Chapitre 1. Institution et histoire des pôles de compétitivité
2.1. Les fondements théoriques de la coopération inter-organisationnelle
2.1.3. Les différentes formes de coopération inter-organisationnelle
COMPORTAMENTO DA PRESSÃO PLANTAR DURANTE A GRAVIDEZ E PÓS-PARTO ________________________________________________________________________
ESTUDO 3 – COMPORTAMENTO DA PRESSÃO PLANTAR DURANTE A GRAVIDEZ E PÓS-PARTO
5.1 RESUMO
Introdução: As mudanças hormonais e anatômicas que ocorrem na gravidez geram alterações na pressão plantar e, consequentemente, acometem a postura, o equilíbrio e o caminhar. O término da gravidez é importante para a mulher que aguarda a reversão das alterações ocorridas para retomar atividades interrompidas. O objetivo deste estudo foi de analisar as alterações da pressão plantar e suas influencias durante a gravidez e pós-parto.
Método: 20 mulheres grávidas participaram do estudo, (24,40±5,43 anos) acompanhadas no primeiro, segundo e terceiro trimestres da gravidez e no pós-parto tardio, ambas grávidas e puérperas constituíram o grupo experimental. A pressão plantar foi avaliada com uma plataforma Footwork Pró, em posição bípede, estática e dinâmica, olhos abertos durante vinte segundos e as alterações musculoesqueléticas foram verificadas a partir do registro da distribuição da pressão plantar e dos dados contidos nas fichas de avaliação interrogativa pré e pós-parto.
Resultados: A análise da variância de um critério mostrou diferença estatística significativa no terceiro trimestre da gravidez na massa corporal, índice de massa corporal, alterações na massa corporal, variação significativa da distância do centro de gravidade no pé direito ao centro de gravidade corporal, todas apresentaram redução no pós-parto.
A pressão média e a média máxima apresentaram alterações significativas na gravidez e a redução no pós-parto mais evidente no pé esquerdo e o pico de pressão foi significante nos retropés e antepés na gestação e no pós-parto, principalmente no retropé direito.
Centro de gravidade centralizado na base de apoio no primeiro trimestre, no segundo e terceiro trimestres posteriormente, no pós-parto permaneceu posterior na base de apoio. As variáveis musculoesqueléticas foram maiores e prevaleceram no terceiro trimestre da gestação e no pós-parto. No primeiro trimestre algumas destas variáveis estavam ausentes enquanto outras desapareceram ou diminuíram no pós-parto.
As oscilações do equilíbrio postural no plano frontal foram significativas durante a gravidez e pós-parto.
Interpretação: As alterações morfológicas e fisiológicas decorrentes da gravidez mantém estreita relação com a alteração na distribuição da pressão plantar e comprometem a postura, a estabilidade e o caminhar durante o período gestacional e o pós-parto.
5.2. INTRODUÇÃO
O período gestacional demanda mudanças hormonais e anatômicas capazes de gerar adaptações musculoesqueléticas que podem influenciar alteração na biomecânica postural (RIBAS; MONTEBELO; GUIRRO, 2007).
Destacam-se entre as mudanças anatômicas as adaptações posturais para promover o equilíbrio antigravitacional, considerando que o aumento do útero e das mamas permite que haja maior concentração de massa corporal na parte anterior do tronco (BARRON; LINDHEIMER, 1996; BARBOSA et al, 2005). Assim a anteversão pélvica, com aumento ou não da lordose lombar, apresenta-se como uma das adaptações posturais que guarda importante relação com a coluna vertebral, podendo, ainda, protrair a cintura escapular e tornar maior o deslocamento anterior do centro gravitacional da gestante (BARRON; LINDHEIMER, 1996).
As mudanças hormonais mantém estreita relação com as alterações fisiológicas durante a gravidez, destaca-se entre outras a ação da relaxina, hormônio produzido somente durante a gravidez, ainda não bem definidas, entretanto, considera-se que seja responsável por maior amplitude de movimento nas articulações além de facilitar o trabalho de parto deixando o útero mais distensível para a dilatação e expulsão do feto (BARRON; LINDHEIMER 1996; MOORE; HACKER, 1994).
Os músculos retos do abdome sofrem alterações em sua forma e função decorrente das mudanças hormonais e anatômicas, sua força transversal e longitudinal impõe maior tração centralmente entre os seus dois ventres. A associação da ação da relaxina e o aumento do útero considerados fatores principais de manifestação da Diástase dos Músculos Retos do Abdome (KAPANDJI, 2000; GRAY, 1988; THORNTON; THORNTON, 1993).
Dessa forma, a diástase dos músculos retos do abdome é uma alteração que ocorre na gravidez e é caracterizada pela separação que pode variar entre dois ou três centímetros de largura e doze a quinze centímetros de comprimento entre os dois ventres desse músculo. Esse afastamento pode ocorrer a nível da cicatriz umbilical, supra ou infra umbilical, resultando em fraqueza e controle mecânico muito reduzido da cinta abdominal, principal evento responsável pela diástase dos músculos retos do abdome, podendo
provocar dores nas costas e nas pernas, porque a rafe tendínea que une esses músculos no sentido longitudinal está na dependência desta tonicidade para manter de forma satisfatória as forças tensoras durante o desenvolvimento gestacional (MOORE; HACKER, 1994; GILLEARD, BROWN, 1996; BARACHO, 2002).
Mulheres primíparas que apresentam diástase dos músculos retos do abdome superior a três centímetros podem apresentar novamente esse evento e torná-lo mais grave nas próximas gestações comprometendo a estabilidade pélvica e sobrecarregar os músculos paravertebrais, o que pode ser apontado como fator desencadeador e ou intensificador de dor lombar durante a gravidez, provocando incapacidade ou diminuição das atividades da vida diária e predisposição para o surgimento de hérnia umbilical, entretanto, a diástase dos músculos retos do abdome inferior a três centímetros pode reverter às condições não gravídicas sem intercorrências (NOBLE, 1982; THORNTON; THORNTON, 1993).
A separação entre os dois ventres dos músculos retos do abdome é maior nas mulheres primíparas, obesas e multíparas durante o terceiro trimestre da gravidez ou pós- parto imediato, que apresentem flacidez dos músculos abdominais, momento no qual a musculatura referida é submetida à maior tensão (GILLEARD; BROWN, 1996).
O final da gravidez se reveste de grande importância para a mulher que espera ansiosa para acolher com todo seu amor o filho gerado que lhe proporciona alegrias e gratificações e o pronto restabelecimento das alterações hormonais, anatômicas e mecânicas ocorridas durante a gravidez para retornar as suas atividades laborais e ou outras.
Assim, o período gestacional termina com a ocorrência do parto que, após a expulsão da placenta e anexos, dá início ao período puerperal no qual se desenvolvem as etapas involutiva do útero que ocorre aproximadamente em quatorze dias e de recuperação dos órgãos da reprodução que se completam em seis semanas, enquanto o
restabelecimento do tônus e da força dos músculos – que compõe a cinta abdominal para o desenvolvimento satisfatório das atividades motoras e posturais do corpo materno – podem retornar as condições antes da gravidez em seis semanas, mas para garantir a força normal ou grau cinco pode-se esperar até seis meses. O tempo de recuperação pós-parto difere de mulher para mulher de acordo com as características individuais ( DANIELS,
WORTHINGHAM 1980; RESENDE, MONTENEGRO 1982; THOMSON et al., 1994).
Assim, o objetivo desse estudo foi analisar as alterações da pressão plantar e suas influências durante a gravidez e pós-parto.
5.3. RESULTADOS
A seguir serão apresentados os resultados obtidos na pesquisa à luz da literatura especializada sobre o assunto investigado. Amostra composta por 20 mulheres grávidas avaliadas nos três trimestres da gestação e no pós-parto (puerpério tardio, entre quarenta e quarenta e cinco dias após o parto), ambas grávidas e puérperas formaram o grupo experimental (GE).
No quadro 23 abaixo, têm-se as características gerais da amostra, além da evolução da massa corporal, do índice de massa corporal e da evolução da massa corporal ao longo do período de gestação e no pós-parto. Nota-se que ocorreram alterações significativas nas três variáveis citadas anteriormente, com aumentos significativos do primeiro ao terceiro trimestre da gestação, seguido de uma redução no momento do pós-parto.
Variável 1º trim. 2º trim. 3º trim. Pós-Parto F P
Idade (anos) 24,40 ± 5,43 --- --- --- --- --- Massa Pré-gest.(Kg) 53,20 ± 8,60 --- --- --- --- --- Massa Corporal(Kg) 54,15 ± 8,85 59,35 ± 9,28 65,55 ± 8,96 59,9 ± 8,40 5,52 <0.01* Estatura(cm) 156,85±6,54 --- --- --- --- --- IMC(Kg/m2) 22,03 ± 3,61 23,80 ± 3,12 26,24 ± 3,00 24,16 ± 3,06 5,82 <0.01* Alteração massa(Kg) 0,95 ± 3,98 6,15 ± 4,04 12,35 ± 4,78 6,70 ± 4,59 22,84 <0.01* Núm. gestações 2,00 ± 1,01 --- --- --- --- ---
Pré-gest. = pré gestacional; IMC(Kg/m2) = índice massa corporal, quilograma por metro quadrado; Kg = quilograma; Núm. = número; Cm = centímetro.
Quadro 23 - Estatística descritiva e análise da variância de um critério para as características gerais da amostra de acordo com os grupos investigados.
No quadro 24 abaixo, constata-se que a massa corporal aumentou significativamente apenas do primeiro para o terceiro trimestre da gestação. O índice de massa corporal sofreu a mesma alteração verificada com a massa corporal. Quanto às alterações na massa corporal, verificou-se um aumento significativo entre primeiro e o segundo, entre o primeiro e o terceiro trimestre da gestação e entre o primeiro trimestre e o pós-parto; apurou-se ainda aumento significativo entre o segundo e o terceiro trimestre; e, ainda uma redução significativa entre o terceiro trimestre e o pós-parto.
Massa Corporal 1º.Trim. 2º.Trim. 3º.Trim. Pós 1º.Trim. 0.26 <0.01* 0.18 2º.Trim. 0.26 0.13 1.00 3º.Trim. <0.01* 0.13 0.19 Pós-parto 0.18 1.00 0.19
Índice de Massa Corporal 1º.Trim. 2º.Trim. 3º.Trim. Pós 1º.Trim. 0.31 <0.01* 0.16 2º.Trim. 0.31 0.08 0.98 3º.Trim. <0.01* 0.08 0.18 Pós-parto 0.16 0.98 0.18
Alterações na Massa Corporal 1º.Trim. 2º.Trim. 3º.Trim. Pós 1º.Trim. 0.02* <0.01* <0.01* 2º.Trim. 0.02* 0.01* 0.98 3º.Trim. <0.01* 0.01* 0.01* Pós-parto <0.01 0.98 0.01*
Quadro 24 - Teste de Tukey para o post hoc da análise de variância para as variáveis descritivas das características gerais da amostra de acordo com os grupos investigados.
Na figura 31 são visíveis os constantes aumentos nas variáveis de massa corporal, índice de massa corporal e alterações na massa corporal desde o primeiro até o terceiro trimestre de gestação, seguido de uma diminuição no pós-parto.
Figura 31 – Comportamento da massa corporal, do índice de massa corporal e da alteração na massa corporal ao longo do período de estudo.
A figura 32 aponta alterações na distribuição da pressão plantar e estabilometria durante a gravidez e pós-parto, as quais serão analisadas no decorrer deste estudo a partir da tabela abaixo.
1º Trimestre
2º Trimestre
3º Trimestre
Pós-Parto
Figura 32 - Pressão plantar estática bipodal com olhos abertos e estabilometria durante 20 segundos ao longo do estudo.
No quadro 25 abaixo, percebe-se que as variáveis aqui apresentadas sofreram constantes aumentos em direção ao terceiro trimestre, reduzindo no pós-parto, em sua maioria. É importante ressaltar que somente as variáveis de pressão média máxima no pé direito e no pé esquerdo e a distribuição da carga percentual sofreram alterações estatisticamente significativas, conforme observado nos (quadros 25 a 27) vistas e discutidas a seguir.
Variável 1º trimestre 2º trimestre 3º trimestre Pós-Parto F p C. Gravidade ao pé D 6,97±1,86 7,12±1,55 7,97±1,83 6,78±1,30 2,01 0.12 C. Gravidade ao pé E 6,37±1,29 7,39±1,91 7,38±1,92 7,56±1,52 2,08 0.11 P. média pé D 0,47±0,19 0,50±0,08 0,55±0,09 0,56±0,12 2,16 0.10 P. média pé E 0,50±0,24 0,49±0,10 0,58±0,12 0,49±0,12 1,77 0.16 P. méd. máx. pé D 1,17±0,40 1,29±0,30 1,67±0,34 1,57±0,36 8,79 <0.01* P. méd. máx. pé E 1,33±0,57 1,39±0,43 1,88±0,47 1,54±0,51 4,98 <0.01* Dist. carga%-Antepé D 22,01±5,59 22,58±4,49 20,59±5,06 23,93±5,16 1,48 0.23 Dist. carga%-Antepé E 22,77±5,05 21,14±4,83 21,91±5,38 22,51±5,34 0,40 0.76 Dist.carga%-retropé D 26,08±5,59 28,17±4,32 27,29±4,00 28,75±5,32 1,14 0.34 Dist.carga%-retropé E 29,24±6,60 28,12±6,17 30,21±6,07 24,81±5,91 2,87 0.04* Sup. cont.(cm2) pé D 85,89±16,64 81,93±11,89 85,12±17,12 89,47±12,96 0,87 0.46 Sup. cont.% pé D 50,45±3,52 50,45±2,14 49,25±2,55 49,25±3,55 1,06 0.37 Sup. cont.(cm2) pé E 83,87±12,05 78,28±20,39 87,40±17,79 93,40±20,53 2,48 0.07 Sup. cont.% pé E 49,55±3,52 49,55±2,14 50,70±2,54 50,75±3,55 1,02 0.39
Div. massa Antepé D 45,60±10,18 44,40±7,24 42,70±7,99 45,50±9,13 0,48 0.70
Div. massa Antepé E 44,05±10,13 43,15±10,14 42,10±10,17 48,65±10,94 1,56 0.21
Div.massa Retropé D 54,40±10,18 56,50±7,10 57,30±7,99 54,50±9,13 0,56 0.64
Div.massa Retropé E 54,95±10,28 55,85±10,07 57,90±10,17 52,35±11,15 0,97 0.41
Distancia do C.Gravidade corporal ao pé direito e ao pé esquerdo; D = direito; E = esquerdo; P. = pressão; méd. máx. = média máxima; Div. = divisão; Sup.cont. = superfície contato; Dist. = distribuição.
Quadro 25 - Estatística descritiva e análise de variância de um critério para as variáveis da pressão plantar estática durante 20 segundos, olhos abertos de acordo com os grupos investigados.
Na figura 33, houve uma discreta variação na distância entre o centro de gravidade corporal em relação ao centro de gravidade do pé direito e esquerdo ao longo da gestação. Nele é possível notar um aumento na distância centro de gravidade corporal ao centro de gravidade do pé direito até o terceiro trimestre da gestação, seguido de uma redução no pós-parto, já no centro de gravidade do pé esquerdo se verificou um aumento discreto, porém constante ao longo do período de investigação.
Figura 33 – Comportamento do centro de gravidade ao longo do período de estudo considerado a distância entre o centro de gravidade corporal e o centro de gravidade do pé
direito e esquerdo.
No quadro 26 abaixo, é possível observar que na pressão média máxima no pé direito e no pé esquerdo, verificou-se diferenças estatisticamente significativas nas duas variáveis, onde no pé direito ocorreram aumentos significativos do primeiro para o terceiro trimestre de gestação e do primeiro para o pós-parto; também houve aumento significativo do terceiro trimestre para o pós-parto; no pé esquerdo se verificou aumento significativo do primeiro para o terceiro trimestre de gestação e do segundo para o terceiro trimestre.
Pressão média máxima pé direito 1º.Trim. 2º.Trim. 3º.Trim. Pós
1º.Trim. 0.69 <0.01* <0.01* 2º.Trim. 0.69 0.01* 0.07 3º.Trim. <0.01* 0.01* 0.79 Pós-parto <0.01* 0.07 0.79
Pressão média máxima pé esquerdo 1º.Trim. 2º.Trim. 3º.Trim. Pós 1º.Trim. 0.98 <0.01* 0.54 2º.Trim. 0.98 0.01* 0.79 3º.Trim. <0.01* 0.01* 0.13 Pós-parto 0.54 0.79 0.13
Quadro 26 - Teste de Tukey para o post hoc da análise de variância para as variáveis da pressão média e pressão média máxima de acordo com os grupos investigados.
Na figura 34, aconteceram discretas alterações na pressão média ao longo do período de investigação, enquanto na pressão média máxima as alterações foram constantes do primeiro ao terceiro trimestre de gestação, sendo significativa tais alterações, seguido de uma redução nos dois momentos mais significativa no pé esquerdo.
Figura 34 – Comportamento da pressão plantar dos pés ao longo do período de estudo.
No quadro 27 abaixo, ressaltam-se alterações na distribuição de carga percentual tanto no antepé quanto no retropé, direito e esquerdo ao longo da gestação e no pós-parto, porém, como se vê na tabela acima, somente no retropé esquerdo, do terceiro trimestre de gestação para o pós-parto é que se verificou uma redução estatisticamente significativa na variável.
Distribuição carga % - Retropé esquerdo 1º.Trim. 2º.Trim. 3º.Trim. Pós
1º.Trim. 0.94 0.96 0.12 2º.Trim. 0.94 0.71 0.34 3º.Trim. 0.96 0.71 0.04* Pós-parto 0.12 0.34 0.04*
Quadro 27 - Teste de Tukey para o post hoc da análise de variância para as variáveis da distribuição de carga de acordo com os grupos investigados.
Na figura 35, são perceptíveis as alterações discretas na distribuição da carga nos pés ao longo do período de gestação e no pós-parto. Nota-se que ocorreu uma significativa redução na carga sobre o retropé esquerdo do terceiro trimestre de gestação para o pós- parto, enquanto nas demais regiões dos pés ocorreu um discreto aumento neste momento.
Figura 35 – Comportamento da distribuição da carga nas diferentes regiões dos pés ao longo do período de estudo.
No quadro 28 abaixo, apesar de terem ocorrido alterações nas variáveis relacionadas às superfícies de contato nos pés direito e esquerdo ao longo da gestação e no pós-parto, elas não foram significativas do ponto de vista estatístico entre os momentos de testagem da investigação.
Superfície contato – Pé esquerdo(cm2) 1º.Trim. 2º.Trim. 3º.Trim. Pós
1º.Trim. 0.76 0.93 0.35 2º.Trim. 0.76 0.38 0.05* 3º.Trim. 0.93 0.38 0.72 Pós-parto 0.35 0.05* 0.72
Quadro 28 - Teste de Tukey para o post hoc da análise de variância para as variáveis da superfície de contato de acordo com os grupos investigados.
Na figura 36, nas alterações discretas na superfície de contato dos pés ao
longo da gestação e no pós-parto, nota-se quase nenhuma alteração no contato nos
dois pés na medida percentual, enquanto é possível observar uma redução do
primeiro para o segundo trimestre de gestação, seguido de constantes aumentos
para o terceiro trimestre e para o pós-parto nos contato dos dois pés na medida em
centímetros quadrados (por área).
Figura 36 – Comportamento da superfície de contato dos pés ao longo do período de estudo.
Na figura 37, vislumbram-se discretos aumentos na divisão da massa nos dois retropés no período de gestação, seguido de uma discreta redução no pós-parto, consequentemente, verificou-se fenômeno exatamente oposto nos dois antepés.
Figura 37 – Comportamento da divisão da massa nas diferentes regiões dos pés ao longo do período de estudo.
No quadro 29 abaixo, observa-se que o pico de pressão no primeiro trimestre de gestação teve um número significativamente mais elevado de gestantes, nos retropés direito e esquerdo. No segundo trimestre, um número significativamente maior de gestantes
apresentou pico de pressão nos retropés direito e esquerdo. No terceiro trimestre, um número significativamente maior de gestantes apresentou pico de pressão nos retropés direito e esquerdo.
Pico Pressão
AP-D
AP-E
RP-D
RP-E
H-D
H-E
x2
PPrimeiro trimestre 5(12,5%) 3(7,5%) 15(37,5%) 16(40,0%) --- 1(2,5%) Segundo trimestre 1(2,5%) 3(7,5%) 19(47,5%) 17(42,5%) --- --- Terceiro trimestre 1(2,5%) 2(5,0%) 19(47,5%) 18(45,0%) --- --- Pós-parto 2(5,0%) 9(22,5%) 17(42,5%) 11(27,5%) 1(2,5%) --- 24,50 <0.01* 26,00 <0.01* 29,00 <0.01* 22,00 <0.01*
AP-D = antepé direito; AP-E = antepé esquerdo; RP-D = retropé direito; RP- E = retropé esquerdo; H-D = halux direito; H-E = halux esquerdo.
Quadro 29 - Estatística descritiva e Teste do qui-quadrado para as variáveis do pico de pressão de acordo com os grupos investigados.
Na figura 38, é possível notar o pico de pressão no primeiro trimestre de gestação com significativa prevalência verificada nos dois retropés.
Figura 38 - Distribuição do pico de pressão no primeiro trimestre da gestação.
Na figura 39, no segundo trimestre, continuou a prevalência significativa do pico de pressão verificada nos dois retropés.
Figura 39 - Distribuição do pico de pressão no segundo trimestre da gestação.
Na figura 40, o mesmo comportamento verificado no primeiro e no segundo trimestres da gestação, com a significativa prevalência do pico de pressão verificada nos dois retropés.
Figura 40 - Distribuição do pico de pressão no terceiro trimestre da gestação.
Na figura 41, aponta no pós-parto, que o pico de pressão apresentou significativa prevalência no retropé direito, no retropé esquerdo e no antepé esquerdo, principalmente no retropé direito.
Figura 41 - Distribuição do pico de pressão no pós-parto.
No quadro 30 abaixo, destaca-se que no primeiro trimestre a maioria das gestantes apresentou centro de gravidade corporal no centro da base de apoio; no segundo trimestre um número significativamente maior de gestantes apresentou o centro de gravidade posterior na base de apoio; no terceiro trimestre todas as gestantes apresentaram o centro de gravidade em posição posterior, e no pós-parto a maioria significativa das mulheres também apresentou centro de gravidade posterior.
C. Gravidade Anterior Central Posterior
x
2 PPrimeiro trimestre 5 (25,0%) 11 (55,0%) 4 (20,0%) 4,30 0.12 Segundo trimestre 1 (5,0%) 1 (5,0%) 18 (90,0%) 28,90 <0.01*
Terceiro trimestre --- --- 20 (100,0%) --- ---
Pós-parto --- 5 (25,0%) 15 (75,0%) 5,00 0.03*
Quadro 30 - Características descritivas e teste do qui-quadrado para as variáveis da posição do centro de gravidade corporal de acordo com os grupos investigados.
Na figura 42, há maior prevalência (não significativa) da posição centralizada do centro de gravidade corporal foi no primeiro trimestre de gestação.
Figura 42 - Distribuição da posição do centro de gravidade no primeiro trimestre da gestação.
Na figura 43, mostra-se que no segundo trimestre de gestação, a significativa maior prevalência da posição do centro de gravidade corporal foi verificada em nível posterior da base de apoio.
Figura 43 - Distribuição da posição do centro de gravidade no segundo trimestre da gestação.
Na figura 44, nota-se que a totalidade das mulheres investigadas apresentou centro de gravidade corporal posicionado posteriormente na base de apoio, no terceiro trimestre de gestação.
Figura 44- Distribuição da posição do centro de gravidade no terceiro trimestre da gestação.
Na figura 45 o que se pode perceber é uma significativa maior prevalência na posição posterior do centro de gravidade corporal das mulheres investigadas no pós-parto.
Figura 45 - Distribuição da posição do centro de gravidade no pós-parto.
No quadro 31 abaixo, todas as variáveis musculoesqueléticas tiveram aumento no número de mulheres desde o primeiro até o terceiro trimestre da gestação, seguido de uma diminuição no pós-parto.
Do ponto de vista estatístico, nota-se que os edemas de membros inferiores aumentaram significativamente do primeiro para o segundo e para o terceiro trimestre de gestação, desaparecendo completamente no pós-parto. Já os edemas de membros
superiores aumentaram discretamente do primeiro para o segundo e para o terceiro trimestre de gestação, desaparecendo por completo no pós-parto.
As varizes tiveram aumento discreto no número de mulheres, apresentando desde o primeiro para o segundo e para o terceiro trimestre de gestação, seguido de uma discreta redução no pós-parto.
As câimbras nas pernas e pés aumentaram significativamente do primeiro para o segundo e o terceiro trimestre de gestação, reduzindo significativamente no pós-parto. As câimbras de pés sofreram comportamento semelhante ao verificado em pernas e pés.
Quanto à dor, verificou-se um aumento significativo nas pernas do primeiro para o segundo e para o terceiro trimestre de gestação, seguido de uma diminuição no pós-parto. O mesmo fenômeno foi verificado na dor nos pés. Na região pélvica e na região lombar se pode observar que aumentou, atingindo o ápice no terceiro trimestre, porém, não foi significativo o aumento no número de mulheres com a dor na gestação, bem como a redução no número delas não foi significativo no pós-parto. Na região dorsal, o aumento ocorrido no terceiro trimestre de gestação e no pós-parto não foi significativo. Na região cervical não se verificou dor no primeiro e no segundo trimestre de gestação, sendo significativo o número de mulheres com dor na região, no terceiro trimestre de gestação e no pós-parto.
A diástase abdominal que não apareceu no primeiro e no segundo semestre, atingiu todas as mulheres no terceiro trimestre e dezoito delas, de um total de vinte, no pós-parto,