3.2 Le senseur de phase
3.2.6 Estimation de la précision de mesure
No cenári o at ual, a busca pel o corpo ―perfeito e saudável‖ se tornou uma
obsessão, pri nci pal ment e, entre as pessoas entre 15 e 40 anos. Não se trat a apenas de se ali ment ar de uma f or ma regrada, mas ali ar co m exercí ci os físi cos para al cançar u m cor po desej ável.
Nest e cer ne, est as pessoas est ão pr ocur ando cada vez mai s a práti cas de esport es ou de exercí ci os físi cos e m gerai s, quer sej a nas ruas (co mo ca mi nhadas e corri das) ou nas acade mi as. O uso dos supl e ment os ali ment ares, co m dest aque para os pr ot ei cos, au ment ou consi deravel ment e nos últi mos anos para auxili ar uma ali ment ação i deal para est e ti po de públi co.
A pesqui sa e m questão teve duas hi póteses chave. A pri mei ra era que A experi me nt ação di mi nui as i ncert ezas do Pl anej a me nt o e Desenvol vi me nt o de Produt o e a segunda hipótese que Um sorvete feito à base de supl e ment os é uma alt er nati va vi ável de alime nt ação par a atl et as.
Di ante destas duas premi ssas, o presente estudo teve co mo objeti vo pri nci pal propor uma met odol ogi a para desenvol vi me nt o de novos produt os vol t ados para estes cli entes, utili zando a técni ca de pl aneja me nt o de experi me nt os, e m u ma sor vet eri a art esanal.
Par a apli car a met odol ogi a e m quest ão (pl anej a ment o de experi ment os), escol heu-se u m pr odut o desafi ador para a e mpr esa: fazer um pr odut o o mai s saudável possí vel. A i dei a era aj udar a quebrar paradi g mas no mer cado, fazendo u m sor vet e a base de supl e ment os alime nt ares, especifi ca ment e da pr ot eí na do l eit e ( whey pr ot ei n), que pudesse ser uma alt ernati va vi ável de ali ment ação para atl et as e esportist as.
At l et a é aquel e que recebe u m trei na ment o direci onado para u m obj eti vo específi co, ou sej a, busca u m condi ci ona ment o físi co que l eve a u ma mel hori a de perf or mance e m u ma modali dade específi ca, normal ment e co m i nt enção de co mpeti ção. Es portist a é aquel e que prati ca exercí ci os físi cos por l azer e/ ou pel a busca de u ma f or ma físi ca desej ada, nor mal ment e se m obj eti vo de mel hori a de perf or mance ou parti ci pação e m co mpeti ções ( NABHOLZ, 2007).
A fi ns di dáti cos, pode-se di vi dir o trabal ho e m três et apas: Pré- Experi ment ação, Experi ment ação e Pós- Experi ment ação.
A pr é-experi ment ação engl obou t odo o deli nea ment o do pr odut o e o pl anej a ment o do experi ment o. Para t ant o, foi necessári o que o pesqui sador conhecesse a fundo o pr odut o que seri a desenvol vi do, al é m de ent ender o pr ocesso pr oduti vo da e mpr esa e m quest ão, para list ar t odos os fat ores que possa m i nfl uenci ar na vari ável respost a, que no caso desta pesqui sa foi o sor vet e de pr ot eí na.
Pri meira ment e defi ni u-se o públi co-al vo: atl et as ou esportist as que utilizasse m na sua di et a o supl e ment o de pr ot eí na ( whey pr ot ei n). Co m i sso, foi necessári o i dentifi car as necessi dades dest e públi co-al vo, ou sej a, co mpr eender as necessi dades nutri ci onai s del es para que assi m se pudesse est udar os co mponent es do novo pr odut o. For a m feit as entrevi st as i nf or mai s co m oit o pessoas, sendo três atl et as de desport o, e ci nco esportist as, sendo três de acade mi a e doi s de rua.
Co m as i nf or mações col et adas fora m reali zadas outra séri e de conversas i nf or mai s co m pr ofissi onai s da área que pudesse m sust ent ar a base necessári a para o desenvol vi ment o do pr odut o. Para t ant o, fora m escol hi dos três nutri ci oni st as e doi s educador es físi co para ent ender, e m geral, o que pode t er nu ma di et a de al gu ma pessoa que queira entrar nu ma vi da mai s saudável, ali ando ali ment ação e a práti ca de exercí ci os físi cos.
Co m o result ado dest as inf or mações, pode-se el abor ar uma matri z QFD a fi m de i dentifi car quai s era m os pri nci pai s pont os que o pr odut o deveri a se at ent ar para adentrar no mer cado.
Estas ações aci ma listadas respondera m o objetivo de Identifi car necessi dades dos cli ent es e pr ofi ssi onai s da ár ea de saúde alime nt ar.
Anali sando a matri z QFD, percebeu-se que os pri nci pai s fat ores para que o sor vet e fosse consi derado u m ali ment o saudável fora m: t er uma concentração consi derável de pr ot eí na, ser ri co e m fi bras e não ter uma t axa el evada de açúcares e, pri nci pal ment e, li pí deos.
Co m est es dados, co meçou a et apa da análise dos fat ores para a reali zação dos experi ment os. Foi det ermi nado que o sor vet e não poderi a ser a base de l eite, poi s o l eit e iri a el evar a t axa de li pídeos, al é m de a pr ot eí na do l eit e j á est á sendo usada ( whey pr ot ei n). Alé m di sso foi acor dado que o sabor do pr odut o deveri a ser i novador no mer cado l ocal. Para t ant o, foi escol hi da u ma frut a. Pri meira ment e por at ender a restri ção de não usar o l eite e segundo para dei xar o pr odut o mai s saudável .
Di vi di u-se o experi ment o e m três rodadas:
Na pri meira, o obj eti vo era det er mi nar se o mes mo i a ser desenvol vi do a base de água ou de l eit e de soj a. Par a t ant o, pegou-se a receit a do sor vet e de caj á da sor vet eri a e vari ou-se apenas o fat or da base. Fora m reali zados t est es sensori ais e a amost ra a base de água se mostrou mel hor.
Co m i sso, foi reali zada a segunda rodada. Nest a et apa foi um fat ori al compl et o co m os segui nt es fat ores: água, fi bra e pr ot eí na. Cada fat or possuí a dois ní vei s que fora m cha mados de + ( mai or) e – ( menor). Com isso fora m realizadas oito combi nações diferent es. A mel hor co mbi nação nos t est es sensori ais foi a oit ava co m a mai or concentração dos três fator es.
Co m i sso parti u-se para a reali zação de t est es l abor at ori ais, co m o obj etivo de conhecer a co mposi ção cent esi mal do sor vet e whey l aranj a. Fora m reali zados os segui nt es t est es: Bri x (sóli dos sol úvei s); Extrat o etéreo (li pí deos); Vit a mi na C; Ci nzas; Fi bras Br ut as; Açúcares Redut ores e Tot ai s; e Carboi drat os por redução.
Os t est es mostrara m al guns result ados não esperados: o í ndi ce de car boi drat o se mostrou elevado e a consistência do sorvete estava ―farinhada‖, pareci do com u m açaí.
O t erceiro experi ment o foi basi ca ment e o de otimi zação do pr odut o. Levando e m consi deração o expost o aci ma, deci di u-se fazer a mudança da pol pa da laranj a para o suco nat ural da frut a, o que poderi a di mi nuir o í ndi ce de car boi drat o e foi adi ci onada a bi o massa da banana verde para au ment ar o port e de fi bras do pr odut o co mo par a for necer uma mel hor consi st ênci a ao pr odut o (levando e m consi deração que el e at ua co mo u ma li ga, substit uindo a função da gor dura).
Nest e senti do foi reali zada u ma nova rodada de experi ment o fat ori al compl et o, co m os mes mos fat ores: água, pr ot eí na e fi bras.
Co m essas mudanças, fora m reali zados os t est es físi co- quí micos, reali zados por u m l abor at óri o credenciado da Subcoor denadoria de Vi gil ânci a Sanit ária ( SUVI SA), onde fora m reali zados os t est es de colifor mes fecai s a 30º C e 45º C, sal monel a e est afil ococos. A a mostra se mostr ou adequada ao consu mo hu mano, co mo mostrado no Anexo 01.
Após isso fora m reali zados novos t est es l aborat oriai s de co mposi ção cent esi mal, que t eve os mes mos parâmet r os de análise que o test e ant eri or.
Todas est as análises sensori ais, físi co- quí micas e br o mat ol ógi cas realizadas respondera m o objeti vo de Avali ar o sorvete co m rel ação as necessi dades dos st akehol ders e da l egi sl ação at ual, a fi m de gar anti r a confi abili dade do pr odut o
O pr odut o foi lançado no mer cado, co m feedbacks positi vos dos cli ent es e
aparições na mídia, com destaque numa mat éria televisa ―Sorvetes saudáveis para o verão‖ passada no Bom Di a RN da e missora Intertv Cabugi, afiliada da Rede Gl obo no
Ri o Gr ande do Nort e.
Em rel ação ao objeti vo Avali ar o processo de impl e me nt ação das técni cas do pl anej a me nt o de experime nt os na gest ão de desenvol vi me nt o de novos produt os e di fi cul dades pr áti cas encont r adas, ao fi nal da pesqui sa avali ou-se como positi va a i mpl e ment ação dest a t écni ca na sor vet eri a caso.
A met odol ogi a apli cada di mi nui u as i ncert ezas do desenvol vi ment o de um novo pr odut o, vist o que as et apas preconi zadas por esta, facilit ava a co mpr eensão dos fat ores que co mpusera m o pr odut o e co mo el es i nfl uenciava m ( de for ma positi va ou negati va), os result ados esperados pel a equi pe de pesqui sa.
Co mo di scuti do no t ópico 4. 8. Discussões e result ados, a nova met odol ogi a apresent ou aspect os si gnifi cati vos no que di z respeit o a gest ão do conheci ment o dent r o da or gani zação. Al é m disso, uma das grandes contri bui ções da pesqui sa foi que pel a pri meira vez t eve u ma vali dação de u m pr odut o da sor vet eri a e m rel ação a t est es br o mat ol ógi cos ou de composi ção cent esi mal do pr odut o.
Ai nda e m rel ação a dificul dades práti cas encont radas, dest aca-se a difi cul dade de at uação co m medi das exat as dentr o da fabricação dos sor vet es e em r el ação a cre mosi dade do pr odut o, levando e m consi deração que o pr odut o fi nal quase não possuí a gor dura e est e que é o responsável por formar a li ga cre mosa nos sor vet es.
A hi pót ese que o sor vete poderi a ser uma alt er nati va de ali ment ação saudável para os atl et as foi at endi da na medi da que os t est es de co mposi ção cent esi mal most rara m os segui nt es result ados: 73, 6412 % de u mi dade (água); 0, 1857% de li pí deos; 0, 4319 % de ci nzas; 0,4373 % de fi bras br ut as; 0, 1857 % de li pí deos; 10, 27 % de pr ot eí nas e 15, 0337 % de car boi drat os. Levando em consi deração que não te m-se o t ot al real de fi bras ali ment ares, o percent ual de car boi drat o pode ser ai nda menor.
Nest e cer ne, encontr ou-se que e m u ma bol a de 100 gra mas de sor vet e Whey Lar anj a t e m-se apr oxi mada ment e 102, 8861 kcal, o que result ou e m u ma excel ent e font e
de ali ment ação para atl etas. Alé m di sso, é ri co em vit a mi na C, o que aj uda a mant er o cor po saudável e ati vo.
Co m i sso al cançou-se o objeti vo de Cont ri bui r para o processo de i novação na sor vet eri a caso, poi s o pr odut o l ançado é i novador no mer cado e est á fazendo co m o que a e mpr esa ganhe dest aque e m noti ci ári os tel evi si vos e pel os prati cant es de ati vi dades físi cas.
Co mo f ut ur os desdobrame nt os dest a pesqui sa, pret ende-se ser vir co mo mat eri al de referênci a para que outras micr o e pequenas e mpr esas ( MPEs) possa m utili zar a met odol ogi a de Pl anej a ment o de Experi ment os para o Pl anej a ment o e Desenvol vi ment o de Pr odut o ( PDP) nas suas or gani zações, t or nando a ferra ment a acessí vel a t odos os pesqui sadores e i nt eressados.