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Le modèle évolutionniste et son implication en organisation

SECTION 4 O RIENTATION METHODOLOGIQUE

1.3.3 Le modèle évolutionniste et son implication en organisation

Dar início a uma pesquisa cientifica é sobretudo um trabalho minucioso, sistematizado por procedimentos rigorosos, o qual o pesquisador está implicado em todo o processo da construção desse saber que se elabora. Ao encontro do que reitera o educador Rubem Alves, ele nos afirma que “todo ato de pesquisa é um ato político” (LUDKE e ANDRÉ, 1986).

Partindo da compreensão de Oliveira (2016), produzir ciência é também “um ato possível a todos que buscam explicações para melhor entendimento da realidade empírica.” (OLIVEIRA, 2016, p.35).

Ao propormos essa pesquisa, na busca de uma relação corpo, inclusão e aprendizagem, não objetivamos fazer apenas uma abordagem simplista da educação de crianças com e sem deficiência, mas, de oferecer contribuições para a formação de professores que atuem com essas crianças e que essa formação possa reverberar em sua prática pedagógica.

Nesse sentido, o percurso investigativo desta pesquisa está pautado em uma abordagem qualitativa, que por sua vez valoriza as relações entre os sujeitos

60 envolvidos e o seu entorno, como também, suas relações e as implicações no processo ensino-aprendizagem (OLIVEIRA, 2016).

Derivando das concepções de Flick (2009), pesquisa qualitativa não é mais apenas a pesquisa não quantitativa, ela é vai além, é vista como uma atividade que posiciona o observador do mundo, envolvendo uma postura interpretativa dos sentidos que as pessoas lhes atribuem.

Partindo desses pressupostos, Bogdan e Biklen (1994) apontam a seguinte definição:

Utilizamos a expressão investigação qualitativa como um termo genérico que agrupa diversas estratégias de investigação que partilham determinadas características. Os dados recolhidos são designados por qualitativos, o que significa ricos em pormenores descritivos relativamente a pessoas, locais e conversas, e de complexo tratamento estatístico. As questões a investigar não se estabelecem mediante a operacionalização de variáveis, sendo, outrossim, formuladas com o objetivo de investigar os fenômenos em toda a sua complexidade e em contexto natural. (BOGDAN e BIKLEN, 1994, p.16).

Considerando as palavras dos autores acima, a pesquisa qualitativa está pleiteada na ênfase de todo o processo da investigação do que apenas em seu produto final, na premissa de valorização de todos os envolvidos.

Pode-se afirmar também que a pesquisa qualitativa é vista como um procedimento de reflexão e análise da realidade através de métodos e técnicas sobre seu objeto de estudo. Logo, esse processo implica em toda uma revisão da literatura existente, observações diretas e indiretas, aplicação de questionários e/ou entrevistas, bem como a análise e tabulação dos dados apresentados de forma descritiva, na assertiva de que todos os fatos e fenômenos são significativos e valorosos (OLIVEIRA, 2016).

Triviños (2007) também comenta acerca da abrangência do conceito e dos limites da pesquisa qualitativa. No entanto, aborda que o pesquisador qualitativo considera a participação do sujeito como um dos fundamentos de seu fazer científico, tendo como foco a compreensão, a descrição e interpretação do significado que os participantes projetam sobre o objeto de estudo.

Diante do exposto, esta dissertação de base qualitativa preconiza o desenvolvimento de uma pesquisa ação-colaborativa, na perspectiva de recolher informações sistemáticas com o propósito de promover mudanças sociais (BOGDAN e BIKLEN, 1994).

61 A pesquisa-ação, considerada um instrumento de pesquisa, tem sido muito utilizada nas últimas décadas sob diversas intencionalidades. A respeito da pesquisa- ação, Thiollent (2011) apresenta a seguinte definição:

A pesquisa-ação é um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com a ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo. (THIOLLENT, 2011, p.20)

Percebe-se que se trata de uma estratégia que estabelece um encadeamento entre os sujeitos da pesquisa e o objeto de estudo durante todo o processo investigativo em busca de responder um problema de interesse comum. Vale ainda destacar que a pesquisa-ação não se situa sobre o sujeito e sim com ele (GIL, 2008). Franco (2005, p.485), por sua vez, expõe três tipos de definição sobre a pesquisa-ação:

a) Pesquisa-ação colaborativa – quando a busca de transformação é solicitada pelo grupo de referência à equipe de pesquisadores, no qual o investigador tem de fazer parte de um processo de mudança com os sujeitos;

b) Pesquisa-ação crítica – é a transformação percebida pelos sujeitos no início da pesquisa como necessária, valorizada pela construção cognitiva da experiência sob vistas de uma reflexão crítica coletiva;

c) Pesquisa-ação estratégica – essa transformação é previamente planejada, sem a ação dos sujeitos e o investigador apenas acompanha os efeitos e avaliará os resultados de sua aplicação.

Nesse entendimento, a metodologia proposta por meio de uma pesquisa-ação colaborativa assume o percurso desta dissertação. O propósito é refletir e analisar sobre as práticas pedagógicas dos professores, com o intuito de transformar suas ações no decorrer de uma proposta de intervenção in loco.

Na pesquisa ação-colaborativa, presume-se a reflexão das práticas para a transformação dessas práticas, configurando-se em um trabalho minucioso, sob as reais necessidades dos sujeitos e o olhar/ sensibilização do pesquisador. Não se trata aqui de olhar para um sujeito individual e sim sujeitos-professores, historicamente situados (PIMENTA, 2005).

Ainda no entendimento de Pimenta (2005), é apontado que não é qualquer pesquisa colaborativa que pode dar o retorno daquilo que esperamos. É preciso

62 configurá-la como uma pesquisa-ação colaborativa, partindo de suas inquietações cotidianas, emergindo de suas necessidades à medida que possamos contribuir na formação continuada desses sujeitos.

Nessa perspectiva, Ibiapina (2008) afirma que fazer pesquisa colaborativa é contribuir para que seja desenvolvida uma atitude crítica e reflexiva sobre a própria prática, pois permite o diálogo e a troca de experiências, baseados na ação-reflexão do próprio fazer.

Nesse tipo de pesquisa, ambos os sujeitos (pesquisador e pesquisados), têm papel importante na tomada de decisões e na busca de resposta à questão problema. Desse modo, um grande desafio em tal tipo de pesquisa é o estreitamento de vínculos entre todos os envolvidos.

É preciso constituir uma relação de confiança e afeto com todos os envolvidos, logrando parceria e diálogo sistemático sempre, não apenas como registro dessa dissertação, mas considerando todo o processo da construção da mesma. Para isso, partimos de suas inquietações vinculadas às suas práticas pedagógicas, constituindo assim suas reais necessidades.

Espera-se que como resultados da ação-colaborativa da pesquisa, haja mudanças pedagógicas, valoração do trabalho, crescimento pessoal e profissional e desenvolvimento de ação-reflexão-ação de seu fazer docente (IBIAPINA, 2008).

Aferindo encadeamento à pesquisa, se faz necessário apresentar os desdobramentos do campo empírico em que esta pesquisa está alicerçada, como apresentação do cenário investigativo, a descrição dos colaboradores, procedimentos utilizados para a investigação e toda a análise inferida.

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