• Aucun résultat trouvé

L’essor du procès constitutionnel économique

mais dont il ne faut pas sous-estimer les exigences pour l’action économique

2.1.3. Un contrôle rendu plus exigeant par la question prioritaire de constitutionnalité

2.1.3.1. L’essor du procès constitutionnel économique

Pediu-se às professoras participantes no estudo que elaborassem um portefólio que deveria ser entregue no final do ano letivo, após a vivência dos ciclos de supervisão clínica. O objetivo foi recolher um conjunto de dados que evidenciassem o seu percurso ao longo do ano letivo de implementação do estudo, nomeadamente dados relativos ao desenvolvimento profissional emergente dos próprios ciclos de supervisão clínica.

Alarcão e Tavares (s/d) definem o portefólio docente como:

“um conjunto coerente de documentação reflectidamente seleccionada, significativamente comentada e sistematicamente organizada e contextualizada no tempo, reveladora do percurso profissional.” (s/p)

Costa (2012) reporta-se a Arceo e Rendón (2010) para definir o portefólio docente como sendo…

“uma seleção de trabalhos ou produções elaboradas pelo professor, individualmente ou de forma colectiva, orientados para a planificação, condução e avaliação do processo de ensino e de aprendizagem dos

43 alunos, realizado numa dimensão temporal específica ou no âmbito de um projeto.” (p.11)

Assim, parece ser possível afirmar, para já, que o portefólio docente exige a reunião de documentação relativa à prática pedagógica do docente, seleccionada de acordo com determinados critérios e comentada pelo próprio docente com vista à fundamentação e à reflexão. Mas qual é a importância para os docentes em elaborarem portefólios? Em que medida é que isso poderá influenciar o seu desenvolvimento profissional? Em que medida é que isso poderá contribuir para a melhoria das suas práticas?

Segundo Coelho e Rodrigues (2008) a elaboração do portefólio por parte dos docentes encontra a sua fundamentação “pela necessidade de o docente refletir sobre as suas práticas e de coligir evidências sobre o seu desempenho (…).” (p.45) Alarcão e Tavares (s/d) defendem que o portefólio docente…

“Se rigorosa e criteriosamente organizado e utilizado, ele poderá ser um excelente instrumento de desenvolvimento profissional do professor desempenhando, em primeiro lugar, uma função de auto- regulação das aprendizagens do próprio professor e, em segundo lugar, uma possibilidade de demonstração do desempenho suscetível de crítica e avaliação pela comunidade académica.” (s/p)

Podemos então inferir que a elaboração de um portefólio docente, desde que elaborado de forma rigorosa e sob uma orientação criteriosa que privilegie a reunião de documentos considerados pertinentes e a reflexão sobre a prática, poderá constituir um importante instrumento de desenvolvimento profissional que, por um lado revele à comunidade educativa o trabalho efetuado, e, por outro, exija da parte do professor um trabalho reflexivo, analítico e autocrítico que lhe permita repensar práticas e, desta forma, melhorá-las.

Posto isto, parece-nos pertinente questionar sobre os critérios de elaboração do portefólio. Que aspectos deverão ser considerados na sua estrutura de forma a garantir o seu propósito?

Coelho e Rodrigues (2008) destacam as seguintes características: a) “representatividade das evidências” – na medida em que os elementos deverão ser escolhidos a partir de situações significativas de aprendizagem e avaliação e devem representar as competências adquiridas pelo docente; b) “reflexividade” – estes autores consideram a reflexão sobre os desafios colocados ao professor como obrigatória; c) “articulação entre as evidências” – na medida em que deverá existir

44 uma ligação entre os diferentes trabalhos selecionados; d) “atualização” – na medida em que o professor deverá deixar patente o estabelecimento de objetivos, desafios e estratégias e também na medida em que consideram o portefólio um documento sujeito a constantes reformulações.13 (p.46/47)

Costa (2012) apresenta quatro características que se apresentam, segundo ele, como consensuais relativamente ao portefólio docente:

“1. A reflexão sobre a evolução de um processo de aprendizagem; 2. A estimulação da experimentação, da reflexão e da investigação; 3. A relação dialógica com os problemas, os êxitos, os temas e os momentos-chave do processo;

4. A reflexão sobre as próprias crenças e atitudes (meta-reflexão).” (p.12)

Alarcão e Tavares (s/d) referem que no portefólio docente deveriam figurar os seguintes elementos: a) a expressão da filosofia de ensino partilhada pelo professor; b) Documentação sobre as disciplinas leccionadas; c) documentação sobre outras actividades docentes; d) reflexão sobre o ensino praticado; e) trabalhos pedagógicos e outros elementos.

Pelo potencial reflexivo e desenvolvimentista proposto pela elaboração de portefólios docentes, pareceu-nos pertinente incluí-los como parte integrante do processo de ADD implementado no colégio do EPC. Pareceu-nos também importante orientar o trabalho das professoras participantes nesta elaboração, de forma a garantir os propósitos atrás referidos e também a igualdade no ponto de partida do trabalho. Assim, elaborámos uma estrutura que serviu de base de trabalho às professoras e a qual consideramos constituir um equilíbrio entre o que é previamente estipulado e a liberdade individual.

A elaboração da estrutura de trabalho (anexo XIX) teve por base a consulta de outras utilizadas em diversas escolas do país, bem como Coelho e Rodrigues (2008) e Moreira e Vieira (2010). Essa estrutura expressa-se na abordagem de sete tópicos distintos que sumariamente se traduzem em:

Objetivos individuais - a docente deveria conseguir reunir um conjunto de objetivos individuais (num mínimo de 4 e num máximo de 8) que refletissem as suas principais intenções de trabalho para o ano lectivo em que foi implementado o projeto (2011/2012). Após a enumeração dos objetivos individuais, estes deveriam ser resumidamente fundamentados e reflectidos, sendo que para isso a docente

13

Consideramos muito interessante, a propósito do portefólio docente, consultar a distinção que Coelho e Rodrigues (2008) fazem entre “Dossier” e “Portefólio” (p. 46/47)

45 deveria questionar-se acerca do porquê de querer alcançar esses objectivos e em que medida é que eles são importantes e pertinentes no contexto em que se encontra.

Preparação e realização de atividades letivas - Nesta secção deveria constar a planificação de actividades realizadas com o grupo de crianças/alunos que a docente considerasse como sendo actividades de referência/destaque, bem como as planificações das duas aulas observadas.

As actividades seleccionadas deveriam estar directamente relacionadas com os objetivos enunciados na secção anterior e deveriam contemplar a diversidade de metodologias, recursos e estratégias de ensino-aprendizagem utilizadas e/ou privilegiadas pela professora ao longo do ano lectivo.

Relação pedagógica com os alunos - As docentes deveriam explicitar e reflectir a forma como estabelecem a relação pedagógica com o seu grupo de crianças/alunos, bem como os aspectos que privilegiam na sua relação com o grupo e as vantagens que essa relação oferece no processo de ensino-aprendizagem.

Outras funções/ cargos/ responsabilidades educativos - Nesta secção as docentes deverão enumerar o seu envolvimento individual em projetos de natureza coletiva bem como em concursos/iniciativas exteriores, avaliando os resultados desses projetos e refletindo sobre o seu envolvimento nos mesmos.

Relação com a comunidade educativa - Deveria ser apresentada uma reflexão pessoal sobre a forma como a docente estabelece, alimenta e estreita as relações com os seus parceiros de trabalho. Deveriam ser refletidos aspetos como a importância da capacidade de partilha, entreajuda, cooperação, solidariedade e cumplicidade com os outros elementos da comunidade.

Formação contínua - A docente deveria apresentar os certificados de participação em ações de formação/conferências frequentadas durante o ano lectivo, devendo também, se considerasse necessário ou pertinente, reflectir sobre a importância das ações.

Auto-avaliação - Nesta secção a docente deveria apresentar o preenchimento das grelhas de avaliação de desempenho docente (Anexo – grelhas de avaliação do EPC) com os resultados que considerasse justos e adequados ao seu desempenho.

Anexos - Deveriam constar todas as evidências do que foi descrito anteriormente (fotos, digitalizações, recursos, produções dos alunos, etc.)

46 Os dados constantes de cada portefólio foram analisados à luz da estrutura proposta anteriormente em tabelas de verificação14. Pretendemos perceber de que forma (ou se) contribuíram para o desenvolvimento profissional de cada professora e em que medida podemos cruzar estes dados com os que foram recolhidos nos registos dos ciclos de supervisão e as entrevistas. (Portefólio em anexo digital V)

Outline

Documents relatifs