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Le coaching comme vertige…

Dans le document Frank Bournois Thierry Chavel (Page 57-62)

4.1. INTRODUÇÃO

Após a análise do referencial teórico que embasa este estudo e da caracterização do Setor de Alimentação Coletiva, passa-se a expor, neste capítulo, a pesquisa através da qual busca-se alcançar os resultados esperados para esta tese. O presente capítulo está dividido em sete seções, incluída esta introdução. A segunda seção representa a caracterização do estudo. Na terceira seção está exposta a Definição do Modelo de Análise, contemplando a explicitação da estruturação da pesquisa em quatro etapas, assim como a sua interação com a metodologia antropotecnológica. Expõe-se, ainda, a definição e construção das variáveis e dos instrumentos de coleta e análise dos dados. Forma, portanto, o embasamento metodológico geral desta pesquisa, posto que as questões metodológicas específicas de cada etapa estão descritas quando da sua exposição.

As seções posteriores apresentam a elaboração das informações referentes a cada uma dessas etapas, de acordo com os passos metodológicos e o delineamento teórico anteriormente definidos. A quarta seção contempla o Estudo Preliminar - Análise da Situação Francesa, com as informações e discussão das variáveis referentes ao ambiente externo, a França; e ao ambiente interno, as duas UANs utilizadas como referência, bem como uma análise integrada dessas informações.

A quinta seção contém o Estudo de Caso - Análise da Situação Brasileira, compreendendo as informações e discussão das variáveis do ambiente externo, o estado de São Paulo; e ao ambiente interno, a UAN utilizada como referência, com as informações sendo sistematizadas na análise integrada. Na sexta seção está enfocada a Identificação dos fatores relevantes para a adaptação da tecnologia transferida à situação analisada e na sétima seção a Formulação das Recomendações para a implantação de inovação tecnológica em alimentação coletiva no Brasil, ambas desenvolvidas a partir do contraponto entre a realidade analisada e o referencial teórico selecionado. Já na oitava seção são tecidas algumas considerações conclusivas do capítulo.

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4.2. CARACTERIZAÇÃO DO ESTUDO

Este estudo configura-se pela sua natureza não experimental que, segundo Kerlinger (1979, p. 130) é a designação de “qualquer pesquisa na qual não é possível manipular variáveis ou designar sujeitos ou condições aleatoriamente”.

Neste sentido, pode ser caracterizado como um estudo descritivo, pois nele pretendesse ^ “descrever com exatidão os fatos e fenômenos de uma determinada realidade”(Trivinos, 1987, p. 110). Para Rudio (1986, p. 55-7) a questão fundamental na pesquisa descritiva é que nesta modalidade o pesquisador procura conhecer e interpretar a realidade, sem nela interferir para modificá-la. Busca, então, descobrir e observar fenômenos, procurando conhecer sua natureza, sua composição, processos que o constituem ou nele se realizam. Os dados obtidos para análise e interpretação podem ser quantitativos, quando expressos mediante símbolos numéricos, ou qualitativos, utilizando- se palavras para descrever o fenômeno.

Esta pesquisa enquadra-se no último caso citado, como uma pesquisa qualitativa que, para Yin (1984, p. 25) tem a sua essência constituída por duas condições, quais sejam, o uso da observação detalhada do mundo natural feita pelo pesquisador e o fato de que esta observação é pautada necessariamente em um modelo teórico.

Bogdan apud Trivinos (1987, p. 127-31) indica algumas características a serem tomadas como básicas, para uma pesquisa qualitativa e consideradas como reais, para o presente estudo, a saber:

• a pesquisa qualitativa tem o ambiente natural como fonte direta dos dados e o pesquisador como instrumento-chave;

• a pesquisa qualitativa é descritiva;

• os pesquisadores qualitativos estão preocupados com o processo e não simplesmente com os resultados e o produto;

• o significado é a preocupação essencial da abordagem qualitativa.

O Campo de análise deste estudo é o setor de Alimentação Coletiva, considerando duas realidades distintas, quais sejam, França e Brasil. Na interação do modelo teórico utilizado com as condições de realidade encontradas, questões que serão analisadas quando da explicitação das fases da pesquisa, impõem-se a necessidade de realizar as observações em dois momentos distintos, o Estudo Preliminar que culmina com a Análise da Situação Francesa; e o Estudo de Caso, que resulta na Análise da Situação Brasileira.

O Estudo Preliminar é caracterizado pela sua natureza exploratória que, segundo Triviííos (1987, p. 109), permite ao pesquisador aprofundar suas análises nos limites de uma realidade específica, buscando antecedentes e maiores conhecimentos sobre a mesma, a fim de subsidiar uma análise mais específica. Assim, esta etapa pode ser caracterizada como descritiva-exploratória, pois buscou-se, além do levantamento de uma situação, descrevê-la, conhecê-la e interpretá-la, como indica Rudio (1986, p. 55).

A segunda etapa é caracterizada como um Estudo de Caso que Bruyne et ali (1991, p. 225-6) definem como uma análise intensiva, empreendida em organizações reais, com o objetivo de apreender a totalidade de uma situação. Para Yin (1984, p. 23) o estudo de caso é uma pesquisa empírica que engloba três características, quais sejam:

• investigar um fenômeno contemporâneo dentro do contexto do mundo real;

• as fronteiras entre o fenômeno e o contexto não se apresentam claramente evidentes; • múltiplas fontes de evidência podem ser utilizadas.

Este autor (p. 25) destaca quatro aplicações que podem ser evidenciadas para pesquisas através de estudos de caso, a saber:

• explicar a ligação causal em intervenções no mundo real, que se apresentam como mais complexas que as estratégias de pesquisa experimentais ou de levantamentos;

• descrever o contexto do mundo real, no qual a intervenção ocorre;

• propiciar a avaliação do caso analisado, podendo viabilizar uma intervenção posterior; • explorar algumas situações nas quais a intervenção a ser avaliada não se apresenta claramente definida.

A partir do embasamento destas características citadas e em questões específicas que são destacadas quando da explicitação desta fase, salienta-se a opção pela utilização de um estudo de caso para proceder à Análise da Situação Brasileira.

4.3. DEFINIÇÃO DO MODELO DE ANÁLISE

Para Yin (1984, p. 27) o modelo de análise ou design de pesquisa representa a lógica que serve como ligação entre os dados a serem coletados, as conclusões a que estes dados encaminhem e a questão inicial de estudo. Quivy et ali (1992, p. 151) consideram que o modelo de análise é o prolongamento natural desta pergunta de pesquisa, articulando de forma operacional os marcos e as pistas que serão retidos para orientar o trabalho de observação e análise.

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Neste sentido, o modelo de análise desta pesquisa é composto pela definição e construção da estruturação da pesquisa em etapas logicamente encadeadas, embasado no material teórico utilizado, bem como das variáveis e dos instrumentos de coleta e análise dos dados.

O referencial metodológico constante desta seção constitui-se em uma sistematização das questões colocadas pelos objetivos da pesquisa, procurando refletir a articulação em tomo do eixo referencial utilizado, resultando nesta exposição. Salienta-se que este referencial foi sendo lapidado, a partir da proposta inicial, durante o desenvolvimento e a execução da pesquisa, com as alterações sendo feitas no sentido de buscar a adequação entre as ferramentas utilizadas, a realidade analisada e os objetivos propostos.

4.3.1. Etapas da Pesquisa

Esta pesquisa foi levada a termo considerando quatro etapas básicas, quais sejam, o Estudo Preliminar - Análise da Situação Francesa, o Estudo de Caso - Análise da Situação Brasileira, Identificação dos fatores relevantes para a adaptação da tecnologia transferida à situação de referência analisada, e a Formulação das Recomendações para implantação de inovação tecnológica em alimentação coletiva no Brasil. O esquema contido na figura 4.1 demonstra a interação entre as etapas teóricas da metodologia antropotecnológica, devidamente identificadas no referencial teórico, e as etapas do estudo realizado, que é discutida na explicitação de cada estapa. Destaca-se que, na viabilização dessa interação, utilizou-se o explicitado pela Teoria Organizacional, segundo discussão constante das seções 2.5 e 2.6 do capítulo 2.

Assim, visando suplantar as limitações discutidas da metodologia antropotecnológica, o que a Teoria Organizacional denomina como ambiente é aqui analisado, apoiado nas variáveis ambientais definidas por Aacker (1984) e Hall (1984) e no conceito de coalisão dominante de Child (1972), como Ambiente Externo à organização. Já a análise do Ambiente Interno, nos denominados Aspectos Organizacionais da Empresa, foi realizada com o embasamento das dimensões de análise colocadas pela Teoria Organizacional discutidas na seção 2.5.2 do capítulo 2.

Figura 4.1. Interação entre as etapas teóricas da metodologia antropotecnológica e as etapas específicas deste estudo

ETAPA ANTROPOTECNOLOGIA ITEM NO REFERENCIAL TEÓRICO * " *" *

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