1. Análisis de datos de la adquisición de la competencia estratégica
1.1. Estrategia de planificación del proceso de traducción
1.1.5. Procedimiento «buscar fuentes documentales»
Assim como a Aprendizagem baseada em Projetos, a aprendizagem baseada em problemas, também apresenta igualmente uma perspectiva de aprendizagem centrada no aluno e na resolução de problemas (KOLMOS e GRAAFF, 2007). Ambas as metodologias têm em comum a preocupação com uma formação dos jovens que vai além de competências técnicas, procurando considerar o desenvolvimento de valores considerados essenciais no mundo contemporâneo, como: conduta ética, capacidade de iniciativa, criatividade, atitude empreendedora, flexibilidade, autocontrole, comunicação, expressão oral e escrita, dentre outros (MOURA e BARBOSA, 2013). Além disso, ambas trabalham tem como base o construtivismo e a problematização, que, segundo Mitre et al. (2008), quando utilizada como recurso didático de ensino-aprendizagem, tem como objetivo motivar o estudante, fazendo com que, quando colocado diante um problema, ele se examine, reflita e contextualize-se.
Ambas as metodologias, PBL e PJBL buscam fazer com que o aluno seja o agente principal de seu aprendizado, porém não são simples de serem diferenciadas e são confundidas em muitas situações. Thomas (2000) cita, por exemplo, que um projeto quando muito estruturado e orientado não é a educação direcionada a projetos, mas sim a aprendizagem baseada em problemas ou uma combinação de ambos.
A principal diferença entre os dois métodos é que, enquanto os alunos na aprendizagem baseada em problemas são principalmente focados no processo de aprendizagem, na aprendizagem baseada em projetos precisam também focar em um produto final (BLUMENFELD et al., 1991). Outra diferença significativa é que, enquanto no PBL os temas tratados partem da proposição de uma questão elaborada pelos professores em situações controladas e em tempos menores, no PjBL vemos uma metodologia focada em grandes tarefas, com dificuldades crescentes, soluções abertas e questões desafiadoras, com as quais criam produtos, processos ou sistemas, analisam e aplicam teorias no seu desenvolvimento (POWELL e WEENK, 2003; WEENK e VAN DER BLIJ, 2011).
Ademais, o quadro 3 mostra a comparação entre as duas abordagens aplicadas em cursos de Engenharia quanto aos seus aspectos de implementação educacional, autenticidade, objetivos, resultados esperados, entre outros.
Quadro 3 – Diferenças entre PjBL e PBL.
Aspectos Aprendizagem Baseada em Projetos (PjBL) Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL)
Abordagem Educacional
Concebida como um modelo de produção, com ênfase na prática, em contextos profissionais reais;
Concebida como um modelo de pesquisa, com ênfase na análise e contextualização interdisciplinar do
conhecimento;
Autenticidade Questão nova sobre a vida real, solução desconhecida; Problema autêntico da vida real, solução conhecida; Resultados
Esperados
Espera-se que os alunos criem novos materiais,
artefatos, processos e sistemas, solução nova;
Espera-se que os alunos ofereçam explicações ou sugestões do mundo real; Resposta para o problema;
Estruturação Curricular
Currículo organizado com base na proposição de tarefas, com foco no produto;
Currículo organizado com base na proposição de questões, com foco no processo;
Duração e Equipe
Após apresentação na tarefa, grupos com até 8 alunos desenvolvem um projeto ao longo de 10 semanas ou mais;
Após a apresentação da questão, grupos com 10 alunos ou mais, buscam respostas ao longo de 1 a 2 semanas; Integração
teoria-prática
À medida que buscam informações, alunos desenvolvem um projeto, identificando teorias e gerenciando recursos;
Alunos colhem informações para compartilharem hipóteses ou sugestões em sala, ocasião em que a teoria é elaborada; Papel dos
professores
Agem como tutores, supervisores dos projetos dos alunos e especialistas em sala;
Definem e realizam pesquisas sobre a questão para proposição de hipóteses e/ou sugestões;
Papel dos alunos
Definem e realizam pesquisas sobre o tema para desenvolvimento do produto ou solução final;
Definem e realizam pesquisas sobre a questão para proposição de hipóteses e/ou sugestões;
Habilidades Habilidades disciplinares, de Engenharia e competências emocionais;
Habilidades disciplinares, habilidades de soluções de problemas e competências emocionais;
Visão Geral Alunos criam produtos, com grandes tarefas que levam a soluções inovadoras a questões desconhecidas.
Alunos estudam casos, com pequenas tarefas que abrangem perguntas e soluções conhecidas.
Fonte: Adaptado de Weenk e Van der Blij (2011); Tavares e Campos (2014);
Mills e Treagust (2003) sugerem que combinação de educação baseada em projetos e aprendizagem baseada em problemas pode ser muito eficaz, onde problemas são respondidos durante o trabalho do projeto, em que os projetos podem assumir diferentes formas. Weenk e Van der Blij (2011) argumentam que, como na prática a linha entre as aprendizagens baseada em problemas e projetos não é tão nítida, as duas metodologias por vezes são usadas de forma combinada, com papéis complementares
Nesse contexto, outra análise que pode ser considerada entre o PBL e o PJBL está em um estudo realizado por Tavares e Campos (2014), que demonstram as duas metodologias relacionadas com os modelos educacionais importantes na literatura, como a taxonomia de
Bloom (1994), que em seu domínio cognitivo possui um modelo que classifica o pensamento em seis níveis de complexidade representados como uma pirâmide (figura 6), e o ciclo de aprendizagem de Kolb (1984), que é baseado na ideia de que a aprendizagem ocorre num processo onde o conhecimento é criado por meio da transformação da experiência em uma sequência de quatro estágios (figura 7).
Figura 6 – Taxonomia de Bloom. Fonte: Tavares e Campos (2014)
Nesse estudo, Tavares e Campos (2014), abordam que o PBL abrange quatro dos objetivos da taxonomia de Bloom (conhecimento, compreensão, aplicação e análise) e três estágios do ciclo de aprendizagem de Kolb (experiência concreta, observação reflexiva, conceituação abstrata), enquanto o PjBL abrange os seis objetivos da taxonomia de Bloom (conhecimento, compreensão, aplicação, análise, síntese e avaliação) e todo o ciclo de Kolb (experiência concreta, observação reflexiva, conceituação abstrata e experimentação ativa). Assim, os autores argumentam que a abordagem PBL faz parte da abordagem PjBL, uma vez que todos os elementos que constituem a abordagem PBL fazem parte dos elementos que compõem a abordagem PjBL ou também se pode considerar que elas são abordagens complementares.
Por fim, Tavares e Campos (2014) ainda argumentam, o PBL e o PjBL representam, na Educação em Engenharia no Brasil, metodologias pouco aplicadas devido à dificuldade de professores que não sabem como e quando aplica-las da melhor forma, e dessa forma, embora animadoras, estas abordagens requerem discussões visando à consolidação de sua fundamentação teórica e de seu modo de aplicação, sendo necessária a realização de estudos sobre sua utilização e resultados nos cursos de Engenharia nos quais são aplicadas.