La complexité du processus de défaillance et son impact sur l’efficacité économique
Section 2. L’efficacité du traitement judiciaire du défaut
A. L’impact ex ante de l’ordre de priorité
2. Les vertus d’une déviation de l’ordre de priorité
VIII
24’’
Vejo aqui… (precaução verbal) 10 – Dois animais. 1’2’’ (Rosas laterais) D F± Geo IX 36’’ Não. 39’’
(Abana a cabeça a dizer que não) Recusa
X 42’’
11 – São imagens que… Fazem- me estar um pouco… Há determinadas imagens, não estas, que me fazem confusão. Imagens pequeninas, chegadas fazem-me confusão.
Nas últimas três imagens notei que havia o colorido. (comentário subjetivo)
1’59’’
Quantidade de cores diferentes…
São manchas, são borrões, não consigo visualizar aqui… (comentário subjetivo)
(D)G C Abs
Prova das Escolhas (+)
II – Porque consegui identificar a borboleta completamente. Foi rápido de identificar na imagem. No todo foi difícil de identificar (referindo-se aos cartões todos).
V- Foi a mais evidente, falta um bocadinho de cor. (-)
IV – Faz-me lembrar imagens do sobrenatural. VI – É uma imagem feia.
40 Inquérito dos Limites
É possivel ver personagens neste cartão?
III – Não (hesita; parecia que ia responder sim mas termina com o não).
Psicograma
R= 11
Recusa= 3 (IV; VI; IX) Temp. Tot.= 40’
Temp./Res.= 4’ Temp. lat. Med.= 34’’
Sucessão - Relaxada T. Apreensão – G D Dd Dbl Do T.R.I. – 0K / 2,5 C F. Comp. – 0k / 0E RC% - 18% I.A. – 18%
Prova das Escolhas (+) II; V (-) IV; VI G- 7 D- 4 ∑ F= 10 F+ = 6 F- = 1 F± = 3 FC= 1 FC’=1 K- 0 Kp- 0 Kan- 0 C= 1 A- 4 H- 0 Hd- 1 Anat- 2 Abs- 2 Geo- 1 Rad- 1 Elementos Qualitativos: Comentário subjetivo - 7 Precaução verbal - 3 Crítica de si - 1 Observação simetria - 2 Tendência choque - 4 G%= 64% D%= 36% F%= 90% F+%= 75% F+%a= 77% A%= 36% H%= 9% Ban- 3
41
Eixo de análise- Narcisismo
Caraterísticas:
Identidade e ameaça da continuidade do ser
“Cristóvão” demonstra ter uma identidade pouco coesa, evidenciado pela dificuldade em reconhecer a figura humana (ausência de respostas humanas), assim como pela sua necessidade extrema de investir nos contornos dos cartões (percentagem de respostas globais elevadas). Acresce ainda uma percentagem de respostas formais (F%) elevada e uma percentagem de respostas de boa qualidade formal (F+%) dentro da média o que nos remete para a necessidade do estabelecimento de barreiras firmes entre o dentro e o fora, assim como, a necessidade de recorrer a condutas objetivas de forma a evitar a emergência de conteúdos latentes (Chabert, 2000).
Ao longo da prova surge um caráter muito assustador e perturbador associado às respostas de “Cristóvão”, que passam pela utilização de conteúdos anatómicos que remetem para o interior do corpo, para uma angústia de fragmentação, para uma angústia da continuação do ser (Chabert, 1998). Alguns exemplos deste tipo de respostas são as respostas muito primitivas como “vertebras”, que associadas a um sentimento de incompletude (I.” Imagem disforme. Por ser inacabada, falta completar para ter significado.”), leva-nos a pensar numa preocupação na continuidade do ser, por parte de “Cristóvão” já que as fronteiras entre o Eu e o não-Eu parecem desaparecer face a determinados estímulos externos que desencadeiam intensas angústias (Chabert, 1998).
Ao nível da identidade sexual, esta parece ser frágil, não se percebendo se “Cristóvão” se identifica com o género masculino ou feminino, já que para que exista uma identidade sexual definida o sujeito tem que se confrontar com a diferença, que neste caso é anulada através das respostas simetria e do não reconhecimento da dualidade (Chabert, 2000). Isto vai ao encontro à recusa ao cartão VI que remete para a identificação com um dos géneros assim como com uma atitude mais ativa ou passive.
A recusa ao cartão IV leva-nos a pensar numa dificuldade em lidar com uma figura poderosa, tendo em conta todas as fragilidades identitárias de “Cristóvão” percebesse a dificuldade deste em lidar com uma imago poderosa que de alguma forma expõe as suas vulnerabilidades.
42 Relação de objeto
O não reconhecimento da bilateralidade nos cartões bilaterais remete-nos para uma dificuldade em reconhecer a dualidade, em reconhecer o outro como um ser diferenciado (Chabert, 1998). Isto associado a uma necessidade constante de fazer referência à simetria dos cartões aponta-nos para dificuldades de diferenciação do outro, sendo este outro é visto como um especular assim como uma forma de negar a dimensão conflitual dos relacionamentos (Chabert, 2000).
Neste protocolo também se observa uma clivagem entre “especialistas” e “nós” (onde se inclui a examinadora). Atribuindo aos especialistas um estatuto valorizante, e desvalorizando- se a si e a mim de alguma forma. O que demonstra o seu desejo de anular a diferença existente entre ambos.
O relacionamento tanto com a figura paterna como materna parece evocar dificuldades em lidar com uma figura potente, autoritária que de acordo com a entrevista de “Cristóvão” se percebe que essa figura é o seu pai. E com a mãe verifica-se uma dificuldade em separar/diferenciar, algo observável na sua necessidade de frisar a simetria do cartão, a sua semelhança (e.g.VII “O lado esquerdo e direito são iguais.”).
Importância cor
A sensibilidade ao branco e preto remete-nos para uma vulnerabilidade ao vazio e por outro lado para uma necessidade de preenchimento (Chabert, 1998). Estas cores que induzem associações depressivas ainda parecer estar ligadas a fantasmas de morte (Chabert, 2000) que no caso de “Cristóvão” surgem na sua preocupação com o corpo. Já a utilização do vermelho acaba por ser uma forma de delimitar a resposta, indicando-nos assim uma dificuldade de “Cristóvão” em lidar com as suas pulsões agressivas (e.g. III. “Não gosto do vermelho, vermelho escorrido no papel.”) assim como a existência de um retraimento libidinal (Chabert, 1998/2000). Face aos cartões pastel “Cristóvão” inicialmente dá uma resposta que pela configuração do cartão é dada com frequência, defendendo-se dessa forma das solicitações latentes do cartão (Chabert, 1998). Em seguida recusa o cartão IX que nos remete para conteúdos mais primitivos e por ultimo no cartão X face à dispersão tenta dar uma resposta global mas sem sucesso, posto isto, podemos dizer que “Cristóvão” não conseguiu aceder ao movimento regressivo (Chabert, 2000).
43 Respostas Espontâneas
I 12’’
Uma palavra que defina isto né? (comentário subjetivo)
1- Anjos. 2-Demónios. 28’’
Inquérito
Parece-me ser um corpo com as mãos no ar. Ao centro um anjo com as mãos no ar.
Os demónios (preto lateral).
Cotação
D kp (H)
D F+ (H)
II 22’’
Lembro-me de tudo isto… (comentário subjetivo)
3- Parecem-me duas geishas frente a frente.
43’’
O dorso, a vestimenta toda, a forma delas se apresentarem sempre submissas e as duas frente a frente. R.A. E aqui uma borboleta. Não é que eu tenha alguma coisa com borboletas, nem é o meu animal preferido (vermelho inferior).
G F+ H
R.A. D F+ A
III 11’’
4- Duas mulheres à volta de um cesto.
5- Uma borboleta no meio como na imagem anterior junto ao cesto.
39’’
Mulheres africanas talvez, pela postura. Ao meio parece-me um cesto.
E uma borboleta, um laço entre elas.
G K H Ban
D F+ A
IV 12’’
6- Este parece-me aqueles monstros dos desenhos animados que os miúdos vêm aos sábados e domingos de manhã.
28’’
Aqueles bonecos todos articulados, a cabeça pequenina e o tronco todo…o resto do corpo é mais ostensivo, querer mostrar poder (cartão todo).
G F+ (H)
V 4’’
7- Um morcego feio, ainda por cima. Mais nada
28’’
Acho que não há morcegos bonitos. Asas de morcego, pelo que conheço de morcego, a cabeça, os pezinhos.
G F+ A Ban
44 VI
7’’
8- Parece-me aqueles…aquelas peles indígenas, com aqueles paus tribais que eles têm, com pedras. 44’’
Parece-me aquelas peles como se tivessem nas paredes, aqueles paus tribais que usam na parte superior têm penas.
G F+ A
VII 13’’
9- Dois rostos femininos frente a frente.
É só. 45’
Aqui a forma…Duas pessoas gêmeas porque são idênticas, com o carapito na cabeça, só metade do corpo. Não sendo idênticas são parecidas (1º terço).
D F+ H
VIII 13’’
10- Ah…A parte central não me diz nada, a parte lateral parecem- me dois ratos, duas toupeiras como se estivessem a subir.
45’’
O formato. Parecem-me ser duas toupeiras tanto de um lado como de outro, como se estivessem a escalar alguma coisa.
R.A. Uma carcaça, poderá dar a ideia