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3.2- Reconfiguration par de nouvelles interactions économiques et spatiales

Os exercícios compunham-se de itens de múltipla escolha, V ou F, Certo ou Errado, comparação de colunas, clicar e arrastar, respostas curtas e completamento de lacunas, construídos conforme os objetivos instrucionais de cada aula. Seguiam-se imediatamente após o conteúdo das aulas que terminavam o módulo, e uma vez que fossem iniciados, não era permitido ao participante retornar ou ver as telas de conteúdo.

No total, 35 exercícios foram desenvolvidos de acordo com os objetivos instrucionais das aulas de cada módulo. Por exemplo, a partir da descrição geral do curso apresentada na Tabela 4 mostrada anteriormente é possível identificar o objetivo do módulo 1 e das aulas componentes. Um dos objetivos específicos era “identificar as funções exercidas pelos servidores do Banco Central”. Como estratégia de avaliação de aprendizagem foi criada uma pirâmide representando a hierarquia entre funções e a tarefa do participante era identificar quais funções deveriam ser encaixadas em que posição, discriminando entre aquelas

Sinalização do andamento do curso

ocupadas por chefia e outras de assessoria. Na Figura 7 há um exemplo da tela deste exercício.

Figura 7. Tela de apresentação de exercício.

Nem todos os exercícios elaborados puderam ser aproveitados no formato inicialmente planejado por dificuldades encontradas na programação. Parte deles foi reformulada e aproveitada nas avaliações de aprendizagem previstas (pré e pós-testes).

O curso, ao final, ficou com 31 exercícios (8 para o módulo I, 7 para o módulo II, 11 para o III e 5 para o IV). Para os grupos pertencentes às condições de tratamento, o feedback era apresentado imediatamente após o participante clicar em “responder” e permanecia na tela conforme a condição do grupo ao qual ele pertencesse, nesses casos a modalidade de apresentação do feedback era item-a-item.

Ao final do último exercício de cada módulo, era apresentado um resumo do desempenho do participante em termos de tempo, gasto e total de pontos obtidos em relação ao total possível. Também eram mostrados os objetivos do módulo para facilitar a recuperação. Para controlar a manipulação do tempo do feedback, uma vez completados os exercícios, impediu-se uma revisão dos mesmos.

Na Figura 8 há exemplo de apresentação de feedback para acerto e a Figura 9 exemplo para erro, os textos são repetidos nas caixas para facilitar a leitura. Além da correção das respostas ao exercício, os feedbacks desenvolvidos para situações de erro, num total de 49, também forneciam gabarito e outras informações relevantes, desses foram aproveitados 31 e replicados com os devidos ajustes para situações de acerto da resposta, conforme apontado na seção anterior, em virtude de atender a possibilidade de fazer a programação num custo financeiro razoável.

Figura 8. Exemplo de feedback para acertos a questão.

Muito bem!

Pense nisso: pessoas assíduas e pontuais também estão demonstrando espírito de equipe. Elas podem substituir os turnos atender pessoas ou ligações telefônicas e providenciar os serviços necessários ao bom andamento do setor.

Figura 9. Exemplo de feedback para erro na questão.

Os feedbacks já adequados para situações de acerto e erro foram construídos buscando proporcionarem tempos de leituras similares entre eles, mesmo possuindo quantidade de palavras que variavam entre 30 e 45 palavras.

As quantidades de palavras foram calculadas pelo recurso “contar palavras” do processador de texto Word 2003 da Microsoft. Como exemplo, esse recurso considera que a frase “foi lido que a letra do meio é i.” possui nove palavras, mesma quantidade para “interessante ressaltar a importância do feedback imediato na aprendizagem”. Essas duas frases podem ter tempos de leitura distintos apesar da mesma quantidade de palavras.

O procedimento para estabelecer o tempo base de leitura contou, inicialmente, com sete colaboradores de nível universitário que leram individualmente os feedbacks projetados numa tela (31 no total) e marcaram o tempo, numa folha própria, designado de Tempo de

Leitura do Feedback (TLF). Para esses nenhuma variação significativa nos tempos foi

encontrada que sugerisse necessidade de alterar a composição dos textos preparados.

Você deveria marcar:

a) DISCRIÇÃO b) INICIATIVA c) INICIATIVA. d) SOCIABILIDADE e) INICIATIVA

A iniciativa é muito desejada. Discrição também é fundamental, restrinja ao máximo os contatos no escritório relacionados a atividades sociais e familiares.

O mesmo procedimento foi repetido em 31 colaboradores de nível médio. No final, as folhas de registro foram recolhidas e os dados foram introduzidos no pacote estatístico SPSS 11.0. Os dados foram analisados em termos de distribuição de freqüência, média, desvio padrão, assimetria e curtose.

A perspectiva inicial era somar ao valor médio obtido dois desvios padrões, visando alcançar 95 % dos casos numa distribuição normal de tempo de leitura. Porém os valores de assimetria e curtose indicaram que os dados estavam inclinados em sua maioria à esquerda e concentrados em torno da média (distribuição leptocúrtica). Decidiu-se extrair o tempo correspondente ao percentil 95% de cada item de TLF e, a partir desses tempos, obter a média e analisar a distribuição para o percentil.

Os dados obtidos para o percentil 95% apontaram uma média aritmética de 14,2 s com dp 2,49 s, (2 casos extremos de 22 segundos excluídos), assimetria (Sk) de 0,47 e curtose (K) de 0,311 (leptocúrtica). Esse foi considerado o tempo de leitura dos feedbacks. Para chegar a um tempo de exposição maior do que o de leitura, decidiu-se somar à média aritmética dois desvios padrões, alcançando o valor de 19,2 s e, por fim, acresceu-se 6s, para que o total de acréscimo se aproximasse do valor de 10s utilizado por Crosbie e Kelly (1994). Assim, no primeiro momento 25s foi utilizado como valor do tempo exposição ao feedback.

Ao ser realizada uma aplicação piloto com 14 servidores do Banco Central e a partir da avaliação de componentes do Grupo de Pesquisa Impacto, considerou-se que o tempo era suficiente para uma leitura direta, mas era requerido um pouco mais de tempo para uma segunda leitura cuidadosa. Assim, para aplicação da pesquisa, aumentou-se em 5s o tempo estabelecido, finalizando em 30s o que correspondia ao dobro do tempo de leitura.

6.2.5 Análise do curso pelo Roteiro de Análise do Material Didático

O curso foi analisado pelo grupo pesquisa Impacto, coordenado pela Profa. Dra. Gardênia Abbad, utilizando o Roteiro de Análise do Material Didático (Anexo 3), desenvolvido por Abbad (1999). O que se segue é uma descrição resumida dos dois relatórios entregues pelas 6 avaliadoras. Algumas das observações apontadas foram corrigidas antes da aplicação do curso, a partir de observações mais detalhas entregues pelas avaliadoras. Percebe-se que, de maneira geral, o curso está adequados os objetivos pretendidos.

Relatório 1: De modo geral, os objetivos estão descritos em termos de comportamentos observáveis. Destacando apenas as questões já ressaltadas. As estratégias