LES COMPÉTENCES PROFESSIONNELLES DE L’ENSEIGNANT
I- 2- Le savoir enseignant
O relatório “O Clima Global 2001-2010 – Uma Década de Extremos” da Organização Meteorológica Mundial (OMM, 2013), destaca que a primeira década do século XXI foi a mais quente em ambos os hemisférios, quer para as temperaturas na terra, quer no mar, desde que se efetuaram os primeiros registos, em 1850. As temperaturas elevadas foram acompanhadas pelo rápido declínio no gelo do Oceano Ártico e por uma acelerada perda da camada de gelo dos glaciares mundiais. Daqui resultou o aumento dos níveis médios do mar em cerca de três milímetros (mm) por ano. De acordo com este relatório, o nível do mar, ao longo da década 2001-2011, foi em média cerca de 20 cm mais elevado que na década de 1880 (WMO, 2013).
41 O lançamento do relatório coincide com a primeira sessão sobre o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, que supervisiona a implementação do Enquadramento Mundial para os Serviços Climáticos, uma iniciativa internacional para melhorar e expandir informação científica de âmbito climático para ajudar a sociedade a lidar com as alterações climáticas. O seu objetivo é fornecer informações e previsões para tomada de decisões na agricultura, saúde, desastres naturais, recursos hídricos e outros setores (WMO, 2013).
A temperatura média da terra e da superfície do oceano para a década 2001-2010 foi estimada em 14,47°C (Figura 8), o que representa 0, 47°C acima da média global de 1961-1990 e 0,21°C acima da média global de 1991-20 00 (com um fator de incerteza de ± 0,1°C) (WMO, 2013).
A temperatura global aumentou em média 0,17°C por d écada entre 1971 e 2010, enquanto, para todo o período 1880-2010 aumentou, em média, 0,06°C, por década, A média de temperatura da década 2001-2010 foi 0,21°C mais quente do que em 1991- 2000, que por sua vez foi 0,14°C mais quente do que 1981-1990 (WMO, 2013).
Figura 8- Evolução da temperatura mundial, do ar e da superfície do mar, por décadas. A linha cinzenta horizontal indica o valor da temperatura média de longo prazo (14 º C)9
42 Foram observadas temperaturas acima da média em quase 94% dos países, em 2001-2010 e nenhum país teve temperaturas médias mais baixas, em especial nas altas latitudes do hemisfério norte. A Groenlândia registou a maior anomalia da década, 1,71°C acima da média global da década e um a temperatura, em 2010, de 3,2°C acima da média. África experimentou temperatu ras mais quentes que as condições normais em todos os anos da década (WMO, 2013).
A década 2001-2010 foi a segunda mais chuvosa desde 1901. Globalmente, 2010 foi o ano mais chuvoso desde que há registos. Na maior parte dos países foi observada precipitação acima da média, particularmente no leste dos EUA, norte e leste do Canadá, e em muitas partes da Europa e da Ásia Central (WMO, 2013).
6.1.1 ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
O clima da Terra varia de acordo com estações, décadas e séculos em resposta a variáveis naturais ou humanas. A variação natural do clima em diferentes escalas de tempo é causada por ciclos e tendências na órbita da Terra, a radiação solar, a composição química da atmosfera, a circulação oceânica, a biosfera entre outros fatores (Reiter, 2001).
As alterações climáticas referem-se a mudanças de longo prazo no estado do clima e podem ser causadas por fatores naturais. No entanto, alguns autores defendem que as que têm ocorrido, desde meados do século passado, podem ter sido causadas, em grande parte, pelas atividades humanas que levam ao aumento da emissão de gases com efeito de estufa, emissões de poluentes e outros aerossóis, e alterações da superfície da terra, como a urbanização e a desflorestação (Reiter, 2001).
O clima da Terra sempre esteve em mudança. No último século tem decorrido uma fase de aquecimento. Esta foi precedida por um período de frio, a Pequena Idade do Gelo, que foi precedida por uma fase mais quente conhecida como o Período Medieval Quente. Fatores naturais que causam a variabilidade climática incluem flutuações da energia do sol radiante, alterações na transparência da atmosfera e as mudanças cíclicas de rotação da Terra sobre seu próprio eixo e sua órbita ao redor do sol. Além disso, a circulação da atmosfera e dos oceanos, que são os principais componentes
43 do clima, estão sujeitos a variações internas em escalas de tempo que vão desde semanas a milénios. É a complexa interação de todas essas variáveis que gera a contínua mudança do clima (Reiter, 2001).
A consciência do aquecimento do clima levou ao início da preocupação do efeito que as atividades humanas podem ter sobre o clima.
Embora o principal gás de efeito estufa seja o vapor de água, as atenções estão centradas no dióxido de carbono, a principal fonte de carbono essencial a quase toda a vida do planeta. A partir do Século XIX, a desflorestação maciça e o aumento exponencial na queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo, gás), produziu um aumento considerável do CO2 atmosférico. Muitos climatologistas consideram que este aumento de 28% nas emissões de CO2 na atmosfera, juntamente com um aumento de outros gases de efeito estufa, de origem antropogénica, podem estar a contribuir para o aquecimento verificado nas últimas décadas (Reiter, 2001).
Esta questão não é consensual. No entanto, a possibilidade de que as atividades humanas possam estar envolvidas, implica que parte do aquecimento global possa ser reversível, o que levou ao empenho científico e publico na discussão deste problema. A saúde humana e as doenças transmitidas por mosquitos, em particular, fazem parte dos temas em destaque nessa discussão (Reiter, 2001).
6.2 EFEITO DOS FATORES CLIMÁTICOS NA BIOLOGIA E ECOLOGIA