Résumé des principales constatations pour la comparaison 2
3.3 Deuxième stade du travail
3.3.7 Indication de l’épisiotomie RECOMMANDATION 39
Diante do contexto de mundo tão mutável em que vivemos, a educação deve preocupar-se em desenvolver aptidões dinâmicas, que permitam ao aprendente lidar com o conhecimento como fluxo, diferentemente da "educação bancária", preocupada em dotar os estudantes de um elevado estoque de conhecimento. É o aprender a aprender e a empreender.
Redes, como a Internet, de características hipertextuais, propiciam o ecossistema cognitivo no qual o aprendente pode se inserir, interagir, construir, enfim, assumir a gestão de seus processos de aprendizagem. Esse ecossistema, que abrange tanto
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elementos orgânicos como inorgânicos, pode vir a representar a concretização dos ideais construtivistas.
A Web 2.0 é a segunda geração de comunidades e serviços baseados na plataforma Web, revolucionando a forma como os utilizadores lidam com a informação. Passamos de um modelo onde éramos apenas consumidores do que era disponibilizado online, para um modelo onde também somos produtores e participantes ativos na construção e veiculação das informações dos conteúdos disponibilizados na rede.
Um movimento democrático que permite qualquer pessoa ter acesso e divulgação para o mundo de informações pessoais, profissionais e acadêmicas. Atualmente graças ao desenvolvimento de uma série de aplicativos se tornou mais acessível à tarefa de criar e gerir e criar ambientes virtuais com características avançadas.
Para Castells (1999) esse poder comunicativo da web molda a própria cultura, pois como a cultura é mediada e determinada pela comunicação, às próprias culturas, isto é, nossos sistemas de crenças e códigos historicamente produzidos são transformados de maneira fundamental pelo novo sistema tecnológico. A cultura é um espaço que consiste em processos de comunicação.
Os processos demandados pela web, sistema distribuído da Internet, sob um olhar semiótico ajuda a compreendê-la como parte de um ecossistema comunicativo. Por isso, procura-se aqui exemplificar as relações existentes entre os diversos sistemas presentes na Internet por meio de diagrama visual, no qual são apontados esses vários sistemas e as relações entre eles. Mesmo que de forma sintética, é possível visualizar a complexidade que constitui esse ecossistema comunicativo no Esquema 5.
No esquema 5 os vários círculos menores representam os sistemas que compõem o ecossistema comunicativo da Internet. Esses sistemas mantêm relações comunicativas com os demais sistemas e são mostradas por meio de linhas que interligam os sistemas uns aos outros. Os círculos que se encontram fora do círculo maior representam um conjunto de outros sistemas no qual procuramos ilustrar que os elementos presentes desses sistemas se relacionam com outros elementos de outros sistemas que compõe a arquitetura descrita. Não seria possível mostrar a totalidade das relações e sistemas que
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constituem a Internet. Contudo, deseja-se exemplificar a complexidade das relações entre os sistemas envolvidos nesse sistema de comunicação.
Ecossistema Comunicativo da Internet.
Esquema 5: Diagrama semiótico representando o ecossistema comunicativo da Internet. Fonte: Adaptado do livro de Citelli (2011)
Esta nova era (Web 2.0) foi fortemente influenciada por iniciativas da empresa Google que ofereceu gratuitamente uma série de ferramentas acrescidas de inúmeras funcionalidades. Segundo Bottentuit J.B. & Coutinho (20009), aquilo que começou por ser um simples motor de busca como outro qualquer, constitui hoje numa empresa gigante que fornece um conjunto de ferramentas e serviços que oferecem à educação cenários para o desenvolvimento de experiências e desafios.
Provedores Servidor Protocolos Web Rede de computadores computad ores Backbones Sistema de Comunicação Computadores Sites Hipertexto s Hardwares softwares Softwares HTTP IP TPC
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Os aplicativos desenvolvidos pela Google permitem aos seus utilizadores o desenvolvimento de várias competências em diferentes níveis tais como: a escrita online (pessoal ou colaborativa), o estímulo visual através de imagens e por fim o auditivo através da gravação e reprodução de arquivos em formato de som. Todos estes recursos são gratuitos e encontram-se à disposição do professor e dos alunos através da Internet. A variedade de ferramentas que a Google oferece é tamanha que permite aos utilizadores realizarem praticamente todas as atividades de criação, edição, gravação, divulgação e armazenamento de arquivos diretamente a partir da Web (Voges, 2009).
Todas estas funcionalidades agregadas à criatividade do professor poderão potencializar diversas estratégias didáticas em sala de aula, pois de acordo com Voges et. al (2009:68)
Em nosso cotidiano a tecnologia tem sido um facilitador nas atividades exercidas pela sociedade, seja nas atividades primárias, secundárias e terciárias. De modo particular ela está inserida em diversas ações do cotidiano, seja no lar, na rua e inclusive nas escolas. Continuar somente com as convencionais ferramentas de ensino e não procurar o uso da informática na sala de aula é ignorar este recurso de propagação e criação do conhecimento.
Na sala de aula e no cotidiano dos alunos ferramentas da Google podem ser utilizadas para desenvolver habilidades importantes como, por exemplo: o desenvolvimento da linguagem escrita, a capacidade de aprender a aprender através das diversas fontes disponíveis online, a possibilidade de interagir com ambientes interativos e colaborativos.
Assim listamos abaixo alguns dos variados aplicativos Web de forma gratuita:
• Motor de Busca da Google: Através do site www.google.com é possível localizar rapidamente uma infinidade de endereços, textos, imagens, e recursos em múltiplos formatos.
• Google Acadêmico: Através do endereço http://academico.google.com é possível aceder a uma ferramenta especialmente projetada para a localização de materiais científicos, ou seja, artigos, livros, citações e referências acadêmicas.
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• Redes Sociais Virtuais: A palavra rede vem do latim (rete, is = “rede ou teia”) que significa conjunto entrelaçados de fios, com aberturas regulares, fixadas por malhas e nós, formando uma espécie de tecido (Wikipédia). As características mais marcantes e que a diferenciam de outro tipo de organização é que elas possuem uma estrutura flexível e horizontal e também são desprovidas de hierarquia e de uma organização rígida.
• O Facebook (www.facebook.com) é mais um dos aplicativos de software pertencentes ao conjunto de ferramentas da Google. É considerado como mais uma das ferramentas da Web 2.0, por permitir a criação e edição da informação por parte dos utilizadores de forma fácil e simples. É um software social que tem como objetivo principal, a criação de laços de amizade, permitindo a cada utilizador criar um perfil virtual que pode favorecer o relacionamento online com outras pessoas em todo o mundo.
• Ferramentas de Tradução: A Internet constitui-se numa ferramenta aberta que permite a livre publicação em múltiplos formatos e idiomas. Por esta razão surgem textos escritos por diversos autores nas mais dispersas áreas geográficas.
• Google Tradutor: Ferramenta de tradução que permite a realização de conversões de texto online, ou seja, pode-se fazer a tradução de diversos conteúdos de forma rápida para múltiplos idiomas, permitindo desta forma uma maior democratização da informação, já que todos poderão aceder a qualquer conteúdo disponível na Internet independente do seu idioma.
• O Blog – Blogger: Uma das ferramentas da Web 2.0 mais conhecida e utilizada em contexto educativo. E o Google possui a ferramenta Blogger que permite aos utilizadores a criação de blogs com grande facilidade e rapidez, além disto, permite a customização do ambiente através de diferentes modelos de layouts.
• Google Docs: Ferramenta da Google que possui múltiplas possibilidades de uso e exploração tanto a nível pessoal como pedagógica. Ou seja, ela permite o registro de utilizadores que podem utilizar o Word, o Power Point e Excel a distância,sem a necessidade de ter o programa instalado no computador.
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• Google Sites: Editor de texto gratuito disponibilizado pela Google para a criação rápida de sites sem a necessidade de grandes conhecimentos técnicos e de informática.
• Google Calendar: Serviço de agenda e calendário online oferecido de forma gratuita. Disponível numa interface Web permite adicionar, controlar eventos, compromissos, compartilhar a programação com outras pessoas, agregar as suas diversas agendas públicas, entre muitas outras funcionalidades.
• Instant Messaging: Programas de comunicação instantânea ou mais popularmente conhecidos por mensageiros instantâneos permitem o envio e o recebimento de mensagens de texto, áudio e vídeo de forma síncrona.
• Google Talk: Aplicativo que vem inserido juntamente com alguns dos aplicativos do Google como, por exemplo, o Gmail Esta ferramenta permite aos seus utilizadores a comunicação síncrona, ou seja, alunos e professores podem comunicar-se, esclarecer dúvidas, diminuindo as distâncias e favorecer a discussão e o debate de ideias.
• Ferramentas de Vídeo Digital Online: O YouTube é uma das ferramentas da família Google e permite aos seus utilizadores o envio, publicação e visualização de vídeos com veiculação rápida de uma série de conteúdos produzidos por educadores ou até mesmo pelos alunos.
• O Google Maps: Serviço de mapas online mais utilizado do mundo: existem mais de um milhão de websites com base nesta plataforma e cerca de 250 milhões de utilizadores ativos em dispositivos móveis. Por ser uma ferramenta amplamente conhecida, é uma mais valia para qualquer empresa que pretenda fazer uso de informação geográfica.
• O Google Earth: Ferramenta que permite a visualização de imagens de satélites de várias cidades do planeta, incluindo estradas, estações de metrô. É um programa que permite navegar por imagens de satélite de todo o planeta, girar uma imagem, marcar e salvar locais, medir distâncias entre dois pontos e ter uma visão tridimensional de uma determinada localidade. Esta ferramenta permite aos utilizadores uma maior manipulação do globo terrestre, bem como uma visualização mais profunda do ambiente.
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Illich (1985), em sua obra Sociedade sem Escolas preconizou a necessidade de mudanças no sistema educativo, onde seria necessário aprendermos em interações constantes com os outros, através, do que ele denominava, de “teias de aprendizagem”16.
Imagine ter o mundo em uma tela sensível ao toque com a possibilidade de ver fotos dos lugares mais importantes do planeta - e dos menos importantes também. Imagine a chance de conhecer lugares, de ver monumentos históricos, de viajar sem sair do lugar e ter a experiência de ver fotografias de amigos e desconhecidos viajando e/ou estudando acontecendo em qualquer parte da superfície do planeta em tempo real. Imagine poder explorar constelações, galáxias e até mesmo Marte, comunicação com os territórios inexplorados fisicamente e subtraindo a necessidade de um conhecimento matemático, a
priori, que quantifique as proporções métricas na representação do espaço.
A Internet hoje nos possibilita falar em interatividade e redes de aprendizagem colaborativa, ou seja, podemos compartilhar informações, promover debates de forma síncrona (em tempo real) e assíncrona (em momentos diferentes), é um ecossistema comunicativo aonde imagens vêm transformando o nosso sistema de representação do mundo, o Google Earth e o Google Maps com suas composições mosaica de imagens de satélite possibilitam a construção de uma territorialidade marcada pelo espaço vivido, isto é, mais relacional e menos matematizada em detrimento a uma representação de um território marcado pela lógica, mas com fluidez e efemeridade (Cazeta,2007).
16Teia de aprendizagem se refere à possibilidade de uma pluralidade de aprendizagens que o indivíduo
pode adquirir, não sendo necessário o professor. O termo “teia” serve para designar modalidades de acesso a diferentes recursos educacionais, para tornar a aprendizagem disponível ao público de forma geral e desenvolvida de maneira que se tenha igual oportunidade. Ou seja, proporcionar educação promovida na convivência, na relação, no acesso e na compreensão do mundo real. As “teias educacionais” (educação não-formal), têm a intenção de valorizar “a procura por pessoas com conhecimentos práticos que estejam dispostas a amparar o novato em sua aventura educacional”, enquanto as escolas formais tendem ao sufocamento dos aprendizes. Assim, na medida que desaparecer a figura formal, institucional do mestre-escola, do professor, aparecerão cada vez mais a vocação de educadores independentes, a prática pedagógica prevê uma educação voltada para a liberdade, para a autoaprendizagem, para a autonomia do sujeito (Illich, 1985:158).
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7 As Imagens de Satélite na perspectiva Ciência Tecnologia Sociedade e