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Les dispositifs olfactifs prenant un jus composé pour source

I. D’UNE ACTUALISATION RESONANTE DE LA MUSEALITE

4. LA RELATION AUX ELEMENTS DE LA REALITE

4.4. METHODOLOGIE

4.4.3 Les dispositifs olfactifs prenant un jus composé pour source

3.1.2 Batalha de Coroneia

A vitória peloponésica teve ecos no mundo grego e Agesilau tomou conhecimento dos eventos da batalha de Némea em Anfípolis, na Macedónia (Xen.

Hell. 4.3.1). Imprimindo celeridade ao seu exército para se juntar à guerra que acabara

de estalar na Hélade, o rei euripôntida seguiu a ancestral rota de invasão adoptada por

10 Diodoro (14.83.2) faz o balanço da batalha: cerca de 1100 mortos no lado Peloponésio e 2800

casualidades nos Aliados. Seager conclui o resultado da batalha: «“To Xenophon’s partial eye it was the triumph for the organization of the Spartans over the arrogance and indiscipline of the Thebans”»; vide Seager (2006) 102.

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Xerxes. A passagem pela Tessália, cuja maioria dos povos era aliada dos Beócios, foi manifestamente hostil, com algumas escaramuças entre a cavalaria tessálica e a cavalaria de Agesilau, mas pouco eficaz para travar o exército expedicionário que após ter atravessado os Montes Acaios, na Ftia, chegou a território amigável11. Plutarco conta-nos que Difridas, um dos éforos de Esparta, foi ao encontro de Agesilau e ordenou a invasão imediata da Beócia (Ages. 17.1). A vitória lacedemónica junto do rio Némea revelara as fraquezas e a falta de coesão da Grande Aliança; um novo êxito, desta vez na Beócia, iria demolir, ainda que não decisivamente, a operacionalidade e dinamismo da «Simaquia».

Seguindo o resto do trajecto pela Dória, Fócida e pelo vale do rio Cefiso, o exército de Agesilau chega à fronteira beócia a 14 de Agosto de 394 e alojou-se nas imediações de Queroneia12. Por essa altura, as notícias da destruição da frota lacedemónica frente às forças de Farnabazo e Cónon13, em Cnido, assombraram as hostes de Agesilau. O rei lacedemónio compreendia o quanto a novidade poderia afectar os níveis anímicos das tropas, independentemente de serem mercenários ou infantaria irregular (ou no caso dos Lacedemónios, de infantaria regular) pelo que optou pela ilusão e montagem de um espectáculo cerimonial, com sacrifícios e libações pelo “triunfo”, a fim de garantir o moral elevado das suas tropas para a batalha que se aproximava (Xen. Hell. 4.3.14; Plut. Ages. 17.3).

A «Simaquia» revelou novamente uma lenta reorganização face ao perigo iminente e cuja ocorrência encontra um certo paralelismo com os antecedentes da batalha de Némea. A rápida deslocação de Agesilau poderá estar por detrás dos motivos que impossibilitaram a uma resposta eficiente das desprevenidas autoridades cadmeias. Só assim se compreende a reacção tardia na congregação de um exército diversificado, que incluía Beócios, Atenienses, Argivos, Coríntios, Enianes, Eubeus e Lócrios Opúncios e Ozólios14.

Já em terreno beócio, Agesilau venceu as primeiras escaramuças com os Beócios oriundos das áreas circundantes de Queroneia. Deslocando-se para sul, rumo a

11 Cf. Xen. Hell. 4.3.3-9; Plut. Ages. 16-17.2; D.S. 14.83.2-3; vide Seager (2006) 102 12 Datável devido a um eclipse parcial do Sol; cf. Xen. Hell. 4.3.10; Plut. Ages. 17.2. 13 Cf. Plut. Ages. 17.2-3; Para uma descrição da batalha de Cnido, cf. Xen. Hell. 4.3.11-13.

14 Cf. Xen. Hell. 4.3.15; Conforme sugere Buck, vide Buck (1994) 46-47. O artigo de Harrison propõe,

contudo, uma data alternativa para a conquista de Heracleia pelos Aliados, no seguimento da linha plutarquiana (cf. Ages.17.2), em que Agesilau seguiu o trilho preciso utilizado por Xerxes, contrapondo Xenofonte; vide Harrison (1913) 132. Porém, talvez a questão mais pertinente seria, por que razão Agesilau não tentou reassumir Heracleia das mãos da Grande Aliança, visto que o local detinha um considerável ónus estratégico na política lacedemónica na Hélade central?

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Coroneia, ambos os exércitos encontram-se frente-a-frente para o desenrolar das hostilidades, numa batalha «“incomparável a qualquer outra alguma vez disputada”» (Plut. Ages. 18.1; Xen. Hell. 4.3.16). As forças estavam sensivelmente equilibradas em todos os quadrantes: Buck aponta entre 20000 a 24000 hoplitas cada15. Também Xenofonte refere que a cavalaria estaria a níveis quantitativamente similares, e apenas a infantaria ligeira – peltastas – de Agesilau era numericamente superior à dos aliados (Hell. 4.3.15).

Na disposição dos exércitos no campo de batalha, os Beócios colocaram-se na ala direita, frente aos Orcoménios, enquanto os Argivos reservaram para si o flanco esquerdo, em colisão com a falange lacedemónica liderada por Agesilau. Tanto os Beócios como os Lacedemónios saíram triunfantes perante os adversários directos. Porém, o isolamento dos Beócios, face à retirada das restantes forças aliadas para o sopé do Monte Hélicon, obrigou-os a regredir, de forma ordenada (suspeirathentes échóroun

errómenous), a fim de evitarem serem esmagados pelos opositores. Apesar de a vitória

estar garantida para Agesilau, o rei lacedemónio instigou ao ataque frontal com os Beócios, numa carga de escudos contra escudos – othismos. As fontes atribuem a este comportamento um acto de valentia e heroísmo (Plut. Ages. 18.2; Xen. Hell. 4.3.19). É, no entanto, exequível que o tratamento humilhante em Áulis e a ousadia de Tebas nos anos antecedentes o tenham estimulado a proceder desta forma. Por outro lado, não devemos igualmente descurar a fria capacidade militar do rei euripôntida; o êxito justo sobre a falange inimiga, em pleno território beócio, não só seria um marco assinalável, como cravava uma profunda ferida nos ânimos de Tebas, numa guerra em que o peso da responsabilidade lhe cabia quase por inteiro.

Agesilau saiu ferido do confronto com os Beócios, mas a falange beócia foi esmagada com elevado número de baixas pagas na hora da retirada (Xen. Hell. 4.3.19). No dia seguinte, Agesilau ordenou as diligências habituais com a edificação do troféu (tropaion), ao som de flautas, e os representantes das forças aliadas enviaram arautos a solicitarem as tréguas pós-batalha, para recolherem os seus mortos. A invasão massiva da Beócia teve de ser desmarcada devido à débil condição física de Agesilau, que se retirou via-Delfos oferecendo o dekatos das pilhagens (cerca de cem talentos) ao oráculo, resultantes da campanha asiática. A partir da Fócida, Esparta ordenou ainda

15 Vide Buck (1994) 47

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operações acessórias com assaltos à Lócride Ozólia, embora com poucos resultados práticos e para alívio das autoridades cadmeias16.