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Partie I : La violence armée (1969-1972)

I. Les « troubles »

I.1.1 La discrimination en matière d’emploi

Explicitada a forma de intervenção para tentar responder às questões basilares de investigação-ação deste relatório, pretendemos também dar a conhecer os instrumentos de recolha que nos facultaram os dados que foram alvo de análise e de discussão. Para uma recolha mais precisa e objetiva dos dados considerámos importante diversificar os seus instrumentos de recolha. Privilegiámos as fichas de registo de aprendizagem e de autoavaliação, as gravações de algumas tarefas de comunicação e o output das tarefas finais que nos permitiram uma análise para podermos tentar dar resposta às questões de investigação-ação que nortearam este estudo.

3.5.1 Fichas de registo de aprendizagem

O recurso às fichas de registo de aprendizagem, no final de cada sessão, foi uma das formas de recolha de dados que privilegiámos e que se constituiu num meio através do qual conseguimos aceder às estratégias mobilizadas pelos alunos para a aprendizagem do léxico. Nas fichas de registo, os alunos também manifestaram a sua perceção em relação ao método processual da abordagem

por tarefas e à relevância das tarefas prévias para a consecução da tarefa final.

Cada ficha de registo de aprendizagem foi produzida tendo em conta os objetivos e os conteúdos temáticos de cada uma das quatro sessões. A ficha correspondente à primeira sessão apresenta (Anexo 8), recorrendo ao discurso direto, diferentes estratégias de alunos para aprender vocabulário de uma nova língua. A possibilidade de tomarem contacto com pequenos relatos de estudantes numa situação análoga à sua foi a forma encontrada para familiarizar os alunos com o complexo conceito de estratégia de aprendizagem. Nesta questão, concedemos aos alunos um espaço de tomada de consciência onde pudessem

livremente registar a que estratégias de aprendizagem de vocabulário recorriam habitualmente.

A pergunta associada às estratégias de aprendizagem do léxico das fichas de registo das três sessões seguintes já apresentava uma série de opções para os alunos assinalarem aquelas a que recorriam, pelo menos de forma consciente, durante a aula.

Com vista à obtenção de dados que nos permitissem verificar qual a importância que os alunos atribuíam a cada uma das tarefas prévias e qual o seu contributo para a realização da tarefa final, colocámos, em cada uma das quatro fichas de registo de aprendizagem, a mesma questão: ¿Qué hemos aprendido

hoy en clase para acercarnos a la elaboración de la Tarea Final? Esta pergunta

foi formulada de modo a que os alunos se pudessem expressar livremente, sem serem condicionados por eventuais sugestões de resposta.

Passamos, de seguida, à explicação da importância das gravações áudio para a nossa recolha e análise de dados.

3.5.2 Gravações áudio

As gravações áudio são uma importante forma de recolha de dados, no sentido em que nos permitem observar os acontecimentos tal como eles se produziram, pois estes, “por si próprios, transportam uma autenticidade não negligenciável,

comparativamente às palavras proferidas ou aos registos escritos” (Hamido, 2005:

262 citado por Barros, 2012: 164).

Neste âmbito, as gravações áudio e as respetivas transcrições foram um importante instrumento de suporte às observações realizadas, possibilitando “a

conservação intacta da informação «em bruto», isto é, tal qual ela foi recolhida durante o trabalho de campo” (Lessard-Hérbert et al., 1990: 155) e permitindo

também que revisitássemos os dados sempre que o considerássemos necessário.

As gravações das interações verbais incidiram sobre a tarefa prévia de comunicação 4 e sobre a tarefa final, tendo possibilitado analisar com maior distanciamento os padrões de mobilização das unidades léxicas por parte dos alunos e ajudando-nos, simultaneamente, no ato de reflexão sobre a nossa prática letiva. No que se refere à forma de registo em áudio, tínhamos receio de que o uso do gravador pudesse inibir e/ou alterar o comportamento dos participantes e, consequentemente, a dinâmica de sala de aula; no entanto tal não se verificou e o uso do gravador não interferiu na atuação dos alunos.

No seguimento, apresentamos os aspetos que contemplam o produto da taref a final da UD.

3.5.3 Guias de viagem a Ávila

A análise do produto final elaborado pelos alunos torna-se um dos aspetos mais importantes para um balanço do modelo didático da abordagem por tarefas. Também nesta UD, a tarefa final contempla a dimensão cognitiva (conhecimento) e a dimensão pragmática (procedimento) e configura-se como um instrumento pedagógico e o resultado de várias etapas e passos sucessivos. O guia de viagem (Anexo 5) foi divido em diferentes itens diretamente relacionados com cada uma das tarefas prévias realizadas: o que levar na mala? ; onde e o que

comer? ; o que visitar e a sua localização? ; que situações podem ocorrer no hotel?. Assumimos os guias de viagem elaborados e apresentados pelos alunos

como um dos indicadores do desenvolvimento da competência léxica e, consequentemente, da sua competência comunicativa, tendo em consideração que a tarefa final é a tarefa de comunicação que representa o ponto de maior potencial comunicativo dentro da unidade a um nível realista e alc ançável pelos alunos.

Foi nosso intuito tentar perceber as “pistas” de interpretação que os guias de viagem produzidos nos poderiam dar para nos orientarmos na compreensão do seu conteúdo discursivo e no conhecimento da intencionalidade comunicativa

intrínseca dos textos escritos e orais produzidos. Em suma, debruçámo-nos sobre a análise das relações de continuidade e consequência estabelecidas entre a execução das tarefas prévias e a materialização da tarefa final, procurando descobrir que indícios nos fornecem as escolhas lexicais dos alunos.

De seguida, passamos a descrever a importância das fichas de autoavaliação da UD para a nossa investigação-ação.

3.5.4 Ficha de autoavaliação da unidade didática

Outro modo de consulta aos alunos utilizado foi a ficha de autoavaliação entregue na última sessão da UD. Pretendíamos que o aluno levasse a cabo um processo de reflexão sobre as tarefas realizadas ao longo da unidade e sobre o seu grau de utilidade, bem como a pretensão de que se manifestasse o seu nível de satisfação em relação ao método de trabalho por tarefas. Também figurou na ficha de autoavaliação um espaço para os aprendentes registarem o que aprenderam, as dificuldades vivenciadas e o que gostariam de mudar, porque

“sólo así se puede ir controlando los resultados y valorando lo que se puede mejorar” (Fernández, 2011: 6). A opção pela utilização deste instrumento de

recolha de dados prende-se com o facto de a ficha de autoavaliação permitir a tomada de consciência de todo o método sequencial e contínuo da abordagem

por tarefas e, simultaneamente, possibilitar que o aluno se sinta autor e ator de

todo o processo, contribuindo para que a sua aprendizagem seja significativa e, consequentemente, para a sua motivação geral no que diz respeito à aprendizagem da língua.

Síntese

No presente capítulo, começámos por fazer uma breve reflexão sobre a investigação-ação e apresentar as questões e os objetivos de investigação. Caracterizámos ainda os participantes, por considerarmos que dessa forma é mais fácil situar o estudo num determinado contexto escolar. Através da descrição das quatro sessões da sequência de intervenção didática, procurámos fornecer uma visão global das tarefas concretizadas e das estratégias de aprendizagem mobilizadas pelos alunos. No que diz respeito aos instrumentos de recolha de dados, privilegiámos as fichas de registo de aprendizagem e de autoavaliação, as gravações de algumas tarefas de comunicação e o output das tarefas finais. Depois de concluída a descrição do estudo com características de investigação- ação e de terem sido dadas a conhecer as suas orientações metodológicas, cumpre-se agora, no capítulo IV, proceder à apresentação dos dados, de forma a procurarmos dar resposta às questões norteadoras deste estudo sobre as potencialidades didáticas de uma intervenção educativa.

Capítulo IV – Apresentação e