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L’analyse des liens entre les risques professionnels et l’organisation du travail

4.6.1 Gás

As importações de gás na União Europeia representam 70% do gás consumido, prevê-se que este valor permaneça estável até 2020, esperando um ligeiro aumento entre 2025-2030 atingindo cerca de 350000 milhões de metros cúbicos. No ano de 2013, as principais importações de gás provieram da Rússia com 39%, da Noruega com 33% do Norte de África (Argélia e Líbia) com 22%. As importações de GNL obtiveram um pico de 20%, mas a partir daí sofreram uma redução para 15% por causa do preços mais elevados que são praticados na Ásia [1].

As importações de gás natural deverão manter-se com um volume de importação significativo que têm origem nos fornecedores tradicionais. Nos próximos anos, o GNL vai sofrer um aumento na UE, tornando-se na principal fonte de diversificação energética. Os novos aprovisionamentos de GNL possuem capacidade para aumentar os mercados mundiais de GNL. Estes novos aprovisi- onamentos são provenientes da América do Norte, Qatar, Austrália e da África Oriental. Um dos projetos em desenvolvimento nos EUA, na Costa Leste, é a construção de um unidade de lique- fação que se espera estar pronta entre 2015-2016, possuindo uma capacidade de 24 mil milhões de metros cúbicos por ano. Grande parte do gás vai ser para os mercados asiáticos, embora algu- mas empresas europeias se encontram já em negociações com os produtores de GNL dos EUA, para garantir o aprovisionamento de GNL. Esta evolução não vai acontecer apenas nos EUA, visto que a Noruega vai aumentar a sua produção de 106 mil milhões de metros cúbicos por ano para 116 mil milhões de metros cúbicos por ano em 2018. O Norte de África possui grande potencial para crescer, dado que os recursos de hidrocarbonetos estão ainda por explorar ou não possuem qualquer tipo de rentabilização. A UE para assegurar o gás proveniente dos EUA e do Norte de África de maneira a que este englobe todos os mercados regionais, precisa de melhoras as suas interconexões internas.

A criação de novas fontes energéticas e o reforço das relações com os fornecedores da UE, são uns dos muitos objetivos da política da UE. Até 2020, através do Corredor Meridional de gás é esperado que cheguem ao mercado europeu cerca de 10 milhões de metros cúbicos por ano produzido no Azerbaijão. O Corredor Meridional permite ainda que exista uma ligação muito importante com o Médio Oriente. A infraestruturas prevista na Turquia pode fornecer ao mercado

europeu cerca de 25 milhões de metros cúbicos por ano. Os países como Iraque, Irão e Turqueme- nistão podem contribuir, numa perspetiva de longo prazo, para o aumento do Corredor Meridional de Gás, caso se registe a eliminação dos regimes de sanções. A UE possui o objetivo de criar uma plataforma de gás no Mediterrâneo no Sul da Europa mas para isso é necessário que exista um diálogo político e comercial entra os parceiros do Mediterrâneo Oriental e do Norte de África.

Os objetivos mencionados anteriormente só são passiveis de ser realizados na existência de infraestruturas de importação capazes e se o preço do gás for acessível. A cooperação entre os Estados-Membros e a União Europeia é crucial para que estes objetivos se concretizem.

Os Estados-Membros e a Comissão em uníssono devem “Aumentar a transparência a nível da UE em matéria de segurança do aprovisionamento de gás e explorar a forma como podem ser de- senvolvidas as informações sobre os preços no âmbito dos mecanismos de informação existentes, tais como os dados do Eurostat e da monitorização do mercado por parte da Comissão; Apoiar o desenvolvimento e a expansão das infraestruturas de aprovisionamento de gás com a Noruega, o Corredor Meridional de Gás e a plataforma de gás do Mediterrâneo” [1] e ainda criar um sis- tema de monitorização para garantir a segurança do aprovisionamento de energia a nível da União Europeia, tendo como base relatórios anuais da Comissão Europeia ao Conselho Europeu e do Parlamento Europeu. A Comissão tem como função garantir o acesso aos mercados de exportação de gás natural e GNL e retirar as proibições existentes em relação à exportação de petróleo nos países terceiros.

4.6.2 Energia Nuclear e Urânio

A eletricidade produzida em centrais nucleares representa um papel fundamental para a se- gurança energética na Europa, sendo esta uma fonte de energia livre de emissões. O Urânio representa uma parte do custo total do combustível nuclear. Na verdade, o custo do combustí- vel nuclear encontra-se à margem do custo de produção de eletricidade comparativamente com as centrais de gás ou de carvão. A União Europeia é dependente de fornecedores externos no que toca ao aprovisionamento de energia a partir do urânio, possuindo este tipo de fonte de energia um mercado diversificado e estável a nível mundial. O processo de transformação do urânio em combustível para os reatores nucleares é detido por um número restrito de entidades que possuem essas capacidades, sendo a indústria da UE que possui a liderança tecnológica.

A Rússia é um grande produtor de combustível nuclear e oferece pacotes integrados para os investimentos na cadeia nuclear. A diversificação de aprovisionamento de combustível nuclear é uma das condições para garantir que novos investimentos sejam realizados, que são garantidos pela Agência de Aprovisionamento da Euratom.

A Comissão em conjunto com os Estados-Membros pretende acelerar a adoção da Diretiva Segurança Nuclear alterada e a cooperação para que haja uma maior diversificação do aprovisio- namento de combustível nuclear [1].

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