SECTION 4 O RIENTATION METHODOLOGIQUE
1.3.4 Le développement stratégique et organisationnel d’EDF : vers une articulation nécessaire
1.3.4.1 Retour sur le débat portant sur la relation stratégie-structure
Quadro 3 - Organização das turmas do CMEI - As cores das Flores/2017.
TURMAS TURNO No de crianças
por sala Berçário II (01 ano a 01 ano e 11 meses) Integral – 7h às 16h 15 crianças Nível I “A” (02 anos a 02 anos e 11 meses) Matutino – 7h às 11h 20 crianças Nível I “B” (02 anos a 02 anos e 11 meses) Vespertino – 13h às 17h 20 crianças Nível II (03 anos a 03 anos e 11 meses) Matutino – 7h às 11 h 22 crianças Nível III (04 anos a 04 anos e 11 meses) Vespertino – 13h às 17h 24 crianças
Fonte: Pesquisadora – Diário de Campo 1, 2017.
A instituição em sua proposta procura desenvolver o seu ensino com base nas legislações vigentes, visando desenvolver práticas político-pedagógicas com a preocupação de manter o processo de ensino-aprendizagem em um nível global, dentro de uma gestão democrática com a participação de todos os segmentos da instituição, acompanhado pela comunidade escolar através do Conselho Escolar. (PPP, 2017).
O CMEI “As cores das flores”, nosso lócus de investigação, apresenta ainda uma proposta de trabalho voltada às atividades pedagógicas de acordo com as necessidades e particularidades das crianças, contemplando os seus diferentes saberes, trabalhando com a Pedagogia de Projetos.
4.1.3 Cena 3: apresentando nossos interlocutores
Partindo das dimensões dialógicas da pesquisa qualitativa, consideramos os nossos partícipes como sujeitos ativos e fundamentais na prática discursiva, nas trocas de experiências, substancial na construção de dados, análises e interpretação desses.
Assim, entramos em contato com a direção do CMEI através de telefone fornecido pela Secretaria e marcamos nosso primeiro encontro presencial, para que a pesquisadora pudesse apresentar a proposta a que a pesquisa se destinava.
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[...] Nossa, que espaço acolhedor, ambiente descontraído com ‘barulhinho14’
de Educação Infantil. Ambiente arborizado, sombra, brisas [...] Bem recebida e pela Diretora Administrativa, que logo me apresentou à Diretora Pedagógica [...] Conversas, risos, escutas, curiosidades... Sai enamorada pelo primeiro contato, começando a sentir os primeiros afetos pelo o que eu pretendia fazer [...] (DIÁRIO DE CAMPO 1, 2017)
Após essas primeiras impressões essenciais para o trato de nossa sensibilização, sendo muito bem acolhida por ambas as diretoras, elas ficaram de conversar com as educadoras durante os seus planejamentos pedagógicos. Em seguida, me dariam um retorno sobre a aceitação do meu convite a um segundo contato, desta vez como nossos sujeitos.
O contato foi feito de modo plausível no mês de setembro de 2017, marcado um horário em que pudéssemos conversar tanto com o grupo matutino como com o vespertino. Começávamos então os preparativos para a 2ª visita ao nosso lócus de pesquisa, agora com uma roda de conversa com os nossos possíveis interlocutores.
[...] Dada a 2ª visita ao nosso lócus de pesquisa, conforme marcado com antecedência. O ambiente continuava acolhedor, mas dessa vez sem o ‘barulhinho’ da Educação Infantil, era hora do planejamento [...] Uma sensação de frio na barriga, mas por que? Ora, estou sempre em contato com a formação de professores [...] Deve ser porque ainda não conheço esse grupo. Não sei o que me espera. Será que vão aceitar? Será que vão gostar? (DIÀRIO DE CAMPO 1, 2017)
Diferente do primeiro contato, esse segundo já se mostrava diferente. Conforme já mencionado na abertura deste capítulo sobre os diversos caminhos que percorreríamos, já nos confrontarmos com a metáfora apresentada “[...] caminhos claros e as vezes escuros…”
O desconhecido já nos inquietava, afinal, não nos conhecíamos ainda, como estabelecer uma relação de afeto, parceria e reciprocidade, essencial na pesquisa- ação colaborativa?
O começo realmente era apenas o começo. A pesquisa foi apresentada com airosidade e bem acolhida pelos 15 (quinze) sujeitos que se encontravam presentes. Entre eles, 06 (seis) docentes, 06 (seis) estagiários, 02 (dois) diretores (administrativo e o pedagógico) e 01 (um) coordenador pedagógico, que demonstraram interesse em
14 Termo figurativo utilizado ao adentrarmos nos espaços da Educação Infantil. Barulho aqui se refere as vozes
67 participar. Tratamos da importância de nossa formação continuada e que essas formações deveriam contribuir em nosso fazer docente, daí pesquisas denominadas de colaborativa.
Desse modo, com o intuito de caracterizar nossos interlocutores, apresentamos que o critério de escolha desses sujeitos foi primeiramente terem interesse em participar da pesquisa investigativa e serem professores efetivos do quadro de magistério da Secretaria Municipal de Educação do Natal (SME/Natal).
No entanto, a pesquisa estava aberta também à participação da professora em regime temporário e dos estagiários, uma vez que compreendemos que estes, mesmo na condição de alunos aprendentes, estão participando ativamente em sala de aula com o professor e as crianças, contribuindo no fazer pedagógico da instituição. Desse modo, mesmo os estagiários que não se sentiam na obrigatoriedade de participar, tiveram adesão à participação da pesquisa.
Deixamos a proposta elaborada para esse momento como também apresentamos a Carta de Anuência15 devidamente consentida pela SME/Natal, para que nossos sujeitos desde já tivesse contato com o tipo de pesquisa que iríamos desenvolver nos próximos meses.
Apresentamos a seguir o quadro de nossos colaboradores da pesquisa que ao longo da pesquisa serão identificados por cores:
15 Apêndice A.
68 Quadro 4 - Identificação/Formação dos interlocutores do CMEI – As cores das
flores/Natal/RN
SUJEITOS FORMAÇÃO TEMPO DE DOCÊNCIA
Marrom Graduanda em pedagogia 01 ano
Vermelho Magistério/ Graduação em Pedagogia e concluinte do curso de Especialização em Educação Infantil
10 anos
Verde-Limão Graduação em Pedagogia Especialização em Educação Infantil
07 anos
Prata Graduanda em Pedagogia 02 anos
Dourado Graduação em Pedagogia 08 anos
Preto Graduanda de pedagogia 02 anos
Rosa Claro Magistério/ Graduação em Pedagogia e concluinte do curso de Especialização em
Educação Infantil
12 anos
Azul-Escuro Graduanda em Pedagogia 04 anos
Amarelo Graduanda de pedagogia 01 ano
Verde-Escuro Magistério/ Graduação em Pedagogia e Especialização em Educação Infantil
25 anos
Azul-Claro Graduação em Pedagogia
Especialização em Educação Infantil
10 anos
Pink Graduação em Pedagogia
Especialização em Psicopedagogia
11 anos
Roxo Graduanda de pedagogia 01 ano
Verde-Água Magistério
Graduação e Pedagogia
Especialização em Educação Holística e Qualidade de Vida 25 anos Laranja Magistério Graduação e Pedagogia Especialização em Linguística 17 anos
Fonte: Pesquisadora – Diário de Campo 1, 2017.
A fim de conhecer um pouco mais sobre nossos interlocutores, tivemos uma conversa a princípio informal, sobre sua formação e o tempo que atuavam na docência. Vimos que 04 (quatro) educadoras têm sua formação em Magistério a nível de Ensino Médio, 09 (nove) interlocutores são graduados em Pedagogia ou 06 (seis) estão concluindo.
No que se refere ao curso de Especialização temos 05 (cinco) educadoras que fizeram ou estão concluindo a Especialização em Educação Infantil, 03 (três) educadoras optaram por outra especialização na área de educação e apenas 01 (uma) das educadoras graduadas ainda não tem especialização.
69 Trago a importância desse quadro para sinalizar que a maioria dos nossos sujeitos estiveram/estão envolvidos com suas formações iniciais e continuada, devido ao tempo que estão atuando na docência.
Ainda a respeito ouvimos um pouco dos nossos sujeitos sobre o que eles esperavam dessa formação e nos foram apresentadas as seguintes reflexões:
Espero dessa formação adquirir e construir mais conhecimentos práticos que me levem a refletir e trabalhar com a criança com deficiência desempenhando papel significativo e relevante na sala de aula. (ROSA-CLARO)
Fico muito satisfeita com essa oportunidade de poder participar e aprender. É isso que espero, aprender e poder usar com eficiência e qualidade na minha ação de ser professor. (VERMELHO)
Então, espero conhecer práticas que me possibilitem contribuir para a formação das minhas crianças de maneira efetiva, deixando de olhar a criança com deficiência com dó, um olhar sensível, mas de contribuir de forma significativa para o seu desenvolvimento. (VERDE-ESCURO)
Esses foram apenas os primeiros excertos de como foi agradável e proveitosa nossa primeira roda de conversa. Na perspectiva desse fazer colaborativo, não estamos diante de um desafio apenas de professor “A”, professor “B”, o desafio era para a escola. Assim, se é da escola, é de todos os sujeitos que dela fazem parte, permitindo a produção de descobertas, de diálogos, de sentidos entre o eu e o outro. Ao longo da proposta interventiva participaram ativamente os diretores, o coordenador pedagógico, os educadores infantis e seus respectivos auxiliares da sala de aula, tendo uma variação de 13 a 15 sujeitos em cada oficina interventiva.