Bibliographie du chapitre 2
Chapitre 3 : Les réformes du transport ferroviaire fondées sur l’open access
3.1. L’évolution du cadre général
3.1.2. Le poids croissant des péages d’infrastructures
Todos os animais apresentaram grande aumento de volume no local inoculado que se estendia até o membro e região esternal, independente do tipo e dose do veneno. Vários autores empregam a palavra “edema” para definir ou descrever o aumento de volume local, não só em bovinos, mas também em humanos e em outros animais (ARAÚJO et al., 1963; NOVAES et al., 1986; BICUDO, 1994; MENEZES, 1995/96; PÉREZ et al., 1997; RIBEIRO; JORGE, 1997; BARRAVIERA, 1999; TEIBLER et al., 1999; MÉNDEZ; RIET-CORREA, 2007). Contudo, tem-se verificado que em casos naturais de envenenamento por B. jararaca em ovinos (TOKARNIA et al., 2008) e experimentais por B. alternatus em bovinos (CALDAS et al., 2008), por B. jararaca em ovinos (ARAGÃO et al., 2010), por B. moojeni e B. neuwiedi em ovinos (GOMES, 2011), que o quadro clínico-patológico era essencialmente hemorrágico, isto é, a tumefação era devido a hemorragias.
No presente estudo em equinos que receberam os venenos de B. jararaca, B. moojeni e B. neuwiedi, a tumefação era também devido a hemorragias, porém, em boa parte associadas a edema (edema hemorrágico). Nos equinos inoculados com o veneno de B. jararacussu não foi possível identificar a natureza do aumento de volume.
As desordens hemorrágicas podem ser causadas provavelmente, por degradação dos fatores de coagulação (II, VIII, X) (NAHAS et al., 1979; SOUZA et al., 2000; COMINETTI et al., 2003) e comprometimento plaquetário (trombocitopenia).
As alterações regressivas observadas no fígado e rins não foram consideradas significativas e nem relacionadas diretamente ao efeito do veneno botrópico. Lesões semelhantes têm sido observadas em quadros de choque (JONES et al., 1996).
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6 CONCLUSÕES
O quadro clínico do envenenamento pelas peçonhas de B. jararaca, B. moojeni e B. neuwiedi, caracterizou-se pelo aumento de volume local e sinais de dor, como o arrastar das pinças do membro inoculado.
As doses 0,5 e 1mg/kg de veneno de Bothropoides jararaca, 0,205mg/kg de Bothrops moojeni e 1mg/kg de Bothropoides neuwiedi, causaram a morte dos animais. Contudo, as doses 0,8 e 1,6mg/kg de Bothrops jararacussu, determinaram quadros não fatais do envenenamento, com um período de evolução de 16 dias.
No eritrograma verificou-se anemia normocítica normocrômica, ocasionada pelas hemorragias e no leucograma, leucocitose por neutrofilia, associada ao estresse.
Todos os animais apresentaram aumento nos níveis de ALT, CK, DHL, uréia e glicose, e diminuição nos níveis de cálcio. O TAP e TTPA apresentaram-se aumentados em todos os equinos. Na urinálise verificou-se proteinúria, glicosúria e hematúria.
À necropsia, o aumento de volume no local inoculado que se estendia até o membro e região esternal, independente do tipo e dose do veneno, era essencialmente hemorrágico, porém, em boa parte associadas a edema (edema hemorrágico). As alterações histopatológicas não foram consideradas significativas e nem relacionadas diretamente ao efeito do veneno botrópico. Nos equinos inoculados com o veneno de B. jararacussu não foi possível identificar a natureza do aumento de volume.
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ANEXO A – Protocolo de Exame Clínico
Protocolo de Exame Clínico
Identificação: Data:.../.../... Horário:... Tempo: ( )0; ( )2; ( )6; ( )12; ( )24; ( )48; ( )Após
Nome: Sexo: Peso: Pelagem: