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Obligation de conclure un accord ou de mettre en place un plan d’action pour l’emploi et le

Dans le document Emploi des salariés âgés  (Page 59-64)

1.2. La politique publique française en matière d’emploi des seniors : entre contraintes et incitations

1.2.1 Les contraintes légales pour le recrutement des seniors ou le maintien dans l’emploi

1.2.1.1 Obligation de conclure un accord ou de mettre en place un plan d’action pour l’emploi et le

Para Goethe, a natureza se revela como uma espécie de espelho, pelo sentido de visão. Se a luz e a cor se manifestam na natureza por meio dos olhos, o segredo dela estaria inscrito, portanto, no mirar que contempla sua beleza. Cabe ao olhar o desvendamento dos fenômenos naturais, em especial, das suas cores.

Na ótica de Goethe, os seres vivos são organismos que parecem ser criados pelos olhos e pela imaginação e que existem somente quando revelados aos sentidos. “A natureza nada mais é do que o conjunto de leis estabelecidas pelo homem” (GIANNOTTI, 1993, p. 15). As leis naturais são elaboradas como se fossem feitas pela faculdade de julgar, conforme a terceira crítica kantiana, que diz que a natureza deve ser vista de maneira análoga à arte. O juízo reflexionante serve para julgar tanto a natureza quanto a arte, uma forma de proceder que estetiza a natureza e naturaliza a arte.

Para Goethe, o princípio vital da natureza é o mesmo da alma humana, oriundos da unidade originária do princípio criador. Ambos, no entanto, se diversificam em suas formas e conteúdos, cabendo ao ser humano a capacidade de conhecê-los a partir da experiência onde o mundo se reflete no sujeito.

É preciso ressaltar, contudo, que Goethe tem uma postura independente em relação à filosofia da época e, ao cobrar dele um rigor filosófico, corremos o risco de por a perder a especificidade de suas questões. Se o olhar luminoso, ou a claridade do olho, parece sempre evocar problemas filosóficos, é porque de certa forma esse olhar envolve uma questão crucial da filosofia, que é a relação entre sujeito e objeto (GIANNOTTI, 1993, p. 16).

Luz e cores, em Goethe, são frutos das sensações e percepções humanas. Suas apreensões acontecem por meio de condições fisiológicas da retina e do sistema nervoso, provocadas por processos físicos. Mas o fenômeno da cor não pode ser reduzido à física. Daí sua divergência com Newton. A recusa da ótica mecanicista consiste na mudança de paradigma que surge com conceito de organismo. Arte e natureza passam, então, a ser compreendidas a partir da finalidade que age no interior tanto de uma obra de arte quanto de um produto da natureza.

Na interpretação goethiana, o fenômeno da luz está relacionado com a experiência da cor, mas ela deve ser compreendida também em relação com o órgão específico que a capta, o olho. Se em Newton as cores estavam designadas a partir de alterações externas da luz, em Goethe elas se configuram a partir da retina. Mas somente a experiência empírica levará o olhar ao encontro da natureza.

Para Goethe, é preciso reconhecer as cores a partir da interação do olhar com o objeto.

Consideramos, em primeiro lugar, as cores na medida em que pertencem ao olho e dependem de sua capacidade de agir e reagir. Em seguida, despertam a atenção na medida em que as percebemos através de meios incolores ou com auxílio destes, por fim, são dignas de nota na medida em que podemos pensá-las como parte do objeto.

Chamamos as primeiras de fisiológicas, as segundas de físicas e as terceiras de químicas. As primeiras são constantemente fugidias, as segundas são passageiras, embora tenham uma certa permanência. As últimas têm longa duração (GOETHE, 1993, p. 46).

Como se pode perceber, não se trata de uma negação da teoria das cores de Newton, mas da percepção de que o órgão interno é tão importante para apreciação do objeto quanto à luz externa que permite sua visualização. No entanto, em Goethe é a atividade da retina que diferencia o fenômeno cromático. Quando a sua atividade for maior, têm-se cores subjetivas, ou fisiológicas, mas se a retina sofre um forte estímulo externo sua ação é menor, e as cores são objetivas, ou químicas. Para Goethe, ao contrário de Newton, as cores subjetivas, ou fisiológicas, são as mais importantes e constituem seu ponto de partida.

Cada cor produz um efeito particular no observador, mostrando sua essência aos olhos e ao espírito humano. As cores podem ser utilizadas segundo certos fins sensíveis, morais ou estéticos. À associação harmônica da cor com a natureza, Goethe denomina “simbólica”. No caso, a cor é conforme seu efeito sobre os olhos e o espírito e a relação com a natureza exprime imediatamente seu significado. As cores também podem ser chamadas de “alegóricas”. Então, elas são mais circunstanciais e arbitrárias, na medida em que o seu símbolo pode ser transmitido antes mesmo do seu significado. E, por fim, a cor pode ter uma interpretação mística, quando a representação de uma variedade cromática remete às relações primordiais, ao nisus formativus (GOETHE, 1993).

Para Goethe, contudo, a ação do olho é o fundamento da sua teoria. Se a linguagem verbal é relativa ao conceito, a linguagem das imagens, aparentemente ingênua, se liga à esfera do agir. Ele reafirma a prioridade da ação em relação ao logos. O que lhe importa mais são a ação e a vida. Desse modo, ele encara a retina como um órgão vivo e ativo, indispensável para a concepção das cores. Se para descrever a cor é preciso, também, uma linguagem conceitual, para entender as cores como ação é preciso uma linguagem poética expressa pelas imagens. “Goethe estava menos preocupado em descrever teoricamente as cores como representação do que mostrá-la como ação e paixão que possuem também efeito prático e sensível, isto é, moral e estético” (GIANNOTTI, 1993, p. 22).

No processo de decomposição do fenômeno da cor, Goethe tem o intuito de alcançar certas leis particulares. Seu processo de depuração dos fenômenos reside em três etapas, como visto anteriormente, que passam pelos fenômenos empírico, científico ou conceitual e pelo fenômeno puro, ou primordial. Esse caminho experimental de Goethe para compreender a formação e a transformação interna do fenômeno baseia-se na relação entre o

singular e o universal, alcançando o fenômeno primordial, a síntese fenomênica originária. O discurso científico de Goethe caminha do empírico da descrição fenomênica da transformação do organismo para uma elevação conceitual de algumas de suas características e, finalmente, para o encontro do fenômeno originário, modelo do qual originam todos os demais em sua essência.

Goethe também se utiliza do esquematismo e do simbolismo. Se no esquematismo ele opera por meio da análise de decomposição do fenômeno, no simbolismo o fenômeno é transformado em símbolo da ideia. A polaridade, por exemplo, na imaginação aparece unida, mas somente a poesia é capaz, para ele, de unir os polos opostos. Essa oscilação representa a ciência de Goethe, o entrecruzar entre ciência e poesia, entre esquematismo e simbolismo (GIANNOTTI, 1993).

Goethe privilegia, em muitos casos, a linguagem poética, a ação; ou seja, o experimento em detrimento da abstração conceitual. A poética aparece quando ele se refere à ação de fazer um objeto, remetendo à sua origem grega, poiésis. Mas as ações poéticas podem ser diferenciadas no tempo. Nesse sentido, a pintura pode ser diferente da poesia. Enquanto na pintura a interação das cores é atemporal e evidencia um objeto real, na poesia as cores são apresentadas de maneira mais abstrata e temporal (GIANNOTTI, 1993).

Mas ambas as artes, a pintura e a poesia, nascem da natureza. “Para Goethe, a natureza é o único anteparo que permite conter a avalanche romântica” (GIANNOTTI, 1993, p. 29), em que o objetivo é pensar o eu em si mesmo. A consciência em Goethe não é somente moral, mas também poética, e como tal é preciso manter a espontaneidade e os laços com a natureza.

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