2 CHAPITRE I : Vers une maîtrise des risques industriels axée sur la formation
2.2 Maîtrise des risques industriels
2.2.3 Maîtrise des risques d’accidents majeurs
2.2.3.4 Information du public
Após o grande sucesso do Chanology, Anonymous aproveitou o bom momento e continuou com outros projetos. Em 2009, o coletivo participou de operações menores, como o apoio a protestos contra resultados da eleição presidencial no Irã. Anonymous criou um site que permitiu a troca de informações entre iranianos e o resto do mundo, frustrando as tentativas do governo de censura.
Em 2010, o coletivo apoiou outra causa que lhe rendeu mais fama e visibilidade quando lançou a Operação Vingar Assange (Operation Avenge Assange), que fazia parte de uma operação maior, a Operation Payback (algo como Operação Retaliação). O coletivo demonstrou apoio ao infame Julian Assange, homem que vazou informações secretas do governo americano e criou um site para publicá-las, o WikiLeaks. O fato estampou a capa dos jornais mais importantes de mundo. Corporações como o PayPal, MasterCard e Visa pararam de intermediar as doações que financiavam o site de Assange. Anonymous, então entra em cena
e tira os sites de tais corporações do ar. O envolvimento do coletivo nessa empreitada lhe rendeu muita atenção da mídia, porém, nem sempre positivamente.
Várias reportagens foram feitas a respeito do temível grupo cybercriminoso. Anonymous se deu o apelido de the final boss of the Internet, o que em português seria algo como “o dono final da Internet”. Isso é devido à imagem que se formou de que o coletivo era quem decidia o que era aceitável no mundo online ou não. O apelido inspira ao grupo respeito e temor.
A fama, ou melhor, a infâmia de Anonymous foi crescendo à medida que seus ataques e
trollagens foram aumentando. Muitos acusaram os membros do grupo de antipatriotas, terroristas e adolescentes inconsequentes, mas a cada protesto, Anonymous demonstrava cada vez mais ser um movimento político sério (com algumas doses de risadas).
Anonymous atacou sites do governo do Egito e da Tunísia, em 2011, devido à censura de documentos descobertos pelo WikiLeaks e pela opressão à revolução tunisiana. Durante a revolução egípcia, o coletivo também invadiu sites do governo e ajudou aqueles que estavam no país a acessar a Internet, pois esta havia sido censurada pelo governo.
Porém, o apoio ao WikiLeaks, considerado por muitos como um ato terrorista e como uma ameaça à segurança nacional do país, foi o que trouxe problemas para Anonymous nos Estados Unidos. A Operation Payback envolveu corporações de grande porte e grande influência, além de envolver o próprio governo federal americano. Com ela, Anonymous se tornou alvo de investigações por parte do FBI e alguns de seus membros foram indiciados e respondem processo na justiça americana.
No dia 4 de fevereiro de 2011, uma matéria é publicada no Financial Times (Menn, 2011). Nela, Aaron Barr, o diretor da HBGary Federal – uma empresa que oferece serviços de segurança e que trabalhava com o governo americano –, alega ter se infiltrado no coletivo e coletado informações sobre membros mais influentes de Anonymous, inclusive seus verdadeiros nomes. A notícia ganha muita atenção. Barr e sua empresa ganham prestígio pelo feito que vários buscaram sem sucesso. Porém, a glória de ambos duraria pouco, já que a notícia se mostraria falsa.
Barr havia dado um presente a Anonymous: uma oportunidade embrulhada com laço para os Anons praticarem a mistura que mais lhes apetece, trollagem, vingança e demonstração de poder/empoderamento. O que se sucedeu foi uma série de declarações e ações que não só
humilharam a empresa e seu diretor com fortes doses de ironia, mas uma reafirmação do poderoso e temível grupo hacktivista Anonymous.
Poucos dias após a publicação do artigo, o coletivo hackeou o site da empresa e deixou uma declaração petulante na página inicial, alertando a todos que não se mexe com a colmeia de Anonymous sem ser picado. Mas, não pararam por aí. Anonymous teve acesso ao e-mail e arquivos da empresa e divulgou informações privadas, além de desativar o sistema de telefones, sempre ironizando sobre o fato de uma empresa de segurança estar sendo vítima exatamente daquilo que prometer proteger.
No espírito de retaliação, Anonymous atacou Aaron Barr individualmente, pois ele foi a figura que pessoalmente “desafiara” o coletivo. A conta do Twitter de Barr foi acessada pelo grupo, onde divulgaram o suposto endereço de residência e o CPF de Barr.
O coletivo agiu como sempre, de forma cruel, vingativa, irônica e, principalmente, polêmica. A atitude de Anonymous pode ter sido recebida tanto positivamente quanto negativamente, mas, de qualquer jeito, o coletivo conseguiu a manutenção de sua fama (ou infâmia) e manteve viva a ideia Anonymous.
Apesar de muitos poderem achar o ataque indevido e agressivo demais, muitos (principalmente aqueles que já faziam parte do coletivo e aqueles simpatizantes) perceberam o ataque como uma vitória, uma afirmação da força de Anonymous. Afinal, o coletivo havia sido bem-sucedido em um ataque contra uma empresa, cujo diretor ameaçou publicamente a imagem do grupo, e que oferece serviços de segurança para o público geral e também para o inimigo número um de Anonymous, o todo-poderoso governo norte-americano.
Mesmo para aqueles que têm uma opinião negativa a respeito, o ataque a HBGary foi, sem dúvida, uma demonstração do poder de Anonymous e foi importante para contribuir para a credibilidade do coletivo, que ainda era visto por muitos como apenas um grupo de adolescentes inconsequentes. Dessa forma, se antes ainda havia uma dúvida sobre a força e o perigo desse “grupo de adolescentes”, agora Anonymous tinha dado um grande passo em direção à uma imagem de seriedade, mesmo que entranhada de ludismo, contribuindo para sua eterna busca de credibilidade, afirmação de poder e de seu lugar no jogo político ativista.