Ordinateur ADwin
III.2 Calibration des paramètres expérimentaux
III.2.2 Calibration du détecteur
Ao formular a questão 1, a nossa finalidade era verificar qual o sentimento
dos licenciandos em termos de sua atuação como professor do Ensino Básico. As
respostas revelam que além da insegurança natural que existe quando se inicia
uma profissão, há também grande preocupação e insatisfação entre os alunos
quanto à falta da abordagem dos conteúdos do Ensino Básico nos cursos que
estudam e de outras competências, como por exemplo, a de relacionar-se com
seus futuros alunos:
“Sinto-me despreparada por não dominar o conteúdo e não saber lidar com várias pessoas de diversas personalidades. Meu maior medo é insegurança, mas acredito que com a prática do exercício de lecionar eu adquira mais experiências e possa perder esse medo.” (Aluno 02/I01, Anexo XI, p. xlvii)
“Não, porque não me sinto segura para ensinar algum aluno...” (Aluno 03/I01, Anexo XI, p. xlviii)
“Não, acho que este curso de Licenciatura, não é voltado para tal finalidade. Não faz sentido para mim estudar Álgebra I e II e Análise I, poderia substituir por matérias mais pedagógicas e voltadas para o ensino básico. Não estou contente com o curso, isto resume o que eu sinto daqui.” (Aluno 10/I02, Anexo XI, p. lxxxii)
“Não, não acredito estar preparada para dar aula... acredito que hoje nas licenciaturas não é abordado tanto a preparação dos professores para “enfrentar” o Ensino Médio e o Ensino Fundamental. Os professores não estão muito preocupados em que você vai passar em uma sala de aula, querem simplesmente passar o conteúdo, explicar, dar provas e pronto, acabou. Mas não é assim que funciona. Tudo bem que muitas coisas só se aprendem na prática, mas não tivemos uma aula de como se montar um diário de classe, como podemos estruturar uma prova. Acho isso um absurdo! Em termos de matéria, houve uma complementação ao que nós já sabíamos e fomos um pouco mais a fundo, mas deixamos um pouco de lado essa questão de “matérias para o Ensino Fundamental e Médio”. (Aluno 02/I04, Anexo XI, p. xc)
“Não. Acho que o Ensino Superior está muito aquém do que eu esperava. Os professores deixam muito a desejar, no sentido de explicar, de avaliar, em certos momentos dá vontade de parar e ficar em casa com a minha família. Os conteúdos são fracos não criam estímulos para o aluno se aplicar, não há uma renovação na forma de se apresentar os conteúdos” (Aluno 10/I04, Anexo XI, p. ci)
“Não totalmente, sinto que em alguns conteúdos básicos não tenho domínio, então não me sinto preparada para tentar ensinar. As matérias específicas de Licenciatura deram uma boa base, mas as matérias específicas de Matemática não deram quase nenhuma conexão com os conteúdos do Ensino Médio e Fundamental. Falta aprofundamento nesses conteúdos.” (Aluno 10/I01, Anexo XI, p. lvi)
“Não. O embasamento teórico é muito pouco, nas aulas ministradas não são abordados todos os conteúdos. Como nosso curso ainda tem o bacharelado atrelado a Licenciatura, considerando o núcleo comum (de disciplinas) acabam-se perdendo os verdadeiros objetivos que cada curso tem e que são bem diferentes. O aluno de licenciatura com certeza terá uma boa “matemática” quando o objetivo principal era ter uma formação “profissional” mais real.” (Aluno 07/I01, Anexo XI, p. lii)
É bastante freqüente a crítica diante das disciplinas matemáticas do curso
de Licenciatura que acabam priorizando aspectos formais referente a axiomas,
definições, teoremas e demonstrações. É fato que estes aspectos são
importantes, mas não são os únicos a serem contemplados num curso de
formação inicial de professores. A identidade do curso de Licenciatura ainda não
se mostra estar construída e parece que a tônica ainda é a de buscar formar um
pesquisador na área de matemática, dando-lhe como mais uma opção, a
possibilidade de ser professor dessa disciplina.
“Acho muito difícil responder a essa questão, mas acredito que enfrentaria grande dificuldade como docente no Ensino Fundamental e Médio. Seria muito difícil pra mim, lidar com assuntos “fáceis” de uma forma simples, pois há quatro anos só vejo teoremas e demonstrações, e fica complicado pra eu ensinar Matemática sem eles... Por isso acho que não estou bem preparado para dar aulas para alunos do Ensino Fundamental e Médio.” (Aluno 16/I01, Anexo XI, p. lxii)
“Não, já que os conteúdos vistos no curso não são relacionados à Matemática que vou ensinar, ou seja, não fui preparado para ser um professor da Educação Básica. Penso que o curso poderia ter sido bem melhor nesse sentido e vejo que no departamento de Matemática alguns professores têm um certo preconceito em relação a Licenciatura querendo que todos os alunos façam Bacharelado.” (Aluno 14/I01, Anexo XI, p. lx)
Um aspecto interessante nas respostas é o de que os estudantes, futuros
professores ou já lecionando, apostam em rever os conteúdos por conta própria.
“Não muito. No curso de Licenciatura em Matemática achei que o que foi visto sobre o Ensino Fundamental e Médio foi muito pouco, portanto se tiver que lecionar teria que estudar por conta própria.” (Aluno 17/I01, Anexo XI, p. lxiv)
“Para dar aula de Matemática devo estudar e me aprofundar nos conteúdos a ser ensinados.” (Aluno 13/I01, Anexo XI, p. lix)
“Mais ou menos. Se for pensar na minha formação não, pois ela não permitiu o contato com os conteúdos do ensino básico. Agora, se for pensar na capacidade de raciocínio e aprendizagem desenvolvido pelo curso acho que sim, pois tenho capacidade de aprender os conteúdos por minha conta. Apesar do curso não ter trabalhado os conteúdos matemáticos do ensino básico, ele me forneceu uma ótima base de conhecimentos matemáticos, que permitem o entendimento dos conteúdos do ensino com maior facilidade.” (Aluno 06/I02, Anexo XI, p. lxxvi)
“Sim e não. Pois com certeza haverá conteúdos que não dominarei, mas sei que conseguirei ultrapassá-los, pois aprendi a estudar. Acho também que deveria ter algo específico com conteúdos do Ensino Fundamental e Médio, pois ajudaria muito a sanar as dúvidas.” (Aluno 04/I04, Anexo XI, p. xciv)
“Sim, pois sei correr atrás das necessidades que me surjam no aspecto do conteúdo Matemático e não pela prática docente que ainda me falta, mas tenho plena consciência que a boa vontade, a autocrítica, a crítica construtiva e a pesquisa constante são mais que suficiente para suprir esta falta.” (Aluno 01/I04, Anexo XI, p. lxxxix)