Chapitre 1 – La veille médiatique
1.3 Les effets de la veille médiatique
1.3.1 Les effets de la collaboration
No final do curso, abrimos espaço para que os alunos expusessem suas críticas e sugestões sobre as atividades desenvolvidas. Sugerimos ainda que escrevessem sobre o significado pessoal que as experiências vivenciadas produziram, realizando uma síntese do sentido que estava fazendo para cada um a proposta de trazer diversos mundos para o ensino de acústica. Olhando para esse curso enquanto futuro professor de física, que sentido estaria fazendo para cada um deles. Nesse sentido, pedimos para que os estudantes fizessem uma avaliação pessoal do que foi vivido durante o curso, construíssem um relato de como o curso foi percebido por cada um. Daí, passamos a palavra e, aos poucos, os estudantes foram se soltando, identificando as dificuldades encontradas, os pontos positivos e o que precisava ser reorganizado.
O estudante 17, quando se matriculou, achava que o curso seria teórico, sobre acústica e não sobre formação de professores. Na primeira aula, pensou até em desistir, pois achou meio disperso, mas, no decorrer das atividades, foi gostando e passou a se interessar.
Estudante 17: quando me matriculei, achei que o curso seria bem diferente. Não achei que seria na área de educação, para formação de professores. Eu achei que era mais teórico. Depois, conversando com o senhor naquele dia, vi que seria mais na parte da educação. No começo, na primeira aula eu pensei em desistir, achei que estava meio disperso, mas acabei achando bacana.
Sentimento semelhante teve o estudante 2. Para ele, a primeira aula foi muito dispersa e se falou muito sem se chegar a lugar algum. A parte do pesquisador ficou maior do que a do professor mediador. A problematização não foi uma boa estratégia. Quanto às inserções no universo da música, achou muito legal, mas ficou pensando nos colegas que não tinham um conhecimento nesta área.
Estudante 2: na primeira aula ficamos filosofando e não levou a nada. Acho que a parte do pesquisador ficou maior do que a do mediador, o que é inerente à própria pesquisa. Senti isso. Outro aspecto é que pensei que seria mais teórico. Outra coisa é em relação a música. Para mim é tudo legal, mas eu fico pensando em quem não tem esse contato com essa parte da música, quem não tem esse contato com essas notas musicais. Acho que fica um pouco mais difícil de interpretar certas coisas e entender certos nomes.
Esse ponto de vista do estudante 2 foi também compartilhado pelo estudante 19 que, interrompendo a fala do estudante 2, afirmou que entendia muito bem quando as relações
estavam mais próximas da física e que se perdia toda vez que os conhecimentos de música entravam em cena. Nesse momento, perguntei se seria interessante a introdução de um texto básico sobre música antes do curso, ao que foi respondido que sim. Ao perguntar se a ligação entre esses mundos seria importante na formação do licenciando, ele respondeu que seria, mas a forma como foi abordada estava bem acima do patamar de quem está começando.
Estudante 19: com respeito à fala do estudante 2, acho que se expressou bem, pensando no pessoal mais leigo. De certa forma, quando o senhor tentou fazer a relação entre cultura e física, quando o senhor falou da frequência, a partir da física, cheguei à cultura, à música. Só que quando o senhor começou a falar de harmônico, não dos harmônicos, começou a falar das notas do monocórdio, aquilo ali para mim não serviu de nada. Foi uma experiência que não acrescentou em nada, só consegui analisar pontos culturais que o senhor relacionou com a física. Só que, no geral, a coisa ficou meio bagunçada. Na segunda aula, quando o senhor começou a trazer um pouco de física, deu uma clareada. Por isso que estamos falando que teria que ter como pré- requisito um conhecimento básico de música, pois parece que o senhor estava acima do que estávamos entendendo.
Pesquisador: dentro desses conceitos de música, você conseguiu ligar com física?
Estudante 19: alguns sim porque eu estava aprendendo violão, eu estava querendo aprender violão. Então, quando o senhor estava falando das notas eu sabia no violão, mas se eu não tivesse nenhum contato, seria mais difícil.
Pesquisador: Talvez o texto pudesse ter ajudado se tivesse sido dado antes? Estudante 19: sim.
Pesquisador: mas você acha que aprender isso para levar para sala de aula no futuro, aprender esses outros mundos seria uma experiência interessante ou seria uma coisa tão difícil que não daria para pensar?
Estudante 19: eu acho importantíssimo isso, essa ligação que o senhor está querendo fazer de cultura com a física. Isso aí eu acho de plena relevância, talvez o modo como está sendo dado, talvez não esteja no patamar de quem está começando.
Aproveitando o âmbito da discussão em torno das dificuldades apresentadas no lidar com conceitos da acústica musical, os estudantes cinco e sete compartilharam a mesma opinião de que eram totalmente leigos na área, mas que estavam decididos a começarem a aprender a partir daquele momento. É interessante observar que a situação-limite a eles imposta serviu como estímulo para seguirem em frente.
Estudante 7: nós não somos totalmente leigos na área, só que estamos decidido a começarmos a aprender a partir de agora. Serviu-nos como um estímulo para aprender.
Para o estudante 9, que já tinha um conhecimento sobre música e tocava violão, a experiência foi muito mais gratificante do que para quem nunca teve contato com a música. Perguntamos a ele, que já tem esse conhecimento de física e música, se as dimensões histórica, sociológica, dentre outras deveriam ser levadas para a sala de aula. Na resposta, acenou positivamente, afirmando que nunca tinha parado para pensar nesta ‘ida e vinda’, reforçando a importância das ‘idas e vindas’ entre física e cultura.
Estudante 9: para mim foi muito mais gratificante do que para alguém que nunca teve contato com a música. Só que num segundo momento eu percebi que esse convite à ir para esse mundo também era novidade e vi que era muito importante.
Pesquisador: você, que já tem um conhecimento de física e de música, esses outros aspectos que foram trabalhados dentro da sociologia, dentro da história, você acha que são pertinentes? Você quando for dar aula um dia, poderia usar os estudos de paisagens sonoras como forma de trazer música, física, cultura. Nesse sentido, você acha que é uma ideia maluca ou dá para trabalhar?
Estudante 9: eu nunca tinha parado para pensar nessa ida e vinda, mas eu acho que é interessante essa transição da cultura para física, da física para outras. Ver a relação de um com o outro, pois ficamos mais no teórico, mas quanto à essa transcendência para cultura eu nunca tinha parado para pensar.
Nesse momento, os estudantes cinco e doze interrompem a fala do estudante 9, afirmando que na graduação não há esse tipo de contato.
Estudante 5: aqui na graduação não tem esse contato. Acho que em física 1 passa bem rapidinho essa questão da música, tubos, então serviu bastante. Tem a parte da física, não musical.
Estudante 12: serve para mostrar aos alunos a nossa arte, a cultura que tem, não ficar só ao redor. Mostrar o que acontece também, mostrar não só aquele tipo de música, mas mostrar música lá do Nordeste, lá do Sul. Os tipos de músicas interessantes.
Pesquisador: você acha que não tem conhecimento da acústica musical. Eu não sei música, eu não conheço as notações, as representações da música, os nomes, os conceitos, mas todo mundo tem experiência com música e aí eu coloco no sentido do que a estudante 5 falou, do que o estudante 7 falou e que eu achei muito legal, pois também comecei a querer aprender música quando eu conheci esse mundo, mas não chegou ninguém para mim e fez o que eu estou fazendo agora. Quando eu comecei foi por um acaso, mas eu tenho a impressão que é uma coisa legal, mas de repente eu posso chegar no final da pesquisa e ter a conclusão de que não dá certo. Eu também comecei a querer aprender depois que eu vi esse mundo. Eu não sabia que a música e a matemática e a física tinham andado juntas até Galileu.
Solidarizando-se com as dificuldades apresentadas pelos colegas, apresentou a possibilidade de construção de um método com alguns tópicos de teoria musical. Ao referir-se
à primeira aula, defendeu que o aspecto confuso se deu por ter sido a primeira aula, por ter sido uma experiência, na qual estávamos nos conhecendo, mas evoluiu demais e a última aula foi a imagem desta evolução e que a teoria musical é importante nesse processo. Por outro lado, mesmo tendo doze anos de experiência com música, revelou que não sabia a parte da física de seu instrumento, percebendo a existência de ligações entre ciência e música.
Estudante 15: eu estava pensando que poderia ser montado um método. Alguns tópicos de teoria musical básicos: bemol, sustenidos, o que são as notas musicais, a escala musical, as duas escalas, a ordem, o tempo como realizamos no começo da primeira aula. A primeira aula eu acho que foi uma experiência, fomos nos conhecendo, fomos vendo o que cada um pensava, foi meio confuso por causa disso, mas depois eu acho que evoluiu demais e a aula de hoje foi a imagem dessa evolução. A teoria musical acho que é importante mesmo. Apesar da minha experiência com música, eu não sabia a parte física do meu próprio instrumento. Eu não sabia como era complexo. Foi bom para eu aprender mais uma parte para passar para os alunos.
Na sequência, falamos que não há artigos nos principais periódicos nacionais que digam respeito ao uso de paisagens sonoras no ensino da física, nem tampouco resgatam as múltiplas dimensões com as quais temos tentado trabalhar. Todos os artigos encontrados situam-se na interface entre física, matemática e música, não considerando outras dimensões como percepção, história ou antropologia musical. Daí que esta primeira experiência, apesar das falhas, serviu-nos muito como laboratório para ações futuras.
Pesquisador: no primeiro encontro eu disse que tinha feito uma análise das mais importantes revistas em educação em ciências do Brasil e não havia artigos que retratassem uma experiência em sala de aula juntando esses mundos, da forma como realizamos. Em nenhum artigo há esse lance de usar paisagem sonora, analisar essa questão da história. São todos física, matemática e música. São coisas assim bem pontuais. Eu estou iniciando uma coisa aqui. Essas falhas que vocês identificaram, conforme vínhamos conversando durante a semana, serão importantíssimas para mim. Talvez a ideia de trazer um artigo básico sobre música, as notas, as chaves, o que é partitura para quando formos trabalhar com essas imagens, seja razoável.
Diante do exposto, o estudante 12 defendeu que seria complicado empreender um curso de tal natureza interdisciplinar numa sala de ensino médio. Respondi que, naquele momento, estava pensando na formação inicial do professor de física, mas que defendia que seria possível adotar uma postura desse tipo até no ensino médio. Talvez não com a profundidade do curso desenvolvido com eles. Na réplica, afirmou que se fosse possível fazer estas ligações com paisagens sonoras no ensino de física sem o conhecimento musical, achava que poderia conseguir reproduzir no colégio. Ao ser interrompido pelo estudante 15, que
voltaria a defender a ideia de um texto básico sobre música, retrucou afirmando que se tivesse lido um artigo desse tipo antes, teria sido melhor.
Estudante 12: mas aí eu acho que ficaria complicado dar essa aula no colégio. Eu acho que pesquisa é isso: fazer primeiro aqui, para levar para a sala de aula.
Pesquisador: eu estou pensando, primeiramente, na formação do professor de física. A interdisciplinaridade é o caminho pelo qual se pensa estas ações. Se nós tivermos um professor que ache possível fazer as ligações, no meu entender, não que devamos introduzir com esse nível, nas que isso seja uma postura que se adote na escola. Estudante 12: eu queria falar assim: é interessante partitura, música, mas eu acho que se você conseguir fazer entender, conseguir fazer esta ligação sem esta parte, eu acho que é um grande passo. Acho que conseguiria reproduzir num colégio. Não que eu não ache interessante, mas se você conseguir sem isso, seria interessante. Se eu tivesse lido um artigo desse antes, teria me ajudado muito.
Estudante 15: mas é a parte de conceitos mesmo, entender os conceitos.
Pesquisador: Quando eu disser: essa tablatura... entende? Aí vocês já sabem o que é tablatura, mas não como eu fiz hoje: isso aqui é uma tablatura, e não uma partitura. A tablatura são as cordas do violão e tal... E eu tenho até críticas com respeito à tablatura. Eu acho que é uma simplificação da linguagem. É uma ‘bestificação’ da linguagem musical. É prática, é tudo, mas é uma ‘bestificação’.
Nesse momento, ninguém mais quis falar. Passei a palavra para o professor orientador que, finalizando a avaliação, afirmou estar torcendo para que desse certo e que os alunos haviam captado o ‘espírito’ do processo que está envolvido nesse curso. O pesquisador tem a ideia na cabeça, do ponto de vista teórico, mas quando vai para prática, para a aproximação, é que as coisas começam a acontecer. Por outro lado, a ideia de trazer a culturalidade não deveria ser estranha, pois está nos documentos oficiais. Os PCNs falam de interdisciplinaridade, contextualização, relacionar com a vida dos alunos. Ou você faz de conta, ou vai a fundo nas ligações, mesmo que sejam escabrosas.
Orientador: eu torço para que dê certo. Eu acho que o pessoal pegou o ‘espírito’ da atividade que está em construção, o processo envolvido nesse curso. Temos as coisas do ponto de vista teórico. Imagino quando se fala em ter a teoria na cabeça ir para a prática. Estamos fazendo uma aproximação dessa prática que está idealizada na pesquisa. Nairon tem uma formação muito legal nesta parte, de um lado, em música e, de outro, como professor de um curso de física. Interessa-se muito por essa área de som, acústica. Esse fato de estarmos explorando a culturalidade, na verdade, não deveria ser estranho. Os documentos oficiais falam isso. Os PCNs falam de interdisciplinaridade, contextualização, relacionar com a vida dos alunos, mas vai fazer isso aí para você ver como é que é. Optamos por não ficar dando exemplos caóticos. Esta tentativa de amarrar é escabrosa. Exige de quem está se formando. Esse é o negócio. Além de valorizar algo para a formação de vocês. Vocês têm a chance de devolver para nós, criticamente, qual a potencialidade disso. Do ponto de vista teórico é legal, tudo é possível, mas temos que por os pés no chão. Se é bom, quanto pode ser bom? Quanto é viável esse
negócio? Qual que é a dose? Que tipo de objeções teria? Que tipo de utilização teria? Se de um lado você não está fazendo nada que deveria soar estranho, anormal, mirabolante, de outro lado, quando você vai fazer, você encontra pontos críticos, pontos de tensão. É isso que precisamos ressaltar.
O ideal, pensado por nós, no qual esperávamos que os estudantes envolvidos esboçassem níveis de percepção das experiências compartilhadas durante os encontros em Ilha Solteira que permitissem avançar para além do universo da educação científica deu respostas que nos causaram diferentes inquietações. Se, de um lado, os alunos não se apropriaram de muitas das interfaces postas à análise durante os encontros, de outro, as ligações amadurecidas por eles revelam-nos importantes elos para repensarmos nossa ação enquanto pesquisador. Nos trabalhos desenvolvidos, não encontramos discursos problematizadores que envolvessem indústria cultural, cultura de massa, massificação da arte, instrumentos musicais populares próprios de determinadas culturas, acústica musical, neurofisiologia da audição, dentre outras. Embora tenhamos apresentado elementos que permearam diversas dimensões no estudo interdisciplinar em acústica, notamos uma grande ênfase, a partir da análise dos trabalhos escritos e das apresentações, nos conceitos da acústica física, incorporando a esses elementos dos estudos de paisagem sonora. A tabela treze sintetiza o cruzamento das informações sobre as interfaces conceituais e dimensões interdisciplinares presentes nos trabalhos desenvolvidos pelos grupos.
Tabela 13: interdisciplinaridade presente nos trabalhos dos grupos
DIMENSÕES INTERDISCIPLINARES GRUPOS
1 2 3 4
Análise física dos objetos sonoros x x x x
Argumentação em torno da acústica musical x x
Análise neurofisiologia da audição e da percepção do som Ligações com a história da acústica
Reflexões em torno da relação entre capitalismo e indústria cultural Incorporação de elementos da musicologia e etnomusicologia
Ligações com elementos culturais e sócio-históricos x x x
Utilização de programa de edição de áudio x x x x
Argumentação em torno da relação entre capitalismo, tecnologia e paisagens sonoras x x Utilização dos conceitos relativos aos estudos de paisagens sonoras x x x x
Como é possível perceber na citada tabela, os estudantes avançaram, a partir do universo científico, conhecido e confortável, até onde sentiram segurança para seguirem em frente. O ‘que fazer dialógico’ vislumbra problematizar a realidade em análise, trazendo à
tona as contradições, mostrando-a como problema a exigir resposta na práxis de sua superação. Superar o ‘ser menos’ de um ensino instrumental, desvinculado da história e distante das respostas a tais contradições exige que, ao invés de expor nossa visão de mundo, devamos entender a deles, seus pensamentos transpostos em linguagem ao se referirem à realidade. Referir-se esse que os revela enquanto seres históricos, culturais. No sentido freireano, já não interessa investigá-los enquanto peças anatômicas, mas seres inseridos em seus contextos de busca, de inquietação. É aí que se encontram envolvidos seus temas geradores. O homem, como ser histórico, consegue separar-se de sua realidade e problematizá-la a um nível de consciência que é variável. Ao problematizá-la, a refaz, modificando-a e a si mesmo. Ao mesmo tempo, como ser consciente, vive uma relação dialética entre os condicionamentos e sua liberdade, na qual ocorrem barreiras que precisam ser vencidas. A essas barreiras Freire chama de "situações-limites". Nesse sentido, o problematizar sua condição enquanto professor de física que é instigado a reconstruir sua visão com respeito ao objetivo da educação científica e, ao mesmo tempo, a articulação de suas leis e conceitos em direção a construção de uma relação dialética com a cultura parece ser o grande enfoque que tentamos valorizar na experiência de Ilha Solteira.
Muito embora tenha ficado evidente, a partir da análise dos trabalhos e discussões que tomaram lugar nos encontros, um alargamento conceitual nos discursos dos estudantes, distanciou-se um pouco do ideal de uma ação que resgatasse o potencial da acústica enquanto linguagem a contribuir na formação de cidadãos auditivamente conscientes do cuidar das paisagens sonoras. Muito embora os conceitos da acústica tenham aparecido em todos os trabalhos, gestaram-se apenas enquanto suporte na análise dos objetos sonoros, quase como um apêndice. Talvez um maior sentido integrador pudesse ter sido alcançado se tivéssemos uma maior clareza, à época, do exercício de pensar as experiências vivenciadas em torno do ‘que fazer’ enquanto professores de ciências. Na busca do ‘ser mais’, poderíamos ter buscado repensar a educação científica, buscando deslocá-la desse modo instrumental, em direção a um modo integrador, enquanto linguagem a contribuir nesta análise ‘lato’ das diversas paisagens postas em cena. Foi quase que uma tônica, nos quatro trabalhos realizados, o sentido retórico que se encerrou na análise física dos objetos sonoros, quando, numa perspectiva dialógica, deveríamos vislumbrar a troca de sentidos, emprestando à formação de consciências auditivas o objetivo fim. Contudo, fica-nos a esperança de que, talvez, se tivéssemos invertido a sequência do curso, colocando como atividade primeira a proposta do trabalho de análise de uma paisagem sonora e, na medida em que as necessidades formativas
fossem aparecendo, as interfaces fossem entrando em cena, poderíamos ter alçado um voo de maior fôlego.