PARAGRAPHE II : L’INTRODUCTION DES PRINCIPES DE LA COMMON LAW/EQUITY AU VANUATU
4) Le conflit entre le droit interne et la Common Law/Equity
A amostra foi composta por 140 idosas integrantes do CCI da UCB, com média de idade de 68,27± 5,9 anos sendo em sua maioria casadas (53%) com nível de escolaridade igual ao primeiro grau incompleto. Do total de idosas estudadas 49 (35%) foram vítimas de uma ou mais quedas, com uma média de 1,73 quedas. Os principais fatores predisponentes à queda e a frequência de sua presença (em valores percentuais) nas idosas estão representados na Tabela 1.
Tabela 1 – Frequência de fatores predisponentes à queda das idosas que sofreram quedas.
Fatores predisponentes Frequência
Rua 55,1%
Área externa de casa 24,4%
Andando 77,0%
Cerâmica 42,9%
Tropeçaram 40,7%
Sandália 61,0%
Déficit auditivo 33,4%
Degenerações ósseas e dores na coluna* 83,7%
Órtese para correção visual* 85,7%
Hipertensão arterial* 81,0%
Medicamentos* 97,9%
* fatores intrínsecos representando os maiores índices de porcentagem Fonte: Dados da pesquisa 2011.
Os resultados mostram que do total da amostra vítima de quedas, 97, 9% fazem uso de medicamentos, 85,7% usam órtese para correção visual, 83,7% apresentam degeneração óssea e dores na coluna e 81,0% são hipertensas. Os fatores intrínsecos representam nesta pesquisa os maiores preditores de quedas, contrariando estudos de Tinetti, Speechley e Ginter (1988), Pereira et al, (2001) e Ribeiro (2006) onde afirmam que os fatores extrínsecos são apontados como causas primárias deste evento.
Entre os fatores intrínsecos mais importantes estão a incapacidade funcional, imobilidade, diminuição da força muscular, flexibilidade reduzida, distúrbios da marcha, distúrbio de equilíbrio, tontura, baixo índice de massa corporal, uso inadequado e excessivo de medicamentos, déficit cognitivo, visual e/ou auditivo, hipotensão postural, insônia, neuropatia periférica, doenças neurológicas (acidentes vasculares encefálicos, Parkinson, demências), dentre outros (CHAIMOWICZ; FERREIRA; MIGUEL, 2000; COUTINHO; SILVA, 2002; FABRICIO; RODRIGUES; COSTA JUNIOR, 2004; PERRACINI, 2005; GANANÇA et al., 2006; MENEZES, 2008).
As tabelas 2 e 3 identificam e classificam as idosas nos GTG de acordo com seus perfis psicológicos e avaliam quem sofreu quedas. Do total de 140 idosas da amostra, 91 (65%) são do grupo HF, 38 (27,1%) são do grupo ISO e 11 (7,9%) são do HM (tabela 2). Destas 140 idosas, 49 (35%) sofreram eventos de quedas e dessas 49 idosas, 30 pertencem ao grupo HF, 17 ao ISOE e 2 ao HM (Tabela 3).
Tabela 2 – Grupos tipológicos de gênero a que pertencem às idosas estudadas.
Grupo tipológico de gênero # %
Heteroesquemática Feminina 91 65,0
Isoesquemáticas 38 27,1
Heteroesquemática Masculina 11 7,9
Total 140 100
p ≥ 0,05 – não foram encontradas diferenças significativas..
Tabela 3 – Incidência de quedas nos diferentes grupos tipológicos de gênero das idosas estudadas.
Sofreram quedas #ão sofreram quedas Total Heteroesquemática Feminina 30 61 91 Isoesquemáticas 17 21 38 Heteroesquemática Masculina 2 9 11 Total 49 91 140
p ≥ 0,05 – não foram encontradas diferenças significativas.
De acordo com a tabela 3 não foi encontrada relação de associação entre perfil psicológico de gênero e incidência de quedas, entretanto, observando se em termos de porcentagem (gráfico 1), houve uma tendência menor de quedas no grupo HM.
Estudos que abordam a influência dos esquemas cognitivos na percepção, cognição, afetos, sentimentos e comportamentos afirmam que indivíduos com predomínio do esquema masculino, quando comparado aos grupos tipológicos, são mais competitivos, individualistas, autodeterminados, ousados, racionais, agressivos bem como possuem maior força, resistência a fadiga e maior tolerância a dor (GIAVONI, TAMAYO, 2000, 2003, 2005; MELO, GIAVONI, TROCOLLI, 2004; CUSTODIO, 2007; MARQUES, 2010; GOMES, SOTERO, GIAVONI, 2011). Além do mais, os estudos ainda completam que indivíduos HM possuem maior necessidade de autossuperação e autorrealização e busca do poder quando comparados aos HF. Estes traços motivam a desempenhar qualquer tarefa da melhor forma que puderem, dando o máximo de si.
Talvez, conforme era a hipótese deste estudo, esta diferenciação no número de quedas esteja relacionado ao perfil psicológico de gênero, uma vez que indivíduos HM tendem a apresentar mais força muscular e maior potência do que o grupo HF. Esta força muscular está relacionada à facilidade que os indivíduos do grupo HM têm em realizar toda e qualquer função relacionada ao esquema masculino, ou seja, esses indivíduos não têm qualquer tipo de preconceito com atividades que envolvem força como, por exemplo, trocar botijão de gás, carregar compras de supermercado entre outros. Isso os indivíduos do grupo HF não fazem em hipótese alguma já que o seu esquema não permite.
Comparando a incidência de quedas entre os sexos, diversos autores (QUEIROZ, 1998; GAC; et al., 2003; FABRICIO; RODRIGUES; COSTA JUNIOR, 2004; SPIRDUSO, 2005) afirmam que mulheres caem mais que os homens e citam como causas o pior estado funcional, a maior prevalência de doenças crônicas, a maior exposição às atividades domésticas, o maior declínio de força muscular e a osteoporose.
A Tabela 4 mostra como os diferentes GTG diferem quanto à percepção da QV no envelhecimento, avaliada pelo SF 36.
Tabela 4 – Qualidade de vida (avaliada pelo SF 36) nos diferentes grupos tipológicos de gênero das idosas estudadas.
HF (n= 91) ISO (n=38) HM (n=11) Capacidade funcional* 74,40 ± 19,3 77,1 ± 20,1 81,7 ± 12,7 Aspectos físicos* 70,1 ± 38,6 68,9 ± 41,2 72,7 ± 32,5 Dor* 65,3 ± 24,1 60,9 ± 26,3 73,0 ± 18,3
Estado geral de saúde* 72,2 ± 16,3 67,6 ± 19,7 78,6 ± 12,9
Vitalidade 72,5 ± 20,5 69,4 ± 23,3 61,8 ± 23,5
Aspectos sociais* 85,5 ± 21,4 84,5 ± 22,1 91,1 ± 13,5
Aspectos emocionais 79,9 ± 31,8 85,3 ± 25,5 84,7 ± 27,6
Saúde mental* 78,1 ± 19,3 75,5 ± 20,1 82,3 ± 7,1
O resultado mostra que as médias de QV foram maiores para o grupo HM em comparação aos grupos ISOE e HF, em seis aspectos, dos oito avaliados pelo SF 36. Isso demonstra que idosas do grupo HM apresentam melhores resultados naqueles aspectos da QV que estão de acordo com os traços do esquema de gênero masculino (aspectos físicos, capacidades funcional, dor, estado geral de saúde, aspectos sociais e saúde mental).
Estudo analisando a correlação entre identidade de gêneros (percepção de masculinidade ou feminilidade) e QV de 124 indivíduos com doença de Parkinson e sem demência (69 homens, 55 mulheres, com idade média de 65,8 ± 10,2 anos constatou se que a QV de homens e mulheres andróginas (ou seja, com fortes características femininas e masculinas) foi significativamente (p <0,05) melhor do que os grupos de outro gênero. A conclusão é que estes conseguem lidar melhor com esta doença em termos de QV do que os demais grupos (MOORE, et al, 2005)
Em relação ao sexo, avaliando o impacto das doenças crônicas na QV em 181 mulheres e 172 homens idosos, estudo revelou maior comprometimento de QV de idosos do sexo feminino em todos os domínios. Os valores médios menores foram obtidos nos domínios aspectos físicos e aspectos emocionais (CAMPOLINA; DINI; CICONELLI, 2011).
As autoras justificam que o que levam a mulheres possuírem média menor em todos os aspectos é o fato de elas serem mais acometidas por doenças crônicas e aos novos papéis assumidos na sociedade e na família, contribuindo negativamente na percepção do processo de envelhecimento.
Em consonância com este estudo, Pereira et al (2006) afirma que há influência do sexo na QV dos idosos, sendo que o envelhecimento é percebido pela mulher como mais negativo.
Ao avaliar QV em um grupo de idosos, estudo afirma que o sexo masculino tem o maior escore nos domínios físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente; sendo o maior deles no domínio psicológico e o menor no físico. Para o sexo feminino, o maior escore médio apresenta se também no domínio psicológico e o menor, no domínio do meio ambiente (BALDUINO; JACOPETTI, 2009).
De acordo com os resultados obtidos, sabe se que a QV possui relação com o sexo, porém não foram encontrados no Brasil estudos comparando QV em idosos com os perfis psicológicos de gênero.
A Tabela 5 mostra a percepção do envelhecimento do total da amostra pesquisada. Das 49 idosas que sofreram quedas, 36 consideram fácil e 13 consideram difícil envelhecer, já entre as que não sofreram quedas 73 consideram fácil e 18 consideram difícil envelhecer.
Tabela 5 – Percepção do envelhecimento das idosas que sofreram e não sofreram quedas.
Fácil envelhecer Difícil envelhecer Total
Sofreram quedas 25,7% (36) 9,9%(13) 49
#ão sofreram quedas 52,1% (140) 12,3%(18) 91
Total 109 31 140
p ≥ 0,05 – não foram encontradas diferenças significativas.
Os resultados constatam que não houve relação de associação (diferença estatística) entre a ocorrência de quedas e a percepção do envelhecimento, ou seja, a queda é um evento estressor que não interferiu na autopercepção negativa do processo de envelhecimento nesta pesquisa. No entanto ao analisar o efeito das quedas e suas consequências na QV de mulheres idosas, Ribeiro (2006) constatou em sua pesquisa que as quedas influenciam negativamente na autopercepção destas em relação à QV e consequentimente em relação ao envelhecimento.
A percepção do envelhecimento das 140 idosas dos três diferentes GTG está representada na Tabela 6. Das idosas que consideram fácil envelhecer, 73 são do grupo HF, 30 do ISOE e 6 do HM e das que consideram difícil envelhecer 18 são do grupo HF, 8 do ISOE e 5 do HM.
Tabela 6 – Percepção do envelhecimento das idosas nos diferentes grupos tipológicos de gênero.
Fácil envelhecer Difícil envelhecer Heteroesquemática Feminina 80,2% 19,8% Isoesquemáticas 78.9% 21,1% Heteroesquemática Masculina 54,5% 45,6%
p ≥ 0,05 – não foram encontradas diferenças significativas.
Não foi encontrada nesta pesquisa relação de associação entre a percepção do envelhecimento e os GTG no total de idosas.
No questionário elaborado pela pesquisadora (APÊNDICE B) sobre a percepção a respeito do processo de envelhecimento, os dados amostrais desta pesquisa revelam que esta fase da vida é representada por perdas e ganhos.
No que se refere aos ganhos, parte da amostra respondeu ser fácil envelhecer porque: “tem Fé e acredita em Deus; tem presença e apoio unânime da família; possui amigos e apoio social; possui independência financeira gerada pela aposentadoria; adquiriu liberdade e poder de decisão após a perda do cônjuge; a velhice proporciona sabedoria”, entre outros.
De acordo com as respostas as perdas estão mais relacionadas com as debilidades e alterações fisiológicas como: “não se reconhece quando olha no espelho; as dores limitam as atividades diárias; a mente quer, mas o corpo não acompanha”. Isso gera o medo de “ficar
dependente numa cama; medo de perder autonomia; medo da solidão e do abandono no asilo; medo da morte”, entre outros.
As respostas supracitadas podem ser classificadas como agentes estressores responsáveis diretamente pela percepção positiva e/ou negativa desta fase da vida, pois cada indivíduo busca estratégias de enfrentamento de forma diferenciada, conforme sua personalidade (CARVER; CONNOR SMITH, 2010).
Analisando estratégias de enfrentamento nos eventos da vida em idosos socialmente ativos, Wathier, et al. (2007) constatou várias fontes estressoras a seguir: perda de entes queridos como pais, cônjuges e parentes; presença de doenças graves que lhes acometem ou afetam pessoas próximas; dificuldades econômicas; sentimentos de desvalorização social, sentimento de solidão e a finitude. A estratégia de enfrentamento utilizada foi à busca da aceitação de situações difíceis ajudados pela presença de rede de apoio social e afetiva representada pela presença de cônjuge, filhos e parentes.
Contudo, não existem estudos comparando percepção do envelhecimento com grupos tipológicos de gêneros, porém, o estudo abaixo compara estes grupos com fatores estressantes.
Marques, et al (2010) estudando o nível de estresse pré competitivo em atletas constatou se que no grupo HM houve nível de estresse físico menor em relação aos grupos ISOE e HF. Isto indica que os traços psicológicos pertencentes ao esquema masculino tais como, racionalidade, objetividade, ousadia, determinação, competitividade, busca da auto realização, do poder e da autonomia, dentre outros, influenciam na percepção que os atletas possuem da competição. O resultado é a busca de estratégias diferentes de como enfrentar o evento estressor por meio de comportamentos diferenciados diante do ato de competir.
A percepção do envelhecimento das 49 idosas dos três diferentes GTG que sofreram quedas está representada na Tabela 7. Das idosas que consideraram fácil envelhecer, 22 são do grupo HF, 13 do ISOE e 1 do HM e das que consideraram difícil envelhecer 8 são do grupo HF, 4 do ISOE e 1 do HM.
Tabela 7 – Percepção do envelhecimento das idosas dos diferentes grupos tipológicos de gênero que sofreram quedas.
Fácil envelhecer Difícil envelhecer Heteroesquemática Feminina 73,3% 26,7% Isoesquemáticas 76,5% 23,5% Heteroesquemática Masculina 50% 50%
Não foi encontrada relação de associação entre a percepção do envelhecimento e o perfil psicológico de gênero entre as idosas que sofreram quedas neste estudo. Visto que não existe na literatura estudos abordando esta associação, sugerem se novas pesquisas.
A comparação da QV, avaliada pelo SF 36, de idosas com diferentes percepções do envelhecimento está demonstrada na Tabela 8.
Tabela 8 – Qualidade de vida (avaliada pelo SF 36) nas idosas que consideram fácil e difícil envelhecer. Fácil envelhecer (n=109) Difícil envelhecer (n=31) Capacidade funcional 76,9 ± 18,1 71,6 ± 22,0 Aspectos físicos 70,8 ± 38,6 66,9 ± 39,5 Dor 64,5 ± 24,4 65,5 ± 24,7
Estado geral de saúde 72,3 ± 17,3 68,7 ±17,0
Vitalidade*(p=.001) 74,0 ± 19,9 59,7 ± 24,2
Aspectos sociais 86,9 ± 20,1 84,4 ± 24,3
Aspectos emocionais*(p=.038) 84,5 ± 26,7 71,9 ± 37,7
Saúde mental*(p=.010) 79,9 ± 17,2 70,0 ± 22,2
Valores expressos em média ± desvio padrão.
*Diferença significativa p ≤ 0,05entre os grupos Fácil e Difícil envelhecer.
Percebe se que todas as idosas que têm dificuldade em envelhecer possuem valores menores em todos os itens do SF 36, exceto no item dor, com diferença significativa (p ≤ 0.05) nos aspectos vitalidade, aspectos emocionais e saúde mental.
Num estudo feito por Lara, et al (2005) afirma que limitações físicas que surgem no decorrer do processo de envelhecimento não são necessariamente sinônimos de baixa QV. Quando o idoso usa de estratégias como contar com o apoio de pessoas com as quais convive, aceita a enfermidade aderindo voluntariamente ao tratamento, e, acima de tudo toma consciência de que ainda é capaz de criar contextos e de efetuar escolhas a QV é alta.
Sneed e Whitbourne (2005) afirmam que indivíduos que possuem uma boa adaptação aos estressores físicos, psicológicos e ambientais que ocorrem ao longo do processo de envelhecimento têm autopercepção positiva do envelhecimento. Todavia idades muito avançadas com idéia de proximidade da morte, bem como drásticas mudanças negativas e variados declínios no funcionamento físico e psicológico, desencadeia se no indivíduo um declínio na sua auto percepção do envelhecimento.
A Tabela 9 mostra a comparação da QV, avaliada pelo SF 36, de idosas com diferentes percepções do envelhecimento nas 49 idosas que sofreram quedas.
Tabela 9 – Qualidade de vida (avaliada pelo SF 36) nas idosas que sofreram quedas que consideram fácil e difícil envelhecerem.
Fácil envelhecer (n=36) Difícil envelhecer (n=13) Capacidade funcional 70,2 ± 20,2 69,2 ± 18,7 Aspectos físicos 59,6 ± 42,3 55,8 ± 41,0 Dor 53,1 ± 24,2 64,7 ± 25,9
Estado geral de saúde 69,9 ± 20,1 63,1 ±13,9
Vitalidade 65,7 ± 19,4 60,8 ± 24,0
Aspectos sociais 84,1 ± 20,0 87,5 ± 23,0 Aspectos emocionais 82,6 ± 26,0 72,0 ± 33,1 Saúde mental 77,5 ± 16,8 77,0 ± 17,2 Valores expressos em média ± desvio padrão.
p ≥ 0,05 – não foram encontradas diferenças significativas.
Observa se que as idosas que consideram fácil envelhecer apresentaram valores mais elevados na avaliação da qualidade de vida pelo SF 36 em todos os itens avaliados, exceto dor e aspectos sociais, entretanto não foi encontrada diferença significante para nenhum dos itens.
Ribeiro, et al (2008) em seus estudos mostrou que há influência das quedas na QV dos idosos em todos os domínios do teste de QV aplicado, porém com significância no domínio psicológico. A explicação para esse achado é o aumento de dependência dos idosos após o evento visto que eles passaram a experimentar sentimentos negativos, alterações na memória e concentração, baixa auto estima e alterações na imagem corporal e aparência. O domínio ambiente apresentou a pior média no conjunto dos dados. O meio ambiente é fator preponderante na percepção positiva da QV e do envelhecimento entre os idosos devido à sua relação com a prevenção de quedas, à interação social, ao envolvimento em atividades do cotidiano, à independência, à segurança, e à proteção e bem estar psicológico.
Consequências físicas (fraturas, hospitalização, imobilização e lesão neurológica), funcionais (restrição de mobilidade, modificação de hábitos e dependência) e psicossociais (medo de cair, a mudança de domicílio, o rearranjo familiar, o isolamento social, a depressão e a diminuição da autoestima) decorrentes de quedas segundo estudo de Lopes e Dias (2010) podem afetar direta ou indiretamente a QV do indivíduo.
Sabe se que as consequências das quedas acima mencionadas são agentes estressores
na vida dos idosos e quando estes conseguem lidar positivamente afirma se que a autopercepção em relação ao processo de envelhecimento e à QV apresentam se melhores.
Ao avaliar se os perfis tipológicos de gênero se relacionam com o número de quedas, com a QV e com a percepção do envelhecimento, confirmou se parcialmente a hipótese levantada pela pesquisa de que indivíduos pertencentes ao grupo HM e ISOE possuem uma tendência menor de quedas bem como melhor QV e autopercepção positiva do envelhecimento em relação ao grupo HF.
Em relação à associação entre os GTG e a ocorrência de quedas, observa se uma tendência menor de quedas no grupo HM apenas em termos de porcentagem visto que esta falta de significância pode ter se dado, pelo número menor de mulheres HM na amostra estudada, o que pode ter sido uma limitação do estudo. Sugere se, portanto, que sejam feitos novas pesquisas com um número maior de mulheres pertencentes ao grupo HM para confirmação desta relação.
A pesquisa comprovou que existe relação entre os GTG e a QV, uma vez que os grupos HM e ISOE tendem a apresentar maiores valores nos domínios aspectos funcionais, aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, aspectos sociais e saúde mental. Estes também percebem e encaram o processo de envelhecimento com maior facilidade, aceitando como uma fase normal da vida.
Os resultados constatam ainda que ao comparar QV e percepção do envelhecimento, as idosas que possuem percepção negativa do processo de envelhecimento possuem consequentemente pior percepção da QV, principalmente nos domínios vitalidade, aspectos emocionais e saúde mental.
Porém, diferentemente da hipótese levantada, não houve relação de associação entre a autopercepção do processo de envelhecimento com os GTG e nem com a prevalência de quedas entre a amostra estudada.
Finalmente, dada a importância do tema, sugere se a necessidade de mais estudos que abordem amostras mais amplas a fim de permitir uma maior precisão nos resultados.