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Section II. Les droits et obligations des parties dans l’administration de la preuve électronique

A. Les conventions sur la preuve électronique

1. Versão de Gimonde (concelho de Bragança), recitada por Ana Maria Gouveia,

63 anos. Recolhida no dia 27 de agosto de 1981.

Preso vai o conde, preso, preso vai, arreatado,

2 não vai preso por ladrão nem por homens ter matado.

4 não bondou de zombar dela que ainda lha deu ao criado.

Donzela, como discreta, ao rei lhe fez um queixado.

6 O rei lhe deu um conselho que nenhum outro lhe dava.

– Ou hás de casar com ela ou hás de morrer degolado.

8 – Antes quero morrer mil vezes que viver envergonhado.

Enterrai-me naquele poulo, donde o rei faz o mercado,

10 deixai-me a cabeça fora e o cabelo entrançado,

que digam os passageiros: – Deus te salve, malogrado!

12 Não morreste por ladrão nem por homens ter matado,

morreste do mal de amor, não há mal tão desgraçado.

Variantes: 3a uma menina; 13a morreste por.

2. Versão de Gimonde (concelho de Bragança), recitada por Antónia Costa,

71 anos. Recolhida no dia 20 de agosto de 1982.

Preso vai o conde, preso, preso, bem arreatado,

2 não vai preso por ladrão nem por homens ter matado.

Vai por desonrar uma donzela no caminho do Santiago.

4 Não bondou o zombar dela, ainda la deu ao criado.

A donzela, como discreta, ao rei fez um queixado.

6 – Ou hás de casar com ela ou hás de ser degolado.

– Mais quero morrer mil vezes que viver envergonhado.

8 Enterrai-me naquele campo, onde el-rei faz o mercado,

pondo-me de travesseiro a sela do meu cavalo,

10 que digam nos passageiros: – Deus te perdoe, malogrado!

Variantes: 3a É por desonrar uma menina; 4a bastou; 5b lhe fez.

3. Versão de Gimonde (concelho de Bragança), recitada por Catarina Gouveia,

69 anos. Recolhida no dia 20 de agosto de 1982.

Preso vai o conde, preso, preso vai, arreatado,

2 não vai preso por ladrão nem por homens ter matado.

Foi por desonrar uma menina no caminho do Santiago,

4 não bondou zombar dela, ainda la entregou ao criado.

(………)

– Ou hás de casar com ela ou hás de ser degolado.

6 – Antes quero morrer mil vezes do que ser envergonhado.

Variantes: 5b vais; 6a Mais quero.

4. Versão de Gimonde (concelho de Bragança), recitada por Emerência Cortinhas,

82 anos. Recolhida no dia 25 de agosto de 1981.

Lá se vai o conde preso, preso, arreatado,

2 não vai preso por ladrão nem por homens ter matado.

(………)

5. Versão de Gimonde (concelho de Bragança), recitada por Francisco dos Santos

Fileno, 57 anos. Recolhida no dia 20 de agosto de 1982.

(………), preso, bem arreatado,

2 não vai preso por ladrão nem por homens ter matado.

Vai por desonrar uma menina no caminho do Santiago,

4 não bondou zombar dela, ainda la deu ao criado.

A donzela, como discreta, a el-rei fez um queixado.

6 – Ou há de casar contigo ou hás de ser degolado.

– Antes quero morrer mil vezes do que viver envergonhado.

8 Enterrai-me naquele outeiro, onde o rei fazia o mercado,

pra que digam nos passageiros: – Deus te perdoe, malogrado!

6. Versão de Gimonde (concelho de Bragança), recitada por Isilda dos Anjos

Gouveia, 59 anos. Recolhida no dia 20 de agosto de 1982.

Preso vai o conde, preso, vai preso e arreatado,

Vai por desonrar uma donzela no caminho do Santiago,

4 não bastava ele zombar dela qu’ ainda la deu ao criado.

Donzela, como discreta, ao rei le fez um queixado.

6 – Ou hás de casar com ela ou hás de morrer degolado.

– Antes quero morrer mil vezes que viver envergonhado.

8 Enterrai-me naquele poço, donde o rei fez o mercado,

deixai-me a cabeça fora e o cabelo entrançado,

10 pra que os passageiros digam: – Deus te salve, malogrado!

Morreste de mal d’ amores, não há mal tão desgraçado.

7. Versão de Gimonde (concelho de Bragança), recitada por Justina do Espírito

Santo Martins, 66 anos. Recolhida no dia 27 de agosto de 1981.

Preso vai o conde, preso, preso, bem arreatado,

2 não vai preso por ladrão nem por homens ter matado.

Vai por desonrar uma menina ao caminho do Santiago.

4 – Ou hás de casar com ela ou hás de morrer degolado.

– Antes quero morrer cem vezes do que viver envergonhado.

6 Enterrai-me naquele monte e além naquele ervado,

pra que digam nos passageiros: – Deus te salve, malogrado!

8. Versão de Gimonde (concelho de Bragança), recitada por Virgínia da Assunção

Fileno, 46 anos. Recolhida no dia 25 de agosto de 1981.

Preso vai o conde, preso, preso, bem arreatado,

2 não vai preso por ladrão nem por homens ter matado.

Foi por ter desonrado uma menina no caminho do Santiago.

4 Donzela, como discreta, ao rei lhe fez um queixado.

– Ou há des casar com ela ou hás de ser degolado.

6 – Mais quero morrer mil vezes que viver envergonhado.

Enterrai-me naquele outeiro, onde o rei fazia o caçado,

8 pra que toda a gente diga: – Deus te perdoe, malogrado!

Variantes: 3a Vai por desonrar; 3b à vinda do.

9. Versão de Soeira (concelho de Vinhais), recitada por José Martinho Rodrigues,

70 anos. Recolhida no dia 14 de agosto de 1982.

Preso vai o conde, preso, preso vai, arreatado,

2 não vai preso por ladrão nem por ser mal falado.

Vai por desonrar uma donzela no caminho do Santiago.

10. Versão de Soeira (concelho de Vinhais), recitada por Manuel Alberto Diegues,

62 anos. Recolhida no dia 14 de agosto de 1982.

Preso vai o conde, preso, preso vai, arreatado,

2 não vai preso por ladrão nem homem que haja matado.

Desonrou uma donzela na vinda do Santiago.

4 Não se bondou zombar dela, ainda lha deu ao criado.

Donzela, como discreta, a el-rei se foi queixar,

6 el-rei lhe deu um conselho, melhor que nem um letrado.

– Ou há de casar contigo ou hás de ser degolado.

8 – Prefiro ser degolado que viver injuriado.

Enterrem-me naquele monte, onde se faz o mercado,

10 à cabeceira me ponham o selim do meu cavalo,

que digam os passageiros: – Deus te salve, malogrado!

12 Não morreste por ladrão nem homem que haja matado,

morreste de mal d’ amores que não há mal mais desgraçado.

11. Versão de Nuzedo de Cima (concelho de Vinhais), recitada por Florinda

Rodrigues, 63 anos. Recolhida no dia 2 de setembro de 1980.

Preso vai o conde, preso, preso vai, arreatado,

2 não vai preso por ladrão nem por homem mal falado.

Vai por desonrar uma donzela no caminho do Santiago.

4 El-rei lhe deu um conselho, bem melhor que um letrado.

– Ou há des casar com ela ou vais a ser degolado.

6 – Pois mais quero morrer mil vezes que viver injuriado.

Lá se vai o conde preso, lá prà praça do mercado,

12. Versão de Nuzedo de Cima (concelho de Vinhais), recitada por Maria Augusta

Barreira, 78 anos. Recolhida nos dias 30 de agosto de 1981 e 18 de agosto de 1982.

Preso vai o conde, preso, preso vai, arreatado,

2 não vai preso por ladrão nem por homem mal falado.

Foi por desonrar uma menina que vinha do Santiago.

4 – Ou hás de casar com ela quando não vais degolado.

– Mais quero morrer mil vezes que viver injuriado.

6 Levaram-no para a praça, pra onde se faz o mercado,

logo ali o mataram, logo ali o enterraram.

8 Deixaram-lhe a cabeça de fora e o cabelo entrançado,

pra que digam quem passar: – Deus te perdoe, desgraçado!

Variantes: 2a nem vai; 5b do que; 9a nos moços todos/ passageiros.

13. Versão do Bairro do Carvalhal (concelho de Vinhais), recitada por Maria da

Assunção Morais, 82 anos. Recolhida no dia 16 de agosto de 1982.

Preso vai o conde, preso, preso vai, arreatado,

2 não vai preso por ladrão nem por homens ter matado.

Vai por desonrar uma moça no caminho do Santiago.

14. Versão de Bairro do Eiró (concelho de Vinhais), recitada por Cândida Augusta

Ramos, 76 anos. Recolhida no dia 31 de agosto de 1981.

Preso vai o conde, preso, preso vai, arreatado,

2 não vai preso por ladrão nem por homens ter matado.

Vai por desonrar uma donzela no caminho do Santiago,

4 não se bondou a zombar dela, quanto mai’ entregá-la ao criado.

O rei lhe deu um conselho, melhor que nem um letrado.

6 – Ou hás de casar com ela ou hás de ser degolado.

– Mais quero morrer com honra que viver injuriado.

8 Nem me enterrem na igreja nem tão pouco no sagrado,

enterrem-me naquele campo, onde se faz o mercado.

10 A cabeça me deixem fora e o cabelo entrançado,

e de travesseira me ponham a sela do meu cavalo,

12 pra que digam nos passageiros: – Deus te perdoe, malogrado!

15. Versão de Bairro do Eiró (concelho de Vinhais), recitada por Domingos

António dos Santos, 57 anos. Recolhida no dia 10 de agosto de 1982.

Preso vai o conde, preso, preso vai, arreatado,

2 não vai preso por ladrão nem por homens ter matado.

Vai por desonrar uma menina no caminho do Santiago,

4 bem bastou zombar dela, ainda la entregou ao criado.

Variantes: 2b ninguém; 3a donzela.

16. Versão de Bairro do Lousedo (concelho de Vinhais), recitada por Olívia

do Nascimento Gomes, 63 anos, natural de Espinhoso (concelho de Vinhais).

Recolhida no dia 16 de agosto de 1982.

Preso vai o conde, preso, preso vai, arreatado,

2 não vai preso por ladrão nem por nada ter roubado.

Enganou uma donzela na vinda do Santiago,

4 não se bondou zombar dela, entregou-a ao criado.

Donzela, como discreta, ao rei foi fazer queixado.

6 – Ou hás de casar com ela ou vais morrer degolado.

– Mais quero morrer dum tiro do que viver injuriado.

17. Versão de Brito de Baixo (concelho de Vinhais), recitada por Alcina dos Anjos

Alves, 43 anos, residente no Bairro do Couço (concelho de Vinhais). Recolhida no

dia 10 de agosto de 1982.

Preso vai o conde, preso, preso vai, arreatado,

2 não vai preso por ladrão nem por homem ter matado.

4 não bastou zombar ele dela, entregou-a ao seu criado.

A donzela, qu’ era discreta, a el-rei s’ havia queixado.

6 El-rei lhe deu um conselho, que nem melhor letrado.

– Ou há de casar contigo ou há de ser degolado.

8 – Mais quero morrer sem mancha que viver injuriado.

(………)

à cabeceira me ponham a sela do meu cavalo,

10 (………) um letreiro dourado,

pra que digam os romeiros: – Deus te salve, malogrado!

12 Morreste por mal d’ amores, não há mal mais desgraçado.

Variante: 6a deu-lhe.