Première partie : L’avènement d’une réalité ouvrière [1800-1914]
Section 1 : Des professions fruits de la modernité
A- Les sites de populations ouvrières
2. L’âge d’or de la « Manu »
A importância de se capacitar os profissionais dentro das instituições em geral e com especialidade nas instituições de saúde somente incidirá em benefícios para a instituição com relação à minimização das situações conflitantes, logo profissionais qualificados, melhores chances terão de conduzir os relacionamentos internos e externos durante a jornada de trabalho.
“Esse leque de especialidades e equipe multiprofissional que interagem entre si (mesmo sabendo que ainda necessita de alguns profissionais como psicóloga, nutricionista e outros)”(Q10- Ilha Bela).
As falas traduzem o reconhecimento da existência de multiprofissionais no espaço hospitalar, entendendo que existe a necessidade da complementaridade deste, para que se efetivem as ações, correspondendo à produção do cuidado em saúde, trabalho parceirizado, construído através de uma teia de relações. Este construto vivo representa a existência das instituições hospitalares.
“Trabalhar com profissionais altamente qualificados” (Q11-Gaivota; Q17- Bora-Bora).
A fala revela o trabalhar com profissionais qualificados, tendo em vistas que a instituição pesquisada trata-se de uma unidade de ensino de nível superior, de onde demandam vários profissionais graduados e qualificados. No entanto, relatos de Costa (2004) contradizem esta vertente, afirmando que a produtividade e a eficiência de uma equipe não dependem somente da competência dos seus membros, mas estão estritamente ligadas à solidariedade de suas relações interpessoais.
Em se tratando da subcategoria relacionamento Interpessoal, o espaço representa um dos maiores contextos de relacionamentos eminentemente humanos, verbais e simbólicos, demarcado continuamente pela presença de seres humanos, propiciando a afirmação das relações interpessoais. Através desta subcategoria, os
participantes expressam também sentimentos relacionados à equipe de trabalhoaos fatores motivacionais.
A expressão obtida pelos profissionais sugere a implantação de ações socioculturais, de forma a agregar valores e manter a equipe mais coesa. Outro ponto de relevância na fala das participantes emite a busca ativa dos funcionários. A subjetiva é tão única de cada ser, que a frase pode ter várias interpretações dentro da realidade vivenciada.
“Palestras no próprio local de trabalho, implantação de ginástica laboral, sala de socialização com livros e filmes pertinentes ao trabalho e busca ativa dos funcionários” (Q8-Canárias; Q10Ilha Bela; Q11-Gaivota; Q18- Santurini; Q20- Melvile).
O relato de Q7-Chipre, traduz passividade e conformismo, afirmando o medo dos profissionais de sair da zona de conforto. Mediante os relatos e em se tratando da equipe, tirar estes profissionais do engessamento e torná-los participativos do e no processo, talvez não se remetesse a umabusca ativa?
“O que vejo, é os profissionais tomando atitudes passivas e conformadas no seu trabalho, quando surge a oportunidade da mudança, alguns não deseja participar, por medo de sair do ‘conforto” (Q7- Chipre).
Considerando a complexidade dos hospitais de ensino e consumo de seus serviços, educação e saúde, a autora respalda a necessidade de adoção das ações de melhoria das relações e dos processos para a obtenção de bons resultados e utiliza como estratégias para tentar resolver as situações de conflito e ou estabelecer diálogo e tomada de decisões muitas reuniões, conversas, dinâmicas procurando estar sempre disponível e trazendo o grupo a refletir sobre as questões, mas sem deixar de colocar-se no lugar do outro. Enfatiza a importância de não colocar o poder à frente de tudo, reforça a idéia de um trabalho em parceria, para a obtenção de bons resultados (NOBREGA, 2006).
O interesse é algo individual e precisa ser estimulado, através de ações motivadoras.
“Falta de profissionais com interesse no trabalho, falta de um protocolo que padronize as ações” (Q5- Maiorca).
Independente de o setor ser público ou privado, uma gestão compartilhada e conduzida pela padronização dos serviços representa fator de sucesso para qualquer organização. A qualidade caminha paralela à padronização dos processos, quanto ao serviço de enfermagem no âmbito das instituições públicas, para que se concretize a efetividade das ações, ferramentas como a comunicação, a ética, a padronização e programas de investimento na capacitação dos profissionais resultaria em melhoria e em ações motivadoras.
4.3.4.1 Trabalho em equipe
Outra unidade de significado a que remete a subcategoria do relacionamento interpessoal, analisando as falas com relação à percepção do trabalho em equipe revelou em sua maioria sentimentos negativos. Entre a resposta variada através da fala não percebe o trabalho em equipe até o reconhecimento de outro participante: apesar das dificuldades, acha o trabalho em equipe bom; prevalecem os sentimentos de que o trabalho é bom, mas precisa melhorar muito.
O trabalho no campo da enfermagem conduz o grupo a uma continua aprendizagem no sentido de resgatar a convivência respeitosa, importa o conhecimento e a clareza do trabalho coletivo, este fato representa desafios para os lideres da equipe.
“Não percebo muito o trabalho em equipe” (Q3-Valadares).
“Bom, mas precisa melhorar muito” (Q6-Sumatra; Q11-Gaivota; Q17- Bora- Bora; Q18- Santurini; Q19-Creta; Q-22 Angra; Q23- Gregas).
“Muito bom, frente a uma gama de dificuldades que se enfrenta” (Q9-Parati). “Falta boa vontade de uns... é uma insatisfação... uma revolta”(Q15- Java). A equipe está totalmente vinculada ao processo de trabalho e destinada às transformações pelas quais passa o trabalho. Neste sentido, sem querer apontar todos os motivos que justificam a existência desta forma de exercer o trabalho, diria que a ideia de equipe advém da necessidade histórica de o homem somar esforços para alcançar objetivos que isoladamente não seriam alcançados, ou seriam de forma mais trabalhosa ou inadequada. Hoje, mais do que em qualquer época, o trabalho em equipe tem sido incentivado, principalmente no campo da enfermagem, no qual as ações são fragmentadas (PIANCASTELLI, 2011).
Diante do contexto é que se dá a relevância do investimento na qualificação, não somente nos membros da equipe, mas e, sobretudo, no profissional enfermeiro que gerencia a equipe de enfermagem. Apesar dos sentimentos negativos apresentados pelos participantes, alguns expressam a consciência de uma interação entre o grupo em prol da satisfação das necessidades da população, de acordo com os relatos abaixo:
“Todos procuram interação no sentido de satisfazer as necessidades do cliente” (Q5-Maiorca; Q7-Chipre).
Estes sentimentos são intensamente geradores de conflitos diários implicando em desafios para se gerenciar a equipe e o processo de trabalho.
De acordo com Gomes (2012, p. 2.916),
O enfermeiro enquanto gerente e líder de sua equipe são um influenciador nas situações de conflito, exercendo sua autonomia, estabelecendo estratégias e abordagens gerenciais para a negociação dos mesmos, a fim de tornar o ambiente de trabalho em um local harmonioso, de crescimento e com vínculos profissionais saudáveis proporcionando um cuidado de qualidade.