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PARAGRAPHE III : L’APPLICATION DU DROIT COUTUMIER

1) Le droit coutumier devant les tribunaux officiels

A amostra foi composta por 15 idosas com idade média de 67,53±3,92 anos, fisicamente independentes de acordo com a classificação de SPIRDUSO (1995) e praticantes de exercícios físicos há no mínimo 06 meses.

Os critérios de exclusão foram relacionados às condições que pudessem sugerir limitações à prática de programas de treinamento resistido e proporcionar alterações na análise sangüínea, tais como: alcoolismo, fumo, obesidade mórbida, fraturas recentes, osteoartrite, processos inflamatórios crônicos, osteoporose intensa, grave insuficiência cardíaca, respiratória, renal e hepática, problemas neurológicos graves, hipertensão arterial não controlada, estados infecciosos, assim como o uso de remédios depressivos, antiinflamatórios e outros que contenham cortisona. As voluntárias foram instruídas a não realizarem, neste período, outros programas de exercícios físicos e não alterarem seus hábitos do dia-a-dia durante a realização do estudo.

Procedimentos experimentais

Avaliação da força máxima (RM)

Para mensurar a força máxima e determinar as cargas de treinamento, foi utilizado o teste de uma repetição máxima (1-RM), proposto por FLECK & KRAEMER (1999), cuja finalidade foi mensurar a força máxima dinâmica e determinar com precisão a sobrecarga de treinamento. O teste de 1-RM foi utilizado para verificar a quantidade máxima de peso levantado em um esforço máximo, no qual o indivíduo consiga realizar uma única repetição completa e máxima (FOSS & KETEYIAN 1998). Salienta-se que foi realizada uma fase de pré-treinamento de 09 sessões anterior ao teste de 1-RM, para proporcionar

adaptações inter e intramusculares, favorecer a execução dos movimentos e sugerir menores riscos de lesão, além de aclimatar a voluntária ao ambiente.

Durante o período de adaptação neuromuscular, cada exercício do programa foi composto por 02 sets de 13 repetições consecutivas, com uma carga confortável, de fácil execução e periodicamente ajustada de acordo com a percepção subjetiva da voluntária para permitir a realização de 08 repetições submáximas.

Avaliação da massa e estatura corporal

A massa corporal foi registrada em quilogramas, sendo identificada por meio de uma balança FILIZOLA digital, com capacidade para 150 Kg e resolução de 0,1 grama. A avaliada posicionou-se no centro da plataforma da balança em frente ao monitor, mantendo-se estática até o registro da massa corporal.

A estatura corporal foi identificada por meio do estadiômetro da balança FILIZOLA com resolução de 0,1 cm. A voluntária com a cabeça orientada no plano de Frankfurt formando um ângulo reto com o estadiômetro, o corpo em posição ereta e os calcanhares unidos, a avaliada realizou uma inspiração máxima, ficando em apnéia por aproximadamente 3 segundos, momento em que foi registrada a estatura corporal.

Avaliação da testosterona, do cortisol e do GH.

As coletas de sangue para análise das variáveis intencionadas (testosterona, cortisol e GH) foram realizadas imediatamente antes do início do treinamento (T1), imediatamente após o exercício (T2), 3 horas após o treinamento (T3) e 48 horas pós-exercício (T4).

Foram coletados 05 ml de sangue na artéria rádio-braquial, sem a necessidade de utilização de anticoagulante. As amostras foram armazenadas em recipiente com controle térmico mantendo a temperatura controlada entre 2 e 8 graus Celsius e posteriormente

centrifugadas durante 5 minutos a 3.000 r.p.m. As concentrações hormonais de testosterona, cortisol e hormônio do crescimento foram determinadas através do método Enzima- Imunoensaio Quimiluminescente e o analisador utilizado foi o Immulite 2000. As análises foram realizadas no prazo máximo de 24 horas após a coleta, que tende a minimizar os coeficientes de variação nas contagens dos índices hematimétricos que podem acontecer devido ao ritmo circadiano.

Foram passadas às voluntárias, orientações acerca da necessidade de reportar a utilização de medicamentos durante esse período. Foi ainda solicitado às voluntárias que não participassem de esforços de intensidade moderada ou alta no mesmo período.

Programa de treinamento resistido.

As idosas foram alocadas em dois períodos de tratamento, sendo que o G1 foi nomeado como o período que realizaria o treino com 50% 1-RM, G2 o período que realizaria o treino com 80% de 1-RM. Com um intervalo de uma semana entre as sessões, foi promovida a inversão das cargas de treino, ou seja, aqueles que treinaram na 1ª sessão com 50% de 1-RM treinariam na 3ª semana com 80% de 1-RM e vice-versa.

Quando o treino tinha intensidade 50% de 1-RM, foram executadas 13 repetições; no treino com a intensidade de 80% de 1-RM, executou-se 08 repetições, sendo realizado em ambos, 02 sets para cada exercício. Desta forma, garantiu-se uma semelhança no volume de treinamento para as duas de intensidades. Nos treinos adotamos intervalos de um minuto e vinte segundos entre cada set; a velocidade de execução do movimento foi em média de 6” segundos totais (sendo 3” utilizado tanto para a ação concêntrica como para a excêntrica). A respiração adotada foi passiva eletiva sendo a mesma ensinada durante a fase de adaptação.

A distribuição seqüencial dos exercícios foi baseada na estratégia alternada por grupamentos musculares sendo composta pelos seguintes exercícios: puxada fechada, supino reto sentado, remada fechada, cadeira flexora, cadeira extensora e panturrilha sentada.

Análise estatística

Com a finalidade de testar a normalidade na distribuição dos dados foi aplicado o teste de Kolmogorov Smirnov e Skewness. Para análise dos dados foi utilizada análise de variância (Two way Anova) para medidas repetidas, sendo os momentos de coleta definidos em 04 tempos (T1 - pré-exercício, T2 - pós-exercício, T3 -03 horas e T4 - 48 horas após o fim da sessão de treino respectivamente). Para verificar alterações dentro de cada intensidade foi utilizada a análise de variância (One way Anova) para medidas repetidas. O índice de variância – covariância dos grupos avaliados foi feito através do teste Wilk’s Lambda. Para avaliar os efeitos intra-sujeitos nas variáveis dependentes anteriormente descritas considerando a análise isolada com relação ao tempo, intensidade, e combinada tempo/intensidade foi usado o teste de esfericidade Greenhouse-Geisser. Para o ajustamento das múltiplas comparações foi usado o teste de Bonferroni. Em todas as análises foi adotado o nível de significância p 0,05.

Cuidados éticos

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Católica de Brasília e antes do início da pesquisa, as voluntárias foram convidadas a assinar um termo de consentimento livre e esclarecido, o qual continha todas as informações sobre os procedimentos adotados no estudo, tais como sua importância, a descrição dos tratamentos, a posterior utilização dos dados coletados para fins de publicação científica e a garantia do anonimato.

RESULTADOS

Uma análise exploratória foi realizada sobre os dados obtidos na pesquisa. Não foram encontrados casos faltosos na amostra estudada. As variáveis relativas às medidas e cálculos antropométricos (massa corporal, altura e IMC) foram utilizadas para caracterização da amostra, sendo observados na Tabela 1.

Tabelas 1 - Médias e desvios padrão das características da amostra

MÉDIA SD IDADE (anos) 67,53 ± 3,92 ESTATURA (cm) 154,27 ± 5,59 MASSA CORPORAL (Kg) 67,76 ± 14,30 IMC 21,95 ± 4,2

A tabela 2 mostra as alterações promovidas pelas sessões de exercício resistido sobre os níveis de testosterona, os resultados encontrados não apresentaram variações significativas (p 0,05) entre as médias nos diferentes tempos (T1, T2, T3 e T4) ou entre as intensidades adotadas (50% de 1-RM e 80% de 1-RM). No entanto percebe-se que a variação delta na intensidade de 50% foi negativa em todos os momentos, contrariamente a sua variação na intensidade de 80%.

Tabela 2 – Médias, desvios-padrão e delta percentual dos níveis de Testosterona. Testosterona (ng/dL) Pré (T1) Pós (T2) 3 horas (T3) 48 h (T4) 50% 1RM 30,72 ± 13,11 29,25 ± 10,34 p 1,000 27,10 ± 9,27 p 0,493 27,10 ± 10,60 p 1,000 ∆ % - - 4,78 - 11,78 - 11,78 80% 1RM 25,18 ± 6,74 28,31 ± 9,90 p 0,165 27,06 ± 9,10 p 1,000 26,13 ± 6,46 p 1,000 ∆ % - 12,43 7,46 3,77

T1 pré – Coleta imediata pré-exercício, T2 pós – Coleta imediata após exercício, T3 pós 3h – Coleta 3 horas após exercício e T4 pós 48h – Coleta 48 horas após o exercício.

∆ % - Para o cálculo foram considerados os dados de T2, T3 e T4 em relação a T1.

Na tabela 3 verifica-se o impacto propiciado através das sessões de exercício resistido sobre os níveis de cortisol onde se observa uma diminuição significativa nos níveis de cortisol (T3) p 0,002 entre T1 e T3. As diferenças significantes ocorreram somente intra- grupo nas intensidades de 50% e 80%, sendo analisadas as alterações de (T2, T3 e T4) com relação ao (T1), coleta pré-exercício.

Tabela 3 – Médias, desvios-padrão e delta percentual dos níveis de Cortisol. Cortisol (mcg/dL) Pré (T1) Pós (T2) 3 horas (T3) 48 h (T4) 50% 1RM 9,17 ± 1,76 8,36 ± 3,91 p 1,000 6,50 ± 2,83 p 0,002* 8,72 ± 3,05 p 1,000 ∆ % - - 8,83 - 29,11 - 4,90 80% 1RM 6,74 ± 1,67 8,46 ± 4,56 p 0,720 5,10 ± 1,09 p 0,002* 6,89 ± 3,10 p 1,000 ∆ % - 25,51 - 24,37 2,22

Onde: * efeito significante (p 0,002) entre T1 e T3 nas intensidades de 50% e 80% somente intra-grupo.

T1 pré – Coleta imediata pré-exercício, T2 pós – Coleta imediata após exercício, T3 pós 3h – Coleta 3 horas após exercício e T4 pós 48h – Coleta 48 horas após o exercício.

A figura 01 ilustra a variação nas concentrações plasmáticas de cortisol nas intensidades de 50% e 80% de 1RM. PLOT_CORTISOL 4 5 6 7 8 9 10 T1 T2 TEMPO T3 T4 C O N C E N T R Ç Ã O P LA S M Á T IC A ( m cg /d l) 50% 80%

Onde: efeito significante (p 0,002) entre T1 e T3 nas intensidades de 50% e 80% somente intra-grupo.

T1 pré – Coleta imediata pré-exercício, T2 pós – Coleta imediata após exercício, T3 pós 3h – Coleta 3 horas após exercício e T4 pós 48h – Coleta 48 horas após o exercício.

Na tabela 4 verifica-se os dados obtidos através da razão testosterona / cortisol (T/C) que não apresentou diferenças significativas (p 0,05) entre as médias nos diferentes tempos (T1, T2, T3 e T4) ou entre as intensidades adotadas (50% de 1-RM e 80% de 1-RM). Observa-se na intensidade de 80% que a variação delta permanece positiva em todos os tempos.

Tabela 4 – Médias, desvios-padrão e delta percentual da razão testosterona / cortisol. Testosterona / Cortisol Pré (T1) Pós (T2) 3 horas (T3) 48 h (T4) 50% 1RM 3,73 ± 1,77 3,53 ± 1,73 p 1,000 4,46 ± 1,89 p 1,000 3,34 ± 1,60 p 1,000 ∆ % - - 5,36 19,57 - 10,45 80% 1RM 3,56 ± 1,10 3,86 ± 1,75 p 1,000 4,78 ± 1,43 p 0,007 4,27 ± 1,77 p 0,171 ∆ % - 8,42 34,27 19,94

T1 pré – Coleta imediata pré-exercício, T2 pós – Coleta imediata após exercício, T3 pós 3h – Coleta 3 horas após exercício e T4 pós 48h – Coleta 48 horas após o exercício.

A tabela 5 apresenta a variação nas concentrações de GH sob efeito das sessões de exercício resistido, que também não apresentaram diferenças significativas (p 0,05) entre as médias nos diferentes tempos (T1, T2, T3 e T4) ou entre as distintas intensidades adotadas (50% de 1-RM e 80% de 1-RM).

Tabela 5 – Médias, desvios-padrão e delta percentual dos níveis de GH. GH (ng/dL) Pré (T1) Pós (T2) 3 horas (T3) 48 h (T4) 50% 1RM 0,828 ± 0,48 - 1,09 ± 1,02 p 1,000 0,462 ± 0,35 p 0,375 0,671 ± 0,66 p 1,000 ∆ % - 31,64 - 44,20 - 18,96 80% 1RM 0,778 ± 0,75 - 1,03 ± 0,82 p 1,000 0,742 ± 1,00 p 1,000 0,748 ± 0,66 p 1,000 ∆ % - 32,39 - 4,63 - 3,85

T1 pré – Coleta imediata pré-exercício, T2 pós – Coleta imediata após exercício, T3 pós 3h – Coleta 3 horas após exercício e T4 pós 48h – Coleta 48 horas após o exercício.

DISCUSSÃO

A literatura cataloga amplamente os efeitos do treinamento resistido sobre as concentrações plasmáticas de diversos hormônios, sugerindo que tais alterações possam promover adaptações fisiológicas ao treinamento que sejam responsáveis por propiciar benefícios como, aumento do tecido muscular e da força, promovendo melhor desempenho nas atividades da vida diária, sendo freqüentemente associado aos praticantes desta modalidade de atividade física, entretanto sutis variações no programa de treinamento, tais como: volume de treinamento, intervalos de recuperação entre séries e treinos, treinabilidade, fatores nutricionais dentre outros, podem intervir nos resultados das sessões de treino.

Os procedimentos adotados durante este estudo mantiveram proximidade com estudos recentes, quando indicam que o treinamento resistido com sobrecargas elevadas pode ser utilizado com idosos que tolerem bem esta intensidade de treino, desenvolvendo importante função para o aumento e manutenção da massa muscular e da força, no entanto, quando este tipo de treino for contra-indicado, programas que utilizem sobrecargas moderadas podem promover tais benefícios, adicionando a este fato a menor possibilidade de ocorrência de lesões músculos esqueléticas e comprometimento cardiovasculares (RASO 2005, CARVALHO et al. 2004, DEBRA et al. 2000).

É freqüentemente reportado na literatura científica que níveis mínimos de força são necessários para um eficiente desempenho nas atividades da vida diária, assim como freqüentes alusões são creditadas ao exercício resistido como um meio eficiente para manutenção ou melhorias nas qualidades físicas. A redução da força relacionada como a idade é caracterizada por uma variedade de fatores que atuando de forma combinada podem chegar a comprometer a autonomia dos idosos (ÁVILA 2006; NEVES 2005). Esse processo degenerativo ocorre em todos os sistemas do organismo, mas no sistema nervoso acaba

comprometendo partes funcionais importantes como o recrutamento motor e o sistema endócrino; focos centrais de atenção durante o desenvolvimento deste estudo.

Entre os hormônios analisados neste trabalho o cortisol foi o único que apresentou variação significante, tendo declinado de forma significativa, no momento T3 de ambas as intensidades, sugerindo que este momento possa ser identificado como um ponto de melhor recuperação pós-exercício, assim corroborando com as afirmações realizadas por UCHIDA e colaboradores (2004), quando associaram essa redução do cortisol à inibição do catabolismo protéico e favorecendo neste momento um aumento da agregação de proteínas contráteis.

A redução do cortisol circulante após o treinamento resistido, também tem sido reportado em outros estudos que relatam maiores aumentos nas concentrações de cortisol imediatamente após exercícios de alta intensidade e conseguinte redução nas medidas pós- exercício entre 2h e 4h (KEMMLER et al., 2003; MARX et al., 2001; HÄKKINEN et al., 2001; KRAEMER, et al. 1998; NIEMAN et al. 1998).

Os resultados deste estudo demonstraram que o cortisol como esperado apresentou, na intensidade de 80%, maiores valores no momento imediatamente após o exercício (T2), com aumento médio de 25,51% em relação aos valores pré-exercício (T1), enquanto na sessão com 50% de 1RM ocorreu uma redução de -8,83% entre T1 e T2. Ao relacionarmos as médias da intensidade de 50% de 1RM com todos os tempos (T2, T3, T4) com relação a T1, observou-se que os níveis de cortisol permaneceram reduzidos durante todos os momentos posteriores, confirmando o efeito menos estressante desta intensidade de treino. Quando realizamos a mesma análise na intensidade de 80% de 1RM o cortisol, mesmo com declínio significante em T3, no momento T4 retornou aos níveis basais mais próximos de T1, indicando que mesmo com uma maior sobrecarga de treino e maior efeito lesivo sobre o tecido muscular as voluntárias conseguiram retornar as concentrações do cortisol aos níveis pré-exercício. Confirmando estudos anteriores os quais, indicam que, quando bem toleradas mesmo as

maiores sobrecargas podem ser utilizadas por idosos durante o treinamento resistido (CARVALHO et al. 2004; DEBRA et al. 2000).

Os demais resultados encontrados neste estudo indicam que não houve diferenças significativas entre as duas intensidades desenvolvidas (50% e 80% de 1-RM) nas variáveis: testosterona, GH e na razão T/C, também não foram significativas as alterações detectadas intra-grupos nas medidas de tempo em nenhum dos quatro níveis distintos (T1, T2, T3 e T4) para estas variáveis.

Esta ausência de variação significante da testosterona, ocorrida neste trabalho durante as sessões de treinamento resistido com idosas corroboram com os resultados documentados em outros estudos (HÄKKINEN et al. 1993, 1995, 2001), no entanto, também encontramos trabalhos que conseguiram identificar alterações significantes relatando aumentos de até 20% na testosterona livre enquanto a testosterona total permanecia inalterada (KEMMLER et al. 2003; HÄKKINEN et al. 2001).

Mesmo não apresentando variações significativas podemos observar um comportamento semelhante ocorrido tanto na variável testosterona quanto na razão T/C que apresentaram variações positivas nas medidas T2, T3 e T4 em relação a T1 na intensidade de 80% de 1RM; enquanto na intensidade de 50% de 1RM a testosterona apresentou variação negativa em todos os tempos quando comparados a T1.

As variações do GH, também não apresentaram variação significante, entretanto, demonstraram comportamento similar nas duas intensidades 50% e 80% de 1-RM, que no momento T2 imediatamente após o treino apresentaram aumento médio de 31,64% e 32,39% respectivamente e após este momento decresceram tendo variação negativa nos momentos T3 e T4 em relação a T1.

É importante ressaltar que esta pesquisa, realizada com mulheres idosas com idade média de 67,53 ± 3,92 com a maior parte de suas atividades hormonais reduzidas em razão do

climatério, o que por um lado pode parecer desfavorável para que resultados positivos sejam reconhecidos como normais, por outro lado, à própria condição da população, se aponta como um fator potencializador dos resultados obtidos, mesmo que estatisticamente possam parecer baixos.

Esta posição é reforçada pelo entendimento de FLECK e KRAEMER (1999), quando afirmam que baixas concentrações de um hormônio não significam necessariamente que ele não exerça uma função ativa; sendo que a maior parte dos hormônios presentes no sangue são encontrados em concentrações extremamente reduzidas menores que 01 picograma (1billhão de miligrama) por mililitro. Assim tais variações mesmo que mínimas ou não significantes talvez possam auxiliar durante o treinamento, apesar de não podermos afirmar isto com base nos dados encontrados neste estudo.

Sugerindo que possivelmente para esta população os efeitos sistemáticos do treinamento devam ser observados com maior atenção, posicionamento este, também adotado por FOLLAND e colaboradores (2001) quando afirmaram que efeito cumulativo das sessões de treinamento parece ser mais importante que o efeito agudo. Igualmente para FETT e FETT (2003) quando afirma que uma sessão aguda mesmo de alta intensidade a ponto de causar lesão muscular não consegue alterar o desempenho do sistema muscular e este entendimento fortalece a noção de que são necessários treinos subseqüentes e maior tempo de treino para que sejam incorporadas as adaptações morfológicas provenientes do treinamento.

CONCLUSÃO

De acordo com os resultados deste estudo, podemos afirmar que o treinamento resistido apresenta a capacidade de promover variação significante na concentração de cortisol independentemente da intensidade utilizada. A analise dos dados intra-grupos revelou uma depressão significante (p 0,002), nas médias dos níveis plasmáticos do cortisol no momento T3 em ambas as intensidades desenvolvidas (50% e 80% de 1RM).

Apesar dos dados indicarem que a testosterona e a razão T/C variaram negativamente na intensidade de 50% e positivamente na intensidade de 80%, nenhuma diferença estatística foi encontrada em nenhum dos quatro níveis de tempo (T1, T2, T3 e T4) ou entre as intensidades desenvolvidas (50% e 80% de 1RM).

De igual modo, o GH não apresentou alterações significantes entre as médias das concentrações plasmáticas em nenhum dos quatro níveis de tempo (T1, T2, T3 e T4) ou entre as intensidades desenvolvidas (50% e 80% de 1RM).

Tais evidências, podem em parte ser entendidas, devido a minimizada ação hormonal em virtude das características das participantes do estudo que se encontravam na pós- menopausa e devido a esta condição as respostas agudas das concentrações hormonais, obtidas através de sessões de treinamento resistido, se tornam menores.

Acredita-se que as informações, os dados e as discussões deste estudo possibilitem auxilio a ser utilizado por profissionais da área de saúde quando estiverem desenvolvendo atividades relacionadas à esta população, no entanto, tornam-se importante que investigações mais amplas sejam realizadas com uma amostra maior e que se verifiquem também os efeitos crônicos para assegurar definitivamente os benefícios relacionados ao treinamento resistido relacionados à população mulheres de idosas.