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Le contraste avec l’administration habsbourgeoise

Section I: Le mimétisme institutionnel entre la France et la Lorraine

B) Le contraste avec l’administration habsbourgeoise

As Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar (OCEPE) referem que as características individuais das crianças, o maior ou menor número, o género e as diferentes idades, são fatores que influenciam o funcionamento do grupo, sendo importante o seu conhecimento (ME/DEB, 1997, p. 35).

O grupo com quem foi realizada esta prática de ensino supervisionada era constituído por 25 crianças, como verificamos no gráfico 1 que apresentamos de seguida.

Gráfico 1- Género e idades do grupo de crianças do Pré-Escolar

Tendo em conta a análise do gráfico conseguimos verificar que eram 12 crianças do género feminino e 13 do género masculino. No geral, por nível etário, havia 9 crianças de 3 anos, em que 6 eram do género masculino e 3 do género feminino, havia 9 crianças de 4 anos, em que 4 eram do género masculino e 5 do género feminino, e, por fim, havia 7 crianças de 5 anos, em que 3 eram do género masculino e 4 do género feminino como podemos verificar no gráfico anterior. O grupo era bastante heterogéneo, tanto na idade como também nas vivências e aprendizagens que cada elemento já possuía.

0 1 2 3 4 5 6 7

Idade de 3 anos Idade de 4 anos Idade de 5 anos

Género e idades do grupo de Crianças

0 2 4 6 8 10 12 14 Mãe Pai

Escolaridade dos Pais

Sem Dados 1ºCiclo 2ºCiclo 3ºCiclo Secundário Licenciatura

11 12 1 1

Número de Irmãos

Não Tem 1 Irmão 2 Irmãos 3 Irmãos

No âmbito familiar, o grupo residia nas várias zonas da cidade de Bragança, sendo a generalidade das crianças proveniente de famílias estáveis, à exceção de três, que viviam só com a mãe, vivendo o restante grupo com os dois pais. Tendo em conta este dados decidimos verificar se as crianças tinham irmãos ou se eram filhos únicos, os dados constatamos no gráfico seguinte.

Gráfico 2- Número de Irmãos das crianças do Pré-Escolar

Tratava-se de um grupo de vinte e cinco crianças, 11 delas eram filhos únicos, 12 crianças tinham um irmão, 1 criança tinha dois irmãos e a restante tinha três irmãos. É ainda de salientar que no grupo havia dois gémeos.

No que diz respeito ao nível de formação académica dos pais deste grupo de crianças decidimos investigar que graus de escolaridade possuíam, dados apresentados no gráfico.

Como observamos no gráfico, na sua maioria, os pais possuíam o nível de ensino secundário (13 mães e 6 pais), seguido do nível do 3º Ciclo (5 mães e 5 pais), seguido 2º Ciclo tem (3 mães e 4 pais), em relação à Licenciatura (4 mães e 3 pais) existindo, por último, um pai com o 1º Ciclo.

Relativamente à situação profissional dos pais deste grupo de crianças podemos observar o gráfico seguinte.

Gráfico 4-Situação Profissional dos pais das crianças do Pré-Escolar.

Em relação à situação profissional dos pais, na sua maioria, encontravam-se empregados (18 mães e 17 pais), havendo 13 casos de desemprego (7 mães e 6 pais), existindo ainda dois agregados familiares onde se encontravam os dois desempregados. De referir que não tivemos acesso aos dados de dois pais.

Estando as crianças envolvidas num núcleo familiar que as influência e sendo a família um fator essencial para o seu bom desenvolvimento, torna-se importante conhecer a estrutura e ambiente familiar de cada uma delas, no sentido de podermos compreendê-las e apoiá-las. Como preconizam as OCEPE “(…) recolher as informações sobre o contexto familiar e o meio em que as crianças vivem são práticas necessárias para compreender melhor as características das crianças e adequar o processo educativo às suas necessidades” (ME/DEB, 1997, p. 25).

Em relação a este grupo, no início do estágio, estava um pouco dividido, pois existia um grupo de crianças que era mais agitado e conversador, e o outro grupo mostrava ser mais calmo e pouco participativo, talvez devido a serem crianças que estavam pela primeira vez no jardim-de-infância e ainda se estavam a adaptar. No decorrer do tempo em que estivemos em contexto, conseguimos que todas participassem, pois era dada muita importância ao acolhimento e aos diálogos em grande grupo e isso fez com que houvesse mais interação entre as crianças e entre as crianças e os adultos. Outro ponto essencial, para este grupo menos participativo ter evoluído, deveu-se à implementação de várias atividades lúdicas que estimulavam a curiosidade. Assim, demostraram ser mais autónomos e confiantes. Portanto, o educador deve diversificar as suas estratégias pedagógicas para alcançar mudanças positivas no desenvolvimento das crianças. Mas de um modo geral podemos afirmar que as vinte e cinco crianças eram muito interessadas em aprender e em participar em novas descobertas. Ainda podemos dizer que este grupo revelava características muito diversificadas, manifestando estádios de desenvolvimento,

18 17 7 6 0 2 0 5 10 15 20 Mãe Pai

Situação Profissional

necessidades e interesses muito diferenciados, mas demonstrando dominar algumas das regras base do funcionamento da vida no jardim-de-infância. Podemos ainda mencionar que no geral eram crianças bastante assíduas e pontuais.

O grupo de crianças em questão solicitava muitas vezes a atenção dos adultos, fazendo frequentemente queixas dos colegas. Mas apesar deste aspeto mostravam ser crianças cooperantes na realização de trabalhos tanto com os adultos como entre elas.

A maioria destas crianças, no início da prática de ensino supervisionado, verificámos que realizavam algumas tarefas de higiene sozinhas, mas já em relação às refeições, sobretudo ao almoço, aumentava o número de crianças que necessitavam da intervenção do adulto. No final da PES conseguimos verificar algumas mudanças, o grupo já fazia a sua higiene sozinha e não demostravam tanta dependência da intervenção do adulto, principalmente nas refeições, podendo afirmar que as vinte e cinco crianças no final da PES comiam sozinhas, simplesmente tínhamos de lhes dar o tempo que cada uma necessitava.

Em termos de preferência por atividades, a maioria preferia a brincadeira livre nas áreas ou atividades mais lúdicas, tomando mais atenção às tarefas que estavam a ser trabalhadas, embora os mais velhos manifestassem maior interesse por atividades de aprendizagem relacionadas com o mundo da escrita ou com outros temas didáticos. Através dos interesses deste grupo de crianças planificamos experiências de aprendizagem que se tornassem significativas e que as crianças demostrassem a sua autonomia ao longo do processo ensino aprendizagem, tendo sempre em conta a organização do espaço, para estes alcançarem sucesso relativamente à sua aprendizagem.

No grupo encontrámos subgrupos unidos por laços de interesses e amizade. O grupo de rapazes tinha como atividade preferida a brincadeira livre na garagem/construções e o grupo das raparigas mais velhas distinguia-se por optar pela área da casa - “o quarto e da cozinha”. Era bastante aliciante ver as crianças mais velhas orientarem as crianças mais novas nas diferentes áreas e ajudarem-nas nas brincadeiras que os mais novos queriam fazer.

Foi notório que a maioria (vinte) das crianças gostavam mais das atividades relacionadas com as expressões: a expressão plástica, a dramática, a musical e a físico motora. Participavam com muito prazer em jogos de grupo, demonstrando ser bastantes ativas e interessadas por atividades de caráter motor e de jogo simbólico, revelando facilmente o prazer que sentiam pela vida do jardim-de-infância.

Portas Mesas

Placares

Área da Expressão Plástica Área da Garagem

Banca de lavar as mãos Área da Biblioteca

Área da Cozinha Área das Construções

Armários Janelas

Área do Quarto