para a convergência das redes capilares com as redes celulares. Esta atribuição permite identificar os dispositivos/objectos como entidades únicas na rede, e portanto, facilmente identificáveis e localizáveis como os serviços virtuais. Devido à integração de milhares de dispositivos em todo o mundo, a solução mais viável centra-se na utilização do IPv6. A camada de adaptação 6LoWPAN permite atribuir endereços IPv6 aos dipositivos das redes de potência reduzida (como as redes de sensores sem fios) com um

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cabeçalho IPv6, capazes de reduzir mais de 80 % do seu comprimento, com atribuições

stateless ou stateful, técnicas de fragmentação e encaminhamento tanto local como global.

A camada de rede que oferece suporte à camada de adaptação 6LoWPAN utiliza o protocolo de rede RPL. O RPL é um protocolo da categoria hierárquica, com uma construção topológica em árvore, especificado directamente para as redes de sensores sem fios. São descritos três tipos de pacotes de controlo. O DIO constrói encaminhamentos ascendentes, o DAO constrói encaminhamentos descendentes e o DIS solicita informação para os nós se juntarem à rede. O intervalo de tempo entre a emissão destes pacotes de controlo é calculado através do algoritmo de propagação de código, Trickle. O RPL utiliza um processo de construção da topologia e dos encaminhamentos, idêntico ao utilizando pelo protocolo CTP, actualmente desenvolvido em aplicações reais.

Foram identificados alguns problemas relacionados com a manutenção dos encaminhamentos e detecção de falhas após a convergência de toda a rede. Nesse âmbito, foram também identificadas algumas propostas para a resolução desses problemas.

A construção e manutenção dos encaminhamentos são processos realizados mediante custos associados à posição dos nós em relação ao nó central. Estes custos, calculados através de métricas relacionadas com as dinâmicas da rede, são partilhados entre os nós de maneira a estes construírem as suas tabelas de topologia e de encaminhamento, e conhecerem a posição e função que ocupam nos encaminhamentos da rede. Ao longo do tempo, estas métricas podem alterar os seus valores devido a vários factores tal como mobilidade, perdas de ligação e estados prolongados de inactividade da parte dos nós vizinhos. Devido à importância das métricas na construção e manutenção dos encaminhamentos, foram descritas algumas métricas propostas para as redes de sensores sem fios e adaptadas ao protocolo RPL. Após avaliadas as características de cada métrica sugeriram-se para cada uma, funções objectivo que calculam o custo das ligações entre os nós. Em RPL, este custo é denominado rank. Os comportamentos e os desempenhos de cada métrica foram avaliados, após o desenvolvimento e implementação do protocolo RPL no simulador OMNeT++ em conjunto com a Framework MiXiM. Para as métricas ETX, HOP-COUNT e RSSI, foram criados vários cenários variando aleatoriamente o número de nós na rede com parâmetros de tráfego e tempo iguais. As simulações foram realizadas no âmbito das comunicações locais 6LoWPAN, sem fragmentação de pacotes (sem exceder o comprimento máximo de 127 bytes) e apenas com encaminhamento do tipo mesh. Sendo a métrica ETX, uma métrica proposta para redes Wi-Fi, foi proposto um novo algoritmo ETX adaptado às características das RSSF. Os resultados provam que a métrica ETX apresenta os melhores resultados de débito binário útil, com taxas de entrega de pacotes com sucesso entre 95 % e 80 %. O RSSI mantem resultados aceitáveis ao longo das simulações, mas o HOP-COUNT tem um decréscimo bastante acentuado de débito binário útil à medida que o número de nós na rede aumenta. Ao contrário da métrica ETX,

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que procura estabelecer ligações mais fiáveis para construir os encaminhamentos, o HOP- COUNT mantém um número mínimo de nós a participar num dado encaminhamento, por vezes com distâncias demasiado longas entre cada salto, o que se traduz na perda de mais de metade dos pacotes de dados enviados quando o número de nós numa rede é maior que 45 nós. A desvantagem do ETX consiste essencialmente na necessidade de existirem transmissões periódicas de sequências de pacotes de sonda para construir os encaminhamentos. A taxa de entrega destes pacotes de sonda é o indicador de qualidade das ligações entre um par de nós. O algoritmo ETX-WSN, proposto para as RSSF, prova calcular custos e construir encaminhamentos que correspondem às expectativas adquiridas na análise e nos resultados para redes Wi-Fi, em trabalhos anteriores.

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