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Comment « sortir » de la dépendance ?

Dans le document Frank Bournois Thierry Chavel (Page 163-166)

Abaixo serão descritas as ramificações dos traços inerentes.

i. O nó da classe dos traços inerentes ramifica-se no nó articulador (A), que incluem o(s) braço(s) e a(s) mão(s) utilizados na execução de um sinal e no nó ponto de

articulação (POA);

ii. o nó articulador ramifica-se, por sua vez, nas camadas manual e não-manual; iii. os traços inerentes às configurações de mão da mão dominante (M1) e da mão não-

dominante (M2) são sobrepujados pelos nós articulador e manual;

iv. os traços inerentes aos pontos de articulação estão subjugados ao nó POA;

v. a orientação inerente é a relação entre um conjunto de traços específicos da CM e o local de articulação.

(BRENTARI, 1998, p. 94, tradução nossa)

Os traços podem ser alocados em qualquer nó da estrutura arbórea. Os traços na ramificação dos TI para a fonologia dos sinais podem ser executados ao mesmo tempo. Por exemplo, os traços [um] e [espraiado] são realizados simultaneamente. Semelhantemente, nas línguas orais os traços [nasal], [vozeado] e [labial] podem ser executados ao mesmo tempo, apesar de cada um deles apresentar um diferente aspecto do mecanismo articulatório (BRENTARI, 1998).

Conforme fora pontuado anteriormente, o MP adota o conceito de Assimetria Núcleo-Dependente da FD. Conforme asseveram Drescher e van der Hulst (1994), a direção da assimilação ocorre com frequência dos núcleos aos dependentes, sendo que os núcleos são caracteristicamente mais complexos do que os dependentes. Partindo desse pressuposto, o MP tem demonstrado, a partir dos traços da M1 e da M2 e dos traços manual e não-manual, a evidência dessa assimetria núcleo-dependente.

Seguindo a noção de binaridade, similarmente à estrutura proposta pelo modelo da FD (van der HULST, 1994), o tier Traços Inerentes (TI) divide-se em: A (articulador) e POA (ponto de articulação). O ramo A congrega os traços subjacentes (input) da mão(s), braço(s) e aspectos não-manuais na produção de um sinal.

2.4.1.1 A estrutura do ramo Articulador (A)

Quadro 16 – A estrutura do ramo articulador (A). Fonte: BRENTARI, 1998, p. 100 (tradução nossa).

A maioria dos pesquisadores dos sinais concorda que a configuração de mão seja um dos articuladores manuais mais complexos. Segundo Sandler (1986), tanto o ponto de articulação quanto o articulador podem ser situados em níveis autossegmentais. Brentari (1998) afirma que esse fato é verídico se isso for referente a uma configuração de mão/braço ou a um aspecto não-manual como posição da boca ou direção do olhar.

Quanto à estrutura do tier Articulador (A), esquematizado no Quadro 16, nota-se que esse nó ramifica-se nas classes Manual (núcleo) e Não-manual (dependente). No tocante ao aspecto não-manual, tem sido constatado que esse tier pode também demonstrar os traços relativos à configuração de mão, ponto de articulação, orientação e movimento (BRENTARI,

1998). Exemplificando: a direção do olhar tem sido relatada como uma apontação manual que se refere a uma locação num espaço identificado com um sintagma nominal em determinados contextos (ENGBERG-PEDERSON, 1993; BAHAN, 1996).

Em relação ao ramo Manual, essa classe divide-se em Mão Dominante (M1) e Mão Não-dominante (M2). A Mão Dominante é o núcleo. Segundo Brentari (1998), existem argumentos para considerar a M1 como núcleo. Esses argumentos serão sintetizados no quadro a seguir.

Argumento(s) Autor(es) Carga contrastiva. Os traços determinados pelo nó M2 são um subconjunto

dos traços determinados pela M1. As CM (i.e., ‘B’, ‘A’, ‘S’, ‘C’, ‘O’, ‘1’, ‘5’)

constituem uma subclasse de todas as possibilidades de configurações de mão contrastivas.

Brentari (1990) Direção da assimilação. Tem-se evidenciado que o espraiamento da

assimilação tem ocorrido da M1 para a M2 ao invés do contrário, embora haja

algumas exceções.

Brentari (1990) Grau da complexidade hierárquica. A estrutura que determina a M2 é muito

mais simplória do que a da M1. Van der Hulst (1995, 1996)

Quadro 17 – Argumentos a favor da M1 como núcleo.

O nó M2 tem duas filhas: locação e configuração da mão. Brentari (1998) assevera que, na ASL, a M2 não possui orientação independente ou traços de movimento, já que essa mão ostenta os traços de orientação especificados pela M1. Com efeito, a M2 segue um dos dois caminhos: (1) reproduz o movimento da M1; ou (2) assume uma posição estática, não assumindo qualquer tipo de movimento.

“O nó M1 pode ser definido como o formato e a seleção da mão ou do braço especificado na representação subjacente” (BRENTARI, 1998, p. 102, tradução nossa).56 Esse nó ramifica-se nos nós braço57 e mão. O nó mão é mais complexo do que o nó braço, visto que este não possui muitas possibilidades de demonstrar contrastes lexicais. O nó mão, por seu turno, ramifica-se em: dedos não-selecionados (dependente) e dedos selecionados (núcleo). Os dedos selecionados ramificam-se em dedos1 e juntas.

O nó mão é a parte estrutural que detalha as minudências dos contrastes subjacentes à configuração de mão. Esse nó possui duas ramificações: uma para os dedos não- selecionados e outra para os dedos selecionados.

                                                                                                               

56 Texto de partida: “The H

1 node can be defined as shape and selection of the hand or arm specified in the

underlying representation.”

57 O braço tem papel relevante como articulador para os sinais nos quais ele funcione como tal. Na ASL, os

sinais ‘DAY’ (dia), ‘OVERNIGHT’ (a noite toda) e ‘TREE’ (árvore) são bons exemplos que demonstram a atuação do braço como articulador dentro do nó M1.

O ramo dedos selecionados do nó mão é mais complexo do que o ramo dedos não- selecionados. A classe dedos selecionados tem duas ramificações: juntas e dedos1. O primeiro estudioso a separar essas classes – juntas e dedos1 – foi van der Hulst (1995). Brentari (1998, p. 105-106) afirma que há vantagens em separar essas classes, considerando que: (1) a maior vantagem em separar as classes juntas e dedos1 está no fato de que, dessa forma, é possível representar os contornos de configuração de mão mais facilmente do que nos modelos em que se faz necessário a representação de duas configurações de mãos nos ambientes de contorno; (2) esta proposta propicia uma forma de identificar qual configuração de mão do contorno é a forma mais básica; (3) esse modelo representacional apreende as restrições dos contrastes de configuração de mão; e, (4) a representação proposta capta a distribuição da posição do polegar nos lexemas nucleares, isto é, a semi-independência que o polegar pode exibir nos sinais.

Quanto às possibilidades de representação do ramo juntas que é filha do nó dedos selecionados, temos:

a. aberta completamente b. aberta curvada c. fechada curvada

d. aberta plana e. fechada plana f. fechada dobrada

g. fechada completamente

Quadro 18 - Estrutura das sete juntas contrastivas na ASL. Fonte: BRENTARI, 1998, p. 107 (tradução nossa).

As sete juntas contrastivas acima especificadas (Quadro 18) têm base apenas numa dimensão, que é a da flexão. Baseando-se apenas numa perspectiva, a análise fonológica se torna mais simplificada, apesar de, do ponto de vista fisiológico, os dois movimentos (extensão e flexão) estarem atuando.

No ramo dedos1 que também é filha do nó dedos selecionados, há a especificação dos dedos que são selecionados. Essa especificação leva em conta as categorias fonológicas baseadas em economia perceptual e estrutural (cf. BOYES-BRAEM, 1981 e SANDLER, 1996). Entretanto, a seleção de dedos descrita pelos sistemas de Boyes-Braem (1981) e Sandler (1996) apreende tanto os traços relativos às juntas quanto os traços de seleção de dedos. No MP, esses traços são muito bem delimitados conforme vimos no Quadro 16.58

No MP, quando não há a representação do ramo dedos1, a forma realizada equivale à CM “S” (

s

,

s

). Quando o nó dedos1 estiver presente, mas sem filhas, a forma realizada equivale à CM “5” (

5

,

5

). A estrutura do MP pode envolver a representação do polegar como afiliada ao ramo dedos1, quando houver necessidade. O polegar é uma estrutura independente, conforme será visto posteriormente.

Existem quatro traços que determinam a classe dedos0: [todos], [um], [médio] e [ulnar]. Deixando de lado, por enquanto, o polegar, os traços [todos] e [um] especificam o número de dedos selecionados. O traço [todos] é definido para todos os quatro dedos – indicador, médio, anular e mindinho – e o traço [um] é definido para um desses dedos. Os traços [ulnar] e [médio] especificam o local do ponto de referência para a ocorrência dos dedos selecionados. Enquanto o [ulnar] especifica que o lado do dedo mindinho é utilizado como ponto de referência, o [médio] especifica a utilização do dedo médio. Brentari (1998, p. 112) exemplifica alguns casos da ASL: [um] pode aparecer com [médio], que representa a

CM “8” (

8

,

8

), ou com [ulnar], que representa a CM “I” (

i

,

i

). No quadro abaixo, estão representadas algumas possibilidades de combinações de dedos selecionados.

                                                                                                               

  ‘8’ (

8

,

8

) ‘7’ (

7

,

7

) ‘I’ (

i

,

i

) ‘horns’ (chifres) ‘animal face’ (face de animal)

Quadro 19 – Possibilidades de combinações para dedos selecionados. Fonte: BRENTARI, 1998, p. 113 (tradução nossa).

O polegar é uma ramificação de dedos1 e irmã de dedos0. É um ramo dependente e mais simples do que dedos0, já que domina apenas um único traço [oposto]. Quando ocorre a assimilação, as especificações para os outros dedos se espraiam ao polegar a partir de dedos0 (BRENTARI, 1998).

Quando o polegar não for selecionado, não há a necessidade de representação dessa classe para o ramo dedos1. Quando o polegar for um dos dedos selecionados, aí haverá a necessidade de representá-lo. O polegar é representado como um nó vazio caso o seu comportamento seja semelhante a dos outros dedos selecionados. Num caso mais marcado, ele pode ter uma especificação para a base da junta diferente daquela dos outros dedos selecionados. Para a compreensão dos traços [oposto] e [não-oposto], é relevante esclarecer que:

A junta metacárpica do polegar conecta-o à mão e esta é a sua junta de base, de modo que, nas configurações de mão curvada, aberta e fechada, quando a junta de base for especificada para os outros dedos selecionados, a representação default do polegar é [oposto]. Para as configurações de mão

aberta e dobrada, quando a junta de base não for flexionada para os dedos selecionados, a representação default do polegar é [não-oposto] (BRENTARI, 1998, p. 114, tradução nossa).59

A CM ‘L’ ‘21’ A CM ‘3’ ‘SHOOT-A-GUN’ (dar um tiro) A CM ‘A’ ‘CIGARETTE-LIGHTER’ (acendedor de cigarros)

Quadro 20 – Estruturas que permitem o movimento independente do polegar. Fonte: BRENTARI, 1998, p. 116 (tradução nossa).

No quadro acima (Quadro 20), estão representados alguns sinais da ASL que ilustram as possibilidades da posição do polegar. Nota-se que o polegar encontra-se presente em todas as representações, no entanto o traço [um] é especificado em dedos0 nos dois primeiros casos. Todas as estruturas descritas acima permitem uma mudança na abertura do polegar independentemente do comportamento dos outros dedos.

Finalmente, no quadro abaixo, resumimos alguns pontos concernentes ao comportamento do polegar no MP.

                                                                                                               

59 Texto de partida: “The metacarpal joint of the thumb connects the thumb to the hand and is its base joint, so in

curved, flat, and closed handshapes when the base joint is specified for the other selected fingers, the default thumb setting is [opposed]. For bent and open handshapes, when the base joint is not flexed in the selected fingers, the default thumb setting is [unopposed].”

Comportamento do polegar como dedo não-selecionado

a. Se os dedos não-selecionados estão [estendidos] e [não- opostos], o polegar será aberto e não-oposto (p. ex. ‘WHY’ e ‘FEEL’);

b. Se os dedos não-selecionados estão [flexionados], o polegar faz contato com os outros dedos não-selecionados.

i. O polegar não faz contato com os dedos selecionados, exceto quando o contato com os dedos selecionados for inevitável (p. ex. a primeira configuração de mão em ‘THROW’). ii. Nas CM planas (‘M’ e ‘N’)60, a preferência por

fazer contato com os outros dedos não- selecionados requer que o polegar “descanse” sob os dedos selecionados.

Especificações para o polegar como dedo selecionado

a. aberto, curvado à [não-oposto] b. curvado, aberto, fechado à [oposto]

A posição do polegar em contornos de CM61

a. A configuração do(s) polegar(es) pode ser alterada juntamente com outros dedos selecionados (p. ex. PÁSSARO, GATO);

b. A configuração do(s) polegar(es) pode permanecer constante no caso de mudança de configuração dos outros dedos (p. ex. CAVALO);

c. A configuração do(s) polegar(es) pode ser alterada mesmo se os outros dedos selecionados permanecerem imutáveis (os exemplos desse caso estão ilustrados no quadro 20, exemplos ‘21’ e ‘SHOOT-A-GUN’).

Comportamento quanto ao aspecto restritivo

O polegar pode comportar-se independentemente de outros dedos selecionados somente nos casos onde o nó dedos1

estiver sem ramificações.

Quadro 21 – Especificidades da representação do polegar no MP. Fonte: BRENTARI, 1998, p. 113-114 (tradução e adaptação nossa).

2.4.1.2 A estrutura do ramo Ponto de Articulação (POA)

No Quadro 22, encontra-se a esquematização do ramo POA na estrutura arbórea. Com base nesse sistema, a partir da observação da estrutura profunda ilustrada no quadro citado, o espaço de sinalização possui especificações distintas fonologicamente para os planos e pontos de articulação.

                                                                                                               

60 É relevante lembrar que esses configurações, apresentadas pela autora, referem-se às letras do alfabeto manual

da ASL. Elas não devem ser confundidas com as letras/configurações “M” e “N” da Libras que são sutilmente distintas.

  Quadro 22 – A estrutura do ramo Ponto de Articulação (POA).

Fonte: BRENTARI, 1998, p. 119 (tradução nossa).

Assim como o ramo articulador (A), o ramo POA possui um grande número de distinções internas de formas que demonstram contrastes lexicais das formas. Além disso, os pontos de articulação no corpo e os planos de articulação no espaço neutro são distintos subtipos de ponto de articulação (BRENTARI, 1998). Muitos dos pontos de articulação adotados no MP são legados por Liddell e Johnson (1989).

Um local de articulação é especificado pelo plano ao qual está localizado. Esses planos estão ilustrados na Figura 72 (pág. 110) e o Quadro a seguir apresenta as suas definições e alguns exemplos.

Planos62 Definição Exemplos de sinais da ASL

Plano-x

Definido por todos os pontos no plano que é perpendicular à dimensão x (que é um conjunto de planos frontais) e o plano corporal, que possui uma gama de especificações adicionais.

EVERY-MONDAY (toda

segunda-feira)

EVERY-OTHER-MONDAY

(a cada duas segundas-feiras)

MIRROR (espelho) JAIL (prisão)

Plano-y

Definido por todos os pontos no plano que é perpendicular à dimensão y (que é um conjunto de planos horizontais).

Comumente os sinais de 1- mão.

Plano-z

Definido por todos os pontos no plano que é perpendicular à dimensão z (que é um conjunto de planos sagitais mediano).

Comumente os sinais de 2- mãos.

Quadro 23 – Planos de articulação do sinal no espaço neutro. Fonte: BRENTARI, 1998 (tradução nossa).

Brentari (1998) observa que, enquanto o plano-y é mais comumente utilizado para os sinais de 1-mão no espaço neutro, o plano-z, por sua vez, é mais comumente utilizado para os sinais de 2-mãos simétricos.

Quando o plano-x estiver relacionado ao plano corporal, ele será “controlado” por uma mapa de locais distintivos de articulação. Neste princípio, há quatro regiões principais no corpo (cabeça, braço, corpo e M2). Cada região é subdividida em oito locais distintos – [1]- [8]. Em relação às propostas anteriores, esse sistema de representação mostra-se profícuo, considerando que:

(1) Primeiramente, generaliza em oito diferentes regiões o número máximo de oposições encontradas.

(2) Em segundo lugar, a transcrição considera uma visão ampla, tendo em vista que somente as principais regiões precisam ser mencionadas.

(3) Em terceiro lugar, o sistema faz prognósticos translinguísticos a respeito do local de articulação.

(BRENTARI, 1998, p. 121-122)

O Quadro 24 reúne os locais de oposição da ASL no que tange ao POA descritos por Brentari (1998).

                                                                                                               

62 No MP, os planos frontal, horizontal e sagital mediano são definidos pelos pontos no plano perpendicular à

linha que se refere àquela dimensão no espaço. X, y e z são os rótulos dados aos planos de articulação no espaço neutro.

Região Principal

Locais de Oposição Exemplo(s) na ASL63

Cabeça

(1) Parte superior da cabeça HAT (chapéu)

(2) Testa PERPLEXED (perplexo)

(3) Olho ONION (cebola)

(4) Bochecha/nariz FLOWER (flor)

(5) Lábio superior THIEF (ladrão)

(6) Boca SAY-NOTHING (dizer nada)

(7) Queixo FRUSTRATED (frustrado)

(8) Embaixo do queixo FULL (cheio)

Corpo

(1) Pescoço BROKE (quebrado)

(2) Ombro RESPONSABILITY (responsabilidade)

(3) Clavícula PERSONALITY (personalidade)

(4) Tronco-superior HEART (coração)

(5) Tronco-médio SORRY (sinto muito)

(6) Tronco-inferior GUT-FEELING (pressentimento)

(7) Cintura RUSSIA (Rússia)

(8) Quadril NAVY (armada, marinha)

Braço

(1) Braço superior SCOTCH (escocês)

(2) Frente do cotovelo DRUGS (drogas)

(3) Lombo do cotovelo POOR (pobre)

(4) Dorso do antebraço STAGE (estágio, palco)

(5) Frente do antebraço BRIDGE (ponte)

(6) Ulnar do antebraço BASKET (cesta)

(7) Dorso do punho SLAVE (escravo)

(8) Frente do punho DOCTOR (médico)

Mão64

(1) Palma da mão MY (meu/minha)

LEARN (aprender)

(2) Frentes dos dedos LABEL (rótulo, legenda)

DISMISS (dispensar)

(3) Dorso da palma LOVE-SOMETHING (amar-algo) TOUCH (tocar) (4) Dorso dos dedos CHERISH (prezar, estimar) EASY (fácil) (5) Lado radial dos dedos selecionados OLD (velho)

WOOD (madeira)

(6) Lado ulnar dos dedos selecionados BROKE (quebrado, financeiramente) TICKET (ingresso) (7) Ponta dos dedos selecionados/polegar COMPLAIN (queixar-se) TOP (superior)

(8) Calcanhar da mão SLIP (escapar escorregar)

CHEESE (queijo)

Quadro 24 – Principais locais de oposição quanto ao POA. Fonte: BRENTARI, 1998.

                                                                                                               

63 É pertinente salientar que todos os exemplos aqui correferenciados estão ilustrados no Apêndice G. 64 Sendo a região principal a mão, os locais de oposição serão os mesmos tanto para M

1 como para M2. Os

Tendo em vista que os traços [ipsi] e [contra] podem ser contrastivos, esses traços podem ser especificados no nó corpo2. As formas polimórficas também exibem rotineiramente um contraste [ipsi] x [contra] na concordância espacial e pronominal, bem como as formas classificadoras (BRENTARI, 1998).

 

 

Figura 72 – Os planos de articulação contrastivos (x, y e z).

Fonte: LUTTGENS; HAMILTON, 1997, p. 38. In: BRENTARI, 1998, p. 121.

Apesar dos movimentos se darem dentro de um plano de articulação, não devemos perder de vista que os traços relativos aos movimentos fazem parte do ramo dos TP. Esses traços serão expostos posteriormente, bem como a sua interação com os pontos de articulação.

2.4.1.3 O parâmetro Or e seu papel no MP

A representação fonológica do parâmetro Or se dá de forma diferente se comparada aos outros parâmetros A e POA. Esse parâmetro não foi observado por Stokoe (1960) como fonologicamente relevante. Conforme já havíamos anteriormente pontuado, a observância desse parâmetro bem como a compreensão da sua relevância para a investigação fonológica só ocorreu a partir de Battison (1978). É um truísmo o fato de que a orientação carrega

contraste lexical. No entanto, esse contraste não pode ser demonstrado em termos de conjuntos de traços da mesma forma que o(s) articulador(es) e o(s) ponto(s) de articulação demonstram. A análise da Or deve ser feita em termos relacionais (BRENTARI, 1998).

Os Modelos HM e VP já haviam evidenciado que a orientação subjacente poderia ser expressada como um conjunto de relações entre os planos de articulação e o local de articulação no corpo ou os planos de articulação no espaço de sinalização. Contudo, os dois modelos têm apresentado a problemática da orientação subjacente de diferentes formas. Considerando-se que não julgamos necessário a exposição da problemática desses modelos, não iremos tratar nem demonstrar os exemplos aqui. Uma maior aprofundamento dessas discussões pode ser encontrado em Brentari (1998).

O MP fornece duas formas para a representação das relações de orientação. Primeiramente, a orientação subjacente é expressada por uma relação única de duas partes, ao invés de várias relações. A base da mão não é utilizada como uma parte da mão, já que essa base pode ficar restrita a uma posição enquanto as outras partes admitem diferentes posições. Um elemento da relação da orientação é a parte da mão, especificada no nó M1, e o outro é o plano de articulação (x, y ou z). Em segundo lugar, o movimento da mão pode ser perpendicular ao plano de articulação ou dentro dele, definindo, respectivamente, um traço de trajetória de [direção] ou de [traçado] (BRENTARI, 1998).

2.4.1.4 Os traços não-terminais

Certos traços ocupam os nós não-terminais na estrutura. Por exemplo, os traços [empilhado] e [aberto/espraiado] são tratados dessa forma. O traço [alternado] é especificado no nó M2, levando-se em conta que um sinal de 2-mãos com movimento alternado, mesmo diante de um fenômeno de Weak Drop ou Elisão da M2, não será considerado como de 1-mão. No caso do sinais de 2-mãos com movimento simultâneo, o traço [simétrico] é expressado no nó articulador, que domina ambas as mãos – M1 e M2.

Os traços da parte da mão – [1]-[8] – também estão localizados no nó M1. O traço [contato] é especificado somente uma vez e está localizado no nó POA em alguns sinais ou no nó A em alguns sinais de 2-mãos.

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