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PeTer PioT

Dans le document CHANGÉ A TOUT (Page 60-63)

Com o objetivo de analisar como o Jornal Super Notícia aborda o crime de feminicídio em suas páginas, dividimos os operadores de análise em três subgrupos para uma melhor organização do processo. Sendo eles: 1) Operadores Visuais que se subdivide em Operadores Visuais para Análise da Capa e Operadores Visuais para Análise da Matéria e 2) Operadores para Análise Textual. Considerando que a capa é o primeiro contato do leitor com o jornal, julgamos importante a observação da mesma, especialmente em seus aspectos visuais, de modo distinto do restante da produção. De acordo com Spannenberg e Ferreira (2013), as capas de jornais e revistas são o contato inicial que o leitor terá com a publicação “por isso, muitas metáforas comparam-nas a vitrines, recepções e embalagens de determinados produtos” (SPANNENBERG, FERREIRA, 2013, p.1).Além disso, as escolhas gráficas como o uso de imagens e cores, o espaço dedicado à manchete e à matéria e o tipo de letra utilizada, entre outros elementos, dizem muito sobre o destaque dado à notícia e a coerência no tratamento de determinado tema.

Os operadores visuais estão divididos em dois subgrupos, apresentados nos Quadros 2 e 3. Em ambos buscamos considerar os seguintes elementos relacionados à capa, manchete e matéria:

a) Posição Ocupada: A posição da manchete na capa, e também das imagens (quando presentes na matéria), dizem muito sobre a relevância conferida ao conteúdo e o seu uso para atrair a atenção do leitor. De acordo com Hernandes (2006), “tudo o que estiver na parte de cima tem mais valor do que na parte de baixo” (HERNANDES, 2006, p.191). Rafael Sousa Silva explica que a página pode ser dividida em seis zonas de visualização: 1) principal ou primária; 2) secundária; 3) morta; 4) morta; 5) centro ótico; e 6) centro geométrico (FIGURA 1). O autor explica também que “a zona primária deve conter um elemento forte para atrair a atenção e interesse do leitor. Esse elemento pode ser uma foto, um texto, um grande título” (SOUSA SILVA, 1985, p.47). Da mesma forma, as zonas mortas precisam ser completadas com “elementos de grande atração visual, proporcionando e conduzindo a leitura de forma confortável e ao mesmo tempo rápida”. Este esquema pode ser visualizado na ilustração a seguir:

FIGURA 1: Zonas de visualização da página

Fonte: SOUSA SILVA, 1985, p.49

Neste operador nosso objetivo é relacionar as posições explicadas por Hernandes (2006) e observar qual a localização das manchetes na capa e a posição ocupada pelas imagens na matéria. Com isso, acreditamos poder inferir sobre a relevância conferida a esses elementos e seu uso como estratégia para atrair a atenção de seu público alvo.

b) Tamanhos e tipos das letras: O objetivo principal na escolha das fontes é facilitar a leitura, entretanto, de acordo com Hernandes (2006), o uso de elementos como o tamanho das letras, tipos mais ou menos encorpados, maior ou menor espaço, etc. dizem muito sobre o destaque conferido e propõem a noção de notícias mais quentes e mais frias. Para estabelecer o critério de fonte grande, pequena ou média, tomamos como base a logo do próprio jornal, elemento gráfico que, por princípio, deveria ser o de maior destaque na capa. Nesse operador, o objetivo principal relaciona-se também ao uso de elementos para atrair a atenção do leitor, o intuito é observar se as manchetes em questão são utilizadas para captar a atenção do público alvo, queremos observar se o crime de feminicídio é usado como estratégia para vender jornais. Para isso, com base na “altura” da logomarca do jornal, que apresenta 6,5 cm, classificamos as manchetes com fontes em alturas menores de 1cm como pequenas, já as que apresentavam tamanho entre 1cm e 2,5cm foram consideradas médias, e as com mais de 2,5 cm foram tidas como grandes. Além do tamanho das letras, nesse operador também observaremos a formatação

do texto, tanto no uso ou não de capitulares (caixa alta ou baixa) ou na aplicação ou não de destaque (negrito).

c) Imagens: De acordo com Sousa Silva (1985), as fotos carregam emoção e informação e, muitas vezes dispensam outro tipo de informação complementar. Eliséo Verón (2003) classifica as fotografias utilizadas no jornalismo em: testemunhais (apresentam um fato); pose (o personagem se deixa fotografar); retórica das paixões (flagrantes que traduzem o estado de espírito da pessoa fotografada mas geralmente sem sua autorização) e foto categorial (imagem que representa uma classe). O objetivo deste operador é observar que tipo de fotografias e tentar inferir seus objetivos com tais escolhas.

d) Cores: De acordo com Farina (1986), “as cores são, muitas vezes, o primeiro elemento no contato entre o receptor e o produto jornalístico. No impresso, por exemplo, a cor desempenha o papel de atrair o olhar e reduzir as possibilidades de distorção sobre o tema tratado na notícia” (FARINA, 1986, p.101). De acordo com as análises de Luciano Guimarães, as cores vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo, violeta, preto, branco, cinza e rosa são cores que podemos atribuir significados a depender dos contextos em que estão inseridas (GUIMARÃES, 2003, p.101). O autor reforça também que “o vermelho vem com as cargas semânticas reduzidas aos significados dominantes” (GUIMARÃES, 2003, p.103). As análises do autor sobre esta cor apontam que a mesma é usada constantemente em notícias sobre violência, pois remete à cor do sangue (GUIMARÃES, 2003). O objetivo deste operador é identificar qual cor prevalece nas chamadas deste periódico sobre crimes de feminicídio.

e) Espaço ocupado: De acordo com Hernandes (2006), “o valor de uma unidade noticiosa é proporcional ao espaço a ela concedido” (HERNANDES, 2006, p.191). Em conformidade com essa ideia e diante de todo o percurso acadêmico pelo qual a pesquisadora passou até o desenvolvimento deste estudo, apreendemos que quanto maior o espaço dedicado a uma matéria, maior é o destaque e grau de importância conferido a ela pelo veículo. Nesse operador objetivamos analisar qual o espaço cedido ao tratamento do caso nas páginas internas e compará-lo ao espaço dedicado à sua respectiva manchete na capa, assim podemos observar a

coerência entre o uso do crime para atrair a atenção do leitor e o real espaço disposto pelo jornal para explicar e contextualizar notícias que abordem essa temática.

Para sistematizar de modo a tornar mais visualizável e organizada a observação dos Operadores Visuais, desenvolvemos dois quadros apresentados a seguir.

QUADRO 2: Operadores Visuais - Capa

OPERADORES VISUAIS PARA ANÁLISE DA

CAPA

MATÉRIA 1 MATÉRIA 2 MATÉRIA 3

Em qual posição da página a manchete está localizada? ( ) Inferior ( ) Superior ( ) Central ( ) Inferior ( ) Superior ( ) Central ( ) Inferior ( ) Superior ( ) Central Qual o tipo e o tamanho das letras usadas na manchete?

( ) Letras Grandes ( ) Letras Médias ( ) Letras Pequenas ( ) Letras em negrito ( ) Letras sem negrito ( ) Letras em caixa alta ( ) Letras em caixa baixa

( ) Letras Grandes ( ) Letras Médias ( ) Letras Pequenas ( ) Letras em negrito ( ) Letras sem negrito ( ) Letras em caixa alta ( ) Letras em caixa baixa

( ) Letras Grandes ( ) Letras Médias ( ) Letras Pequenas ( ) Letras em negrito ( ) Letras sem negrito ( ) Letras em caixa alta ( ) Letras em caixa baixa

A manchete está destacada por alguma cor de fundo? Qual

( ) Sim, qual? ( ) Não

Cor das letras:

( ) Sim, qual? ( ) Não

Cor das letras:

( ) Sim, qual? ( ) Não

Cor das letras: E as letras? Estão

destacadas por qual cor?

A manchete é acompanhada por fotos?

( ) Sim, de que tipo? ( ) Não

( ) Sim, de que tipo? ( ) Não

( ) Sim, de que tipo? ( ) Não A capa apresenta imagens de mulheres seminuas? ( )Sim ( )Não ( ) Sim ( )Não ( ) Sim ( ) Não

Fonte: Elaboração da autora com base no referencial teórico.

QUADRO 3: Operadores Visuais – Matéria

OPERADORES VISUAIS PARA ANÁLISE DA

CAPA

MATÉRIA 1 MATÉRIA 2 MATÉRIA 3

Qual o espaço ocupado pela matéria na página

( ) Menos de uma página ( ) Uma página

( ) Duas páginas ou mais

( ) Menos de uma página ( ) Uma página

( ) Duas páginas ou mais

( ) Menos de uma página ( ) Uma página

( ) Duas páginas ou mais

A matéria apresenta imagens? Se sim, quantas e de que tipo?

( ) Sim, quantas, de que tipo?

( ) Não

( ) Sim, quantas, de que tipo?

( ) Não

( ) Sim, quantas, de que tipo?

( ) Não

Qual posição a(s) imagem(ns) ocupa(m) na página? ( )1 - Zona Primária ( )2 - Zona Secundária ( ) 3 - Zona Morta ( ) 4 - Zona Morta ( ) 5 - Centro Ótico ( ) 6 - Centro Geométrico ( )1 - Zona Primária ( ) 2 - Zona Secundária ( ) 3 - Zona Morta ( ) 4 - Zona Morta ( ) 5 - Centro Ótico ( ) 6 - Centro Geométrico ( )1 - Zona Primária ( )2 - Zona Secundária ( ) 3 - Zona Morta ( ) 4 - Zona Morta ( ) 5 - Centro Ótico ( ) 6 - Centro Geométrico

Qual o conteúdo das imagens na matéria? Descrever Descrever Descrever

Fonte: Elaboração da autora com base no referencial teórico.

Construímos também um quadro com os Operadores de Análise textual para observação do conteúdo e da linguagem da manchete e da matéria. Neste, usamos como referência as perguntas presentes do Dossiê Feminicídio – Qual o papel da imprensa?7 produzido pelo

Instituto Patrícia Galvão (INSTITUTO, 2019) além de algumas questões específicas da

7 A publicação está disponível em: <https://dossies.agenciapatriciagalvao.org.br/feminicidio/capitulos/qual-o- papel-da-imprensa/> Último acesso em: 08 de nov.2019

construção textual e da prática jornalística. O Instituto Patrícia Galvão é uma organização feminista brasileira com 18 anos de atuação no campo dos direitos das mulheres e da comunicação. “Para o Instituto, a mídia é um espaço estratégico de incidência social e política para qualificar os debates sobre políticas públicas voltadas à promoção da igualdade e equidade de gênero” (INSTITUTO, 2019). Em 2009, o Instituto criou a Agência Patrícia Galvão, que produz e divulga dados e notícias sobre direitos das mulheres brasileiras, além de ser um importante guia para uma abordagem mais crítica da mídia. O Dossiê que usamos como base para a criação dos operadores de análise evidencia que as ações, as omissões e o tratamento acrítico dado pela mídia aos crimes de feminicídio muito contribuem para a perpetuação dessa problemática. Neste quadro de operadores, consideramos as seguintes perguntas:

a) A matéria apresenta abordagem crítica? Ou seja, menciona políticas públicas ou a falta delas e cobra do Estado medidas nesse sentido? De acordo com um levantamento do Instituto Patrícia Galvão (INSTITUTO, 2019), a cobertura realizada nas matérias sobre o crime de feminicídio é, muitas vezes, uma cobertura parcial e descontextualizada, sem aprofundamento sobre as questões sociais que envolvem esse tipo de crime. Por esse motivo, nosso objetivo é observarse os feminicídios são tratados como um problema social ou se o Super Notícia trata os casos de modo isolado, transformando-os em espetáculo e detalhando de forma desnecessária o crime. Além disso, pretendemos verificar se o periódico busca evidenciar os momentos em que o Estado falhou e a necessidade de políticas públicas voltadas para a questão, além de exigir que o autores sejam responsabilizados pelo crime.

b) A qual tipo de feminicídio a matéria se refere? Como visto no capítulo intitulado “Desigualdade de Gênero e Feminicídio”, existem várias tipificações para o crime, sendo o feminicídio íntimo (cometido por um homem com quem a vítima tinha, ou tenha tido, uma relação ou vínculo íntimo: marido, ex-marido, companheiro, namorado, ex-namorado ou amante) o que apresenta maior incidência. Esse operador objetiva identificar com base no Modelo de Protocolo Latino-Americano de investigação de mortes violentas de mulheres quais os tipos de feminicídio são retratados nas matérias, se há um tipo predominante e se ele segue o que pode ser observado nas estatísticas. Além disso, objetivamos analisar se o Super busca demonstrar a magnitude da insegurança sofrida pelas mulheres: até em suas relações mais próximas ela corre riscos de perder a vida.

c) A matéria e a manchete se referem ao crime usando o termo feminicídio? De acordo com o monitoramento realizado pelo Instituto Patrícia Galvão (INSTITUTO, 2019), o termo feminicídio é usado em raras vezes no noticiário sobre mortes violentas de mulheres. Alguns termos presentes são ‘motivação de crime’, ‘crime passional’, ‘ciúmes’. O objetivo deste operador é observar se o termo é utilizado nas matérias e manchetes, afinal é importante que a mídia o utilize para que se quebre a sua invisibilidade, tornando a problemática presente no debate público.

d) A matéria apresenta dados e contextualiza historicamente o problema? Apesar da ainda escassa produção de dados por órgãos oficiais, é importante que a mídia busque obtê-los. Além disso, a mídia pode ser uma importante aliada na problematização desses crimes quando levanta aspectos históricos da desigualdade de gênero e do menosprezo à condição da mulher. Além de demonstrar que essas mortes são evitáveis e que muitas vezes acontecem após um longo ciclo de outras violências (INSTITUTO, 2019). O objetivo deste operador é observar se o periódico em questão considera as raízes do problema e busca acrescentar no debate o contexto histórico da desigualdade de gênero, além disso objetivamos observar a importância conferida aos dados como forma de ratificar a gravidade do problema.

e) A matéria informa sobre algum canal para que mulheres em situação de violência possam buscar ajuda? O Dossiê (INSTITUTO, 2019) usado como referência para a elaboração do estudo destaca que raramente são divulgados os canais de apoio às mulheres vítimas de violência. Este operador busca verificar se o Super Notícia cumpre uma função de responsabilidade social e proporciona às suas leitoras e leitores o acesso a essa informação.

f) A matéria busca justificar o crime? Muitas vezes a mídia reproduz estereótipos e impõe lugares corretos para homens e mulheres. Esse operador busca analisar se o jornal em questão usa de certas expressões que culpabilizam a vítima pela violência sofrida. No Dossiê Feminicídio da Agência Patrícia Galvão (INSTITUTO, 2019), observamos exemplos de manchetes que reforçam esses estereótipos: “Jovem morta em motel conheceu suspeito horas antes do crime”; “Ex namorado de bailarina disse que a matou porque era garota de programa”. O objetivo desse operador é identificar se o Super utiliza elementos que colocam a vítima como responsável pelo crime e se procuram ao longo do texto e da seleção das falas das fontes ouvidas repassar o entendimento de que a culpa nunca é da vítima. A desigualdade de

gênero, o sentimento de posse do agressor e o controle da vida e das escolhas da mulher são aspectos do problema a serem considerados para um tratamento mais crítico da mídia.

g) A manchete apresenta trocadilhos, frases de duplo sentido ou com teor cômico? Muitas vezes o desrespeito à vítima e à família é expresso através do uso de uma linguagem sensacionalista que visa captar a atenção do leitor. Além disso, a abordagem de partes íntimas da vida da vítima que não precisavam ser expostos é também um aspecto a ser analisado. O objetivo deste operador é identificar se o Super Notícia usa de elementos que deslegitimam a gravidade do crime, transformando-o em algo cômico para atrair a atenção do leitor. Além disso, pretendemos observar se as manchetes reforçam estereótipos e a discriminação contra as mulheres.

h) Qual a linguagem utilizada no texto? De acordo com Nilson Lage (1985) a linguagem formal preserva usos linguísticos do passado. “Imposta pelo sistema escolar, é uma espécie de segundo idioma que aprendemos e que pode servir como índice de ascensão social” (LAGE, 1985, p.38). Já a linguagem coloquial é espontânea e reflete a realidade comunitária e regional (LAGE, 1985, p.38). O autor também ressalta que o registro coloquial é mais eficiente e acessível para pessoas de baixa escolaridade e permite maior fruição na leitura (LAGE, 1985, p.38). Objetivamos com esse operador observar o tipo de linguagem utilizado na matéria e na manchete e comparar seus usos.

i) Quais fontes foram ouvidas? Como mencionado acima, através do monitoramento feito pela Agência Patrícia Galvão, foi identificado que a abordagem predominante é policial e as vozes ouvidas são de delegados, policiais e advogados do assassino. Dessa forma, as versões e as vozes ouvidas são as oficiais e as de defesa do agressor. Neste operador de análise buscamos também verificar se gestores de políticas públicas são consultados. Para isso, propomos contabilizar o número de fontes ouvidas e mencionadas em cada uma das matérias, a fim de visualizarmos de modo mais claro sua participação na matéria. Categorizamos os seguintes tipos de fontes: Fontes Oficiais Humanas, Fontes Oficiais Documentais, Pessoas ligadas à vítima, Pessoas ligadas ao agressor, Especialistas (psicólogos, assistentes sociais, pesquisadoras sobre as questões de gênero), Gestores de Políticas Públicas.O objetivo é observar quais vozes

são amplificadas pelo jornal e se cobra dos responsáveis pelas políticas públicas resultados nesse sentido.

Objetivando uma melhor visualização e organização, construímos o seguinte quadro para a Análise Textual:

QUADRO 4: Operadores Textuais – Capa e Matéria

OPERADORES TEXTUAIS PARA

ANÁLISE DA CAPA E DA

MATÉRIA

MATÉRIA 1 MATÉRIA 2 MATÉRIA 3

A matéria apresenta abordagem crítica? ( ) Sim ( ) Não ( ) Sim ( ) Não ( ) Sim ( ) Não A matéria se refere ao crime usando o termo feminicídio? ( ) Sim ( ) Não ( ) Sim ( ) Não ( ) Sim ( ) Não A matéria apresenta dados e contextualiza historicamente a problemática? ( ) Sim ( ) Não ( ) Sim ( ) Não ( ) Sim ( ) Não A matéria informa sobre algum canal para que mulheres em situação de violência possam buscar ajuda? ( ) Sim, quais? ( ) Não ( ) Sim, quais? ( ) Não ( ) Sim, quais? ( ) Não A qual tipo de feminicídio a matéria se refere?

A matéria busca justificar o crime?

( ) Sim, como? Transcreva frases que exemplifique ( ) Não

( ) Sim, como? Transcreva as frases.

( ) Não

( ) Sim, como? Transcreva as frases. ( ) Não A manchete apresenta trocadilhos, frases de duplo sentido ou com teor cômico?

( ) Sim. Transcreva frases que exemplifique.

( ) Não

( ) Sim. Transcreva frases que exemplifique.

( ) Não

( ) Sim. Transcreva frases que exemplifique. ( ) Não O termo feminicídio foi usado na manchete? ( ) Sim ( ) Não ( ) Sim ( ) Não ( ) Sim ( ) Não Qual a linguagem utilizada no texto? ( ) Formal ( ) Coloquial ( ) Formal ( ) Coloquial ( ) Formal ( ) Coloquial

Quais fontes foram ouvidas?

( ) Fontes Oficiais Humanas ( ) Fontes Oficiais

Documentais (BO) ( ) Pessoas ligadas à vítima ( ) Pessoas ligadas ao agressor ( ) Especialistas

( ) Gestores de políticas públicas

( ) Outras Testemunhas

( ) Fontes Oficiais Humanas ( ) Fontes Oficiais

Documentais (BO) ( ) Pessoas ligadas à vítima ( ) Pessoas ligadas ao agressor ( ) Especialistas

( ) Gestores de políticas públicas

( ) Outras Testemunhas

( ) Fontes Oficiais Humanas ( ) Fontes Oficiais

Documentais (BO) ( ) Pessoas ligadas à vítima ( ) Pessoas ligadas ao agressor ( ) Especialistas ( ) Gestores de políticas públicas ( ) Outras Testemunhas

5. ANÁLISE

Ao todo, encontramos 24 manchetes que tratavam sobre algum tipo de violência contra a mulher. Destas, 13 se referiam ao crime de feminicídio. A partir deste recorte, elencamos através de um sorteio manual, uma matéria de cada mês para analisarmos segundo os procedimentos metodológicos explicados no capítulo anterior. Dessa forma, ao todo analisamos seis matérias referentes ao período de janeiro a junho de 2019.

As manchetes e suas respectivas matérias selecionadas foram: “PM executa mulher e depois se mata” (05 de Janeiro de 2019), “Mineira é morta pelo ex ao deixar os filhos na escola” (12 de Fevereiro de 2019), “Ex atrai jovem para morte pelo Facebook” (31 de Março de 2019), “Ricardão mata a amante” (29 de Abril de 2019), “Mata ex, ataca igreja e executa mais três” (22 de Maio de 2019), “Morte de Eliza Samúdio completa 9 anos” (24 de Junho de 2019). Os quadros completos com as considerações feitas com base nos operadores de análise que desenvolvemos estão disponíveis nos apêndices B, C, D8 deste estudo.

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