CHAPITRE III. Le cadre théorique
4. Les approches méthodologiques
4.2 L’aventure déconstructive
Numa economia globalizada é essencial o acesso à informação de uma forma rápida e segura. Nos
últimos anos tem-se vindo pacto e adopção
da tecnologia TCP/IP ao n nternamente à empresa, mas
planeamento e controlo da produção. Estes são processos que se
assistir à generalização massiva do uso da Internet. O im ível das comunicações, faz-se sentir, não só i
também com clientes, fornecedores e parceiros de negócio. A introdução de conceitos como Just- In-Time e SCM28 vieram exigir um maior esforço na partilha de informação actualizada entre os diversos intervenientes na produção. Essa necessidade estende-se às empresas virtuais, obrigando a que o seu funcionamento se baseie, em grande parte, em frequentes interacções de partilha de informação actualizada. É precisamente com base na actualidade da informação e rapidez de troca dessa informação que se conseguem realizar acções de planeamento da produção de uma forma optimizada, conseguindo simultaneamente, responder ao dinamismo de mudança que caracteriza a janela temporal na qual a oportunidade de negócio é aproveitável. Intrinsecamente ao processo de planeamento, existem acções de controlo que visam validar as intenções de produção em averiguação, dentro do sistema de
devem realizar com grande rapidez. Para que essa rapidez suceda é necessário que exista uma pré- preparação e formatação de documentação, procedimentos e instituição de normas que possibilitem uma resposta célere a todas as situações que venham a surgir no decorrer do ciclo de vida da
mpresa virtual. No modelo proposto, os recursos e documentação que permitem responder a todos
s virtuais é realizado recorrendo-se à Internet, supõe-se que cada um e
os imponderáveis que possam surgir no decorrer do ciclo de vida da empresa virtual, encontram-se previstas no âmbito do mercado de sistemas produtivos autónomos (MSPA). Este mercado agrega um enorme capital de experiência que lhe permite antecipar a ocorrência de potenciais entraves e simultaneamente preparar procedimentos conducentes à resolução desses entraves. Desta forma, é fundamental que o MSPA baseie a sua operacionalidade numa estrutura física sólida para que a estrutura funcional idealizada não seja enfraquecida devido a debilidades da estrutura física que a suporta. Assim, avançou-se no sentido de simular as estruturas do MSPA com base numa rede privada virtual, em função das vantagens que lhe vêm sendo reconhecidas ao longo das secções anteriores.
INTERNET
ISP
SPA
Orientado para facilitar e agilizar a formação, operação e dissolução de empresas virtuais, o mercado de sistemas produtivos autónomos é uma estrutura que oferece a necessária combinação de segurança, omnipresença e confiança na estrutura de comunicação, a todos os seus integrantes. No entanto, para que essa oferta de intenções seja realista é necessário que todos os seus integrantes possuam tecnologias que sejam compatíveis. Esta imposição poderá parecer um entrave ao bom funcionamento do mercado de sistemas produtivos autónomos. Uma análise mais pormenorizada revela que não, uma vez que sabendo-se que o aproveitamento pleno das
otencialidades das empresa p
dos integrantes possua os requisitos mínimos para a participação plena na rede que propomos, sendo, consequentemente, tecnologicamente integrável no mercado de sistemas produtivos autónomos. Ao atribuirmos o suporte tecnológico do mercado de sistemas produtivos autónomos a uma rede VPN, estamos apenas a impor que todos os seus integrantes possuam tecnologia IP. Esta imposição não se nos apercebe como transcendente uma vez que todos os SPAs possuem uma ligação à Internet.
A figura 6.15 ilustra um exemplo de comunicações entre SPAs via rede privada virtual. Considerando o tipo de ligação possível nas redes privadas virtuais nativas, tecnologicamente, no âmbito do mercado de sistemas produtivos autónomos, as ligações poderão ser realizadas entre SPAs com redes privadas com alguma dimensão ou entre essas redes e utilizadores remotos individuais. O facto de a estrutura informática que suporta o MSPA ser por sua vez suportada numa
SPA
SPA
ISP
SPA
rede privada virtual confere-lhe um conjunto de características desejáveis para o MSPA. De acordo com o estipulado no capítulo 5, durante o funcionamento de uma empresa virtual que tenha sido gerada com base no MSPA, é natural que durante essa operação exista a entrada e saída de SPAs. Essa flexibilidade de entrada e saída de SPAs é perfeitamente suportável pela rede privada virtual. Uma das vantagens apresentadas pela utilização de uma rede privada virtual é, precisamente, a de ser escalável. Comparativamente ao estabelecimento de ligações recorrendo a linhas dedicadas, cuja utilização pontual não evitaria o pagamento de uma linha permanente, a rede privada virtual confere a possibilidade de estabelecer túneis seguros entre os diversos SPAs, apenas quando seja necessário estabelecer uma comunicação. Esta postura, para lá das óbvias vantagens financeiras, permite, por outro lado, uma optimização da utilização da largura de banda uma vez que esta só é usada quando é estritamente necessária.
A formação, operação e dissolução da empresa virtual, são actividades que exigem comunicações rápidas, seguras e consistentes. Também no que respeita a este tema a rede privada virtual apresenta características que se nos afiguram adequadas. Circunscrevendo o raciocínio à fase de operação, a rapidez de comunicações inerentes às tarefas de verificação interactiva de capacidades é fundamental para que esta tarefa seja concluída em tempo útil. A integridade dos dados é também fundamental para que se trabalhe com dados que correspondem à situação real e não com base em dados adulterados que fomentariam o aparecimento de erros em cadeia em toda a empresa virtual. A consistência da comunicação é possibilitada com base numa das características génese da Internet, que é precisamente a redundância de canais de ligação. Ao sustentar o seu funcionamento na Internet, a rede privada virtual agrega essa característica.
Uma vez que uma empresa virtual se encontra em plena fase de operação, a estrutura informática que suporta essa mesma operação caracteriza-se por uma extranet, via rede privada virtual. Uma rede destas características agrega as potencialidades de segurança, robustez e privacidade da rede privada virtual e a unicidade de uma extranet, permitindo que cada um dos SPA “respire” a integridade de uma empresa una. Com base no uso da tecnologia TCP/IP, a extranet facilita a
in s e
potencialidades de trabalha
t e tecnologia de rede privada virtual no seio de uma indústria tão competitiva e complexa
terligação entre dois ou mais parceiros de negócio, transmitindo-lhes todas as comodidade rem sob uma rede única e privada, embora geograficamente distribuída. Agregando a este aspecto o facto de existir uma profunda generalização do uso de browsers e ainda o crescente desenvolvimento de aplicações que correm sobre eles, é possível realizar de uma forma simples, tarefas como a partilha de níveis de inventários, verificação do estado de encomendas ou ordens, informações actualizadas sobre produtos, entre outras, são realizadas de uma forma imediata, mesmo entre SPAs que se encontrem em hemisférios opostos.
Um exemplo característico com sucesso prático da utilização de extranets conjuntamente com a tecnologia de redes privadas virtuais, é a “Automotive Network Exchange – (ANX)”. Esta rede da indústria automóvel liga mais de 1300 fabricantes e seus fornecedores numa única rede TCP/IP. Para que esta rede funcione todos têm que estar ligados a todos, sendo imperativo a manutenção da confidencialidade. Esta última característica é fundamental uma vez que fabricantes concorrentes têm alguns fornecedores comuns. Esta rede fornece aos seus integrantes certificação de serviços, bem como especificações sobre as características mínimas que cada potencial integrante na rede deverá ter antes de ser membro de pleno direito dessa rede. O sucesso desta rede, baseada em
xtrane e
como é a industria automóvel, serviu de inspiração e motivação para a sustentação do funcionamento do mercado de sistemas produtivos autónomos, numa rede similar. Obviamente, com transformações necessárias a adequar a sua funcionalidade ao previsto no capítulo 5.