Architecture et puissance
III. Généralité et pays d’États
III.1 Le monopole idéologique des villes
III.1.1 La géographie du pouvoir au XVIII e siècle
Entre 7 e 8 3 Equilibrado
Assim, o tipo familiar, distribui as 16 tipologias familiares diferentes pelos três níveis, de acordo com as suas características (Olson, 1999).
O sistema desequilibrado agrega quatro tipos de família: caoticamente desligada, caoticamente enredada, rigidamente desligada e rigidamente enredada (Olson, 1999).
A denominação de sistema médio ou moderado e adequa-se a oito tipos de família: caoticamente separada, caoticamente ligada, rigidamente separada, rigidamente ligada, flexivelmente desligada, flexivelmente enredada, estruturalmente desligada e estruturalmente enredada (Olson, 1999).
A qualificação de sistema equilibrado apropria-se a quatro tipos de família: flexivelmente separada, flexivelmente ligada, estruturalmente separada e estruturalmente ligada (Olson, 1999).
As características destas tipologias familiares, agregam as concernentes à coesão e à adaptabilidade, sendo que o sistema desequilibrado assume as particularidades das cotações mais extremas das dimensões da funcionalidade familiar (coesão: desligada ou enredada; adaptabilidade: rígida ou caótica); por outro lado, o sistema médio/moderado,
adota as singularidades da família separada (coesão) e estruturada (adaptabilidade); por último, o sistema equilibrado apresenta as unicidades da família ligada (coesão) e flexível (adaptabilidade) (Olson, 1999).
Um sistema equilibrado tende a ser mais funcional ao longo do tempo. Um relacionamento estruturado tendencialmente apresenta uma liderança democrática com algumas negociações que incluem as crianças. Os papéis são estáveis embora que por vezes partilhados. Há pouca alteração de regras e estas são reforçadas de forma firme. Um relacionamento flexível apresenta uma liderança igualitária com uma abordagem democrática na tomada de decisão. A negociação é aberta e de forma ativa inclui as crianças. Os papéis são partilhados e ocorrem mudanças fluidas quando necessário. As regras podem ser alteradas e são apropriadas à idade (Olson, 1999).
Um sistema desequilibrado tem tendência ser rígido ou caótico. Um relacionamento rígido acontece quando um indivíduo está no comando e é altamente controlador. Habitualmente há uma negociação limitada, com a maioria das decisões impostas pelo líder. Os papéis estão escrupulosamente definidos e as regras não mudam. No relacionamento caótico verifica-se uma liderança errática ou limitada. As decisões são tomadas de forma impulsiva e sem grande reflexão sobre o assunto. Os papéis não são claros e frequentemente mudam de um indivíduo para outro (Olson, 1999).
Com base no Modelo Circumplexo podemos afirmar que níveis muito elevados de flexibilidade (caos) e níveis muito baixos de flexibilidade (rigidez) são a longo prazo, tendencialmente problemáticos para os indivíduos e para o desenvolvimento dos relacionamentos. Por outro lado, os relacionamentos com níveis moderados (estruturados e flexíveis) têm a capacidade de equilibrar a mudança e a estabilidade de uma forma mais funcional. Embora não exista nenhum nível ótimo absoluto em nenhum relacionamento, muitos tendem a apresentar problemas se sempre funcionarem nos extremos do Modelo (rígido ou caótico) por um período e tempo prolongado (Olson, 1999).
Importa, no entanto, ressalvar que um sistema desequilibrado não é necessariamente disfuncional, especialmente se pertencer a um grupo étnico ou religioso em particular (i.e. hispânicos, asiáticos, ciganos, Mormons…); nestes grupos, existe uma expectativa normativa que dá suporte a comportamentos mais extremos de coesão e de flexibilidade (Olson, 1999).
Relativamente às propriedades psicométricas, segundo Olson, Porter e Lavee (1989), a FACES III, apresenta um α de Cronbach (α) total de 0,68. Em relação às subescalas, o α da subescala da coesão é de 0,77 e o da subescala da adaptabilidade é de
0,62. Os autores referem ainda que os valores normativos em cada subescala são os seguintes: coesão ( =39,80±5,40dp) e adaptabilidade ( =24,10±4,70dp).
Mais tarde, no “Circumplex Model of Marital & Family Systems”, Olson (1999) refere que a consistência interna da subescala de coesão é 0,84 e a da subescala de adaptabilidade é 0,79.
A FACES III-VP, segundo Curral et al. (1999) apresenta uma boa consistência interna na subescala da coesão (α=0,80) e na subescala da adaptabilidade (α=0,62). O valor do coeficiente de correlação entre as duas variáveis (coesão e adaptabilidade percebida) situou-se em 0,39 (Curral et al., 1999).
Resultados psicométricos da FACES III-VP no presente estudo
Analisámos algumas propriedades psicométricas, nesta amostra nomeadamente a fiabilidade.
Para estimar a fiabilidade utilizámos a consistência interna, ou seja, o nível de uniformidade e coerência entre as respostas dos inquiridos a cada item que compõem o questionário (Coutinho, 2011). Determinámos o α de Cronbach, que permite estimar a complementaridade entre os diversos itens pertencentes a uma dimensão (Coutinho, 2011).
A análise dos resultados referentes à fiabilidade, expressos na Tabela 9, apresenta as estatísticas (médias e desvios padrão) e as correlações obtidas entre os itens, que permitem ver de que forma cada item se combina com o valor global.
Os valores médios e respetivos desvios padrão dos vários itens, permitem-nos afirmar que estão bem centrados.
Neste estudo, apurámos que a consistência interna é razoável (Pestana & Gageiro, 2014), com os valores de α de Cronbach a oscilar entre 0,662 e 0,686. A escala total apresenta um α de Cronbach de 0,686.
Remetendo-nos aos coeficientes de correlação item total corrigido (r item-total corrigido), verificámos que alguns itens (18, 19 e 20) se revelam problemáticos, uma vez que assumem valores inferiores a 0,20, pelo que deveriam ser eliminados numa análise mais conservadora, no entanto, decidimos mantê-los uma vez que a sua eliminação não alteraria o α de Cronbach global. A correlação máxima foi obtida no item 1 “Os membros da família pedem ajuda uns aos outros” (r=0,403). O item 11 “Os membros da família sentem- se muito próximos uns dos outros” é o que traduz a maior variabilidade em relação aos restantes itens com 40,6%. Já o que indica menor correlação com os restantes itens é o item 19 “A união familiar é muito importante” (r=0,136) e o de menor variabilidade (12,6%) é
o item 17 “Os membros da família consultam outras pessoas da família para tomarem decisões”.
Tabela 9 – Estatísticas e Consistência interna dos itens da FACES III-VP
Nº do
item Item dp Variância
r corrigido item-total
r2
(s/item)
F1 Os membros da família pedem ajuda uns aos outros 4.172 0.852 57.442 0.403 0.224 0.664 F2 Seguem-se as sugestões dos filhos na solução de problemas 3.271 0.989 57.323 0.339 0.213 0.668 F3 Aprovamos os amigos que cada um tem 4.132 0.887 59.477 0.227 0.188 0.678 F4 Os filhos expressam a sua opinião quanto à sua disciplina 3.677 1.006 57.930 0.289 0.223 0.672 F5 Gostamos de fazer coisas apenas com a nossa família 3.481 0.956 58.743 0.253 0.133 0.676 F6 Diferentes pessoas atuam na família como líderes 2.289 1.261 57.460 0.226 0.146 0.680 F7 Os membros da família sentem-se mais próximos entre si do que com pessoas estranhas à família 3.981 1.150 57.295 0.273 0.183 0.674 F8 Na nossa família mudamos a forma de executar as tarefas domésticas 2.979 1.072 57.317 0.302 0.296 0.671 F9 Os membros da família gostam de passar o tempo livre juntos 4.406 0.833 58.867 0.298 0.335 0.673 F10 Pais e filhos discutem juntos castigos 3.233 1.238 56.125 0.308 0.169 0.670 F11 Os membros da família sentem-se muito próximos uns dos outros 4.448 0.882 59.713 0.211 0.406 0.680 F12 Os filhos tomam as decisões na nossa família 2.238 1.204 56.928 0.275 0.282 0.674 F13 Estamos todos presentes quando compartilhamos atividades em família 4.028 0.991 58.812 0.235 0.351 0.677 F14 As regras mudam na nossa família 2.554 1.029 59.034 0.207 0.263 0.680 F15 Facilmente nos ocorrem coisas que podemos fazer juntos 3.866 0.935 58.150 0.305 0.328 0.671 F16 Na nossa família alternamos as atividades domésticas 3.096 1.102 55.842 0.384 0.290 0.662 F17 Os membros da família consultam outras pessoas da família para tomarem decisões 2.398 1.145 57.533 0.261 0.126 0.675 F18 É difícil identificar o(s) líder(es) na nossa família 2.303 1.259 58.892 0.150 0.201 0.689 F19 A união familiar é muito importante 4.648 0.846 60.856 0.136 0.260 0.685 F20 É difícil dizer quem faz cada tarefa doméstica na nossa casa 2.239 1.172 58.992 0.167 0.194 0.686
Escala global α de Cronbach 0.686
α de Cronbach baseado em itens estandardizados 0.696
Na Tabela 10 apresentamos os parâmetros de validade e precisão das duas dimensões da funcionalidade familiar.
Relativamente ao Fator 1 – coesão familiar, que pretende medir os aspetos relacionados com as ligações afetivas que existem entre os vários elementos da família e o grau de autonomia que individualmente apresentam no sistema familiar, obtivemos valores de α de Cronbach razoáveis uma vez que oscilam entre 0,638 no item 11 e 0,726 no item 17. Evidencia-se que o item 11 “Os membros da família sentem-se muito próximos uns dos outros” é o que está mais correlacionado com a coesão familiar (r=0,542) e o que exprime maior variabilidade em relação aos restantes itens. O menos correlacionado e que exprime menor variabilidade em relação aos restantes itens é o item 17 “Os membros da família consultam outras pessoas da família para tomarem decisões” (r=0,084) (cf. Tabela 10).
No que concerne ao Fator 2 – adaptabilidade familiar, que pretende medir os aspetos relacionados com a capacidade do sistema mudar a sua estrutura, relações de
poder, papéis e regras, em resposta a situações de stress, quer sejam devidas a crises situacionais ou a crises de desenvolvimento, obtivemos valores de α de Cronbach razoáveis uma vez que oscilam entre 0,613 no item 8 e 0,655 no item 4. Evidencia-se que o item 8 “Na nossa família mudamos a forma de executar as tarefas domésticas” é o que está mais correlacionado com a coesão familiar (r=0,420) e o que exprime maior variabilidade em relação aos relação aos restantes itens. O menos correlacionado é o item 4 “Os filhos expressam a sua opinião quanto à sua disciplina” (r=0,193) e o que exprime menor variabilidade em relação aos restantes itens é o item 6 “Diferentes pessoas atuam na família como líderes” com 10,4% (cf. Tabela 10).
Os itens 5 e 17 do Fator 1 e o 4 do Fator 2, deveriam ser eliminados por apresentarem valores inferiores a 0,20.
Tabela 10 – Consistência interna dos itens da FACES III-VP por subescala
Nº do item
Item Variância r corrigido item-total r2
(s/item) Fator 1 – Coesão familiar
F1 Os membros da família pedem ajuda uns aos outros 35.391 20.635 0.367 0.152 0.668
F3 Aprovamos os amigos que cada um tem 35.432 21.182 0.274 0.116 0.683
F5 Gostamos de fazer coisas apenas com a nossa família 36.082 21.658 0.183 0.058 0.700
F7 Os membros da família sentem-se mais próximos entre si do que com
pessoas estranhas à família 35.583 19.036 0.383 0.168 0.665
F9 Os membros da família gostam de passar o tempo livre juntos 35.157 19.690 0.517 0.308 0.644
F11 Os membros da família sentem-se muito próximos uns dos outros 35.115 19.235 0.542 0.368 0.638
F13 Estamos todos presentes quando compartilhamos atividades em família 35.536 19.104 0.476 0.323 0.647
F15 Facilmente nos ocorrem coisas que podemos fazer juntos 35.698 19.543 0.458 0.289 0.651
F17 Os membros da família consultam outras pessoas da família para tomarem decisões 37.165 21.998 0.084 0.034 0.726
F19 A união familiar é muito importante 34.916 20.670 0.367 0.203 0.668