4.1. Accompagner l’infertilité
4.1.3. Les « oubliées du Seigneur » ?
4.1.3.11. Du bon usage des textes bibliques et de la tradition dans
A mensuração pode ser definida como um processo de determinação do valor ou nível, tanto quantitativo quanto qualitativo, de um atributo particular para uma unidade de análise em investigação18. Na pesquisa organizacional, por exemplo, a mensuração procura atribuir valores numéricos para conceitos ou variáveis (Malhotra, 1996). Variáveis são unidades observadas diretamente no mundo empírico. Conceitos são unidades aproximadas que, pela sua própria natureza, não podem ser observadas diretamente, mas sim operacionalizadas empiricamente pela mensuração de variáveis (variáveis operacionais). Os atributos que são mensurados em termos numéricos são chamados de atributos quantitativos (variáveis quantitativas), como gastos com P&D e número de patentes depositadas e concedidas, por exemplo.
Outros conceitos organizacionais, particularmente atitudes, podem ser mais difíceis de mensurar. Conceitos complexos como autoritarismo, satisfação (do empregado ou do consumidor), moral e atitude exigem do pesquisador o uso de instrumentos (tais como
escalas e índices) para determinar o grau da presença ou ausência de tais conceitos (Malhotra, 1996).
Estes conceitos não podem ser diretamente observáveis, mas seus efeitos sim, e podem envolver mais do que uma dimensão. Eles são, dessa forma, unidades aproximadas em ralação ao mundo empírico, chamadas de "constructos" ("constructs") [Malhotra, 1996]. Estes constructos são mensurados empiricamente por 'variáveis operacionais', que são unidades observadas; os constructos são abstratos e variáveis são mensuráveis. A mensuração dos constructos requer o uso de instrumentos de medida, tais como escala e índices, para determinar o grau da presença ou ausência deles.
Cabe ressaltar, ainda, que a 'retidão' do processo de mensuração depende de vários fatores, tais como estimação apurada do relacionamento do constructo em observação com os outros constructos relacionados, desenvolvimento de um instrumento válido para mensurar o constructo, decodificação apurada dos dados reunidos através do instrumento e análise correta e avaliação dos dados.
Portanto, o ponto de partida de toda mensuração é o constructo teórico. A operacionalização do constructo (que é abstrato) é feita através de variáveis operacionais (que são mensuráveis e são uma representação parcial dos constructos).
Na pesquisa em desenvolvimento, como ponto de partida para obter dados de capacidades de desenvolvimento, a organização guarda conhecimentos de seus processos e produtos e mantém viva sua própria atividade de pesquisa que necessita para melhorar suas tecnologias (competência tecnológica). Assim, a construção de capacidades de desenvolvimento (constructo teórico) requer não só o desenvolvimento, manutenção e exploração das condições necessárias para uma contínua acumulação de conhecimentos e habilidades (variáveis operacionais), mas também a observação de fatores tecnológicos e
econômicos (constructos relacionados). Os fatores tecnológicos e econômicos incluem padrão de mudança técnica e padrão de aprendizagem.
Figura 1: A conceitualização das unidades de análise mensuráveis
Capacidades de
Desenvolvimento Mudança TécnicaPadrão de Padrão de
Aprendizagem
Capacidades Organizacionais Fontes de
Conhecimento TecnológicaEstrutura de IncentivosMecanismos
V a r I á v e I s Q u a n t I t a t I v a s Constructos Teórico e Relacionados Variáveis Operacionais Dimensões das Variáveis Operacionais
A 'vantagem econômica' das capacidades de desenvolvimento pode ser observada através da avaliação do desempenho dos recursos da firma em relação à eficiência da manufatura, eficácia dos produtos e posição das firmas no mercado, enquanto que a 'vantagem tecnológica' delas pode ser estimada por meio de variáveis operacionais, como fontes de conhecimento, estrutura tecnológica, capacidades organizacionais e mecanismos de incentivos (Figura 1).
Os quadros abaixo apresentam uma proposição, de acordo com os dados obtidos, para a mensuração das variáveis operacionais das capacidades de desenvolvimento. As variáveis quantitativas podem variar conforme os dados disponíveis, mas as dimensões das variáveis operacionais permanecem inalteradas. As variáveis quantitativas foram definidas
aqui segundo a Base de Dados ANPEI, mas os mesmos dados poderiam ser coletados diretamente junto às empresas se não fosse as restrições por elas estabelecidas quanto ao sigilo de informações. A vantagem de se utilizar a Base de Dados ANPEI está na qualidade dos dados baseados em parâmetros que permitem à ANPEI monitorar a representatividade, confiabilidade e estabilidade das informações produzidas. Outras fontes de dados podem ser utilizadas seguindo as seguintes definições das variáveis operacionais:
1) Conhecimentos - formação profissional dos funcionários, domínio de know-how técnico, direitos de propriedade intelectual, aquisição de tecnologias desenvolvidas externamente e acesso livre às outras informações tecnológicas;
2) Estrutura tecnológica - condições materiais de apoio, instalações físicas de produção, instalações laboratoriais e recursos humanos para o desenvolvimento de atividades de P&D;
3) Capacidades organizacionais - relacionamentos de coordenação intra-firma e inter- firmas/instituições através de contratos e cooperação tecnológica; e
4) Mecanismos de incentivos - mecanismos de comunicação, valorização e disseminação do conhecimento aprendido dentro da firma.
Bloco 1 - Variáveis operacionais de fontes de conhecimento
Quadro 3: Mensurabilidade do conhecimento in-houseDimensões da Variável Operacional Variáveis Quantitativas Unidade de Medida D1 - Know-how técnico em
desenvolvimento de novos produtos, melhoria dos já existentes e descoberta de novos materiais.
D2 - Know-how técnico em desenvolvimento de produtos existentes, processos de manufatura e técnicas organizacionais.
C1: Nível de especialidade profissional dos funcionários alocados nas atividades de P&D.
C2: Nível de formação profissional dos funcionários alocados nas atividades de Pesquisa Básica e Pesquisa Aplicada. C3: Despesas de Pesquisa Básica e Pesquisa Aplicada.
C4: Despesas de Pesquisa Básica e Pesquisa Aplicada desenvolvidas pela própria empresa.
C5: Nível de especialidade profissional dos funcionários alocados nas atividades de P&D&E.
C6: Nível de formação profissional dos funcionários alocados nas atividades de P&D&E.
C7: Despesas de P&D em Desenvolvimento Experimental, Serviços Tecnológicos, Aquisição de Tecnologia e Engenharia Não Rotineira. C8: Despesas de Desenvolvimento Experimental financiada pela própria empresa.
Número de funcionários que se dedicam à atividade de P&D.
Percentual de funcionários com Doutorado, Mestrado e Graduação em relação ao pessoal de P&D.
Percentual dos dispêndios em P&D gasto em tais atividades em relação ao dispêndio total em P&D.
Parcela (US$) dos dispêndios em P&D gasta em tais atividades que são desenvolvidas pela própria empresa. Número de funcionários que se dedicam à atividade de P&D&E. Percentual dos funcionários com Doutorado, Mestrado e Graduação em relação ao pessoal de P&D&E. Percentual dos dispêndios em P&D&E gasto em tais atividades em relação ao dispêndio total em P&D&E. Percentual dos dispêndios em P&D gasto em tal atividade que é desenvolvida pela própria empresa.
Quadro 4: Mensurabilidade do conhecimento externo
Dimensões da Variável Operacional Variáveis Quantitativas Unidade de Medida D1 - Aquisição de tecnologias
relacionadas com inovação tecnológica.
D2 - Aquisição de ativos fixos destinados à capacitação tecnológica.
D3 - Contratação de licença ou Joint
Venture.
D4 - Contratação de P&D
desenvolvida por outras instituições externas à empresa.
C9: Despesas com serviços de assistência técnica; royalties decorrentes de licenças para uso de marcas e patentes; programas de computador; direitos relacionados com novos produtos ou processos; amortizações de investimentos em ativos intangíveis.
C10: Despesas com máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos novos.
C11: Pagamento de direitos sobre licenças para a exploração de patentes e para o uso de marcas relacionadas a novos produtos ou processos; de contratos de fornecimento de tecnologia industrial.
C12: Despesas com contratação de P&D desenvolvida por instituições e outras empresas.
C13: Parcerias contratadas para a execução de atividades de P&D.
Percentual dos dispêndios em Aquisição de Tecnologia em relação ao dispêndio total em P&D&E.
Percentual dos dispêndios em Investimento de Capital gasto em Ativo Fixo.
Percentual dos dispêndios em Investimento de Capital gasto em Ativo Intangível.
Parcela (US$) dos dispêndios em P&D que é executado por contratados. Freqüência de parcerias em P&D que são contratadas.
Quadro 5: Mensurabilidade de outras fontes de informações
Dimensões da Variável Operacional Variáveis Quantitativas Unidade de Medida D1 - Observações de tecnologias
em congressos, feiras e exposições comerciais.
C14: Participação em congressos, feiras e exposições comerciais; contacto com clientes/consumidores, fornecedores, serviços de pós-vernda.
Freqüência de participação em eventos.
Quadro 6: Mensurabilidade do conhecimento privado na forma de registros Dimensões da Variável
Operacional Variáveis Quantitativas Unidade de Medida D1 - Direitos de propriedade
intelectual.
D2 - Informações tecnológicas.
C15: Despesas com registros de marcas, patentes e contratos de transferência de tecnologia relacionadas com novos produtos/processos.
C16: Despesas com aquisição de acervo técnico, acesso à base de dados de natureza científico-tecnológica, custeio de atividades de biblioteca, documentação, normas técnicas e outras atividades similares.
C17: Despesas com prospecção, monitoramento e avaliação tecnológica através de estudos sobre tendências tecnológicas.
Parcela (US$) dos dispêndios em Serviços Tecnológicos gasta em tais atividades.
Parcela (US$) dos dispêndios em Serviços Tecnológicos gasta em tais atividades.
Parcela (US$) dos dispêndios em Serviços Tecnológicos gasta em tais estudos.
Bloco 2 - Estrutura tecnológica
Quadro 7: Mensurabilidade da estrutura tecnológica
Dimensões da Variável Operacional Variáveis Quantitativas Unidade de Medida D1 - Capacidades Tecnológicas.
D2 - Capacitação de Recursos Humanos.
D3 - Capacidade instalada de P&D.
ET1: Despesas de Pesquisa Básica, Pesquisa Aplicada e Desenvolvimento Experimental.
ET2: Despesas com prospecção, monitoramento e avaliação tecnológica. ET3: Despesas com estudos de viabilidade técnico-econômica.
ET4: Despesas com ensaios, testes e análises técnicas.
ET5: Despesas com manutenção de equipamentos de P&D.
ET6: Despesas com outros Serviços Tecnológicos.
ET7: Despesas em Aquisição de Tecnologias.
ET8: Despesas com Engenharia Não Rotineira.
ET9: Pagamento de direitos sobre licenças para a exploração de patentes e para o uso de marcas relacionadas a novos produtos ou processos; de contratos de fornecimento de tecnologia industrial. ET10: Nível de especialidade profissional dos funcionários alocados nas atividades de P&D&E.
ET11: Nível de formação profissional dos funcionários alocados nas atividades de P&D&E.
ET12: Despesas com capacitação de recursos humanos.
ET13: Despesas com máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos novos.
ET14: Área Física construída para laboratórios de P&D&E.
Total (US$) dos dispêndios em P&D.
Parcela (US$) dos dispêndios em Serviços Tecnológicos gasta em tais estudos.
Parcela (US$) dos dispêndios em Serviços Tecnológicos gasta em tais atividades.
Parcela (US$) dos dispêndios em Serviços Tecnológicos gasta em tais atividades.
Parcela (US$) dos dispêndios em Serviços Tecnológicos gasta em manutenção.
Parcela (US$) dos dispêndios em Serviços Tecnológicos gasta em tais atividades.
Total (US$) dos dispêndios em tal atividade.
Total (US$) dos dispêndios em tal atividade.
Percentual dos dispêndios em Investimento de Capital gasto em Ativo Intangível.
Número de funcionários que se dedicam à atividade de P&D&E. Percentual dos funcionários com Doutorado, Mestrado e Graduação em relação ao pessoal de P&D&E. Parcela (US$) dos dispêndios em Serviços Tecnológicos gasta em tais atividades.
Percentual dos dispêndios em Investimento de Capital gasto em Ativo Fixo.
Área total ocupada dos laboratórios de P&D&E e estimativa (%) do tempo de utilização destas instalações em inovações.
Bloco 3 - Capacidades organizacionais
Quadro 8: Mensurabilidade das capacidades organizacionais
Dimensões da Variável Operacional Variáveis Quantitativas Unidade de Medida D1 - Coordenação de atividades
dirigidas de inovação tecnológica desenvolvida pela empresa.
D2 - Coordenação de atividades de pesquisa desenvolvidas por outras instituições externas à empresa.
CO1: Concepção, execução e avaliação de projetos realizados pela empresa.
CO2: Despesas de P&D por pessoal de P&D.
CO3: Despesas de P&D&E por pessoal de P&D&E.
CO4: Despesa em P&D por dispêndio total em P&D.
CO5: Despesa em P&D&E por dispêndio total em P&D&E.
CO6: Despesas em P&D, Serviços Tecnológicos e Engenharia Não Rotineira desenvolvidos por parceiros contratados para a execução de atividades de inovação tecnológica.
Percentual de projetos de inovação tecnológica realizado pela empresa. Total (US$) dos dispêndios em P&D por pessoal alocado em P&D.
Total (US$) dos dispêndios em P&D&E por pessoal alocados em P&D&E.
Relação (%) despesa em P&D por dispêndio total (Despesa + Investimento de Capital) em P&D. Relação (%) despesa em P&D&E por dispêndio total (Despesa + Investimento de Capital) em P&D&E.
Total (US$) dos dispêndios em P&D, Serviços Tecnológicos e Engenharia Não Rotineira por tipos de parceiros.
Bloco 4 - Mecanismos de incentivos
Quadro 9: Mensurabilidade dos mecanismos de incentivos
Dimensões da Variável Operacional Variáveis Quantitativas Unidade de Medida D1 - Configuração de equipes de
projetos de desenvolvimento tecnológico por tipo de tecnologia.
D2 - Configuração das equipes de projetos de desenvolvimento tecnológico por tipo de unidade administrativa.
D3 - Mobilização de pessoal que se dedica às atividades de inovação tecnológica.
SI1: Número de funcionários alocados à P&D, Serviços Tecnológicos e Engenharia Não Rotineira por tipo de tecnologia.
SI2: Número de funcionários alocados à P&D, Serviços Tecnológicos e Engenharia Não Rotineira por tipo de unidade administrativa.
SI3: Tempo de dedicação do pessoal às atividades de P&D, Serviços Tecnológicos e Engenharia Não Rotineira por tipo de unidade administrativa.
Freqüência de participação em equipes de projetos pelos funcionários que estão associados às diferentes tecnologias de domínio da empresa.
Freqüência de participação em equipes de projetos pelos funcionários que vêm de todas as áreas da empresa (P&D, Produção,
Marketing, Engenharia, etc.).
Percentual médio do tempo de dedicação dos funcionários, que vêm de todas as áreas da empresa, a estas atividades em relação ao tempo total de dedicação deles à empresa.