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Du comportement à la cognition: les voies et portées de l’apprentissage

SECTION 4 O RIENTATION METHODOLOGIQUE

2.1 D ISPOSITIF METHODOLOGIQUE ET THEORIQUE

2.1.2 Rappel sur les approches théoriques constituant l’apprentissage organisationnel

2.1.2.3 Du comportement à la cognition: les voies et portées de l’apprentissage

Título Original e em Português: Le Scaphandre et le Papillon - O Escafandro e a Borboleta

- Ano e País de Produção: 2008, França - Direção: Julian Schnabel

- Gênero: Drama, Biografia - Duração: 1h52

- Idioma: Francês, EUA - Suporte: Película

1. Sobre a técnica cinematográfica:

Argumento- O filme é baseado em fatos reais, narra a história de Jean- Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, editor da revista Elle que sofre o AVC. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.

Foco narrativo – A história é contada a partir da visão do protagonista, subjetivo.

Cenário e Figurino – O cenário médico hospital, muitas cenas se configuram no leito do hospital, Bauby e a equipe de saúde, outras cenas é de paisagens da área externa do hospital onde Bauby aprecia a chaminé a ponte vista pela varanda. Um outro cenário é na praia com as visitas da família, ex esposa e os três filhos. Em relação ao figurino, são vestimentas da contemporaneidade, tanto dos médicos como da família que o visita.

Trilha sonora/sonorização:

Músicas com intensidade mais fortes para as cenas que envolvia Bauby no hospital, efeitos sonoros, ruídos, diálogos ou falas, silêncios, som em off ou real.

Fotografia e Câmera - Fotografia – É um filme colorido, as cores aparecem em todas as cenas, na paisagem, nos corpos, nas vestimentas. A câmera dá destaque em muitos detalhes das cenas, utilizam bastante a técnica close- up

em diversas cenas que envolve o olho do Bauby, a presença marcante também do primeiro plano nas cenas que envolve o Bauby. O cenário do hospital é utilizado os planos médio e fechado.

2. Análise do corpo em movimento- Sobre o corpo e a cultura de movimento Corpo e Deficiência:

Intercorporeidade:

3. Palavras-chave: Deficiência física, afetividade, Imagem e esquema corporal. 4. Descrição de Cenas:

Cena 1- O filme começa com os médicos explicando para Baudy o que aconteceu e tentando relembrar o acontecido. Um olhar embaçado e tentando falar o nome dos filhos a pedido do médico, mas o som não saia, ele entendia tudo, mas não conseguia falar.

Cena 2- A visita do médico neurologista explicando o que ele tem, Síndrome de Lockeding, e vai dizendo o que funciona, o que não foi comprometido, o cérebro e o olho esquerdo.

Cena 3- Visita das terapeutas. Percebendo que ele pisca o olho esquerdo, elas combinam que uma piscada é para responder sim, e duas piscadas para responder o não, piscadas rápidas, ele quer falar. A fisioterapeuta explica que vai trabalhar a língua para começar a engolir.

Cena 4: Baudy estabelecendo a comunicação com a fono e se comunica com o olho esquerdo piscando e vai acompanhando o alfabeto por uma figura mostrada por ela.

Cena 5- que ele decide mudar. “Eu decidi não ter mais pena de mim mesmo. (Soletrou para a terapeuta).” Estão fora do hospital, no jardim. “Além do meu olho duas coisas não estavam paralisadas, minha imaginação e minha memória”.

Cena 6- Ele elencou como as duas maneiras de escapar do seu escafandro e ser borboleta voando. “Eu posso imaginar qualquer coisa, qualquer lugar, flutuar nas ondas da Martinica, está com a mulher que amo, fazer uma reverência ao rei dos reis, posso imaginar o que quiser. Dá asas as minhas fantasias de menino, e minhas ambições de adulto, agora eu vou me lembrar de como eu era bonito, afável, diabolicamente atraente, encantador e muito bonito para algumas pessoas.

Cena7- Relembra esquiando na neve, na mesa com os amigos na neve, sorrindo, e vários fatos na vida desde de criança.

Cena 8- Decide escrever o livro. Letra a letra vão surgindo as frases do livro. “Através da cortina em fiapos um terno brilho anuncia o raio do dia, meus calcanhares doem, minha cabeça pesa uma tonelada, todo o meu corpo está enarrado em uma espécie de escafandro.” Minha tarefa agora é escrever as inertes anotações de viagem de um naufrago nas praias da solidão. Se vê “estático e mudo”.

Cena 9- que descreve como gosta de ir ao terraço do hospital, que dá para passagens poéticas, que diz que é um cenário de cinema. Duras, construções, espuma do mar, e o farol que ele adora, descreve como alto, robusto, com listras vermelhas e brancas.

Cena 10- A chegada dos técnicos para instalar o telefone no apartamento do hospital. Entram e questionam-se se é um homem ou mulher.

Cena 11- na sala da fisioterapia. Sobre a prancha na posição em pé e amparado pelas amarrações, uma mosca pousa no seu nariz. Com o olhar na mosca, fica tentando mexer a cabeça para a mosca sair. As fisioterapeutas tomam um susto quando percebem que ele mexeu a cabeça. E retiram a mosca. Elas veem como milagre ter mexido a cabeça.

Cena 12- “Um texto não existe até que seja lido”. É a parte do livro que relata a visita ao seu pai em Paris, na semana pouco antes do acidente. Descreve que fez a barba e que estava doente. O pai sentiu medo dele desajeitado fazer a barba. O pai pergunta o que ele anda lendo nos últimos dias, ele responde, O conde monte Cristo. Quer escrever uma versão moderna. Versão feminina. Cena 13- Enquanto faz a barba falam da saudade da esposa (mãe) e que ele deveria ter ficado com a mãe dos filhos e pede para levar os netos para vê- lo. Ao final o pai diz que sente orgulho dele. A aprovação do pai era

importante.

Cena 14- Encontro com os filhos. Sentado na cadeira de rodas na areia da praia chegam os filhos e a ex esposa. Era dia dos pais e desejam feliz dia dos pais.

Cena 15- Os três vão beijá-los. Enquanto os dois menores brincam, o mais velho o abraça e chora junto a ele.

Cena 16-Todos vão brincar com a mãe e ele fica recordando que nuca teve uma comemoração assim com eles.

Cena 17- A mãe dos filhos o elogia e olha o livro das visitas e soletra com ele que diz pouco antes do derrame fez uma dieta e nunca imaginou que os resultados fossem tão dramáticos. “Agora eles sabem como é ter um zumbi como pai, obrigado”. Brincam de forca com os filhos e ele. A filha pede para ir embora.

Cena 18- Outro encontro com os filhos no apartamento do hospital cantando. Marcam para se vê semanalmente.

Cena 19- Sozinho no apartamento após a visita. (Com palavras eu não consigo exprimir). A dor que sente enquanto pai não poder afagar os cabelos, beliscar seus pescoços fofos ou abraçar seus fofos e quentinhos corpos, mas me alegro em vê-los ativos, felizes e sorridentes. É o que posso chamar de um lindo dia.

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Grupo de pesquisa ESTESIA- Corpo, fenomenologia, movimento. Laboratório VER- Visibilidade do corpo e da cultura do movimento.

Coordenação: Terezinha Petrucia da Nóbrega

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