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et socio-culture

5.4 Technique et évolution technologique

5.4.2 De nouveaux types de relations sociales

O terceiro agente focalizado na fotografia de abertura deste capítulo será objeto agora de uma descrição de suas propriedades sociais, com vistas a elaborarmos um mapeamento de suas posições no espaço do poder a partir de seu perfil e inserção por diferentes domínios em que atuou durante as décadas de 1920 e 1930 no Maranhão.

A caracterização do agente Tarquínio Lopes Filho aqui empreendida parte das fontes biográficas disponíveis, particularmente o livro Tarquínio Lopes Filho – médico, político, jornalista, administrador que virou mito, escrito pelo médico Natalino Salgado Filho, e professor universitário, administrador do hospital universitário da UFMA, além de reitor desta última à época da publicação da biografia referida (2015). Já nos agradecimentos encontramos o que constitui a preocupação central do biógrafo ao produzir o relato da vida de Tarquínio: registrar e descrever sua “personalidade excepcionalmente dotada, como cirurgião e político”.

É o mesmo modelo paradigmático centrado nas qualidades incomuns do homem público, que Regina Abreu (1996), seguindo, por sua vez, indicações de Luiz Fernando Duarte, apontou em seu estudo sobre a constituição de acervos museológicos a partir da doação, ao Museu Histórico Nacional, de uma “suntuosa coleção” de objetos e documentos pela esposa de Miguel Calmon, senador e ministro durante a Primeira República. A autora mostra como são construídas e perenizadas as memórias dos indivíduos singulares, os “homens públicos” (ABREU, 1996, p.71). Além de objetos, máscaras, discursos por ocasião do enterro, etc. as biografias também são uma forma de “recriar a pessoa no templo da memória” (idem, p.67).

Por seu turno, no caso aqui em análise existe ainda uma relação entre biógrafo e biografado que não se pode deixar de notar. Além da consagração de uma “personalidade excepcionalmente dotada como cirurgião e político”, que foi também “jornalista” e “administrador” que “virou mito”, está em curso um processo de afirmação do próprio biógrafo enquanto intelectual regional, conforme pode ser demonstrado ao perscrutar os elementos paratextuais que compõem o volume em questão (SALGADO FILHO, 2015), além de informações sobre a atuação e inserção do

85 seu autor nos domínios da vida social maranhense49. Graduado em medicina, o agente investiu numa carreira nas diversas frentes que a mesma possibilita, como professor, pesquisador e gestor, notabilizando-se nesses domínios específicos. Sua entrada na esfera cultural e política, produzindo livros que abordam “vultos” maranhenses, ocorre logo após ter alcançado as mais altas posições que a carreira médica lhe possibilitara: o posto de reitor da UFMA. Foi nessa condição que passou a integrar a principal agência de consagração intelectual regional (AML). É este novo pertencimento que lhe “inspira” a produzir relatos biográficos sobre aqueles “vultos” intelectuais e políticos do estado. Trata-se de uma dimensão já identificada no estudo de instituições culturais voltadas para construção e perpetuação de panteões, nas quais se observa a “elaboração, consagração e canonização de imagens sociais de seus ‘vultos’, que são as próprias bases do recrutamento e seleção desta elite” (CORADINI, 1998, p. 217-218). Ou seja, o biógrafo, ou intérprete daqueles “vultos”, precisa necessariamente erigir e cultuar a memória da instituição (através da hagiografia daqueles que dela fizeram parte ou são por ela reconhecidos) para assim ver legitimada sua entrada e o seu próprio reconhecimento nessa instância de consagração50.

Tarquínio Lopes Filho nasceu em São Luís no ano de 1885, filho de uma família de médicos e políticos. O pai, Tarquínio Brasileiro Lopes, descendia de duas

49 Natalino Salgado Filho nasceu em Cururupu/MA em 1946. Após concluir sua educação elementar na cidade natal, transferiu-se para São Luís. Realizou os cursos ginasial e científico no Colégio de São Luiz, uma escola particular. Entre 1968 e 1973 graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Maranhão. Fez residência em Clínica Médica na Universidade Federal do Rio de Janeiro e em Nefrologia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Em seguida fez os cursos de Especialização em Administração Hospitalar, Imunologia e Didática de Ensino Superior. Em 1987 concluiu o mestrado em Nefrologia na UNIFESP, onde também realizou o doutorado (1992-94). Professor do curso de medicina da UFMA desde 1973. Médico do INAMPS no período de 1974-1978, aprovado em concurso público, como ressaltado pelos perfis biográficos, possui extensa produção científica na área médica, além de diversos títulos, prêmios e condecorações, as quais se iniciam em meados dos anos 1980, mas ainda restritas ao domínio da medicina, seja como professor/pesquisador e/ou por conta de sua atuação como gestor de hospitais. A partir dos anos 2000 sua afirmação e reconhecimento públicos como estudioso/pesquisador/intelectual são marcados pelos títulos e honrarias como cidadão ludovicense, conferido pela Câmara Municipal (2002), membro do IHGM (2002), medalha Manoel Beckman, concedida pela Assembléia Legislativa (2010), membro da AML (2012), além de “cidadão honorário” em diversos municípios do estado, estes últimos concedidos após ter sido eleito reitor da UFMA em 2007, e reeleito em 2011. Em 2017 ingressou na Academia Nacional de Medicina. (perfis biográficos encontrados nos sítios (internet) da AML e ANM; além de consulta ao currículo Lattes/Cnpq: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4792642Y6, acessado em 05/05/2018) 50 Natalino Filho deu sequência aos seus “livros de pesquisas”, com a publicação em 2016 do volume Faculdade de Medicina do Maranhão – uma história de 59 anos; organizou e prefaciou neste mesmo ano o livro de Adelman Correia Os meus dias de cadeia. Escreveu ainda outra biografia, enfocando a “trajetória política e profissional” do “jornalista” Neiva Moreira, “ator singular na política maranhense e brasileira do século XX”. Publicado em 2017, por ocasião das homenagens e celebrações em torno do centenário de nascimento do biografado, o livro tem sua origem no fato de Natalino ter sucedido, na AML, Neiva Moreira (morto em 2012), nesta ocasião o novo ocupante da cadeira deve, conforme prescreve seu estatuto, saudar a memória do antecessor, relatando sua “vida e obra”.

86 “tradicionais famílias” estabelecidas no Maranhão desde o século XIX: os “Rodrigues Lopes” e os “Coelho de Sousa”. Após concluir o curso secundário no Liceu Maranhense, o único filho do comendador de origem portuguesa Luís J. J. Rodrigues Lopes foi encaminhado pelo pai ao Rio de Janeiro, onde ingressou na Faculdade de Medicina (1866). “Os Rodrigues Lopes estavam acostumados a encaminhar os filhos a estudos em cidades distantes, dispostos a fornecer-lhes as condições para que obtivessem a melhor formação” (SALGADO FILHO, 2015, p. 63). A solenidade em que colou grau, “ocorrida numa das salas do Paço Imperial”, juntamente com outros formandos, foi presidida por dom Pedro II e pela imperatriz Tereza Cristina. Entre os médicos que receberam o grau naquela cerimônia encontrava-se um primo seu. Após a formatura seguiu-se uma temporada na Europa, acompanhado do seu pai, onde recebeu um título nobiliárquico da Coroa Portuguesa e realizou cursos de aperfeiçoamentos na área médica em Londres e Paris. Ao retornar ao Maranhão iniciou sua atividade profissional, abrindo um consultório particular e também atendendo na Santa Casa de Misericórdia, instituição pública fundada pelos jesuítas. No seu consultório, em horário específico, atendia gratuitamente os “desfavorecidos” (idem, p.73). As condições econômicas de Tarquínio Brasileiro eram consideravelmente favoráveis, filho único, ele herdara um patrimônio composto de mais de duas dezenas de edifícios no centro da capital maranhense, além de ações de diversas empresas e instituições financeiras. Apenas como exemplo, citemos algumas: Companhia Cânhamo, Companhia Ferro- Carril, Cia de Navegação a Vapor do Maranhão, Cia das Águas de São Luís, Cia de Fiação e Tecidos Maranhense, Banco Hipotecário, Banco Comercial, Banco do Maranhão, das quais foi presidente do conselho de acionistas de pelo menos duas delas (SALGADO FILHO, idem, pp. 83-84).

Esta posição social lhe permitiu ingressar na vida política, tendo sido um dos que ocuparam, de forma interina, o cargo de governador do estado no período pós- Proclamação da República (março de 1891). Nesse mesmo ano candidatou-se e foi eleito deputado estadual para elaboração da primeira Constituição Republicana do estado do Maranhão. Após a promulgação desta Carta Magna, encerrou-se o mandato dos parlamentares. No entanto, essa experiência teria levado Tarquínio Brasileiro a preferir concentrar-se em suas atividades médicas e administrativas, encerrando sua curta carreira política. “A chama da política, todavia, não se apagara no seio da família de Tarquínio Brasileiro Lopes”, afirma o biógrafo, “e a população da pequena São Luís

87 de inícios do século XX acompanharia, entre perplexa e entusiasmada, a caminhada política de Tarquínio Lopes Filho” (SALGADO FILHO, 2015, p.94). Tarquínio Brasileiro Lopes teve 10 filhos, sendo 5 do sexo masculino e 5 do feminino. Ao primeiro dos filhos homens deu o seu nome. Segundo o relato biográfico, ele “tinha esperança” que Tarquínio Filho seguisse a carreira militar, na época, final do século XIX, muito prestigiada devido à participação dos seus oficiais nos destinos político- administrativos do país (idem, p.102).

Tarquínio Filho “cresceu em ambiente privilegiado, rodeado de conforto, dinheiro e distinção social” (idem, p.61). Segundo Salgado Filho, o ambiente familiar era acolhedor e amoroso, mas também rigoroso com a formação moral e intelectual, estando dividido entre as obrigações escolares, valorizadas pelos pais, e os divertimentos e brincadeiras com os muitos irmãos. No relato biográfico tantas vezes aqui citado, um personagem é apontado como tendo papel decisivo na “formação e composição da personalidade” de Tarquínio Filho. Trata-se do seu pai, ao qual é dedicado um capítulo intitulado A figura do pai, com o qual teria aprendido, “em longas e saborosas conversas”, sobre a ética profissional do médico, que teria o dever de aliviar o sofrimento e salvar vidas, mas que também tinha a “atribuição de fazer o possível para ‘salvar o organismo social’51 sempre que sob ameaça, aplicando-lhe terapias políticas a fim de curar-lhe os males” (SALGADO FILHO, 2015, p. 62). Este aspecto da “personalidade” de Tarquínio, tributado a uma influência paterna, médico assim como o filho, está presente em muitos textos e artigos do seu jornal Folha do Povo, alguns assinados pelo próprio Tarquínio Filho. Mas chamamos a atenção porque a frase “salvar o organismo social” expressa uma ideia bastante recorrente nos textos e artigos de outros jornais analisados nesse período, conforme veremos mais adiante.

Um breve parêntese. O pai de Tarquínio morreu dois anos após o regresso do filho, já então formado em medicina e casado. Havia então acabado de abrir seu próprio consultório ao lado daquele já conhecido mantido pelo seu pai na rua da Estrela, centro da cidade. Desde a sua partida para o Rio de Janeiro em 1896, quando tinha 11 anos de idade, até este retorno definitivo em 1909, passaram-se 13 anos e, excetuando-se os períodos de férias em que o interno por (5 anos) do Colégio Militar vinha passar as

51 Esta frase está entre aspas no original, porém, não sabemos se teria sido extraída de algum documento ou depoimento tomado junto a terceiros. Sabemos que não seria possível ao autor da biografia colher qualquer relato diretamente do biografado, morto em 1945.

88 férias em São Luís, nos meses de janeiro e fevereiro, o convívio mais intenso com o pai parece ter ocorrido ainda na infância de Tarquínio Filho52.

A formação escolar de Tarquínio Filho iniciou-se em São Luís, onde fez o curso primário em um colégio particular e “teve como mestres a educadora Maria Parga Nina e o intelectual e historiador José Ribeiro do Amaral” (idem, p.101). Aos 11 anos foi mandado ao Rio de Janeiro, onde realizou estudos secundários como interno no Colégio Militar. A ascensão no quadro de oficiais do Exército, “sonhada” pelo pai de Tarquínio Filho embasava-se, segundo Natalino Filho, no fato de ter alguns “familiares do médico [terem] ocupado posições de destaque no oficialato” (idem, p.102). O tio de Tarquínio Brasileiro, detentor do título nobiliárquico de Barão de Matoso, alcançou uma das posições mais elevadas da carreira militar no Brasil, a de secretário de Guerra, ainda nos tempos do Império. Assim também sucedera com outros familiares seus e, assim, “estimava que, no momento certo, o honroso passado dos parentes ajudaria a abrir portas na eventual caminhada de seu filho”.

No entanto, “Tarquínio Filho tinha outras ambições” e após concluir o curso secundário, com 15 anos de idade, “realizou satisfatoriamente os preparatórios para ingresso no curso de medicina”, no qual não foi possível ingressar porque não tinha a idade mínima exigida53. Para além dessa leitura dos fatos que os toma a partir do conhecimento de eventos posteriores e estabelece o destino social dos indivíduos como fazendo parte de um plano prévio e consciente, importa destacar as condições sociais e educacionais desfrutadas por Tarquínio Lopes Filho.

Buscando construir um perfil sociográfico que contemple indicações acerca das disposições do agente, extraímos alguns indícios do relato produzido pelo seu biógrafo.

52 Quando o médico Tarquínio Brasileiro Lopes morreu, os jornais de São Luís se referiam a ele como o “Benemérito do Maranhão”, segundo Salgado Filho (p.125), era assim que a população da cidade o qualificava. Ao descrever a missa de 7º dia temos uma ideia do prestígio que gozava o pai de Tarquínio Filho no espaço do poder maranhense: “estiveram presentes à missa de 7º dia, celebrada pelo arcebispo dom Xisto Albano, o governador do Estado do Maranhão, Luís Domingues, todo o seu secretariado, diversas autoridades civis e militares, e destacadas personalidades da cidade” (SALGADO FILHO, 2015, p.125).

53 Para se ter uma ideia das mudanças no processo de recrutamento nos cursos de medicina nos períodos em que o pai e tios, além do próprio Tarquínio Filho, ingressaram na mesma faculdade do Rio de Janeiro, veja-se a seguinte nota extraída da referida biografia: "Até antes da reforma de 1832, o ingresso no curso médico era bem pouco exigente. O candidato deveria demonstrar que sabia ler e escrever, e entender as línguas francesa e inglesa. A reforma introduziu novas regras para os exames preparatórios: o candidato só poderia ingressar aos 16 anos completos, mostrar conhecimento de línguas (latim e inglês ou francês), de filosofia racional e moral, de aritmética e de geometria, e apresentar atestado de bons costumes emitido pelo juiz de paz da freguesia. A taxa de matrícula era de 20$000 réis, quantia elevada para a época” (SALGADO FILHO, 2015, p. 96).

89 Na descrição que este faz acerca das experiências escolares (colégios e faculdade) de Tarquínio Filho, encontramos expressões do tipo: "estudante dos mais aplicados”, “excelente desempenho acadêmico”, “aprovado com distinção”, etc. Este diapasão, espécie de marca da “personalidade excepcional” que o autor procura imprimir ao biografado, estende-se aos cursos de especialização em sua curta temporada europeia54. Após o casamento em Paris, seguido de um “breve período de lua de mel”, Tarquínio tratou de “aprofundar-se nos segredos de sua área de formação num dos mais importantes centros da medicina mundial” (p.107). No curso de obstetrícia realizado com Adolphe Pinard na clínica Baudelocque, o "esforço e dedicação" de Tarquínio "destacou-o dos demais médicos que, com ele, participavam do curso". Ele teria sido submetido a 14 exames "e foi classificado em primeiro lugar" (p.108). Na descrição biográfica são realçados os traços de singularidade do médico maranhense, o que pode ser visto na inversão de papéis no que se refere à relação entre mestres e alunos. De maneira geral, as homenagens e láureas costumam ter como foco os primeiros, mas no caso de Tarquínio, marcado pela excepcionalidade, ele é que é homenageado: "Como recompensa pelo brilhante tirocínio, seus mestres resolveram homenageá-lo, chamando- o a tomar assento junto aos professores, [...] no momento do registro fotográfico, lembrança do curso" (SALGADO FILHO, 2015, p.108).

No curso realizado no Hospital Necker, com o especialista em aparelho urinário Fernand Cathelin, Tarquínio "recebeu atenções especiais de Cathelin". Ao final do curso recebeu um certificado “que lhe dava entrada nos departamentos de medicina da capital francesa55” (p.108).

Os contemporâneos maranhenses de Tarquínio, segundo o autor da sua biografia, o admiravam por diversas qualidades, dentre elas: a “gentileza e refinada educação”, a “tenacidade em resolver as questões que se lhe apresentavam”, o “espírito

54Com efeito, Tarquínio passou alguns meses na Europa logo após obter o grau de “doutor em medicina”. Nessa viagem, planejada "com meses de antecipação", foi com toda a família e tinha com um dos motivos, segundo o biógrafo, casar-se com Leonor Xavier, que também levara consigo sua família, residente no Rio de janeiro, onde seu pai era um "alto funcionário do telégrafo nacional" (SALGADO FILHO, 2015, p. 107).

55 Esta passagem não é muito clara quanto ao que exatamente este certificado facultava-lhe a “entrada”. Não se sabemos se lhe permitia atuar profissionalmente como médico ou se o tornava apto a ministrar aulas nos “departamentos de medicina da capital francesa”. Acreditamos que se refira à primeira das situações, visto que a expressão “departamento” em francês (départament) é empregada no sentido de sítio geográfico e serve para dividir administrativamente o território francês, além do significado que lhe damos também no Brasil enquanto agrupamento de disciplinas que compõem uma faculdade dentro de um estabelecimento de ensino superior. O mais estranho nessa ambiguidade é que não se trata de um texto traduzido do francês, mas escrito em português e para o público brasileiro (maranhense).

90 empreendedor”, etc. Segundo Salgado Filho essas características se revelaram nas diversas atuações dele enquanto médico, político, jornalista e administrador público (p.61).

Para que possamos visualizar de forma concatenada e sintética as principais posições e inscrições sociais de Tarquínio Filho, traçamos no quadro abaixo o seu percurso, destacando suas atuações nos domínios médico, político, esportivo e jornalístico/intelectual.

Quadro 04 – Perfil de Tarquínio Lopes Filho Ano Informação biográfica

1885 Nascimento, em 15 de outubro, na cidade de São Luís/MA. 18??-1896 Curso primário em São Luís/MA

1896-1901 Curso secundário no Rio de Janeiro. Escola Militar (internato)

1901 “realizou satisfatoriamente os preparatórios para ingresso no curso de medicina”, porém, “aos 15 anos, não tinha ainda a idade mínima para ingressar em curso superior”

1901-1903 Retorno e permanência em São Luís/MA

1903-1909 Estuda na Faculdade Nacional de Medicina do Rio de Janeiro.

1909 “Antes, porém, de deixar [...] o instituto de onde saiu com o diploma de doutor, coube-lhe uma especial distinção: foi chamado a substituir [...] o catedrático de clínica cirúrgica”; Aprovado ainda em concurso para ingresso no quadro de cirurgiões da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, “porém, decidiu não assumir o cargo, pois alimentava outras pretensões”.

1909 Casamento em Paris;

Cursos, em Paris, de especialização em obstetrícia com Adolphe Pinard (1844-1934); do aparelho urinário com Fernand Cathelin (1873-1945);

1910 Consultório particular em São Luís/MA;

Médico da Santa Casa de Misericórdia (serviço público)

1911 Participa da fundação do Instituto de Assistência à Infância, junto com outros médicos e ainda com “intelectuais como Domingos Barbosa, Luso Torres, Fran Paxeco, Frederico Filgueira e Agostinho Reis”;

Morte do primeiro filho (aos 7 meses de idade, vítima de meningite); Falecimento do pai, Tarquínio Brasileiro Lopes.

1915 Redator de O Estado

Eleito deputado estadual ; aliado do governador Herculano Parga. “Vínculos mais estreitos entre Herculano Parga e Tarquínio Filho, porque ‘irmãos’ maçônicos”.

1916 Fundador, ao lado de Herculano Parga e outros, do Partido Republicano Maranhense integrando o grupo de Urbano Santos, então vice-presidente da República.

1917 Vice-presidente da Assembleia Legislativa; 1917-29 Dirigente do Sport Club Luso Brasileiro.

1918 Ruptura entre Urbano Santos e Herculano Parga; Tarquínio, integrante da facção parguista (PRM), é derrotado nas eleições de 1918.

1919 “O PRM cerrou fileiras [...] com o movimento da ‘Reação Republicana’ em torno da candidatura de Nilo Peçanha”

1921 Derrotado em sua candidatura à presidência do estado do Maranhão; continuidade domínio facção do senador Urbano Santos.

1922 liderou um golpe que derrubou o governo até ser preso e depois tornar-se governador por um curto período de tempo.

Morte de Urbano Santos.

1922-24 3ª legislatura como deputado estadual

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jornal Folha do Povo: “eu não compreendo partido sem jornal. O jornal, no partido, faz o papel da bandeira, no batalhão” (Dioclides Guedelha Mourão, “tarquinista”)

1924 Setembro: censura à Folha do Povo, por determinação do Presidente do estado Godofredo