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Typologie temporelle et aspectuelle des ´etats

3.2. Typologie temporelle : les quatre types d’intervalles per- per-tinentsper-tinents

3.2.2. Etats d’intervalle M et L

O método de Prony ou método da exponencial complexa (MEC) é uma técnica utilizada para modelar sinais passageiros e determinísticos como um somatório linear de funções exponenciais complexas. O MEC foi desenvolvido em 1795 por Gaspard Riche e Baron Prony para explicar expansões de diversos gases (Marple, 1987). A principal vantagem do método de Prony em relação à análise de Fourier é a representação do tempo do sinal que vai decorrendo como a soma das funções exponenciais em vez das funções sinusoidais contínuas; que apenas oferecem uma verdadeira representação do sinal que atravessa o provete se for considerada uma janela de tempo infinita.

O MEC tem duas grandes diferenças em comparação com a transformada de Fourier: a) as funções sinusoidais podem crescer e decair; assim, os coeficientes de amortecimento são calculados directamente, e b) a resolução no domínio da frequência é aumentada devido às frequências das funções exponenciais serem directamente estimadas a partir do domínio tempo.

O MEC providencia resultados certeiros para análises de sinais passageiros, no entanto, a presença de ruído afecta os resultados (Osborne e Smyth 1995). Por isso, o pré-processamento do sinal para a redução de ruído é fortemente recomendado (Tallavó et al., 2009). O MEC é um método paramétrico que tem sido utilizado para a identificação de respostas de impulsos de sistemas mecânicos (Slivinskas e Simonyte, 2006), caracterização de distorções de forma de onda em sistemas poderosos (Bracale et al., 2007), análises de sinais não estacionários (Garoosi e Jansen, 2000), e em diversas aplicações onde o sinal pode ser representado como um somatório de sinusóides amortecidas. Neste trabalho, o MEC é utilizado para caracterizar a resposta de um transmissor ultra sónico. Em resultado, as frequências principais, coeficientes de amortecimento, amplitudes e ângulos de fase dos modos de vibração do transmissor são também obtidos.

Os valores discretos da vibração livre amortecida () de um sistema mecânico com um ou mais graus de liberdade são dados pela Equação 29.1.

 = ∑Å©`6i ;uÙi ¹i (åD) Sw1 (Ti (J2D) r hi) (29.1)

em que:

Avaliação de módulos de distorção dinâmicos em misturas de solo-cimento com recurso a métodos ultra-sónicos de impulso no domínio do tempo e registos de modos de ressonância por análise espectral de séries de Fourier

+i o coeficiente de amortecimento;

Ti a frequência angular;

hi o ângulo de fase;

2D o passo de amostragem;

j o número da função exponencial;

J = 0, 1, … j5 com j5 sendo o número de valores discretos de .

A Equação 29.1 pode também ser expressa como um somatório de funções exponenciais.

 = ∑Å©`6æk çi (29.2)

em que:

 = ;(uÙitè)¹é åD (29.3)

Tomando o logaritmo natural, as seguintes relações para a frequência angular (Ti) e o coeficiente de amortecimento (+i) são obtidas pelas Equações 29.4 e 29.5.

Ti =åD` IFGL (UJ ( çi)) (29.4)

+

i

= −

 V((êE€ ((êéé)))) (29.5)

O MEC é baseado na avaliação da função resposta de impulso (IRF) correspondente, por isso, se a Equação 29.1 representar uma função resposta de impulso, a função de transferência é dada pela sua transformada em Z como explica a Equação 29.6.

](ç) =

¾(ê)?(ê)

= ∑

4





ç

u (29.6)

onde B(Z) e A(Z) são funções polinomiais de ordem e j respectivamente ( é o número de zeros e

j o número de pólos respectivamente, deste modo a Equação 29.6 pode ser expandida para a série que

se segue.

È r È`çu`r ⋯ r Ȅçu„ = ( r `çu`r ⋯ r 4çu4)(1 r G`çu`r ⋯ r rGçuÅ)

(29.7)

Onde È ; È`; …; Ȅ e G`; G\; …; G são coeficientes dos polinómios Y(ç) e R(ç), respectivamente. Desde que os coeficientes È ; È`; …; Ȅ e G`; G\; …; G sejam reais os pólos e zeros de ](ç) ocorrem em pares conjugados complexos. Equacionando a potência de ç de cada lado Equação 29.7 as seguintes equações podem ser obtidas.

È = 

È` = ` r  G`

Ȅ = „ r „u`G`r ⋯ r „uÅGÅ (29.8)

0 = „t`r „G`r ⋯ r „uÅt`GÅ

0 = 4r 4u`G`r ⋯ r 4uÅGÅ

A Equação 29.8 pode ser escrita em forma de matriz e dividida em duas partes. A parte inferior da matriz é definida em termos de medições de  e os coeficientes G. A ordem do numerador ( ) é igual a (j) na maior parte dos casos práticos. Assim, para = j o resultado do sistema de equações

Avaliação de módulos de distorção dinâmicos em misturas de solo-cimento com recurso a métodos ultra-sónicos de impulso no domínio do tempo e registos de modos de ressonância por análise espectral de séries de Fourier

é impossível se g for menor que 2j, é possível e indeterminado se g for maior que 2j. Em ambos os casos, a matriz resultante não é quadrada.

Os coeficientes G podem ser obtidos pelo método dos mínimos quadrados. Uma vez determinados os coeficientes G, os coeficientes I, que representam os pólos do sistema, podem ser obtidos calculando as raízes da função polinomial de R(ç). As frequências angulares T e os coeficientes de amortecimento + são depois compreendidos utilizando as Equações 29.4 e 29.5, respectivamente. Os coeficientes Èi são obtidos substituindo os coeficientes Gi na partição superior da Equação 29.8. De seguida, os coeficientes 6ì podem ser obtidos resolvendo o sistema de equações definido pela i Equação 29.2. Finalmente, a função transferência é obtida pela Equação 29.6. Uma vez que um modelo paramétrico adequado foi utilizado para identificar os parâmetros dinâmicos de um conjunto de dados experimentais, o próximo passo é estimar a dimensão e a ordem modelo. A escolha de uma ordem apropriada é um dos aspectos mais críticos de qualquer método paramétrico. Não existe uma única teoria para a determinação da ordem óptima para o método de Prony. Se for escolhida uma ordem baixa, a  (função resposta de frequência) obtida tem uma resolução insuficiente, por outro lado, se for escolhido um modelo de ordem alta poderão ser produzidos falsos picos na  obviamente indesejáveis. A maior parte dos critérios para determinar a ordem do modelo são baseados no somatório residual dos erros ao quadrado entre a curva original e os sinais guardados. O amplamente utilizado critério de informação Akaike (CIA) é baseado na minimização do logaritmo da verdadeira semelhança da variação do erro prevista como uma função da ordem de modelo, e é dado pela seguinte expressão.

6R = UJíM

e\

î r

ÅO (29.9)

em que:

Me\ é a variação do erro prevista;

jO é o número de pontos utilizados para representar o sinal;

j é a ordem do modelo.

O critério 6R inclui dois componentes principais: um tem em conta o erro na própria variação do erro, o segundo tem em conta o desvio dos coeficientes estimados â dos seus verdadeiros valores (devido à complexidade do modelo). A primeira componente decresce consoante o crescimento da segunda quando a ordem do modelo j aumenta. Assim, existe um valor óptimo para j que faz com que 6R seja mínimo.