Facteurs organisationnels
D’AJUSTEMENT CULTUREL :
6.1. L’ANALYSE DES PROPOSITIONS DE RECHERCHE
6.1.2. La seconde proposition de recherche
A rede, aqui na Paraíba ela é organizada por território, né? Tem o território litoral, que são os municípios próximos aqui da região metropolitana e tem alguma linha praieira, né? Então você tinha esse território, tinha o território do brejo, tinha o território da Borborema, que era Campina Grande e as cidades vizinhas e o território do Cariri. Esses quatro territórios, eles tinham uma organização própria, né? Cada território desse tinha reuniões próprias. Tinha uma pessoa chamada articulador. Cada região elegia um articulador. Esse articulador articulava as atividades naquele território e também fazia parte da coordenação estadual que ia pensar as ações pro estado, né? Esse é o modelo da organização. E aí o estado elege um articulador que vai fazer parte da coordenação do Nordeste, da região nordeste. Então o modelo é esse modelo de articulador e tem os membros de articulação daquele território. Geralmente cada instituição vinculada a rede tinha direito a um membro que participava desse grupo, que se chamava coordenação. (MILITANTE, F)
Enfim, eu acho que ela se hierarquizou não que era de hierarquia que ele nasce com este objetivo, de ser ter esta organização hierárquica acho que algumas coisa contribuíram pra hierarquizar, então dentro do decorrer do processo ela se hierarquizou por que personificou a rede sabe no sentido de você, sendo mas especifica, a partir do momento que você personifica sempre assim, que você centraliza algumas coisa pra determinada pessoa e foi coletivamente que a gente fez isso não foi algo imposto foi algo que conjuntura em fim a partir do momento que você personifica, centralizar as coisas você tá dando determinação política aquela pessoa você tá dando poder maior do que os dos outros e uma hierarquia um poder de influência de decisão maior que outro é hierarquia.(MILITANTE, D)
[...] a rede tinha uma coordenação executiva que a gente extinguiu, por que era ela meio quem mandavae a proposta de rede não admite isso, e aí criamos comissões com os nove estados, eram nove pessoas, e não uma coordenação que acabava sendo PE/CE por conta das organizações que, por conta da maior estrutura econômica, logística ... esses dois era quem sempre controlava e não podia ser assim...[...] (MILITANTE, I)
Lembrar que todo formato organizacional apresenta limites, seja ele vertical ou horizontal. O que é possível inferir é que a experiência de existência de coordenação não significa que uma organização não possa se democrática. O que ocorre é que mesmo em experiência horizontais, seja necessário um núcleo que encaminhe a deliberação do grupo maior. Tanto que atualmente a RJNE dispões no seu formato organizacional estruturam bem definidas, com papeis e funções. (Ver anexo 01).
O que diferencia o hoje da estrutura anterior, ―verticalizada‖, é que a experiência vivenciada pelo entrevistado diz respeito a um aspecto que representa uma lógica de que, quem tem mais estrutura é que estabelece o funcionamento das atividades. A mudança para uma estrutura horizontal, não elimina a figura de uma coordenação, mas amplia a condução das decisões dentro da RJNE.
O formato da organização era assim na rede era uma rede de organização de juventude, não era uma rede de pessoas eu representava o coletivo artístico cultural do alto tinha representações de organizações não governamentais, pastorais da juventude de movimentos bem diversos, era a representações de organizações bem diversas formas cada um tinha divisões e sob núcleos né, tinha o núcleo estadual que era do estado inteiro da tinha os núcleos regionais, tinha o núcleo do litoral, da Borborema, o do Brejo e do Cariri e agente sempre tentando articula o do sertão a ideia era que cada núcleo se encontra-se a agenda cotidiana dependia muito das articulações atividade, das bandeiras de luta, da conjuntura, as pautas do movimentos sociais(MILITANTE, H )
Acima o entrevistado, ―H‖, chama atenção para uma especificidade da rede, que é a característica de ser menos frágil, que outras construídas de forma mais fluida, caracterizando seu aspecto mais sólido, com ramificações, e articulações que possibilitam esse aspecto.
A Rede Jovens do Nordeste organizava-se dentro dos estados por Núcleos. Cada Núcleo organizava suas ações, reuniões e havia com certa frequência momentos integrados, encontros estaduais com pautas comuns, além daqueles momentos onde nos encontrávamos com outros estados, destes recordo mais fortemente dos Festival de Juventude. (MILITANTE, C)
A articulação e funcionamento da rede, sempre teve uma dinâmica muito horizontal, o que permitia de fato o protagonismo da juventude ao longo da sua existência. Infelizmente devido a conjuntura e prioridade dos grupos de base, a rede não conseguiu quadros para garantir sua articulação. (MILITANTE, L)
Ao pensar a organização na RJNE, dou destaque a algumas interpretações, para alguns entrevistados a Rede tem um caráter horizontal onde todos são iguais, todos têm os mesmos deveres e direitos, mas existe registro da existência de coordenação, de comissões e de um
organização em núcleos possibilitava uma maior disseminação das ações da Rede, onde cada núcleo podia a partir da conjuntura local produzir suas atividades em consonância com os demais membros.
A hierarquização descrita pela entrevistada ―D‖, faz pensar num processo de centralização e personificação de lideranças que acabavam de se colocar como lideranças superiores aos demais membros, por deterem o status da representação e da ―liderança‖, contrariando aquilo que a Rede prega, todavia, a Militante ―D‖ adverte para a conjuntura, isto é, do momento que estava sendo vivenciado na RJNE. Nas falas de outros colaboradores o discurso da construção coletiva prevalece por entenderem que se trata de uma rede e não caberia uma estrutura rígida.
O fato descrito pelo MILITANTE “L” faz pensar no processo de reprodução, ou seja, de continuidade, de renovação, de como ele mesmo definiu ―de quadros que mantivessem sua
articulação de uma alguma forma‖, porém não seria contraditório pensar em renovação de quadros se estamos falando de uma rede de entidades? A renovação seria um processo contínuo, as entidades não deveriam manter-se em rede? Mesmo com a modificação de algumas pessoas que por um motivo ou outro, deixarem de ser aquilo que se entende por juventude.
Isso mostra uma fragilidade no processo de organização, que não garante uma continuidade, renovação de seus ―quadros‖, que nos faz pensar por se tratar de uma rede de entidades, logicamente se conceberia um processo de renovação a partir das mesmas, mas, não é o que se vê.
Para isso é preciso pensar outras questões, uma delas é que tipo de organizações de fato a compõem, elas dispõem de que estrutura para essa manutenção, essas organizações têm vida continua, ou não, apenas tem um caráter sazonal, os jovens que delas participam tem necessidades, se apenas se colocam como público ou como de fato ―protagonista‖ no seu cotidiano. Esses elementos devem ser pensados para poder identificar a dificuldade no processo de renovação.
O que percebo é que desde que conheço a RJNE, ela vive ciclos de mobilização e desmobilização. E de fato, os aspectos econômicos e políticos são os grandes fatores que influenciam sobre sua organização. A dependência de projetos financiadores, que nem sempre existem, limitam a sua atuação. A disputa interna fragiliza também a unidade do coletivo, ocasionando separações.