EXCLUSION SOCIALE DANS DIFFÉRENTS CONTEXTES : POINTS COMMUNS ET DIFFÉRENCES
SOUTH SIDE CHICAGO – USA (ou Chicago selon l’indicateur)
4. LA VILLE DE SANTIAGO DU CHILI
4.2 Exclusion sociale dans la ville de Santiago : brève analyse empirique
Parâmetros Avaliados Média Variação
Conhecimento e entendimento de novos e alternativos conceitos de Retrato. 3,91 3 - 5
Importância da apresentação de diferentes formas de Retrato para o desenvolvimento do trabalho Retratos do Conhecimento.
4,09 2 - 5
Promoção da reflexão sobre o Desenho através da unidade didática Desenhar no Espaço.
4,13 3 - 5
Descoberta de novas formas de fazer e entender o Desenho, não consideradas antes.
4,04 3 - 5
Adequação dos exercícios para uma melhor compreensão do valor dos elementos estruturais do Desenho.
4,17 3 - 5
Adequação das estratégias utilizadas para motivação e promoção da aprendizagem. 4,09 3 - 5
Eficácia nas situações propostas para a construção de um novo conceito de Desenho no Espaço.
4,04 2 - 5
Utilidade das experiências para um percurso ao nível da disciplina de Desenho. 4,09 3 - 5 Quadro 5 . Resultados do Questionário de Avaliação da Unidade Desenhar no Espaço: Respostas dos Alunos.
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As médias apuradas a partir das respostas dos alunos (Quadro 5) permitem-nos concluir que a Unidade Desenhar no Espaço, assim como a Aula 0 (dedicada ao Retrato), proporcionaram que frequentemente se alcançassem os objetivos definidos.
Os parâmetros que mais alunos consideraram quase sempre terem sido cumpridos foram os que se relacionam com a importância da apresentação de diferentes formas de Retrato para o desenvolvimento do trabalho Retratos do
Conhecimento, a descoberta de novas formas de fazer e entender o Desenho, não
consideradas antes, e com a adequação dos exercícios para uma melhor compreenção do valor dos elementos estruturais do Desenho. Este último aspeto, o melhor ‘pontuado’, evidencia que a escolha dos exercícios na perspetiva dos alunos foi eficaz, reforçando a sua pertinência numa unidade a lecionar.
Em todos os aspetos avaliados houve pelo menos cinco alunos que consideraram que quase sempre se cumpriam os objetivos apontados, no entanto, relativamente ao segundo, dois alunos que consideraram que raramente tenha sido importante a apresentação de diferentes formas de retrato e, no sétimo parâmetro, um dos alunos considerou raramente ter sido promovida a construção de um novo conceito de Desenho.
Na generalidade, como o quadro indica, as respostas foram muito favoráveis e demonstram que as experiências proporcionadas aos alunos tiveram uma influência séria para o desenvolvimento das suas ideias, dos seus conhecimentos e das suas competências ao nível do desenho. Os resultados são satisfatórios também porque indicam que os próprios alunos têm essa consciência e, levados a pôr em prática o seu espírito crítico, manifestam-se de forma positiva.
Podemos concluir ainda que o objetivo de alargar e enriquecer os conceitos sobre o que pode ser o desenho (e sobre a arte em geral), através da prática e da reflexão, foi conseguido de forma muito satisfatória. O sucesso da unidade e o empenho e entusiasmo manifestados pelos alunos ao longo das aulas, não desmobilizados por um eventual “avançado” grau de complexidade dos conceitos abordados, parece ser um indicador da necessidade e pertinência deste tipo de abordagens no contexto da educação artística. Alguns dos comentários deixados por escrito na parte II do questionário realizado aos alunos estão reproduzidas em seguida.
Retrato:
“Não tive História da Arte mas aprendi na aula de Desenho.”
“Aprendi que um retrato não é apenas um rosto, mas pode ser representado de outras maneiras, como símbolos ou palavras.”
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Linha e Corpo como Elementos Pictóricos:
“Tive algumas dificuldades mas percebi o conceito.”
“Criar um desenho no espaço foi o meu desafio favorito. Relacionei a linha com o espaço como ponto de partida e tornei a linha parte do corpo. Tornei a linha ‘superior’ ao próprio corpo.”
“Sim, consegui criar um desenho no espaço, o percurso da linha inteirou-se com os elementos do espaço, usando-os como fundo, um meio onde a linha se destaca. Incluí o corpo no desenho de uma forma pouco original, mas que correspondia ao pedido, prendendo o corpo na linha.”
Registo do processo e criação do desenho ‘final’:
“O desenho no espaço é diferente da fotografia. Enquanto no espaço temos uma visualização das várias partes do trabalho, podemos olhar de qualquer ponto de vista, na fotografia final apenas temos um ponto de vista.”
“Uma fotografia só tem que ter um campo de visualização, é uma imagem e não mais, enquanto o desenho no espaço tem 360 graus de visualizações possíveis, e todas elas devem estar aceitáveis. É essa a verdadeira dificuldade do desenho no espaço. Sim, considero que a minha imagem pode ser um desenho.”
Travessia/ Estafeta:
“Acho que foi interessante ver os diferentes percursos e o resultado final parecia abstrato.”
“Concordo com o aspeto de que foi um processo automático. O meu papel neste exercício foi apenas ser ‘mais uma linha’. Apenas me concentrei nos pontos por onde a linha tinha de passar. Sim, qualquer risco se pode tornar um desenho, quer seja feito com intenção ou sem.”
Como vemos, os alunos do curso de Artes Visuais beneficiariam com um ensino em que se incluíu uma abordagem diferente ao desenho, particularmente, e também às artes em geral, adicionando-se assim conteúdos e práticas que preenchem uma lacuna infelizmente existente nos seus currículos e nas práticas de muitos professores.
É necessário alargar os horizontes dos jovens e levá-los a olhar mais longe, é necessário colocar em questão métodos de ensino desadequados ao nível de desenvolvimento das ideias e da investigação acerca do ensino artístico a que podemos ter acesso hoje em dia.
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