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Chapitre 1 : De la théorie des dispositifs gestion des risques en montagne :

3) Dispositif de planification de la gestion de crise : le PCS

de Cluster Europeu13 e, no contexto Europeu, perceber o impacto territorial, pela afirmação das

regiões e cidades, reconhecido pela especialização dos sectores industriais.

No ano de 2011, de acordo com o Relatório do Centro para a Estratégia e Competitividade (CSC – “Center for Strategy and Competitiveness”) da Escola de Economia de Estocolmo14, o cluster

associado aos Transportes e Logística representava um total de cerca de 99 089 empregos directos, nas regiões de Lisboa, Alentejo, Algarve, Centro, Açores e Madeira.

No entanto, os clusters logísticos, com uma evolução emergente, facilmente concorrem com o conceito de que os portos desempenham um papel cada vez maior no estabelecimento das actividades produtivas, industriais e logísticas, capazes de induzir à criação de clusters regionais, integrando cadeias de valor globais com significativa importância a nível mundial.

02.2.2. Portugal no Ranking Logístico

As cidades são espaços privilegiados de troca de bens e informação, que sustêm a economia actual e o estilo de vida corrente. Para o sucesso das cidades deve-se optimizar este sistema de trocas, mantendo este locais atractivos para viver e trabalhar.

A aferição internacional de competências logísticas tem sido alvo de interesse por várias instituições. É de destacar o “Logistic Perfomance Index” (LPI) publicado em 2014 pelo World Bank Group15, onde é possível comparar os resultados de 2012 e de 2014 e, o EU Transport Scoreboard

da Comissão Europeia16. Este último incide com maior foco no sector dos transportes, onde a

componente “Logística” está presente, e que representa uma área a que a Comissão Europeia dedica prioridade.

Em 2014, o LPI do World Bank Group, no relatório publicado e para um universo de 160 países, coloca Portugal em 26º lugar no ranking que mede a performance logística internacional (Arvis, Saslavsky et al. 2014). Embora a posição possa parecer surpreendente, já em 2012, Portugal encontrava-se bem posicionado, em 28º lugar, num universo de 155 países.

No sítio da Internet, o LPI é apresentado como uma solução de aferição interactiva que apoia os países na identificação dos desafios e oportunidades consequentes da sua prestação logística. O LPI é realizado através de um questionário global aos operadores logísticos, que fornecem dados acerca do ambiente logístico do país onde operam. Nesses questionários são adicionadas informações quantitativas acerca da performance de componentes-chave da cadeia logística do país. Neste contexto, o LPI reúne aspectos quantitativos e qualitativos e apoia a construção de perfis de ambiente logístico em cada país, medindo a performance logística ao longo das cadeias de abastecimento numa perspectiva nacional e internacional.

Os componentes-chave analisados pelo LPI estão baseados numa pesquisa teórica e empírica, assim como na experiência prática dos profissionais logísticos envolvidos na expedição de carga. Os componentes-chave são: (a) Alfândega, pelos níveis de eficiência; (b) Infraestrutura, pela qualidade comercial e de transporte; (c) Competitividade portuária, associada ao preço competitivo do embarque; (d) Qualidade dos serviços de logística, pela competência e qualidade do transporte;

13 Disponível em http://www.clusterobservatory.eu/index.html

14 Disponível em http://www.clusterobservatory.eu/common/galleries/downloads/Star_clusters_Portugal.pdf 15 Disponível em http://lpi.worldbank.org/

(e) Rastreamento e controle de cargas, pela capacidade de operação; e, (f) Oportunidade, associada à frequência de embarque e aos tempos de entrega marcados ou esperados.

Neste conjunto de componentes-chave são usadas técnicas estatísticas padrão para agregar os dados num indicador único, posteriormente usado para comparações entre países. Para efeitos de análises comparativas recomenda-se o uso da ferramenta interactiva que se encontra no sítio da Internet e o resultado para Portugal é o da Tabela 2.5.

Tabela 2.5 : Posição de Portugal e Componentes-Chave correspondentes do LPI Fonte : Adaptado (Arvis, Saslavsky et al. 2014)

Numa primeira análise, o resultado pode ser considerado como excelente, no contexto internacional. Quando o País é comparado no seio do Espaço Europeu, num espaço de concorrência territorial adequado, Portugal encontra-se atrasado em relação aos parceiros Europeus. Uma análise cuidadosa, de cariz geográfico, na Europa dos 28, Portugal encontra-se em 14º lugar. Na Tabela 2.6, adaptada do LPI com a indicação dos Estados Membros da União Europeia e do respectivo ano de adesão, é possível quantificar esse atraso. Assim, é evidenciada a prioridade de Portugal se aproximar dos parceiros Europeus e de reforçar uma unidade Ibérica no contexto logístico.

Esta análise geográfica, mostra o atraso de Portugal no contexto Ibérico e Europeu, e é corroborada pelo “EU Transport Scoreboard” da Comissão Europeia.

A importância das TIC está bem patente na plataforma17 usada pela Comissão Europeia na

comunicação dos dados. Por este motivo, aconselha-se a consulta online de quaisquer dados aqui revelados pela possibilidade de novos enquadramentos ou diferentes leituras.

A construção do “EU Transport Scoreboard” tem como objectivo apresentar uma leitura da performance em matéria de transportes nos Estados Membros, permitindo identifiquem os pontos fracos e a apresentação de medidas e políticas prioritárias ao seu desenvolvimento. A origem dos dados é de fonte diversa – Eurostat, Agência Europeia do Ambiente, World Bank e OCDE – e a Comissão Europeia assegura como sua intenção o aperfeiçoamento dos indicadores disponibilizados.

O “EU Transport Scoreboard” pode ser consultado no modo de Transporte (ferroviário, rodoviário, marítimo e aéreo) e/ou numa das seguintes categorias: (a) Mercado Único (acesso ao mercado, regulação); (b) Infraestrutura; (c) Impacto ambiental; (d) Segurança; (e) Transposição do direito da EU; (f) Infracções ao direito da EU; (g) Inovação e Investigação; e, (h) Logística. Cada uma das categorias apresentadas pode ser desagregada, com a excepção da Transposição do direito da EU e da Logística. O EU Transport Scoreboard posiciona Portugal nos últimos lugares da tabela, apenas um lugar acima dos 5 piores classificados, como se vê na Tabela 2.7.

17 Disponível em: http://ec.europa.eu/transport/facts-fundings/scoreboard/index_en.htm

Pais Ano LPI Posição

LPI Pontuação

Alfândega Infraestrutura Competitividade portuária Logistics competence Tracking & tracing Timeliness Portugal 2014 26 3.56 3.26 3.37 3.43 3.71 3.71 3.87

Página 46 de 192 Da Regionalização do Sistema Portuário do Arco Metropolitano de Lisboa

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