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Progression du premier stade du travail RECOMMANDATION 7

FEMMES AYANT DÉJÀ ACCOUCHÉ

3.2.3 Progression du premier stade du travail RECOMMANDATION 7

DA FAMÍLIA DE PARNAÍBA –PI

Ana Gabriella Teixeira Dourado Ana de Cássia Ivo dos Santos Maria das Graças Souza Costa Danielle Souza Silva Varela.

INTRODUÇÃO: O pré-natal é uma oportunidade para o manejo das Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Nesse caso,

o enfermeiro deve construir, juntamente com a gestante, conhecimento acerca dos cuidados, abordar temas importantes, tais como as consequências dessas doenças para a mãe e para o filho na gestação (FONSECA, 2008; FONSECA, 2014). Esse profissional pode detectar precocemente uma DST na consulta de rotina de pré-natal DSTs, acompanhar juntamente com a equipe e encaminhar para os serviços/profissionais especializados. No entanto, a literatura já aponta dificuldades enfrentados pelo enfermeiro neste manejo. De acordo com Neves (2010), essas dificuldades na assistência a gestante refletem na qualidade de vida do binômio, além de ocasionar um aumento de internações, nascimento de crianças prematuras, ausência de planejamento familiar e aumento de gestações indesejáveis. Assim, questiona-se acerca das dificuldades vivenciadas pelos enfermeiros na assistência a gestantes com DST.

OBJETIVOS: Identificar dificuldades enfrentadas pelo enfermeiro na atenção às gestantes com DSTs na Estratégia de Saúde

da Família.

MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa de campo, exploratória e descritiva com abordagem qualitativa realizada na Estratégia

de Saúde da Família no município de Parnaíba/PI. A amostra foi constituída por sete (07) enfermeiros. A coleta de informações ocorreu nos meses de abril e maio de 2015 através de entrevista semi-estruturada. A analise dos dados foi realizada através de análise de conteúdo de Bardin (2010). Foram critérios de inclusão: atuar há pelo menos um ano na UBS selecionada, realizar consultas de pré-natal na UBS, realizar atendimento à gestante com DST, aceitar participar da pesquisa assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). O método de inclusão de profissionais seguiu também o critério de saturação dos dados. Já os critérios de exclusão foram os profissionais que não se enquadraram nos critérios acima citado. Foram respeitados os aspectos éticos estabelecidos na Resolução nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, que trata de pesquisas envolvendo seres humanos.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: Na assistência as gestantes com DST os participantes da pesquisa enfrentam dificuldades

relacionadas a adesão da gestante e do parceiro ao tratamento e dificuldades de identificar novos casos e de realizar atividades desta natureza frente a alta demanda na ESF. As dificuldades de adesão da grávida configuram-se nas mais serias vivenciada no cotidiano dessa atenção pelos enfermeiros, uma vez que a mãe é a principal responsável pela sua saúde e de seu concepto e, portanto, precisa ser sensibilizada quanto a importância dos cuidados com seu corpo. Quando isso não acontece, tem-se uma assistência fragilizada, com risco para o binômio mãe-filho. As dificuldades de adesão do parceiro também foi outro dado informado, sendo ressaltado que a sua ausência nas consultas de pré-natal e a falta de interesse de algumas gestantes em relação ao tratamento são fatores colaborativos. Quanto a isso, reconhece-se a necessidade de estratégias que consigam aproximar gestantes e parceiros do tratamento de suas DSTs e mais que isso, os tornem participantes do processo gestacional. O estudo Saraceni et al (2007) encontrou dificuldades semelhantes e alerta que de um modo geral, há uma dificuldade dos serviços de saúde abordarem pessoas do sexo masculino e que não se sentem enfermos. As dificuldades de identificar novos casos de gestantes com DST foram relacionada a pouca adesão ao pré-natal por algumas mulheres, situação que acaba dificultando que o

enfermeiro identifique alguma intercorrência na gestação e assista de maneira adequada. No estudo de Domingues et al (2013) as principais barreiras para a abordagem das DSTs na gestação segundo os profissionais foram, o início tardio do pré-natal e não comparecimento dos parceiros ao serviço. Outra dificuldade referida pelos enfermeiros da ESF é foi a alta demanda de atividades e de clientes para o atendimento no serviço, o que torna pouca a disponibilidade de tempo dos enfermeiros para, principalmente, realizar um trabalho preventivo de DSTs extra-muros.

CONCLUSÃO: Constatou-se que os enfermeiros da ESF de Parnaíba enfrentaram a resistência de adesão das gestantes e seus

parceiros ao tratamento das DSTs, dificuldades de diagnosticar novos casos, devido a inconstante presença de algumas gestantes ao acompanhamento pré-natal, e ainda o pouco tempo disponível para realizar atividades preventivas, frente a alta demanda de atividades e clientes no serviço, situações o que certamente interferem na qualidade da assistência ofertada. A realização deste estudo teve uma importância indiscutível, tendo em vista que proporcionou uma aproximação com uma problemática enfrentada pelos enfermeiros acerca das gestantes com DST e pode revelar dados para discussão e superação dessas dificuldades.

REFERÊNCIAS:

DOMINGUES, R.M.S.M. et al.Manejo da sífilis na gestação: conhecimento, prática e atitude dos profissionais prénatalistas da rede SUS do município do Rio de Janeiro. Ciências & Saúde coletiva, Rio de Janeiro,v.18, n.5, p.1342-1351, 2013. ;

FONSECA, T. M. M. V. Processos educativos emergentes da relação médico-paciente sobre DST e a autopercepção de risco entre gestantes. 2014.226f. (TESE) Doutorado. Programa de Pós-graduação em ciências-Universidade Federal de Rio Grande, Rio Grande, 2014.;

FONSECA, T. M.M.V. et al. Corrimento vaginal referido entre gestantes em localidade urbana no Sul do Brasil: prevalência e fatores associados. Cadernos de Saúde pública, Rio de Janeiro. V. 24, n.3, p.558-566, mar, 2008;

NEVES, A C F. Principais dificuldades em acompanhar as gestantes pela Equipe de Saúde da Família.35f.Monografia(especialização em Atenção Básica em Saúde Coletiva). Universidade Federal de Minas Gerais.Araçuaí, 2010.;

SARACENI, V. et al. Vigilância da sífilis na gravidez. Revista Epidemiológica eServiço de Saúde, Brasília, v. 16, n.2, p.103-111, 2007;

ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE EM

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