3 Recherche documentaire contextuelle et conceptuelle
3.9 Le médecin, un être humain comme les autres
SUJEITO 2: “Maria”
Nacionalidade: Venezuelana Idade: 50 anos
Vive em Santa Elena de Uairén há 40 anos Duração: 16min06s
Pesquisadora: Como é a vida na fronteira?
S2: A vida na fronteira há evoluído muito daqui mais ou manos uns vinte anos pra frente
porque Pacaraima só tinha uma rua e a Venezuela tinha também uma rua e alguns cantos conhecidos portanto por brasileiros e venezuelanos (...) meu avô foi o fundador de Santa Elena de Uairén e/ ele era filho de espanhois mas ele morava em um estado da Venezuela chamado Los Chanos Venezuelanos (...) a família dele chegou da Espanha e começou a vida na Venezuela nesse estado (...) então quando ele tinha mais ou menos uns vinte e sete anos ele saiu dali (...) meus bisavós morreram e ele estava morando com os tios e depois ele saiu pra buscar não sei aventura da vida e chegou até o estado Bolívar e depois dai ele começou aaa (...) conhecer muito mais adentro porque nesta época a gente falava da época do ouro e da seringa (...) porque em Venezuela se chama caution e balata (...) ele também esteve em Tepequém trabalhando nas minas sacando diamante e ouro (...) ele/ele conheceu muito do Brasil e depois que ele se instalou em Santa Elena de Uiarén (...) ele teve muita relação com o Brasil quando ele chegou em Santa Elena só estava a bandeira dos ingleses (...) e ele tirou a bandeira dos ingleses e então ele colocou a bandeira da Venezuela pra começar uma nova vida (...) então ele teve vinte e sete filhos para fundar o povo a primeira mulher dele (...) esposa dele foi minha avó se chamava Maria (...) ele mesmo colocou o nome dela porque ela não tinha nome (...) porque os indígenas naquela época não tinham registros então só tinha ali na tribo deles então ele chamou ele de Maria Josefa Peña (...) para que seus filhos levaram o nome dele que era é Fernandes Peña por isso meu pai era Riberto Fernandez Peña(...) porque na Venezuela o primeiro nome é do pai e o segundo sobrenome é da mãe (...) então ele colocou esse nome a ela ela era de uma zona de uma zona triple de onde está Brasil Guiana Inglesa e Venezuela (...) ela era a etnia dela pertencia a essa área ela não falava espanhol falava seu dialeto meu pai aprendeu a falar cinco idiomas indígenas meu pai também foi membro do primeira comissão de limites de integração do Brasil e Venezuela (...) e/e/eu tenho fotografias que eu poderia passar pra você eu posso também mostrar Pacaraima a serra de Pacaraima quando não tinha nenhuma casa (...) minha família conheceu também a família de Bento Brasil muitas famílias fundadoras de Boa Vista (...) porque havia muita relação ele se/se trocavam comida eh algumas cosas de trabalho tela pra roupa então meus tios eles cresceram falando português (...) falando su eh língua própria indígena e o espanhol (...) eu não falo bem português mas meus tios sim (...) porque eles toda a vida passaram aqui na fronteira (...) é muito interessante porque a gente convivia como uma família a/a política não existia agora nos tempos novos a gente fala de política de coisas diferentes os indígenas mudaram muitas coisas (...) tantos os indígenas venezuelanos como da parte do Brasil ....
PESQ: Como é esse convívio hoje entre, brasileiros e venezuelanos?
acho que é a fronteira mais tranqüila e mais é como de diz eh que tem maior relação é a fronteira do Brasil (...) com a Venezuela porque realmente os conflitos que sempre se/se há
apresentados na fronteira não anteriormente não a política há entrado muito na vida política de cada pais atualmente sim (...) porque a política há entrado muito na dentro do dois países anteriormente os conflitos eram (...) resolvidos muito de um jeito mais amigável hoy em dia não (...) a gente vai e a diplomacia não sei que e as leis não sei que e complica muito a situação pero eu acho que na convivência diária os venezuelanos e brasileiros se integram muito bem (...) os conflitos que podem ter são conflitos de vizinhos que a gente briga (...) que a gente briga por alguma coisa que não é importante realmente e/eu não posso a falar assim de uma forma como se diz eh/eh (...) de uma forma desagradável porque/porque eu tenho família Brasil eu tenho família indígena família Venezuela então e difícil quando a gente tem imparcialidade quando a gente tem essa mistura de línguas (...) de países pelo menos eu (...) não pareço muito indígena mas minha irmã parece mais indígena que eu e meu irmão é muito mais então até na família se vê essa mistura de (...) como se chama (...) de raça de coisas ah eh (...) eu tenho gente na família que se identifica mais com os indígenas outros com o Brasil outros se identifica mais com a Venezuela não? com la questão indígena (...) então com a diversidade dentro da própria família então eu acho que essa diversidade me ajuda a conviver mais com os brasileiro com os indígenas (...) eu não tenho problemas disso....
Pesquisadora: Com relação a língua, você gosta de Língua Portuguesa?
S2: eu gosto da língua eu acho que é muito importante na Venezuela (...) eu acho que a
gente deveria falar bem o português e no Brasil aqui em Pacaraima deveria falar bem o espanhol porque essa questão tira as barreiras qualquer barreira tira o idioma (...) porque através da língua você pode entender pode adentrar na cultura das outras pessoas (...) porque através da língua a gente pode compreender mais as outras pessoas então eu acho que em Santa Elena a gente estudar melhor o português e Pacaraima melhor o espanhol muitos problemas seriam resolvidos antes de chegar a planos maiores (...) poderia ser muito mais fácil (...) eu as vezes não hago ninguna diferença quanto a costumes porque é induvidável a influência do pais do outro quando só divide una como se chama uma questão material um mito que se fala (...) não sei como se fala em português (...) que eu estou desse lado sou venezuelano (...) estou deste lado sou brasileiro hahaha então eu acho que uma questão de no essa linha aí que divide quando existe uma compreensão de idioma é uma linha imaginária não é uma linha real (...) se a gente pudesse falar bem um idioma a outro seria bem melhor
PESQ.: O que você pretende pro futuro, após aprender língua portuguesa?
eu acho que se abre portas porque pelo menos a gente poderia fazer negócios (...) a relação internacional entre ambos países seria muito melhor porque Brasil poderia utilizar no melhor sentido essa questão com Venezuela e Venezuela poderia usar a questão do idioma com o Brasil no melhor sentido pra progredir pra fazer convênio pra mostrar uma cara diferente pra o mundo que essa fronteira é a melhor trazendo essa questão não? não sei (...) hahaha
PESQ.: O que você faz em Santa Elena de Uairén?
minha vida em Santa Elena é muito tranquila (...) porque eu tenho muita família e eu trabalho também com turismo (...) e eu estou fazendo aqui estou na universidade estou me
formando como turismóloga já estou por concluir aqui em Pacaraima na universidade estadual daqui do Brasil graças ao Brasil vou ser turismóloga (...) hahaha eu estudei como se chama na Venezuela se chama recursos humanos (...) é (...) relações industriais e administração de empresas a nível técnico (...) então agora estou estudando turismo porque eu quero a trabalhar melhorar essa atividade lá no município (...) o turismo porque falta muito mas eu acho que realmente se Venezuela e Brasil tivessem melhores convênios tanto de estudos como outros projetos a nível turismos acho que Santa Elena estivesse melhor que hoy/hoje em dia (...) porque ajuda é importante de ambas fronteiras é importante (...) eu acho que Venezuela não há aproveitado essa /essa integração com o Brasil pra fazer turismo (...) eu acho que hoje Brasil se está aproveitando pelo menos o estado de Roraima (...) essa questão de ser um estado fronteiriço eu admiro essa questão (...) porque antigamente quando o Brasil tinha uma mala situação econômica eh não é um segredo para os brasileiros (...) a gente aproveitava essa questão e inclusive a gente os brasileiros que trabalhavam lá eles eram maltratados (...) porque não tinha papel a gente explorava a questão de estrangeiro não é? (...) agora a moeda está virada haha (...) então o venezuelano sente que é/é maltratado mas esse maus tratos não existem como tal (...) realmente não é toda a sociedade que mora em Santa Elena só alguns setores que maltratam (...) que aproveitam algumas oportunidades não é uma questão de a moeda da Venezuela está muito desvaloada (...) mas não é culpa do Brasil (...) então eu não posso pretender falar que não eu não compro lá eles estão me maltrando tem os preços são muito alto o preço é que é (...) a moeda da Venezuela tá muito fraca (...) agora então isso é depreciação então agora muitos brasileiros estão passando pra Venezuela (...)
Pesq.: Você usa a língua portuguesa no seu dia-dia?
então eles precisam de informação eu acho que é interessante que a gente dá informação num português bem fluido bem estudado (...) eu acho que é um pouco desagradável pra algumas pessoas que moram tanto do lado Venezuela e Brasil que as vezes a gente pergunta pra um brasileiro não pode explicar não pode entender e que as vezes um brasileiro pergunta pra um venezuelano não pode explicar um português básico pelo menos não é agradável estamos muito perto um de outro então (...) não é bom por isso (...) eu acho que (...) a gente deve aprender português aprender espanhol porque a integração não é somente uma questão econômica é social é cultural eu acho que maior vantagem (...) quando a gente está na fronteira a gente pode enriquecer mais a cultura própria porque quando a gente vê uma diferença entre uma cultura e outra pode valorar mais sua cultura sim eu acho que é assim (...) dá mais valor a sua cultura