Ports et mouillages
VILA DAS VELAS 38°40'8N - 28°12'3W
Os ensaios de penetração padrão (SPT), permitem conhecer um valor da resistência à pe- netração no solo, de um amostrador padrão que é relacionada com parâmetros tais como densidade relativa, ângulos de atrito interno e carga admissível. Permite também coletar amostras do material para serem avaliadas no laboratório. As frequências mais comuns na realização de SPT são a cada 2 m, dependendo das características do terreno. A metodo- logia utilizada consiste em limpar o fundo e as paredes da perfuração, retirando a bateria de perfuração e instalando um amostrador-padrão de dimensões padrões. Este é cravado no solo através do impacto de um martelo de ferro, de 63,5 kg de massa, liberado a 75 cm de altura. São feitos furos no terreno até determinada profundidade, a partir do qual o ensaio é iniciado (González de Vallejo et al., 2002). A Figura 2.7 mostra o acoplamento do equipamento empregado na aquisição das sondagens SPT, onde enrosca-se o barrilete ou amostrador-padrão.
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Figura 2.7: Esquema da montagem dos equipamentos num ensaio SPT. Con- sultado em Abril 2, 2017 em: https://blogdopetcivil.com/2015/11/16/ sondagem-de-solos-ensaio-a-percussao-spt/
Na análise dos segmentos inicial e final dos impactos do martelo sob o amostrador, descartam-se os 15 cm iniciais, sendo os 30 cm finais do amostrador os que se levam em consideração, devido a compactação do terreno ou desmoronamentos nas paredes do poço. A cada metro avançado, são recolhidas amostras do solo, que complementarão a análise, podendo-se, a partir delas, definir sua composição. A Figura 2.8 mostra o processo no qual se efetua o procedimento de descarte dos primeiros 15 cm do segmento, que consiste no espaço de acomodação do amostrador-padrão e os seguintes 30 cm do espaço para registrar as batidas dentro do intervalo amostrado.
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Figura 2.8: Procedimentos para obtenção das medidas do SPT. Consul- tado em Abril 2, 2017 em: https://blogdopetcivil.com/2015/11/16/ sondagem-de-solos-ensaio-a-percussao-spt/
Quando o terreno é demasiado duro, e não se consegue extrair amostras, num intervalo de 100 batidas, para avançar um segmento de 15 cm, o ensaio é paralisado. Dentre os fatores que podem gerar problemas nos ensaios SPT, segundo González de Vallejo, Ferrer, Ortuño e Oteo (2002) estão:
1. falta de preparo e qualidade da sondagem como limpeza e estabilidade das paredes da perfuração;
2. comprimento da tubulação e diâmetro da sondagem, condicionando a fricção das pa- redes da sondagem e o peso do elemento que se vai cravar;
3. dispositivo de impacto que pode ser manual ou automático e que garante a aplicação da energia do impacto.
Os dados dos ensaios SPT, são interpretados levando-se em conta parâmetros geotécnicos que descrevem as propriedades mecânicas dos solos, como a densidade relativa, tendo em conta a influência da profundidade, o ângulo de fricção interna em solos granulares e o número de impactos para penetrar o solo em questão, segundo a carrega admissível e a consistência do solo granular (Terzaghi et al., 1996). Alguns desses resultados são ilustrados na Tabela (2.2):
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SPT (N) Densidade Descrição da Cone de resistência Angulo de fricção relativa compactação estática interna 4 0,2 Muito leve Embaixo de 2 Embaixo de 30 4-10 0,2-0,4 Leve 2-4 30-35 10-0 0,4-0,6 meio denso 4-12 35-40 30-50 0,6-0,8 Denso 12-20 40-45 50 0,8-1 Muito denso sob 20 sob 45
Tabela 2.2: Densidade relativa e consistência do solo inferidos de ensaios SPT, (tomado de Terzaghi e Peck, 1996 e Sanglerat, 1972).
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Experimento na Avenida Luiz Eduardo
Magalhães
Os dados ao longo da avenida LEM foram adquiridos no ano 2005, imediatamente após ter ocorrido um escorregamento de talude associado as fortes chuvas que ocorreram em Salvador naquele ano. Este evento afetou uma parte importante da estrada e sua encosta, gerando um soerguimento do asfalto de mais de 3 m de altura.
Depois do desastre, observaram-se no material deslocado evidências de falhamentos pre- téritas na rocha descomposta tais como espelhos de falha e zonas de milonitização e cisalha- mento, pertencentes a uma falha geológica que for designada como Falha Morro de Águia e cartografada com base em análise de imagens aéreas do Google Earth, onde observou-se material grafitoso e evidências de espelhos de deslizes tal como se mostra na Figura 3.1.
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Figura 3.1: Evidências de falhamento na área de estudo. Fonte: Autor.
Para avaliar quantitativamente a extensão do dano causado, foram efetuadas 18 sonda- gens elétricas verticais dispostas nos dois lados da Avenida e com espaçamentos entre seus centros de 20 m. Uma das linhas cruzou o soerguimento e a outra estendeu-se ao longo do acostamento, no lado da pista não afetado pelo escorregamento, como mostrado na Fi- gura 3.2.
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Figura 3.2: Localização das sondagens geotécnicos e os perfis. Fonte: Autor.
Além disso, foram efetuados 19 ensaios de penetração padrão com sondagens a percussão, visando avaliar a perda de coesão do material, assim como identificar a presença do lençol freático na zona de estudo.
O equipamento empregado na aquisição das sondagens elétricas foi o resistivímetro Syscal Pro, fabricado pela Iris Instruments, o qual dispõe de uma unidade receptora e transmissora digital. Além disso, foi adaptada uma configuração que permite fazer medições simultâneas de polarização induzida no domínio do tempo (cargabilidade) e de resistividade em corrente contínua. O equipamento opera com uma bateria comum de automóvel de 12 V, conectada a um conversor DC-DC de 250 W, com voltagem de saída variável de 100 a 800 V.
Para reduzir o efeito da polarização de eletrodo, nas medidas de resistividade/IP foram empregados eletrodos não-polarizáveis de cobre, nos quais o eletrodo é mergulhado em uma solução saturada de sulfato de cobre, e o contato ocorre entre a solução e o terreno através de potes porosos.
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