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Chapitre 1 : De la théorie des dispositifs gestion des risques en montagne :

1) Dispositif de planification de la prévention : le PIDA Route

melhores relações com o território urbano e regional.

Nos programas europeus, com participação de empresas nacionais, para o desenvolvimento de ferramentas informáticas de apoio ao sector portuário e logístico, existem exemplos promissores e condutores de boas práticas no sector, com comprovadas mais-valias para as relações porto-cidade- região, ou porto-hinterland.

Neste contexto, é de referir o contributo do Design de Comunicação para a leitura e interpretação de dados. Com efeito, a complexidade dos dados, motivada principalmente pela capacidade de aquisição dos mesmos, tem obrigado à busca de mecanismos de comunicação mais eficazes e indutores de leituras interpretativas mais facilitadas. Os conceitos de “Big Data”, “Internet

of Things” e de “Smart Cities” têm um pequeno espaço de reflexão neste capítulo, associados ao

desenvolvimento de aplicações de natureza diversificada, mas que expressam realidades urbanas, regionais e globais.

A administração central do Estado não está ausente das iniciativas de modernização, associadas às TIC, no sector marítimo-portuário e logístico e iniciou o desenvolvimento da JUP evoluindo para a JUL. Estas ferramentas representam um apoio não só à gestão marítimo-portuária e logística, mas também ao fomento de estudos e análise no domínio do planeamento regional e urbano, dedicados à localização e hierarquização adequada das plataformas logísticas de apoio maioritariamente marítimo-portuário.

Uma parte desta investigação tem reflexo no potencial de transferência de conhecimento de diferentes disciplinas com impacto para o ordenamento e planeamento do território, possibilitando o uso das TIC e assegurando o desenvolvimento de ferramentas de análise com propósitos preditivos e prescritivos.

02.3.1. As “Smart Cities”, a “Big Data” e o Design de Comunicação

O conceito de cidade inteligente (smart city) ainda não se encontra suficientemente implementado para permitir uma definição precisa. O desenvolvimento deste conceito está relacionado com a investigação por estar associado à organização de infraestruturas em rede que melhoram a eficiência política e económica, permitindo o desenvolvimento social, cultural e territorial. Neste caso, as infraestruturas em rede estão associadas a serviços (portuários e logísticos) e às TIC. Em 2009, Peter Nijkamp desenvolve o documento “Smart cities in Europe”18 que caracteriza

o conceito de “smart” ou “intelligent city”, onde a cidade inteligente não estaria apenas associada à qualidade e disponibilidade das TIC. Este autor salienta outras características de cidades inteligentes, por exemplo, os modelos de desenvolvimento das cidades orientados para os negócios e as empresas. Neste domínio, muitos críticos afirmavam a ideia de espaços urbanos neo-liberais promovidos para a captação de novos negócios e empresas. Embora existam riscos nos modelos de desenvolvimento associados quase exclusivamente a valores económicos, Peter Nijkamp demonstra existirem dados que confirmam que muitas dessas cidades orientadas para os negócios e empresas estão entre as mais satisfatórias na performance sócio-económica (Caragliu, Del Bo et al. 2009).

Outras características das cidades inteligentes são a inclusão social e a economia criativa - como factores de atracção ligados à economia baseada no conhecimento intensivo - o capital social e relacional associado ao desenvolvimento urbano e, por fim, a sustentabilidade, social e ambiental.

Em termos críticos, existe uma visão clara para o presente estudo, sobre os modelos de desenvolvimento baseado na atracção dos negócios e das empresas. Estes modelos de desenvolvimento estão direccionados para a atracção de capital, fundamentados por ganhos de eficiência onde a mobilidade do capital é um aspecto estratégico negativo para a fixação espacial. Numa economia global, onde a mobilidade dos recursos capitais e humanos é um factor de competitividade, é compreensível que os recursos humanos e capitais se desloquem em função dos melhores lucros.

O conceito introduzido por Peter Nijkamp está associado ao estudo conduzido no Centro de Ciência Regional, da TU Wien, que identifica seis parâmetros para classificar setenta cidades Europeias de média dimensão. Estes parâmetros são: (a) a economia inteligente; (b) a mobilidade inteligente; (c) o ambiente inteligente; (d) a pessoa inteligente; (e) a vida inteligente; e, (f) a governança inteligente. Estes conceitos estão associados a teorias regionais tradicionais e a teorias neoclássicas relacionadas com o crescimento e desenvolvimento urbano, em particular, acerca da competitividade regional, transportes e as TIC, recursos naturais, capital humano e social, entre outros.

A partir destes princípios e da governança participada, Peter Nijkamp acredita que uma cidade pode ser inteligente quando os investimentos em capital humano e social, assim como nas redes de transportes tradicionais e nas modernas infraestruturas de comunicação, actuam como catalisadores do crescimento económico sustentável e de melhores padrões de vida, com uma gestão cuidada e inteligente dos recursos naturais.

De facto, a visão de Peter Nijkamp sobre as cidades inteligentes reúne um conjunto de preocupações mais alargadas que podem contribuir para um desenvolvimento urbano mais harmonioso e completo.

Contrariamente, o conceito de cidade inteligente desenvolvido pelo “Smart Cities Council”19

é mais utilitário e operativo e, defende que a cidade inteligente usa as TIC para melhorar a sua habitabilidade, sustentabilidade e funcionalidade, obedecendo a três requisitos necessários: aquisição de dados, comunicação de dados e análise de dados.

No modelo proposto pelo “Smart Cities Council”, a análise de dados assume especial relevo porque é através do processamento de informação, e da “BIG DATA”, que se extrai um conjunto de informação que é posteriormente transformada em conhecimento para o apoio à tomada de decisão. Neste processo de análise de dados, existem três propostas de análise bastante interessantes para a construção de modelos de dinâmicas urbanas e regionais. A capacidade de leitura e aplicação dos dados é feita para:

▪ Traduzir realidades presentes (“situational awareness”);

▪ Aperfeiçoar os sistemas complexos segundo critérios estabelecidos; e, ▪ Promover a capacidade preditiva dos mais variados fenómenos.

O universo da “BIG DATA” e das cidades inteligentes está numa fase inicial que promove uma forte implantação de utilizadores, com conceitos e actuações distintas entre si. A criação de normas para uniformização e validação dos conceitos de cidades inteligentes torna-se necessária.

Em 2014, o “World Council on City Data”20 apresentou a norma ISO 37 120:2014 que

estabelece um conjunto de metodologias para a definição de indicadores que visam a medição e

19 Consultado e Disponivel em: http://smartcitiescouncil.com

Página 50 de 192 Da Regionalização do Sistema Portuário do Arco Metropolitano de Lisboa

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