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Jean MENJON

Dans le document Prise en chargede la psychopathie (Page 82-85)

O ensino básico constitui-se como a etapa da escolaridade em que se concretiza…o princípio democrático… (M.E., 2006:11)

Como preconiza o anexo 2 do capítulo 2 do Perfil especifico de desempenho profissional do educador de infância e do professor de 1º ciclo do ensino básico (Decreto-Lei n.º 241/2001) “O professor do 1º ciclo do ensino básico desenvolve o respetivo currículo, no contexto de uma escola inclusiva, mobilizando e integrando os conhecimentos científicos das áreas que o fundamentam e as competências necessárias à promoção da aprendizagem dos alunos.” Também a Organização Curricular e Programas do 1º ciclo e as Metas de Aprendizagem norteiam a atuação dos professores. Na minha prática estes foram referenciais importantes em que me apoiei.

O professor de 1º ciclo deve cooperar na construção e avaliação do projeto curricular da escola, em colaboração com os outros professores. Desenvolve as aprendizagens relativas às áreas de conteúdos curriculares e organiza, desenvolve e avalia todo o processo de ensino com base na análise de cada situação, tendo sempre em conta os conhecimentos, capacidades e experiências de cada aluno.

No que se refere à articulação, o professor de 1º ciclo, terá de fazer a integração de todas as vertentes do currículo, articulando com o pré-escolar e com o 2º ciclo.

Fomentar a organização, a pesquisa, o tratamento e produção de informação deve ser uma constante, promovendo desta forma a autonomia dos alunos. A avaliação é

feita tendo em conta as aprendizagens dos alunos em articulação com o processo de ensino. O respeito pelos outros e por outras culturas é um ponto importantíssimo no trabalho do professor que, por sua vez, torna os relacionamentos mais positivos entre colegas e entre adulto-criança, favorecendo um bem-estar afetivo que propicia as aprendizagens.

Neste caso específico, aquando das minhas primeiras observações na sala onde desenvolvi a minha PES em 1º ciclo, conclui que não havia um modelo pedagógico associado à ação educativa, por parte do professor cooperante, contudo havia pequenos apontamentos a alguns modelos. Posso afirmar que a ação educativa se baseava num modelo socioconstrutivista de ensino-aprendizagem, em que os alunos se envolvem colaborativamente em atividades produtivas e com significado. Wells (1999) refere-se a Vygotsky afirmando que a educação deve proporcionar aos alunos: a apropriação dos instrumentos culturais e competências, conhecimentos e valores, para que sejam capazes de participar nas práticas da sociedade e que desenvolvam disposições para agir de forma criativa, responsável, e refletida desenvolvendo o seu potencial e construindo a sua identidade.

Também é importante referenciar que segundo Rogoff, Matusov & White, (s/d), existem três modelos de aprendizagem, um modelo centrado no professor, outro centrado na criança, e o terceiro como comunidade de aprendizagem. Estes autores também afirmam que: “Nós argumentamos que os três modelos de instrução estimulam a aprendizagem da matéria mas que, nos diversos papeis que eles exercem no processo de instrução, os estudantes também aprendem aspetos variados dos usos da informação.” (p.234) No estágio que desenvolvi, tentei centrar a minha ação educativa no modelo de comunidade de aprendizagem. Por vezes afastei-me desta minha escolha pedagógica, por não conseguir planificar a melhor atividade que fosse de encontro a esta opção ou porque a própria conjuntura organizacional de tempo e grupo não o permitia.

Recordo algumas atividades que foram realizadas, que demonstrarão melhor este afastamento e aproximação da opção escolhida: o “jogo das silabas” (Anexo 1) apesar de estar apoiado num modelo centrado no professor, os alunos tinham uma participação ativa no desenrolar da atividade que permitia novas aprendizagens. Outra atividade que realizei foi no domínio da matemática. O conteúdo a lecionar poderia suscitar algumas confusões e dúvidas, por essa razão decidi preparar uma atividade lúdica e em grupo para chamar a atenção dos alunos.

Como é referido no Programa de Matemática do Ensino Básico (s/d:2) “A Matemática não é uma ciência sobre o mundo, natural ou social, no sentido em que o são algumas das ciências, mas sim uma ciência que lida com objetos e relações abstratas”. Penso que é exatamente por esta razão que muitos dos alunos têm essa dificuldade de compreensão dentro desta área de conteúdo, contudo cabe ao professor mudar isso e o novo programa refeito recentemente veio ajudar nessa tarefa.

O novo programa da matemática está estruturado por quatro grandes temas: números e operações, álgebra, geometria e organização e tratamento de dados.

O trabalho que foi proposto durante essa semana focou-se num dos temas acima referidos: a geometria. Esta começa logo desde o 1º ciclo e alonga-se até aos restantes e tem como ideia principal o desenvolvimento do sentido espacial dos alunos. O trabalho com figuras tridimensionais são um ponto forte a abordar dentro deste tema, como tal planifiquei um trabalho em grupo, em que a cada grupo era dado um número de sólidos geométricos, todos os elementos do grupo deveriam decidir como agrupá-los tendo em conta as suas características.

Os métodos que utilizei foram variados, tentei dar um leque alargado de abordagens aos alunos não limitando as suas aprendizagens. O método expositivo foi utilizado poucas vezes, dependendo dos conteúdos que estavam a ser lecionados. Segundo Ferrão e Rodrigues (s/d:128) este método trás vantagens e desvantagens. Como vantagens penso que permite transmitir uma grande quantidade de informação teórica num curto espaço de tempo e os conteúdos são lecionados segundo uma certa organização. Como desvantagens temos que aparentemente a aprendizagem é realizada, contudo pode não ser assim, a comunicação entre professores e alunos é reduzida, não é contemplado o ritmo de aprendizagem dos alunos e dificulta o processo de avaliação, pois não existe um feedback por parte dos alunos. Por estas razões este método apenas foi utilizado uma, duas ou três vezes. A atividade onde utilizei este método foi para lecionar a tabuada do 2 (Anexo 2), ou seja, a comunicação era feita apenas por mim, no entanto procurei receber um feedback junto dos alunos e tentei ao máximo respeitar o ritmo de trabalho do grupo.

Outro método que utilizei foi o método demonstrativo, este privilegia a aprendizagem do saber-fazer e é composto por diversas fases: explicitar, demonstrar, executar e controlar (Ferrão e Rodrigues, s/d: 132). Tal como no método anterior, este também tem vantagens e desvantagens, a principal vantagem deste método é que permite que os alunos fiquem munidos da aprendizagem saber-fazer com grande

eficácia, a desvantagem que podemos aqui associar é que os alunos devem ter um conhecimento prévio acerca dos conhecimentos para uma aplicação mais prática. Apliquei este método de trabalho, nomeadamente em atividades de expressão plástica, tal como o desenho de uma árvore de natal com a técnica do giz no leite tal como está explicitado no Anexo 3 deste relatório.

Outro método que utilizei durante a minha intervenção foi o método interrogativo, este consiste em que os alunos são levados a descobrir o assunto que se quer tratar através de questões feitas por parte do professor (Ferrão e Rodrigues, s/d:134). Este método trás as seguintes vantagens: a motivação dos alunos pela descoberta, a sua participação na aprendizagem, respeita o ritmo de trabalho dos alunos, facilita a compreensão e a apreensão dos mesmos. Por sua vez, e como desvantagens, tem o facto da gestão do tempo, uma vez que é imprevisível planificar o tempo de questões e respostas que são dadas.

Por último apliquei o método ativo, este integra os seguintes níveis do saber: saber-saber, saber-fazer e saber-ser/estar, neste caso os alunos são participantes ativos e onde o professor abdica de dirigir a ação e passa a ser um moderador pedagógico (Ferrão e Rodrigues, s/d:136). As vantagens associadas a este método prendem-se com o facto de haver uma maior facilidade de receção dos conhecimentos e por haver uma exploração da atividade feita inteiramente pelos alunos. Por outro lado este método implica uma preparação cuidada por parte do professor.

O facto de não haver nenhum modelo pedagógico associado à minha PES em 1º ciclo, pode ter prejudicado a minha ação, no sentido de não haver um princípio orientador que pudesse seguir, por outro lado consegui experimentar diversos modos de atuação que me ajudaram a enriquecer o meu trabalho e que me fortaleceram ao nível da prática pedagógica, pois tive que fazer opções pedagógicas que considerei ser as mais apropriadas.

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