II – Les grandes fonctions du microbiote et son influence sur le système immunitaire
II. 4.1.3.4 Un « dialogue » entre la flore commensale et immunité
A determinação dos teores de Cu, Cr, Pb, Zn, Al, Fe e Sc foi realizada por espectrometria de emissão óptica com plasma indutivamente acoplado (ICP-OES), utilizando ítrio como padrão interno.
O equipamento utilizado foi um ICP-OES Optima 2100DV da Perkin Elmer. A determinação multi-elementar dá-se com o uso de um sistema óptico com visão radial e axial do plasma. O instrumento mede espectros de emissão característicos por espectrometria óptica. As amostras são nebulizadas e o aerossol resultante é transportado para o plasma indutivamente acoplado a rádio-freqüência, que produz espectros de emissão específicos para cada elemento. Correções da radiação de fundo são necessárias para a correta determinação dos elementos.
A detectabilidade, sensibilidade e faixa de concentração linear e ótima dos elementos variam com o comprimento de onda, espectrômetro, matriz e condições operacionais. A Tabela 2 apresenta os comprimentos de onda analíticos utilizados e os limites de quantificação do método.
Tabela 2. Comprimentos de onda utilizados e limites de quantificação do método.
Elemento Comprimentos de
onda (nm) / Visão Limite de quantificação (mg.kg-1) * Alumínio 308,215 / radial 5,00 Cromo 267,716 / axial 1,50 Cobre 324,754 / axial 1,50 Ferro 273,940 / radial 15,00 Chumbo 220,353 / axial 0,50 Zinco 213,856 / axial 2,50
Os limites de quantificação para as amostras estão baseados no limite de detecção do método. Os limites de quantificação devem ser, no mínimo, de três a cinco vezes superiores aos limites de detecção do método, o qual é determinado de acordo com Código de Regulamentação Federal dos EUA (ELECTRONIC CODE OF FEDERAL REGULATIONS, 2007). O limite de detecção é determinado a partir da análise de sete replicatas da matriz de interesse, com concentração de 3 a 5 vezes o limite de detecção estimado. As replicatas passam por todo o processo analítico e o desvio-padrão das sete medidas é multiplicado pelo valor de t-student para um nível de confiança de 99%.
A abertura das amostras foi realizada mediante lixiviação por ataque ácido, segundo método SW 846 US EPA 3050b (U. S. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY, 1996). Este método consiste em uma digestão ácida capaz de dissolver a maior parte dos elementos de origem antropogênica. Os elementos ligados a estruturas silicáticas não são dissolvidos por este procedimento.
Inicialmente, 2 g de sedimento seco e homogeneizado foram digeridos com 10 ml de HNO3 (1:1) sob aquecimento a 95oC por 15 minutos. Em seguida,
novamente sob aquecimento, por 30 minutos. Foram adicionados 5 ml de HNO3 concentrado até a completa oxidação da amostra, verificada pela
ausência de vapores marrons. A solução foi evaporada até 5 ml e resfriada, adicionando-se 2 ml de água e 3 ml de H2O2 30%, sob aquecimento. O
procedimento continuou com a adição de 1 ml de H2O2 30%, até a completa
eliminação da matéria orgânica. A solução foi filtrada em papel de filtro faixa lenta e, a seguir, foi diluída para 100 ml em balão volumétrico, procedendo-se então a análise por ICP-OES, conforme metodologia SW 846 US EPA 6010b (U. S. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY, 1996).
A verificação do desempenho do ICP-OES, realizada antes do início das análises diárias, dá-se por meio da observação do desempenho de um padrão de manganês 1 mg/l na posição axial e de 10 mg/l na posição radial. A intensidade do padrão deve ser superior a 600.000 cps.
A curva de calibração, feita diariamente, consiste de três pontos, sendo que o coeficiente de correlação obtido deve ser superior a 0,995.
4.8.1 Controle de qualidade
Após a calibração, a intervalos de dez amostras e no fim da corrida analítica, corre-se um padrão de segunda fonte. O valor resultante é considerado aceitável se estiver dentro de uma margem de erro de 10% do valor verdadeiro.
Para confirmar que não há “efeito memória” na corrida analítica, um branco (solução de ácido nítrico 5%) é analisado após a calibração, a intervalos de dez amostras e no fim da corrida analítica.
Adicionalmente, a cada intervalo de 20 amostras e no final da corrida, corre-se um padrão com altas concentrações de Al, Fe, Ca, Mg, e baixas
concentrações de analitos-alvo, como Cr, Cu, Pb e Zn, com o intuito de verificar se a correção interelementar aplicada está adequada.
Os teores dos elementos analisados são calculados a partir da Equação 10: m V F V C= p× d× t (10) onde: C : concentração, em mg/kg;
Vp: valor encontrado no plasma, em mg/l;
Fd : fator de diluição;
Vf : volume final, em ml;
m : massa, em g.
Interferências causadas por contribuição da matriz e luz dispersa podem ser compensadas pela correção da radiação de fundo da linha adjacente do analito.
Interferências físicas são efeitos associados com os processos de transporte e nebulização da amostra. Mudanças na viscosidade e tensão superficial da amostra podem afetar significativamente a exatidão dos resultados, especialmente em amostras contendo teores elevados de sólidos dissolvidos ou altas concentrações de ácido. Interferências físicas podem ser minimizadas diluindo-se a amostra ou analisando a amostra com padrão interno.
Interferências químicas, tais como formação de compostos moleculares, efeitos de ionização e efeitos de vaporização do soluto, não são significativas na técnica de ICP.
As análises foram realizadas pelo laboratório Corplab Brasil, situado na cidade de São Paulo, o qual possui um programa interlaboratorial com a empresa R.T. Corp, em Wyoming, nos Estados Unidos. As Tabelas 3 e 4
apresentam os resultados obtidos para os metais de interesse para este trabalho nos estudos LPTP06-S3, em 2006 e LPTP07-S2, em 2007.
Tabela 3. Valores obtidos, em mg/kg, para os metais de interesse para o presente trabalho nos estudos LPTP06-S3.
Metais Obtido Valor Certificado Valor Confiança (95%) Intervalo de Intervalo de aceitação
Al 6434 9350 7910 – 10800 0 – 24700 Cr 102 107 104 – 109 75,1 – 139 Cu 116 117 114 – 119 85,8 – 148 Fe 5454 5840 5570 – 6110 2950 – 8730 Pb 213 204 200 – 208 150 – 258 Zn 1209 1190 1150 – 1220 803 – 1570
Tabela 4. Valores obtidos, em mg/kg, para os metais de interesse para o presente trabalho nos estudos LPTP07-S2.
Metais Obtido Valor Certificado Valor Confiança (95%) Intervalo de Intervalo de aceitação
Al 5635 12200 10700 – 13600 0 – 36300 Cr 166 168 137 – 198 121 – 214 Cu 128 137 134 – 140 99 – 175 Fe 6008 11200 10700 – 11800 4950 – 17500 Pb 267 319 313 – 325 231 – 407 Zn 382 430 421 – 440 303 – 557