4.2 Opérationnalisation des intérêts économiques chinois et des limites politiques
4.2.2 Opérationnalisation des limites politiques potentielles : Les pressions
4.2.2.2 Les discours pendant la Conférence diplomatique de Rome instituant la
Nos últimos tempos muitos estudos têm tentado identificar variações sistemáticas, tanto em dados de precipitação quanto de temperatura, que indiquem mudanças climáticas. Entre os testes estatísticos mais utilizados, encontra-se o de Mann-Kendall, que detecta a presença de tendência e se estas são positivas ou negativas, ou seja, aumento ou diminuição da precipitação e ou temperatura, além de identificar se elas são estatisticamente significativas ou não.
Gerstengarbe e Werner (1999) utilizaram o teste de Mann-Kendall para identificar o início e o fim da estação seca no nordeste do Brasil, com a finalidade de verificar mudanças recorrentes nessas datas que indicassem tendências de mudanças climáticas. Por meio de tal estudo, esses autores observaram uma diminuição de duas semanas no período seco numa série de 61 anos, 1921 a 1980.
Realizando estudos de tendência em outra escala, Back (2001) tentou identificar tendências anuais e mensais de aumento ou diminuição no regime de precipitação e temperatura no estado de Santa Catarina no período de 1924 a 1998. Pelo teste de Mann-Kendall foi verificado que a temperatura média anual e do mês de janeiro apresentaram tendências crescentes; quanto à precipitação, foi observada tendência de aumento do total anual e no último trimestre do ano. Esse autor acredita que a tendência de aumento da precipitação total anual é explicada pelos valores pluviométricos extremos registrados na década de 90, período esse em que ocorreram vários episódios de El-Niño. Isso reforça a idéia de que as mudanças na precipitação seja apenas uma oscilação de causa natural e não associada a uma mudança definitiva nos padrões pluviométricos, indicando a ocorrência de mudanças climáticas.
Estudos desenvolvidos na bacia do Rio Piracicaba por Pellegrino et al. (2001) e Groppo et al. (2005), mostram uma preocupação com a intensa atividade agrícola e o crescimento urbano, principalmente pela falta de tratamento do esgoto doméstico e industrial, e seus efeitos sobre a conservação dos recursos hídricos. Na tentativa de compreender o comportamento hidrológico e as interações com as atividades antrópicas, esses autores estudaram as variações na vazão e na precipitação na bacia do Rio Piracicaba utilizando o teste de Mann-Kendall.
Os resultados dos estudos identificaram tendência positiva da precipitação na bacia do Rio Piracicaba, porém é difícil relacionar essa tendência com causas de origem antrópica, já que a precipitação depende de fatores que não podem ser atribuídos somente a mudanças locais. Quanto à vazão dos rios que compõem a bacia do Rio Piracicaba, foi observado uma tendência negativa, principalmente nos rios Jaguari e Atibaia que estão sob influência do Sistema Cantareira da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP), que utiliza água desses rios para o abastecimento da região metropolitana de São Paulo (GROPPO et al., 2005).
Desconsiderando a presença do Sistema Cantareira, Pellegrino et al., (2001) não identificaram tendências negativas na vazão de nenhum dos rios da bacia, o que indica que a retirada de água dos rios da bacia do Rio Piracicaba para o abastecimento da grande São Paulo é a principal causa da tendência negativa identificada nos dados de vazão.
Marengo e Uvo (1996) relatam a importância de estudos de variabilidade de vazão nos rios, pois estão diretamente ligados ao gerenciamento das águas e ao uso dos recursos hídricos tanto em ambiente urbano quanto em atividades rurais e na geração de energia elétrica. Esses
mesmos autores afirmam que tendências negativas identificadas na bacia do Rio Paraíba do Sul e Rio São Francisco estariam ligadas principalmente ao gerenciamento de águas, do que a mudanças climáticas regionais decorrentes da ação antrópica.
Estudos dessa natureza, que tentam identificar tendências e mudanças climáticas em variáveis meteorológicas como temperatura, precipitação e vazão em rios na região Amazônica, tem como principal dificuldade a falta de dados de alta qualidade espacial e temporal.
A preocupação das mudanças climáticas existe também no âmbito da agricultura, onde pequenas variações de temperatura podem interferir no rendimento agrícola. Nesse sentido, Silveira e Gan (2006) estudaram a série de temperatura mínima diária de 1950 a 2005 da região Sul do Brasil com a finalidade de identificar mudanças significativas. Os resultados mostram que o teste de Mann-Kendall foi significante estatisticamente apenas para o estado do Rio Grande do Sul, indicando uma tendência de aumento da temperatura mínima média e da temperatura mínima máxima nos últimos 55 anos.
Muitos estudos têm como objetivo identificar tendências ou mudanças climáticas, sejam da precipitação, temperatura ou vazão nas mais diferentes áreas de aplicação como: ambiental, onde se busca verificar o impacto das mudanças climáticas na dinâmica da fauna e da flora e suas inter-relações como um todo; agrícola, onde o objetivo principal é verificar seus efeitos sobre o rendimento e práticas culturais necessárias para as culturas agrícolas; hidrológico, onde os estudos se direcionam à dinâmica dos ciclos hidrológicos e da disponibilidade de água para as diferentes necessidades da vida terrestre; ou ainda meteorológica, onde os estudos de tendência têm como objetivo a descrição da ocorrência de eventos meteorológicos e a caracterização do clima. Para todos esses focos de estudos, a possibilidade de conclusões apoiadas em resultados concretos, exige dados com qualidades confiáveis e que sejam provenientes de longas séries de dados meteorológicos.
Esse é o principal desafio de muitas regiões brasileiras onde, apesar das limitações de informações meteorológicas, ainda se tenta discutir as mudanças climáticas no contexto das ações antrópicas sobre o meio ambiente ou das possibilidades de mudanças climáticas devido a causas naturais nas diferentes áreas de aplicação.