• Aucun résultat trouvé

Chapitre III La CVS à relation finale et la phrase complexe à subordonnée de but : comparaison sémantique et syntaxique comparaison sémantique et syntaxique

3.3 Une étude syntaxique de la CVS à relation finale

3.3.3 La relativisation des objets

A EEAA da Escola Ipê era composta por uma pedagoga e uma psicóloga. A pedagoga era lotada na Escola Ipê e participava de todas as atividades desenvolvidas pela escola e de reuniões institucionalizadas como coletivas, conselhos de classe de turmas dos alunos que atendia e reuniões. A psicóloga era lotada em outra escola de anos iniciais do Ensino

Fundamental, realizava avaliações psicológicas com estudantes e participava de devolutivas, anamneses e reuniões somente em situações extraordinárias, quando solicitada pela pedagoga.

1.3.1 A Psicóloga Luana

A psicóloga Luana, 37 anos, era efetiva na SEDF como professora de Letras, Português/Inglês. Fez curso de bacharelado em Psicologia no UNICEUB e estava na função de psicóloga do SEAA há seis anos. Possuía especialização em Psicodrama e cursos na área da Educação Especial como autismo, estimulação precoce e alfabetização de ANEE. Não atuava exclusivamente na SEDF, atendia em uma clínica psicológica a pacientes adultos. A partir de um convite da coordenadora intermediária das EEAA passou a compor as equipes ainda antes do término da faculdade de psicologia.

Luana trabalhava há dois anos em sua escola de lotação e atendia outras quatro na redondeza, inclusive a escola participante, todas de anos iniciais do Ensino Fundamental. Na função de psicóloga do SEAA sempre atendeu outras unidades escolares. Reservava dois dias da semana para a escola onde se encontrava lotada, um para atendimento e avaliação e outro para participar das coordenações coletivas. Usava outros dois dias para visitar as outras unidades pelas quais era responsável; às sextas-feiras participava das reuniões de coordenação das EEAA.

Os atendimentos aos alunos em sua escola de lotação eram realizados pela pedagoga e estavam suspensos porque a psicóloga disse que participava apenas dos grupos de intervenção quando era solicitada, com um objetivo específico, como observar algum aluno, por exemplo. Os atendimentos diretos aos estudantes na Escola Ipê eram realizados somente pela pedagoga Clara.

Luana trabalhava com mais quatro pedagogas, incluindo Clara. Todas exerciam as funções de pedagogas do SEAA em diferentes escolas. Segundo Luana e Clara, aconteciam reuniões setoriais entre este grupo de profissionais em que eram discutidas formas de atuação, revisão de documentos usados em situação de avaliação e atendimento, planejamentos diversos, estudos de casos, estudo de livros e textos de interesse ao SEAA.

1.3.2 A pedagoga Clara

Clara, 33 anos, foi professora normalista e iniciou o magistério em uma escola particular onde atuou por três anos com Educação Infantil antes de ingressar na SEDF como professora efetiva trabalhando com os anos iniciais do Ensino Fundamental. Ao todo, tem 15

anos de magistério, doze exclusivamente na SEDF. Formou-se em pedagogia, possuía curso de pós-graduação em Gestão em Administração Escolar. Iniciou no SEAA quando procurou a Coordenação Regional de Ensino por estar insatisfeita com seu turno de regência e foi convidada pela coordenadora intermediária das Equipes para compor o grupo de pedagogas do SEAA. Clara relatou que não conhecia o trabalho das EEAA e que foi estimulada pela coordenadora que afirmou que ela poderia contribuir com sua experiência fazendo sugestões e orientações a professores com alunos com dificuldades.

Clara estava lotada na EEAA da escola integrante da pesquisa há três anos e participava de quase todos os momentos pedagógicos da escola, alguns, somente quando envolviam os alunos por ela atendidos.

1.3.3 Estela: a professora do aluno apoiado pela EEAA da Escola Ipê

A caracterização da professora Estela e as considerações feitas sobre seu trabalho pedagógico foi possível a partir de entrevistas, momentos de diálogo, observação em sala de aula e em outros contextos escolares. Estela, 34 anos, fez curso normal para atuar com os anos iniciais do Ensino Fundamental. Tinha 17 anos de experiência profissional, destes, 15 anos e meio atuando exclusivamente na SEDF. Possui formação em Pedagogia – Séries Iniciais e Alfabetização pela Universidade de Brasília. Não tinha curso de pós-graduação, mas possuía cursos na área de alfabetização. Exerceu outras funções na escola além de professora: coordenadora, vice-diretora e diretora. Iniciou sua carreira no magistério em uma escola particular em Águas Lindas de Goiás como alfabetizadora e disse ter sido um grande desafio conseguir fazer aquilo que ela sempre desejou – ser professora. Trabalhou dois anos com turmas de quinto ano, com a Educação Infantil com alunos de seis anos quando a primeira etapa do Ensino Fundamental era de oito anos. Declarou que o trabalho que realizava com estes alunos da Educação Infantil já tinha foco na alfabetização. Suas maiores experiências docentes são ligadas à alfabetização.

A professora participava de todas as atividades propostas pela escola: projetos, passeios, coordenações, coletivas semanais, conselhos de classe, reuniões de pais, festas.

Na sala de aula havia mesa do professor próxima à entrada e as carteiras dos estudantes ficam à sua frente, sempre organizadas de forma a atender a dinâmica da aula. Havia ainda: um quadro branco; dois armários de aço para guardar material pedagógico, material de limpeza para a hora do lanche; uma estante de aço com pastas individuais

contendo as atividades dos alunos, cadernos e outros materiais. A sala era rodeada por cartazes, calendário, alfabeto e murais onde eram afixadas as atividades realizadas.

1.3.4 Vítor: o estudante em situação de queixa escolar apoiado pela EEAA da Escola Ipê O estudante Vítor, aceito na pesquisa, tinha sete anos de idade, estudava em uma turma de segundo ano do Ensino Fundamental no turno vespertino. A criança iniciou vida escolar aos três anos de idade e sempre estudou na escola investigada. Vítor é filho único, mora com os pais em um lote onde residem mais três famílias. No início da vida escolar apresentou vários comportamentos de agressividade, agitação, inquietude, ansiedade e insegurança, segundo relato das professoras anteriores, da orientadora educacional, da pedagoga e da mãe. A escola, muitas vezes representada pela orientadora educacional, acompanhou a criança e sua família, orientando-a quanto a aspectos que interferiam na aprendizagem. A criança fazia natação desde os quatro anos mas foi sugerido pela orientadora que praticasse outros esportes, a mãe o matriculou no Karatê. Também por recomendação da orientadora o estudante recebia reforço escolar com uma professora particular. Segundo a mãe, não acompanhava as atividades escolares do filho porque tinha uma pessoa para fazer isso. A escola a orientou que mesmo assim ela deveria acompanhá-lo. A criança ficava muito tempo sozinho porque os pais trabalhavam. A mãe trabalhava em dois empregos, em uma lanchonete e no trailer de lanche do casal, onde o pai da criança passava a maior parte do dia. A ficha de encaminhamento foi preenchida no dia 01/08/12e recebida pela EEAA em 30/08/12 pela pedagoga que iniciou o processo de anamnese com a mãe e posteriormente a avaliação pedagógica. Os motivos do encaminhamento assinalados na ficha foram: “baixo rendimento escolar” e “problemas de comportamento”.

A criança foi observada pela pesquisadora no contexto escolar, na sala de atendimento da EEAA, em sua sala de aula e nos espaços abertos da escola, como o recreio. Tanto nos momentos de avaliação com a pedagoga e com a psicóloga se comportou de forma muito falante, sempre contando acontecimentos familiares. Falava bastante sobre jogos de vídeo game, se levantava várias vezes e iniciou assuntos desconexos àqueles propostos pelas profissionais. Sempre ia à sala da EEAA para as avaliações sem questionar ou se opor à execução das atividades propostas, demonstrando, inclusive, que gostaria de permanecer mais tempo no espaço do atendimento.

Nas observações realizadas em sala de aula a criança sempre se mostrou muito inquieta, levantando-se da carteira constantemente, falava demasiadamente com os colegas, com a professora e mesmo sozinho; não realizava as atividades pedagógicas sem auxílio, o

que exigia bastante tempo da pela professora que tinha uma aluna ANEE. Suas atividades algumas vezes eram diferenciadas, inclusive no tempo de execução, ou até adaptadas. Este fato não gerava desconforto para Vítor. Algumas crianças se ofereciam para ajudá-lo, mas ele sempre estava solicitando a professora.