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Une action encadrée par un foisonnement de textes de nature, de portée et d’articulation très diverses

et dont il est possible de mieux tirer parti

2.3. Un bloc de légalité favorable à une action économique des personnes publiques soumise

2.3.2. Une action encadrée par un foisonnement de textes de nature, de portée et d’articulation très diverses

ENTREVISTA REALIZADA NO DIA 12 DE JANEIRO DE 2012 Hora: 17h00

Entrevistada: professora do 1º ciclo Local: Escola

Qual é a tua idade? 29.

Habilitação académica?

Licenciatura em ensino básico do 1º ciclo. 3. Situação profissional?

Estou como contratada num num colégio do EPC a lecionar uma turma do 3º ano. 4. Há quantos anos exerces a tua profissão?

4 anos completos.

5. Para além da formação inicial, que outras formações fizeste no âmbito da tua profissão?

Fiz formação na área da Matemática, que apesar de não ter trazido nada de novo, foi importante tê-la feito, mais que não fosse para recordar algumas coisas que eu aprendi na minha formação inicial e depois também tive algumas sessões do Movimento da Escola Moderna que foram enriquecendo a minha prática pedagógica levando-me a direcionar e moldar um bocadinho o meu caminho como professora. 6. Dentro da tua profissão, já exerceste mais algum cargo?

Fui professora de apoio de meninos com dificuldades do 3º e 4º anos. 7. Já foste avaliada?

Não.

8. Já foste professora cooperante? Não.

9. Que fatores é que te levaram a escolher esta profissão?

Inicialmente, acho que foi um bocadinho a paixão transmitida pela minha tia… tenho uma tia da qual eu gosto muito e ela é professora do 1º ciclo. Eu, a determinada altura da minha vida tinha como certo um caminho que acabei por não percorrer e depois, dadas as minhas habilitações no final do ensino secundário… uma das possibilidades era ser professora do 1º ciclo. Depois reuniu-se tudo aquilo que eu vi que a minha tia fez, com a instabilidade a nível de escolha de profissão futura e

130 também o gosto que eu tenho pelas artes manuais, pelos trabalhos manuais que eu acho que no 1º ciclo se fazem muito… Portanto, foram estas três coisas que me levaram a escolher a minha profissão.

10. Que aspetos consideras mais importantes para um bom desempenho da função docente?

Eu acho que é importante sermos coerentes naquilo que dizemos, termos conhecimento daquilo que estamos a fazer e termos a capacidade de reconhecer quando não sabemos. Depois acho que também é importante o lado afetivo, a relação que estabelecemos com os nossos alunos, os miminhos que damos, a forma como chamamos a atenção… eu acho que estas coisas se complementam… e também a relação com os pais, a relação com os colegas, é bastante, bastante importante… o trabalhar numa boa equipa com bom ambiente também é bastante importante para qualquer profissão e não só na nossa.

11. Que experiências profissionais é que consideras determinantes para o teu desenvolvimento enquanto professor?

Não é uma pergunta fácil… Olha, trabalhei num sítio onde a formação pessoal, social e profissional não era nada tido em conta… só tenho pena que as coisas negativas sejam aquelas de que nós nos lembramos verdadeiramente. Aqui no colégio também já aprendi muito, já me fartei de crescer, não tanto a nível de prática, mas sobretudo eu cresci muito a nível pessoal, do meu eu enquanto professora. O meu percurso aqui não tem sido fácil, portanto, o saber lidar com as pessoas, não tanto com as crianças, é mais com os adultos, o saber lidar com as situações… Tem sido um percurso difícil, mas frutífero, pelo menos no meu entender…

12. Na tua opinião, quais devem ser os objetivos da ADD?

Eu acho que a ADD é uma boa estratégia, é um bom caminho. Aquilo que eu acho que deve ser importante na ADD é a melhoria da prática pedagógica, da relação com o colega, a melhoria contínua da formação científica, o enriquecimento da nossa formação inicial… e no fundo, tentar modificar, levar-nos a refletir sobre coisas que às vezes nós temos como certas e que às vezes não são quando são vistas por outra pessoa, com outros olhos, de outra maneira, e acho que é mais por aí. Nunca no sentido de criticar negativamente, mas sim de construir positivamente esse percurso, essa escada que vai sendo subida.

131 13. Que aspetos consideras mais importantes na implementação de um sistema de ADD?

Acho que não deve ser um processo estanque, deve ser contínuo porque nós estamos sempre a aprender, estamos sempre a crescer, estamos sempre a evoluir, estamos sempre a errar e a corrigir. Acho importante a parceria, o diálogo, a comunicação entre as partes porque não é fácil para o avaliador mas também não é fácil para o que está a ser avaliado… Portanto acho que é importante que haja um à vontade, honestidade e, sobretudo, trabalho de equipa, de parceria para a construção de um caminho comum, um percurso linear, progressivo e positivo. 14. Consideras que se deve desenvolver ADD no colégio?

Acho que sim. Porquê?

Porque é importante nós tentarmos sempre melhorar, superarmo-nos a nós próprios e ao fim ao cabo ganhar mais segurança e eu acho que isso consegue-se sempre que haja alguém da parte de for a ver, a observar-nos.

15. Quais é que são as tuas expectativas relativamente à ADD?

As minhas expetativas são boas… quer dizer, eu acho que o que é importante é no final deste processo fazer uma avaliação, perceber-se o como é que as coisas estavam no início e fazer-se essa avaliação…portanto as minhas expetativas são sempre para um percurso ascendente, que vai sempre melhorar qualquer um dos nossos desempenhos, em qualquer uma das nossas salas.

16. Consideras que a ADD tem uma vertente de supervisão? Sim.

Porquê?

Porque tem que haver alguém com diretrizes, com parâmetros comuns que têm de ser explicados às colegas… acho que tem que haver alguém de fora, não sei se do colégio, mas tem que haver sempre alguém que fará essa supervisão.

17. Que aspetos consideras mais importante num processo de supervisão entre pares?

Como assim, entre nós professores? Sim, entre professores.

Partilhas, sobretudo devem existir muitas partilhas, é importante. Mas isso nem é só no processo de supervisão, acho que é sempre. Partilhas do que nós fazemos, partilhas das nossas dúvidas, do que nos aconteceu, daquilo que sentimos, acho que sobretudo passa por aí…

132 18. Na tua opinião, quais são as principais funções do supervisor pedagógico?

Orientar, esclarecer, supervisionar… Reunir, conversar, debater, refletir com os professores.

19. Então, que características deverá ter um supervisor pedagógico?

Deve ser uma pessoa conhecedora, imparcial, que não te iniba nem que te intimide por exemplo, em processos de observação de aula, deve ser uma pessoa na qual tu confias, que te dá segurança e que não te amedronta porque lá está… a pessoa está a invadir um espaço que é teu e tu tens que te sentir minimamente á vontade com essa pessoa, não tens que sentir que ela é uma intrusa porque ela até é um bocadinho mas quem está a ser avaliado não pode sentir isso…

20. Quais e que são as tuas expectativas relativamente às observações de aulas?

Eu acho que é bom ter alguém a observar, até porque de vez em quando tenho… Inicialmente, quando nós somos observadas, depois debatemos e esclarecemos e refletimos sobre eventuais problemas, não é? Portanto a minha expetativa tem a ver com a entreajuda, com a capacidade de contornar os problemas que eu às vezes acho que são um bicho-de-sete-cabeças e não têm solução e até podem ser simples… basta uma adequada intervenção com a ajuda certa.

21. Conheces o modelo de supervisão clínica? Conheço, pelo trabalho que fizeste comigo… E o que pensas dele?

Acho que está bem estruturado, portanto, tem coerência, é um processo que tem uma preparação, não é uma intrusão na tua sala de um momento para o outro… portanto acho que é um processo que acaba por preparar os professores, tranquilizá-los e acho que isso é importante porque assim agente já conta com o que aí vem…

22. Quais é que achas que poderão ser as consequências da implementação de um sistema de ADD neste colégio?

(risos)… Consequências…olha, como diria alguém deste colégio, nós estamos constantemente a ser avaliadas, portanto, se por ventura existir alguma consequência relacionada com este modelo de ADD, a meu ver não serão consequências negativas… acho eu.

23. E na tua vida profissional, o que achas que vai mudar? Vai.

133 O quê?

Acho que me vai preparar de outra maneira para lidar com outras situações em outros contextos e acho que a ADD a ser feita nestes moldes, a reflexão que se faz com o supervisor, com a pessoa que te está a avaliar, fará com que a tua prática pedagógica, de uma maneira ou de outra, melhore e que, por outro lado, leve a que tu reflitas mais sobre a tua prática pedagógica, sobre aquilo que podes mudar e isso, lá está, é um processo contínuo e não estanque.

134 ANEXO X

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