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Conformité de la mesure phytosanitaire en cause avec l'article 2:2 de

Dans le document Td corrigé ORGANISATION MONDIALE pdf (Page 190-194)

Fonte: Arquivo de Pesquisa

Escolhemos a Creche A. E. como campo de investigação, tendo em vista que ela atende um número relevante de turmas do nível V (crianças de 5 anos), o que sinalizou uma maior probabilidade de aceitação dos profissionais em participar da pesquisa. Outro aspecto referente à escolha refere-se ao fato da referida creche ser a escola infantil que compõe, em seu quadro, o maior número de profissionais especialistas em Educação Infantil.

Inaugurada no ano de 1990, a escola A. E. constitui-se, em sua origem, como uma instituição educativa vinculada à Secretaria de Assistência Social, segundo dados observados no seu Projeto Político Pedagógico (2015), atendendo crianças na faixa etária de um ano e seis meses a cinco anos e onze meses. O horário de funcionamento atual é de 7h às 11h30 e das 13h às 17h30.

Em se tratando da estrutura física e da organização do ambiente, o espaço é composto por salas de “aula”6, de acordo com a identificação da própria instituição (aqui também denominadas como “salas de referência”); sala para Atendimento Educacional Especializado (AEE); sala para encontros e reuniões de professores; sala onde funcionam, simultaneamente, os serviços da gestão e da secretaria; cozinha; almoxarifados; banheiros adaptados para o público infantil e para crianças com deficiência, bem como banheiros disponibilizados para os profissionais.

Apesar de possuir uma espaçosa área livre no entorno das salas, a instituição não dispõe de brinquedos pré-fabricados suficientes para atender a demanda de

6 Colocamos a expressão “de aula” entre aspas, por considerarmos que essa nomenclatura é

inadequada à Educação Infantil, na concepção que temos atualmente, pois desconsidera as especificidades das crianças e do trabalho próprio a essas instituições em atendimento a essas especificidades, o que implica não haver, no trabalho desenvolvido junto aos aprendizes, “aulas”, mas atividades desenvolvidas sob a forma de experiências, partilhadas por crianças e professores. Assim, identificamos as salas de cada grupo/turma como sala de referência, visto que “sala de atividades” também não é uma expressão adequada considerando que as crianças vivenciam atividades em todos os outros espaços a que têm acesso.

crianças. Havia apenas um escorrego e um balanço (que no ato da pesquisa necessitavam de reparos, visto que não estavam em bom estado de uso) e alguns pneus coloridos fixados no chão. No entanto, através das observações realizadas, pudemos perceber que as árvores de porte médio existentes no local e a ampla área constituída de areia eram espaços muito bem utilizados pelas crianças na efetivação de brincadeiras.

Conforme assinala Barbosa (2007, p.120), “[...] o espaço físico é o lugar do desenvolvimento de múltiplas habilidades e sensações e, a partir da sua riqueza e diversidade, ele desafia permanentemente aqueles que o ocupam”. É utilizando-se de suas diversas linguagens, que as crianças o recriam e o transformam. As brincadeiras de faz de conta, de polícia-ladrão, de trepa-trepa, são exemplos concretos de tal transformação, conforme relatado a seguir:

Chega a hora do “recreio” e acompanho as crianças que se espalham por todos os lugares com outras crianças de diversas salas. Vou me aproximando dos grupos e pergunto o que estão fazendo, o qual respondem:

Grupo de meninas 1: fazendo bolo! (Estão mexendo com areia).

Grupo de meninas 2: é pra enfeitar o bolo que estamos fazendo. (Tentam tirar sementes de uma planta um pouco alta). Outras garotas estão correndo atrás de uns garotos e, ao perguntar qual a brincadeira, respondem: somos as caçadoras.

(Diário de Campo – 29/09/2015)

Além da área livre que é constituída por areia, há outro espaço (pátio), coberto e com piso revestido, com dimensão menor, que é utilizado também em atividades livres ou direcionadas, com/pelas crianças, em eventos desenvolvidos pela escola, envolvendo tanto as crianças como as famílias, em momentos de reuniões. Neste último caso, nos momentos em que essas famílias participavam ativamente (pudemos presenciar tal fato), muitas dessas pessoas não conseguiam ficar sentadas, pois a área física não é grande o suficiente para acomodá-las. Além do mais, não havia possibilidade de visualização de nenhum recurso audiovisual, tendo em vista a claridade do espaço.

Pelo motivo já mencionado (inadequação do espaço em tamanho e uso de equipamentos), as programações que envolviam os pais dos dois turnos, simultaneamente, como também brincadeiras que necessitam de programações mais elaboradas com as crianças, segundo a coordenadora pedagógica, eram realizadas em num prédio vizinho, que era destinado a atender programações para

outro público geracional, nos turnos vespertino e noturno. Uma sala do prédio também estava sendo utilizada, naquele período, para atendimento a uma turma da creche de crianças de cinco anos, já que as salas disponíveis na instituição não eram suficientes para suprir a demanda de crianças matriculadas.

A sala a qual foi desenvolvida a pesquisa, tem um tamanho aparentemente apropriado ao número de crianças. Elas transitavam no espaço de forma tranquila e ainda se agrupavam em cantos, no chão, com a finalidade de brincarem, sem que isso causasse incômodo às demais que estavam sentadas nas cadeiras.

Apenas parte dos equipamentos disponibilizados é adequada à faixa etária, como as mesas quadradas e coloridas, distribuídas com quatro cadeiras no seu entorno. A arrumação das mesmas normalmente se dava em forma de duas fileiras de mesas, talvez para haver possibilidade de interação entre o maior número de crianças. Há ainda na sala, uma mesa para a professora e duas cadeiras tamanho adulto, uma mesa de canto que servia de apoio ao lanche trazido diariamente pelas merendeiras, um armário semiaberto, onde eram guardados materiais das crianças, como pastas, cadernos, livros infantis etc. usados por elas, embora fosse a professora A que guardasse e distribuísse esses materiais, uma vez que a altura não se adequava ao tamanho das crianças.

Em um canto próximo ao armário, havia uma caixa de papelão com brinquedos diversos, mesmo que em estado precário, os quais eram usados diariamente pelas crianças. Um quadro branco era fixado na parede e utilizado para registro de tarefas. Acima dele, cartazes eram expostos contendo letras do alfabeto (em tipo bastão) ao lado das gravuras de objetos que iniciavam com as respectivas letras. Semelhantemente ao “Abecedário”, ao lado do quadro estavam expostos outros cartazes, desta feita com os numerais e suas respectivas quantidades, bem como a exposição de um calendário anual onde as crianças marcavam as datas.

Outro material exposto na parede, em frente ao quadro, intitulava-se de “nossas atividades”. Uma delas referia-se à rotina desenvolvida na sala que também era demonstrada com o nome da atividade e a imagem a ela atribuída (Exemplo: Rodinha – imagem de crianças em círculo). Além disso, havia uma lista com os nomes completos das crianças e suas fotos ao lado. Ao lado deste quadro, outro com a palavra “Parabéns” adornado com flores e nomes das crianças, indicando suas datas de aniversário.

As produções de escritas e desenhos das crianças e alguns textos digitados estavam organizados e expostos em outra parede da sala, em um espaço identificado por “Nossas produções”.

2.3.2 A Equipe

A escola contava, no momento da pesquisa, com uma equipe gestora composta pela Diretora, Coordenadora Administrativa e Coordenadoras Pedagógicas, sendo estas últimas atuantes em cada um dos turnos. Quanto aos demais funcionários, eram Secretárias, Agentes de Serviços Gerais e merendeiras.

No que se refere ao corpo docente, a escola envolvia profissionais na área pedagógica, sendo assim definidas suas formações acadêmicas:

Quadro 1 – Equipe gestora e docente da escola

FUNÇÃO QUANTIDADE FORMAÇÃO

Diretora 01 Especialista em Processos Educacionais

Coordenadora Administrativa 01 Especialista em Supervisão Escolar Coordenadora Pedagógica 01 Especialista em Educação Infantil Coordenadora Pedagógica 01 Mestra em Ciências da Educação

Professora 06 Especialista em Educação Infantil

Professora 04 Magistério

Professora 05 Pedagogia

Professora 02 Especialista em Psicopedagogia

Professora 02 Cursando Pedagogia

Professora 02 Letras

Fonte: Projeto Político Pedagógico da Instituição

Observamos, diante dos dados apresentados que, conforme propõe a Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, a formação dos profissionais docentes está em consonância com o proposto no Art. 62, o qual preconiza que a formação mínima para atuar no exercício de magistério na Educação Infantil é o ensino médio na modalidade normal (BRASIL, 1996).

2.3.3 Sujeitos da Pesquisa

Parafraseando Bakhtin (2015), o fato de nos apropriarmos de informações junto aos sujeitos da pesquisa indica que assumimos atitudes em relação a eles. Para o estudioso, isso significa que já estamos expressando posturas valorativas, isto porque “[...] o pesquisador e pesquisado se constituem como sujeitos em interação que participam ativamente do acontecimento da pesquisa” (FREITAS, 2009, p. 5).

Conforme já exposto em nota de rodapé, diante do compromisso firmado com os sujeitos (professora e coordenadora) quanto à forma de resguardar os princípios éticos, não as denominaremos pelos seus nomes próprios durante a análise dos resultados; antes, usaremos como critério para a identificação desses sujeitos apenas a função exercida, no caso da Coordenadora, e a denominação A para a Professora. As considerações que caracterizam as profissionais são oriundas de seus discursos na ocasião das entrevistas, bem como de observações realizadas durante a pesquisa.

Quadro 2 – Caracterização dos profissionais sujeitos da pesquisa

PROFISSIONAL IDADE FORMAÇÃO FORMA DE

ACESSO ANOS DE EXPERIÊNCIA Coordenadora 41 Pedagoga com Especialização em Educação Infantil Concurso 16 anos Professora 36 Pedagoga com Especialização em Educação Infantil Concurso 17 anos

Fonte: Arquivo da Pesquisa

Em se tratando da Coordenadora Pedagógica, tem 41 anos e trabalha na Educação Infantil há 16 anos. É professora efetiva do quadro docente e atua na Rede Municipal em um único turno de trabalho. Assumiu a coordenação após ser acometida por um problema de saúde que a impossibilitou de exercer a docência em sala de aula, fato que lhe oportunizou o convite para ocupar a função de coordenadora.

Sobre as mudanças percebidas em sua própria prática profissional ao longo do tempo de atuação, a coordenadora vê a criança de modo diferente do que via antes. Atribui isso aos estudos realizados, principalmente, no campo da Educação Infantil, advindos da Especialização, que ampliaram sua compreensão acerca de muitos aspectos, sobretudo, no que se refere à concepção da criança como um “ser singular”, cujas características lhes são próprias. Entende que a criança precisa brincar, experimentar, explorar o espaço, o que deve acontecer com os demais níveis, sem, necessariamente, desconsiderar os aspectos da escrita. Ela destaca que percebe as crianças como construtoras de sua própria história, a partir das possibilidades que lhes são oferecidas em uma perspectiva pedagógica.

Em situação de planejamento com a professora A, a coordenadora demonstra interagir e articular bem as discussões, no sentido de estimulá-la a envolver as crianças no desenvolvimento do currículo.

A professora A, por sua vez, tem 36 anos de idade e atua na Educação Infantil desde que iniciou sua carreira profissional, há dezessete anos. Toda a sua formação escolar ocorreu em entidades públicas. Sobre sua motivação para docência, acentua que, desde criança, gostava de brincar de ser professora e bancária, desejando atuar em uma dessas profissões. Ao entrar no Ensino Médio, almejou cursar Contabilidade, mas, uma vez que sua mãe não lhe permitia estudar no período da noite, turno em que o curso era oferecido, teve que optar pelo curso de Magistério, que funcionava no diurno. Acredita também que seus professores tiveram influência na sua escolha para a carreira docente.

Ao longo de sua atuação profissional, enfatiza as muitas mudanças ocorridas, visto que, no início de sua carreira, vivenciou os conflitos na transição do ensino tradicional para o modelo construtivista. Na época, enfrentou situações difíceis ocasionadas pela falta de apoio de uma gestora pedagógica, com quem atuou, a qual não aceitava seu posicionamento quanto à nova concepção de ensino. As críticas frequentemente recebidas por sua metodologia de trabalho levaram-na a mudar de escola. Passado algum tempo, ingressou no curso de Pedagogia, o que contribuiu para que aprimorasse seus conhecimentos. Essa formação mudou a sua prática de maneira significativa, considerando o início da carreira e a alternância das leis.

A professora A destaca como mudanças relevantes das práticas educativas por ela efetivadas, a questão pedagógica, o modo de ser em sala de aula e a visão

que passou a ter dos alunos. Ela afirma que adquiriu mais conhecimento em relação aos estudos, à forma de tratar a criança e também quanto à aplicação dos conteúdos, que agora acontecem de modo mais prático e concreto.

Ela lembra que, quando cursava o Magistério, não havia estudos direcionados para a Educação Infantil, motivo que dificultou a sua adaptação no estágio, cuja atuação ocorreu em uma instituição filantrópica. Também ressalta que, no curso de Pedagogia, os conhecimentos eram direcionados mais intensamente para as séries iniciais do Ensino Fundamental, ficando a Educação Infantil à margem.

Devido à mudança nos cursos de formação, as práticas foram sofrendo alterações. As contribuições dadas pelo referencial curricular lhe possibilitaram um novo jeito de entender as crianças e de como trabalhar com elas, superando a abordagem mecânica adotada em metodologias anteriores.

Em se tratando dos demais sujeitos da pesquisa, que são as crianças, semelhantemente às profissionais, não haverá exposição dos seus nomes, conforme articulação firmada com os seus pais/responsáveis mediante o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Considerando que são dezoito crianças, optamos por usar, para diferenciação de suas designações citadas ao longo desta dissertação, letras do alfabeto que não estão associadas às iniciais de seus nomes próprios.

Conforme aborda Becchi (1994 apud MARTINS FILHO; BARBOSA, 2010, p. 11), falar de criança em pesquisa é

[...] abandonar uma técnica da palavra aculturante, e passar ao exercício de um ouvido refinado, numa perspectiva de mútua construção [...], [proporcionando] práticas de encontro com a fala das crianças, [estimulando] a leitura da realidade que elas, diretamente, nos oferecem [...] [permitindo] uma desinibição do ouvi-las [...].

Mesmo não utilizando uma metodologia participativa, estar em uma pesquisa envolvendo crianças nos coloca como investigadores sensíveis a perceber e a escutar seus dizeres e suas formas de expressão. Esses recursos nos levam a registrar, a partir dos dados observáveis no locus da pesquisa, aquilo que as crianças nos permitem apreender acerca de seus modos e jeitos de ser e estar na escola, bem como seus modos de participar. Considerando tais questões, bem como os dados construídos em meio às análises das entrevistas realizadas, apresentaremos uma síntese que as caracteriza individualmente.

Quadro 3 – Caracterização das crianças sujeitos da pesquisa

CRIANÇA SEXO IDADE

C.A Feminino 6 anos

S.M. Feminino 5 anos

G.S Masculino 5 anos

D.S Masculino 6 anos

E.N Feminino 6 anos

J.A Masculino 6 anos

J.S Masculino 6 anos J.B Masculino 6 anos L.R Feminino 6 anos L.M. Feminino 6 anos M.M. Feminino 6 anos M.S. Feminino 5 anos

M.A Feminino 6 anos

M.O Feminino 6 anos

G.N Feminino 5 anos

S.S Masculino 6 anos

R.S Masculino 6 anos

J.M Feminino 6 anos

Fonte: Arquivo da Pesquisa

C.A. (MENINA): É uma criança que não conversa muito quando está realizando atividades nas mesas, mas é ativa e participativa quanto a opinar sobre o que sabe nas situações em que é questionada ou mesmo quando são apresentados questionamentos para o grupo. Sempre se envolve nas brincadeiras com as demais crianças. Mora com os pais e dois irmãos e sempre vem para a escola de motocicleta com a mãe, que também a ajuda nas atividades de casa. Diz que participa das atividades realizadas na sala e que, quando está em casa, gosta de brincar de boneca.

S.M. (MENINA): Muito expressiva e comunicativa, é uma criança que demonstra gostar de vir à escola. No entanto, apresenta baixa frequência, o que pode ser

ocasionado pelo fato de seus pais trabalharem em outro município. Segundo informações dadas pela criança, sempre que eles viajam, levam-na junto, razão pela qual ela não vem à escola todos os dias. Apesar desse fator, nas ocasiões em que está presente, demonstra envolver-se com as outras crianças, bem como com a professora A. Realiza as atividades sem apresentar dificuldades, e enfatiza na entrevista que gosta da escola porque a acha divertida e porque gosta de brincar com as amigas, destacando não ter isso na outra cidade.

G.S. (MENINO): Comunicativa e sorridente, essa criança expressa alegria. Gosta de cantar e parece fazer isso sempre que tem oportunidade, até mesmo enquanto realiza atividades propostas pela professora A. Em contato com qualquer brinquedo que represente a música, ela já o utiliza como auxílio para cantar. Ela mora com a avó, o pai e um tio, embora sua mãe more perto e muitas vezes é quem a traz para escola de motocicleta, de carro ou a pé. Comenta que, quando está em casa, não faz nada, mas fica brincando com seus primos quando está de férias. (Pela sua expressão, ficar de férias demonstra indicar os dias em que estava em casa, sem aula).

D.S. (MENINO): Embora seja uma criança que demonstre meiguice nos seus gestos, sempre é chamado à atenção pelo desentendimento provocado com outras crianças, pedindo desculpas aos colegas após diálogo com a professora A e retomando as atividades normalmente. É participativa, interage com todos da turma e realiza as atividades propostas. Mora com o avô, a avó e o pai e não tem irmãos. Quem a traz para escola são eles, alternadamente. Suas atividades escolares em casa são ajudadas pela avó e pelo pai, quando o este não viaja. Diz gostar de brincar com seu carro quando está em casa.

E.N. (MENINA): É uma criança que se expressa pouco por meio da linguagem oral. Após a minha chegada à escola, demorou alguns dias para que eu ouvisse sua voz na sala. No entanto, demonstra comunicar-se de outros modos, sempre interagindo bem com seus pares e professora A, tanto nas atividades em sala, quanto na área livre da escola, envolvendo-se em várias brincadeiras juntamente com suas colegas. Mesmo não falando muito, algumas vezes, na rodinha, levanta a sua mão, indicando que quer falar e participa da conversa nesse momento. Mora com o pai e a mãe,

vem para escola a pé e, algumas vezes, de motocicleta. A mãe é quem a ajuda nas atividades escolares. Diz também que, em casa, brinca com o avô de fazer castelo e jogar.

J.A. (MENINO): Comunicativa e participativa, essa criança apresenta sempre um pouco de humor nos seus diálogos. Gosta muito de cantar e sempre está procurando envolver-se com os colegas nas brincadeiras de faz de conta que cria, as quais são muito presentes cotidianamente. Suas falas, quase sempre, são carregadas de expressões características da cultura popular, inclusive as músicas cantadas por ela. Mora com seus avós e tem dois irmãos, embora não more com eles. Segundo nos informou, somente sua avó sabe ler as historinhas que ela leva para casa e é ela que a ajuda nas tarefas escolares. A avó também é quem vem, a pé, deixá-la na escola. Quando está em casa, J.A. afirma gostar de dormir até tarde, de ver TV e também de brincar.

J.S. (MENINO): Essa criança parece estar sempre tranquila. Interage bem com os seus pares envolvendo-se nas atividades e aparentando uma boa sociabilidade com todos. É uma criança que mora com seus pais, que se alternam pra vir deixá-la na escola. Sua mãe é quem a ajuda nas tarefas enviadas pela escola. Quando está em casa, diz brincar sozinha de carrinho, moto e carreta.

J.B. (MENINO): Demonstrando carinho pelos colegas e professora A, em várias ocasiões a observei apresentando atitudes de cuidado e atenção com algum colega. Aparenta estar atenta a todos da sala, inclusive destacando a falta daqueles que se ausentam por alguns dias da escola. Mora com seus pais, suas duas irmãs e seu irmão. Vem para a escola a pé ou alternando-se em outras conduções (carro, motocicleta, bicicleta,) acompanhada de seus pais ou da tia. Quando está em casa, gosta de brincar com seu velocípede e também de jogar bola com o irmão.

L.R. (MENINA): Como outras na sala, é uma criança que expressa tranquilidade e paciência no que está fazendo. De vez em quando parece gostar de brincar sozinha com os brinquedos disponíveis na sala. Quando está no recreio, se envolve nas brincadeiras de correr e pular junto às demais. Mora com seus pais e um irmão e

afirma gostar de brincar com eles de castelinho quando está em casa. São os pais quem vem buscá-la na escola.

L.M. (MENINA): Apesar de não conversar muito, é uma criança que demonstra ser muito observadora. Interage bem com a professora A e com as outras crianças nos diversos momentos da sala. Mora com a mãe, a avó e os irmãos. O pai mora em outra cidade. Vem para a escola com a mãe. Fala que quando está em casa, fica dormindo, assistindo TV e brincando de boneca.

M.M. (MENINA): Demonstra ser bastante meiga com as outras crianças e parece

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