Conclusion du Chapitre 1 : Qualification de la mise à disposition
Chapitre 2 D ELIMITATION DU CHAMP / DOMAINE DE LA MISE A DISPOSITION
Os sistemas construtivos e as tecnologias evoluem constantemente nos casos nos quais se dá mais continuidade ao uso da madeira. Já nos lugares onde se usa pouca madeira nas obras de construção civil, é inevitável a insuficiência do conhecimento sobre esse assunto, deixando de ser primordial a invenção de novas técnicas. Conseqüentemente, a durabilidade fica em um estágio defasado com relação ao desenvolvimento de pesquisas sobre
43 o tema. Todavia, é necessário promover o desenvolvimento de novas técnicas partindo do estágio em que elas se encontram. Nesse sentido, será indispensável levar em consideração as próprias condições, analisar os elementos de realidade atual e atingir as soluções adequadas.
Dessa forma, as pesquisas realizadas numa determinada região deverão ser aplicadas no local de origem, devido às suas características climáticas. Por exemplo, em Brasília, existe a particularidade de um período longo de seca de aproximadamente seis meses, com forte insolação e ventos no fim do período, e também um longo período de chuva de aproximadamente seis meses. Essas duas situações são extremamente prejudiciais à conservação da madeira. O clima no Distrito Federal é bem específico quando passa do período seco para o período chuvoso, pois ocorre um curto período de chuvas de três a quatro dias conhecido como “chuva da manga” ou “do caju”, coincidindo com o início da primavera. Nesse período, ocorre um aumento considerável do número de insetos e microorganismos. Há também choques térmicos, com sol muito quente e ventos frios um pouco antes, no mês de agosto. Com a continuidade da seca, a madeira continua a se retrair, ao invés de expandir, provocando reentrâncias nas peças, o que propicia o alojamento de insetos e poeira. Posteriormente, com a continuação do período chuvoso, um novo processo de degradação ocorre com o surgimento de diversos tipos de impactos.
As tecnologias de madeira são usadas de acordo com as exigências do projeto. As mais usadas são: madeira maciça, em toras, pré-fabricada, prensada (tipo sandwich), em plataformas, laminada colada e outros processos de industrialização como os aglomerados, compensados, etc. Elas são conhecidas como as tecnologias mistas, tais como: madeira com aço ou madeira com concreto. A diversidade de tecnologias é grande, mas é um fato que no Brasil se herdou prática de tecnologias de madeira bem desenvolvida, e por isso também a mão-de-obra não é especializada. Com isso, os sistemas construtivos de madeira são produzidos ainda de forma artesanal.
É importante a capacitação e o treinamento da mão-de-obra que lidará com tecnologias de madeira, porque, não sendo tradicionalmente empregadas no Brasil, o que se vê, quase sempre, são improvisos, usando a madeira em edificações sem nenhum critério. Dessa forma, a capacitação e a preparação da mão-de-obra é imprescindível para se fazer um bom uso do material. No entanto, é bem sabido que a tecnologia de madeira não surge do
nada; é necessário que seja difundida, ensinada e praticada, com o objetivo de ser aplicada em sua plenitude.
É possível que novas tecnologias sejam criadas, inclusive geradas a partir de conhecimentos autóctones, pois foi assim que as tecnologias surgiram no mundo. O caminho para a geração de novas tecnologias, visto sobre uma ótica histórica e seqüenciada, de acordo com a evolução do mundo, vai do artesanal, passando pelo semi-industrial até o industrial e, cada vez, descobre-se mais coisas. Os seres humanos herdaram os conhecimentos passados e aprimoraram-no com novas descobertas, para transformá-los em conhecimentos em um conhecimento mais denso. Hoje para se atingir êxito neste sentido tem-se que vencer as etapas, que são análogas ao processo histórico, diferenciando-se no aspecto temporal. A descoberta de novas tecnologias é também um processo evolutivo, que sempre parte de uma proposta inicial, que vai se aprimorando, podendo desencadear aperfeicioanamentos ou processos novos e processos de industrialização diferentes e mais evoluídos.
Dessa forma, é necessário um conhecimento das propriedades do material e das suas possibilidades em termos da facilidade de materializar certa função com um tipo determinado de madeira. Para informações concretas sobre as suas propriedades, existe uma norma técnica oficial, embora nunca se deva desprezar o conhecimento prático, pelo fato de a madeira ter um uso muito antigo e já ter sido bastante testada. Mesmo assim, como um princípio básico, o seu uso subentende uma capacitação profissional, no qual a prática e a experimentação devem ser incluídas no caso da pesquisa de novas tecnologias.
Quanto aos riscos com relação à mão-de-obra, a tecnologia de madeira está sujeita a riscos de acidentes tão grandes quanto os do aço, mas não tanto como a do concreto, que envolve um conjunto maior de técnicas. Nesse sentido, as técnicas relacionadas à madeira são mais simples. Mas esse fator de risco é uma questão que deve ser levado em conta na tecnologia da madeira. O risco está relacionado, de maneira intrínseca, com o desenvolvimento tecnológico, porque uma mão-de-obra qualificada pressupõe uma tecnologia desenvolvida. E, dessa forma, a inclusão de máquinas e de ferramentas acompanham também o desenvolvimento do processo de aprimoramento tecnológico. Quanto mais desenvolvida for a tecnologia, melhor será a mão-de-obra e mais aprimorada serão as máquinas e as ferramentas.
45 A tecnologia da madeira é um tema muito amplo, e nesta pesquisa não será tratado como um tema central porque envolve aspectos de uma natureza bastante diversa. A tecnologia está presente em todos os setores, desde o plantio da árvore, passando pelo corte, o armazenamento, a secagem, o preparo das peças e a montagem final. Estas etapas são interdependentes e para todas elas existem processos artesanais, semi-industriais ou de alta tecnologia industrial. Quando se trata de arquitetura, as etapas finais como o preparo das peças e a montagem são as mais importantes porque estão mais relacionadas ao projeto. Todos os processos, artesanais, semi-artesanais ou de alta tecnologia estão presentes em uma obra de madeira. Os componentes construtivos podem se apresentar na sua condição natural (toras) ou transformadas em produtos derivados por meios artesanais, semi-industriais ou por alta tecnologia industrial (tábuas, pranchas, etc.). Além disso, todos estes são usados para elaboração de sistemas construtivos de vedações ( portas, janelas, molduras, painéis, etc.) e sistemas construtivos estruturais (vigas, tesouras, laminados, etc.). As combinações com outros materiais ocorrem na manufatura das peças de madeira normalmente quando está submetida a um processo industrial. Esta matéria-prima pode ser desde produtos químicos sintéticos para acabamentos superficiais, adesivos de uso interno e externo, plástico para dissimular ou formar juntas, produtos siderúrgicos para as juntas e articulações, parafusos, cravos de ferro, bronze, alumínio, etc.
Um aspecto que está bastante claro sob o ponto de vista tecnológico é que os sistemas atuais de aproveitamento e utilização da madeira de alta inversão de capital, não permitem a participação da população rural que vive em contacto direto com as florestas ou na sua proximidade e fazem uso direto de seus produtos e das madeiras consideradas não comerciais. Por isso é importante sistemas de aproveitamento da madeira como um produto florestal em pequena dimensão dependente de uma tecnologia básica.
É importante a capacitação e treinamento da mão da obra que vai lidar com tecnologias da madeira, porque esta não sendo tradicionalmente empregadas no Brasil requer um esforço no sentido de se adaptar a novos processos. O que se vê quase sempre são improvisos usando a madeira em edificações de forma tradicional por falta do conhecimento mais aprofundado de tecnologias da madeira. Desta forma a capacitação e a preparação da mão de obra é imprescindível para se fazer um bom uso do material e se poder avançar neste campo de atuação. Mas é bem sabido que a tecnologia de madeira não surge do nada, é necessário que seja difundida, ensinada e praticada. Para ser então aplicada em sua plenitude.
E a partir da experiência com obras realizadas ou a investigação de casos existentes extrair conclusões para novos projetos.
As tecnologias de madeira de obras definitivas normalmente estão voltadas para o objetivo de resistir ao tempo, mas esta ainda não é a preocupação básica. As técnicas as vezes falham neste importante requisito que é a durabilidade, por haver preocupação exclusivamente econômicas ou mais relativas a estrutura ou a estética. Para concluir é importante dizer que é fundamental o conhecimento tecnológico da madeira para se projetar bem a arquitetura de qualquer edifício em madeira. E ainda mais importante, incorporar esta tecnologia às medidas preventivas para durabilidade do material.